Mostrando postagens com marcador Messias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Messias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Parábola do Trigo e do Joio

A Parábola do Trigo e do Joio

Resumo dos acontecimentos do Éden à vinda do Messias
Yeshua (Jesus) fez um midrash (uma narrativa) a respeito de Seu futuro reino, na forma de uma parábola, dizendo aquilo que ficou conhecido como a parábola do Trigo e Joio e está em registrada nos Ketuvim Netsarim (NT) em Mt. 13: 24- 30.

É interessante o que vamos observar. Os discípulos não compreenderam esta narrativa de Yeshua (Jesus), até que Ele próprio expôs o significado. Todos os símbolos aqui apresentados são explicados em detalhes, mais à frente, dentro do mesmo capítulo. Antes disso, porém, convido a refletirmos sobre aspectos, aqui neste texto, que facilitarão explorar o assunto.

Reino dos céus: Yeshua (Jesus) fala do reino dos céus, o mesmo que os discípulos anunciavam.

Homem que semeia: Aquele que sai lançando a semente boa.
No seu campo: A semente é lançada dentro do campo pertencente a este homem.
O inimigo: O qual, aproveitando-se do sono dos servos, vem e semeia o joio.
Servos: Aqueles que trabalham no campo e que querem arrancar a má semente, que não foi plantada com o trigo.
Ceifa: Não autorizados a arrancar o joio até o tempo da colheita, os ceifeiros são instruídos a esperar.
Ceifados: Primeiro o joio. Somente depois o trigo é levado ao celeiro.
Agora então estamos prontos para considerar a explicação de Yeshua (Jesus) sobre esta parábola, que lemos em Mt. 13: 36- 43.

Analisaremos juntos, a seguir, a explicação sobre esta parábola expressa pelo Senhor.
O semeador da boa semente: É o Filho do Homem, que veio para semear o evangelho do reino.

O campo: O campo é o mundo em que vivemos.
A boa semente: O trigo, ou seja, os filhos deste reino anunciado por Yeshua (Jesus).
O joio: São os filhos do maligno, que vivem neste mundo, mas que desobedecem a Deus.
O inimigo: O diabo, que semeou o joio no mundo e retirou-se, contaminando o campo.
Ceifa: O fim do mundo.
Ceifeiros: São os anjos.

Preste bastante atenção nos versos 40 e 41 e responda:

n Yeshua (Jesus) manda os ceifeiros a este mundo para colher o que, a fim de serem destruídos?

Resposta: o joio, ou seja, os filhos do maligno.
n De onde os anjos colhem a má semente, os filhos do maligno?
Resposta: do Seu reino, ou seja do Seu campo. onde plantou a boa semente, os filhos do reino.

n Onde os justos resplandecem?
Resposta: Neste reino. Neste campo. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
n Que planta não foi plantada por Deus? Que planta será arrancada?
Resposta: O joio não é planta de Deus e não pode permanecer no campo de Yeshua (Jesus). Lembre-se que os servos disseram: "Não semeaste tu no TEU CAMPO boa semente?"
"Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada." (Mt. 15:13)
Aqui novamente Yeshua (Jesus) fala da planta não plantada por Deus, e o fim trágico do joio.
"Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a descendência dos ímpios será desarraigada. Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre." (Sl. 37:28,29)

DUPLA FUNÇÃO DOS ANJOS

Os anjos de Deus, neste midrash ceifeiros do Reino, desempenham importante ação na volta de Yeshua (Jesus). Yeshua nos fala desta tarefa a ser executada pelos anjos. Acompanhe o que dizem os versos de Mt. 13:41, 47- 50.

Os anjos de Deus farão separação entre os justos e maus, ao destruírem do reino de Yeshua, os que causam escândalo e cometem iniquidade. Leia os textos: Mt. 24:27, 28; Lc. 17:37.
Yeshua faz alusão aos anjos, como sendo águias numa atividade de extermínio e limpeza do mundo, ao mesmo tempo em que separam a boa semente, ou os filhos do reino.

LEVADO E DEIXADO: Quem?

Na vinda de Yeshua, quem será levado e quem será deixado? Yeshua (Jesus) nos responde!! Leia Mt. 24:35- 44
No texto acima Yeshua explana como acontecerá na Sua vinda. O que parece fácil, mas merece uma atenção especial a alguns detalhes. Vejamos:

Dia e hora: Ninguém sabe, exceto Deus. Alguns se aventuram ainda hoje contra o que disse Yeshua (Jesus), tentando fazer previsões.
A vinda: Será como foi nos dias de Noé (com relação ao modo de vida das pessoas)
Não perceberam: Os ímpios comiam, bebiam, casavam e estavam desapercebidos.
Os levou a todos: O dilúvio levou os maus homens; levou-os à destruição.
Quem será levado?: Assim também será a vinda do Filho do Homem; da mesma forma como foram levados os que estavam desapercebidos, serão levados os ímpios.
Dois no campo: Quem será levado? O que estiver salvo? Não! Mas sim o que estiver desapercebido, pois assim ocorreu no dilúvio.
Duas no moinho: Será levada a ímpia, e será deixada a mulher justa.
É necessário estar preparado!!

ESTAR COM YESHUA (JESUS)

Alguns textos da Bíblia são mal interpretados. Há tentativas de dar idéia de que Yeshua (Jesus) teria feito promessas diferentes aos salvos. Leia em Jo. 7:32- 36.
Analise junto comigo o texto abaixo:

"Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou não podeis vós ir. Diziam, pois, os judeus: Porventura, quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vós ir? E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." (Jo 8: 21- 23)
Observe que os judeus de Seus dias não sabiam para onde ia Yeshua (Jesus). Pensavam que iria, quem sabe, para os gregos, por isso se questionavam para onde iria o Senhor, de forma que não poderiam seguí-Lo.

Yeshua (Jesus) diz que eles são de baixo, e que Ele é de cima.
"Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. 

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás. Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes."

Mas, neste texto acima escrito em João 13:33-38, com quem Yeshua (Jesus) falava?
Você acertou! Com seus discípulos.
Da mesma forma que tinha dito aos judeus que não criam, agora Yeshua (Jesus) se dirige a seus discípulos, dizendo que para onde Ele ia, os discípulos também não poderiam seguí-lo. Alguém poderia dizer: "Sim, mas não o seguiriam naquele momento!", e isso é certo.

Sabia Pedro para onde Yeshua (Jesus) iria? Não!!! O que Pedro queria então?
Seguir a Yeshua (Jesus): Os discípulos queriam seguir a Yeshua, não obstante o fato de não saberem para onde iriam. Isso é importante na compreensão do assunto, pois aqui não estava em questão o destino Dele, mas a companhia de Seus seguidores, que não queriam a separação. Yeshua disse: "depois me seguirás".

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." (Jo 14: 1- 3)

Uma vez estudado o contexto, fica mais fácil entender o texto.
Os discípulos estavam preocupados porque Yeshua dizia que iria deixá-los. Eles já estavam acostumados com a companhia do Mestre. Yeshua (conforta-os dizendo que na casa do Pai havia muitas moradas. Que Ele voltaria e os levaria para Si mesmo, para que estivessem juntos novamente. Os discípulos estavam desejosos de andar sempre com Yeshua. No futuro, será tempo disso, conforme a profecia assegura:

"E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai. E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa. 

E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. (Ap. 14: 1- 5)

Sim, assim estarão os discípulos, a quem Yeshua confortou. Novamente com o Mestre; novamente seguindo ao amado Rei, onde quer que Ele estiver, no futuro domínio de justiça e paz.

Postado por Roberto
Fonte: Congregação Israelita da Nova Aliança
Abraço

sábado, 23 de outubro de 2010

COMO DEUS FAZ HISTÓRIA

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.
Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. 

Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. 

Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).

Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”

Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. 

Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.
A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). 

Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. 

A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).

Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.
O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”.

O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). 

Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas.

Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. 

Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante:
 
“Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. 

Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. 

Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. 

Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. 

Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. 

A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso! 

  Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 2006.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COMO O ANTI-SEMITISMO CORROMPEU A IGREJA

Como o Anti-Semitismo Corrompeu a Igreja
Já se passaram quase dois mil anos desde que a nação de Israel falhou em aceitar Jesus como seu Messias e Redentor.

Quem levaria ao mundo a mensagem da salvação enquanto Israel estivesse espiritualmente afastado dessa missão (Rm 11)?

Na eternidade passada, Deus determinou constituir uma nova entidade para realizar Sua obra durante esse intervalo de afastamento espiritual de Israel, a saber, a Igreja. A Igreja seria de âmbito internacional, composta de crentes em Cristo de origem judaica e de crentes em Cristo gentios de todas as partes do mundo (Ef 2.11-3.11). Ela nasceu no Dia de Pentecostes, dez dias depois da ascensão de Jesus ao céu (At 2; At 11.15).

Jesus deu ordens para que a Igreja pregue o Evangelho (i.e., “boas novas”) de Sua morte, sepultamento e ressurreição a todos os povos do mundo, e que faça discípulos de todas as nações (Mt 28.19-20; Mc 16.15). Agora, o alvo de Satanás é a Igreja.

Satanás, primeiro, tentou destruí-la fisicamente através da perseguição. Embora muitos crentes em Cristo, judeus e gentios, tenham perdido sua vida como mártires, a Igreja continuou a crescer e a se expandir em todo o Império Romano. Assim, no início do quarto século, Satanás chegou à conclusão de que não conseguiria destruir a Igreja fisicamente.

Então, Satanás passou a pervertê-la através de crenças e práticas contrárias ao que a Bíblia ensina. Ele utilizou dois meios para atingir seu objetivo: a união da Igreja com o Estado e a Teologia da Substituição.

Do ano 311 d.C. ao ano 380, o governo romano mudou de estratégia; em vez de tentar aniquilar o cristianismo, passou a adotá-lo como a única religião permitida, ou seja, a religião oficial do Estado. Por causa desse casamento da Igreja com o Estado, um número enorme de descrentes adentrou as igrejas, inundando-as com suas crenças e práticas pagãs.

Além disso, líderes da Igreja Gentílica se dedicaram ao estudo da filosofia grega e das concepções anti-semitas. Em menos de um século depois da morte dos apóstolos, líderes importantes da Igreja Gentílica conceberam a idéia de que Deus rejeitara permanentemente Israel e o substituíra pela Igreja porque a nação de Israel rejeitou a Jesus. Dessa forma, a Igreja passou a ser o “Israel de Deus”. Esse ponto de vista equivocado se denomina Teologia da Substituição.

A mistura de crenças e práticas pagãs com filosofia grega e anti-semitismo alterou radicalmente as já estruturadas eclesiologia (natureza e função da Igreja) e escatologia (a doutrina dos acontecimentos futuros) da Fé Cristã.
Líderes da Igreja Gentílica se dedicaram ao estudo da filosofia grega e das concepções anti-semitas.

Alterações na Eclesiologia:

Diante do fato de que as religiões pagãs e o povo de Israel tinham várias ordens sacerdotais, a igreja desenvolveu um sacerdócio, alterando a estrutura de liderança formada por presbíteros e pastores para uma liderança constituída de um sumo sacerdote no topo da escala hierárquica e diversos níveis sacerdotais subordinados.

E, uma vez que as religiões pagãs e o povo de Israel ofereciam continuamente sacrifícios de sangue, a igreja instituiu uma alteração no significado da Ceia do Senhor, mudando de um memorial da morte de Jesus (que é a concepção das Escrituras) para um contínuo sacrifício do Salvador.

Alterações na Escatologia:

A concepção original da Igreja era o quiliasmo (essa concepção atualmente se denomina Pré-Milenismo, que é defendida pelo nosso ministério). [N. do T.: quiliasmo vem da palavra grega chilias, “mil”, de onde se originaram os termos “milênio” e “milenarismo”. Hoje em dia, o termo quiliasmo é geralmente usado em sentido restrito para referir-se à crença de que Cristo voltará antes do Milênio]. O quiliasmo afirmava que o Messias um dia voltará e reinará politicamente na qualidade de Soberano do Reino Teocrático de Deus na Terra, durante o último período da história desta Terra atual.

Pelo fato de que essa também era a concepção na qual o antigo Israel cria, líderes anti-semitas da Igreja Gentílica a rejeitaram sob o pretexto de ser “opinião judaica”. Eles a substituíram por um novo conceito denominado Amilenismo. O ponto de vista amilenista assevera que não haverá um futuro Reino Teocrático de Deus na Terra governado pelo Messias. Pelo contrário, o Amilenismo afirma que o futuro Reino de Deus predito na Bíblia vem a ser a Igreja – um reino que, em vez de ser político, é inteiramente espiritual, estabelecido por Jesus na ocasião de Sua Primeira Vinda.

A Igreja Católica Romana, que adotou a Teologia da Substituição e o Amilenismo durante toda a Idade Média, reivindicou ser o Reino de Deus na Terra predito na Bíblia e, por conseguinte, acreditava que tinha o direito de impor suas crenças e diretrizes políticas sobre todos os povos. Baseada nisso, ela se tornou uma poderosa máquina religiosa e política que, por muitos séculos, dominou todos os aspectos da vida na Europa Ocidental, a ponto de tanto entronizar quanto destronar reis e imperadores, além de perseguir multidões incontáveis de judeus.

Os reformadores que protagonizaram a Reforma Protestante do século XVI romperam com a Igreja Católica Romana em várias áreas da eclesiologia e da doutrina. Eles enfatizaram as seguintes verdades do Novo Testamento: a justificação unicamente pela fé; o sacerdócio de cada crente em Cristo; e a Bíblia como autoridade única de fé e prática.

Contudo, no que diz respeito à escatologia, os reformadores rejeitaram o Quiliasmo (i.e., Pré-Milenismo) considerando-o como “opinião judaica” e sustentaram a concepção amilenista da Igreja Católica Romana.

Satanás Infecta o Protestantismo

O fundamento protestante, enfatizado no século XVI, da justificação unicamente pela fé, era uma ameaça para Satanás. Se as pessoas, em vez de confiarem em suas “boas obras”, viessem a depositar a sua fé exclusivamente em Jesus, passariam a ser genuínos crentes em Cristo e seriam transferidas do reino de Satanás para o Reino do Filho de Deus (Cl 1.13-14). De modo que o Protestantismo se tornou alvo do ataque de Satanás.

Primeiramente, Satanás tentou destruí-lo fisicamente por meio da perseguição. Muitos protestantes foram martirizados na Alemanha, França, Holanda, Inglaterra e na Escócia. Porém, quanto mais se perseguia o Protestantismo, mais rapidamente ele se propagava.

A negação da existência de Deus tem produzido mudanças radicais na sociedade, como a rejeição de valores morais absolutos.

Então, ao perceber que não conseguiria aniquilar o Protestantismo, Satanás tentou pervertê-lo através de crenças e práticas contrárias ao que a Bíblia ensina. Por vários séculos, Satanás usou uma série de movimentos intelectuais e filosofias que rejeitavam a Bíblia como o registro divinamente inspirado da Revelação de Deus ao homem, numa tentativa de solapar a fé bíblica de muitos protestantes.

Em conseqüência disso, no final do século XIX e começo do século XX, um percentual significativo do Protestantismo se corrompeu com crenças contrárias à Bíblia. Muitos passaram a negar a realidade da Queda e da natureza pecaminosa do ser humano; a inspiração divina e a autoridade da Bíblia; o nascimento virginal de Cristo; a divindade, a expiação substitutiva, a ressurreição corporal e a Segunda Vinda de Jesus Cristo.

Deus soberanamente contrabalançou tal perversão satânica com o avivamento Wesleyano do século XVIII, com o Grande Despertamento nas Colônias Americanas, com o Segundo Despertamento, com os avivamentos liderados por D. L. Moody, com o movimento dos institutos bíblicos, com a criação de organizações missionárias de fé, e com as conferências sobre a profecia bíblica.

Por volta do fim da Primeira Guerra Mundial, uma parcela considerável do Protestantismo rejeitava a revelação divina em todas as suas formas, revelação essa que é o único meio de se constatar a existência do Deus criador e soberano do universo. Satanás usou essa rejeição para lançar seu mais atual ataque nessa guerra contra Deus: a crescente negação da existência de Deus.

Essa negação tem produzido as seguintes mudanças radicais na sociedade: uma atitude de desespero quanto ao supremo significado e propósito da vida humana; a rejeição de valores morais absolutos, provocando um colapso da moralidade; o repúdio da verdade objetiva para toda a humanidade; a rejeição de um padrão objetivo que possibilite discernir entre o certo e o errado; uma redefinição do que vem a ser tolerância; um movimento feminista radical; e uma absoluta tendência de humanizar Jesus Cristo e divinizar o ser humano.

Ao que parece, Satanás está preparando o terreno para lançar a maior de todas as investidas na sua guerra contra Deus. 

Renald E. Showers é autor, professor e conferencista internacional a serviço de The Friends of Israel.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2008.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SIMEÃO: IM HOMEM PLENAMENTE REALIZADO

Simeão: um homem plenamente realizado

E pelo Espírito [Simeão] foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus… Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois já os meus olhos viram a tua salvação (Lucas 2:27-30).

Simeão: um homem plenamente realizado

Sempre que ouvimos falar sobre uma vida de realização, pensamos em alguém que chegou à maturidade gozando de boa saúde e que teve o privilégio de levar a vida de maneira bem-sucedida. Mas será que realmente isso é importante? 

Uma vida de realização abrange apenas os aspectos físicos e materiais deste lado da sepultura? O breve relato bíblico sobre Simeão nos dá base suficiente para meditarmos um bocado.

Simeão viveu de fato uma vida de realização. “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo.” 

Essa não é a linguagem de alguém para quem a morte é uma tragédia, ou que esteja abalado pela proximidade do porvir. Apenas quem não precisa de mais nada por já ter conseguido a satisfação plena é que pode fazer tal declaração. Não havia no mundo nada mais sublime do que os olhos de Simeão contemplavam: Cristo, o Salvador enviado por Deus.

Havia sido revelado a Simeão “pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor” (v. 26). Isso se relaciona à expectativa do aparecimento do Messias prometido, profecia que se cumpriu no nascimento de Jesus Cristo.

Uma vida de realização genuína tem de se estender para além do túmulo. Tudo o que alcançarmos e experimentarmos aqui está fadado ao esquecimento. 

No entanto, quem conhece Cristo, a salvação de Deus, tem a vida eterna, o perdão dos pecados e a paz com Deus mediante a fé nEle. Paulo escreveu: “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança” (Efésios 1:11). Nossa herança é o próprio Deus e tudo o que Ele possui.

Se todo o nosso esforço se resumir às coisas desta vida, então “somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:19). 


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É TUDO OU NADA

É Tudo ou Nada

Em 1960, o apresentador evangélico Pat Boone escreveu a letra do tema musical de um filme baseado no conhecido romance da autoria de Leon Uris intitulado Exodus (Êxodo). Exodus conta epicamente a história da luta heróica do povo judeu em 1947 para que a terra de Israel se tornasse novamente o seu lar. As nove primeiras palavras do tema musical escrito por Boone já diziam tudo: “Esta terra é minha. Deus me confiou esta terra”.

Infelizmente, poucos escreveriam uma letra como essa em nossos dias. Muitas pessoas, dentre as quais um número cada vez maior de cristãos, acreditam que aquela terra não pertence legitimamente à descendência física de Abraão, através de Isaque e seus descendentes; ao contrário, eles alegam que a terra pertence aos palestinos ou até mesmo à Igreja – mas em hipótese nenhuma aos judeus.

Na verdade, 154 mestres e expositores da Bíblia, entre os quais se incluem R. C. Sproul e Bruce Waltke, assinaram um manifesto público, veiculado no site do Knox Theological Seminary, declarando que o povo judeu não tem nenhum direito especial à posse de qualquer território no Oriente Médio:

O direito de qualquer grupo étnico ou religioso à posse do território que se denomina “Terra Santa”, situado no Oriente Médio, não pode ser defendido com base nas Escrituras. Na realidade, as promessas específicas relativas à terra, feitas a Israel no Antigo Testamento, cumpriram-se sob a liderança de Josué.

O fundador, presidente e chanceler do Knox Theological Seminary, D. James Kennedy, recebe destaque no site de seu ministério Coral Ridge Ministries como “o pastor presbiteriano que atualmente tem a maior audiência no mundo”.

Entretanto, a posição sustentada no manifesto é errônea. A aliança que Deus fez com Abraão incluía três promessas: terra, descendência (i.e., “semente”) e bênção. Deus prometeu todos esses três elementos de modo igual e incondicional, de forma que não se pode optar por um em detrimento dos outros dois.

Deus prometeu que Abraão e seus descendentes seriam abençoados de modo concreto e literal. Um dos meios concretos pelos quais Ele os abençoou se verifica pela atitude de trazê-los de volta à sua terra.

Deus literalmente prometeu a Abraão que os descendentes naturais dele seriam “como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar” (Gn 22.17). Deus disse a Abraão “nela [i.e., na tua “semente” ou “descendência”] serão benditas todas as nações da terra” (v. 18). O povo judeu tem abençoado este mundo de maneira altamente significativa através de seus dons, talentos e realizações.

No período de 1901 a 2006, dentre todos os ganhadores do Prêmio Nobel, 23% eram judeus. As Escrituras afirmam: “O restante de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor, como chuvisco sobre a erva...” (Mq 5.7).

“O restante de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor, como chuvisco sobre a erva...” (Mq 5.7).


Em última análise, o maior descendente natural de Abraão literalmente é o Messias de Israel: Jesus Cristo. Nele se cumpre a promessa do descendente feita há muito tempo na Aliança Abraâmica. Contudo, aquela parte da aliança que diz respeito à terra ainda está em vigor. Deus a concedeu junto com as outras promessas.

Portanto, não se pode separar a descendência natural judaica da promessa de benção e da promessa relativa à terra para o povo judeu. A aliança em si é uma unidade indivisível que promete bênção material, descendência natural e uma terra física para os descendentes naturais de Abraão. 

Os gentios que são enxertados, conforme expõe o capítulo 11 de Romanos, recebem as bênçãos espirituais (Ef 1.3).

Além do mais, se a parte da aliança relativa à terra supostamente já se cumpriu sob a liderança de Josué, por que razão Deus reiterou Sua promessa de dar a terra ao povo judeu centenas de anos depois da morte de Josué, no tempo em que Israel amargava o exílio na Babilônia? 

Pois nesse tempo Deus confirmou a continuidade de Sua promessa ao declarar: “Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ez 37.25; grifo do autor). Para dizer a verdade, Deus afirma: “...e vos trarei à terra de Israel” (v. 12).

Quando Deus chamou Abraão, Ele o tirou de Ur dos Caldeus e o levou para um lugar geograficamente identificável, a terra de Canaã. Em Canaã, Deus disse a Abraão: “Darei à tua descendência esta terra” (Gn 12.7; cf. 26.3-4; 28.13-15).

“Disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra [literal, física e concreta] que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.14-15; grifo do autor).

Em Gênesis 15.18, o Senhor determinou os limites geográficos dessa Terra Prometida: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”.

O rio do Egito pode ser uma referência ao rio Nilo, todavia, é mais provável que se refira ao uádi (i.e., ribeiro) do Egito que corre a nordeste da península do Sinai. Desse ponto os limites do território se estendem até a fronteira com o atual Iraque e o rio Eufrates.

O profeta Obadias acrescenta alguns outros limites territoriais. O povo judeu possuirá “o monte de Esaú”, que corresponde à atual Jordânia; “os filisteus”, cujo território hoje em dia corresponde à Faixa de Gaza; “os campos de Efraim e os campos de Samaria”, os quais atualmente correspondem ao território denominado pelos noticiários da mídia de Cisjordânia; “os cananeus até Sarepta”, cujo território corresponde ao Líbano; e “as cidades do Sul” (cf. Ob 19-20). 

Essa profecia data de 585 a.C., ou seja, um ano após a destruição de Jerusalém pelas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia – cerca de 750 a 800 anos depois de Josué. Contudo, Obadias continua a declarar que os descendentes naturais de Abraão teriam a posse da terra.

Deus é onisciente. Ele já conhece o fim desde o começo, fato esse que ficou muito claro quando Ele qualificou Cristo pelo designativo de “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). Deus conhecia com exatidão o que aconteceria ao longo da história humana e, em Sua soberania, preparou o caminho da salvação para a humanidade perdida, antes mesmo que qualquer pessoa pudesse entender a condição irremediável do ser humano.

De igual modo Deus fez promessas claras a Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes naturais, tendo pleno conhecimento de que eles pecariam e de que Ele, ainda assim, os libertaria e lhes daria o que prometera.

Os adeptos da Teologia da Substituição alegam que aquela terra não pode pertencer aos descendentes naturais de Abraão, porque Deus os substituiu por descendentes espirituais, a saber, os crentes em Cristo. Porém, o Senhor jurou solenemente nunca abandonar ou substituir Israel: “Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor” (Jr 31.37).

O Senhor estabeleceu Israel permanentemente tanto como um povo quanto uma nação. A garantia das promessas divinas para os judeus é tão certa quanto aquilo que Deus promete para todos os crentes em Cristo no capítulo 8 da Carta aos Romanos.

Um dia, Deus há de cumprir tudo o que prometeu para o povo de Israel. A promessa da terra finalmente se cumprirá no Milênio [i.e., no reino de mil anos], quando Jesus reinar do trono de Davi sobre o povo judeu e sobre o mundo inteiro.

Quando esse dia chegar, “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi [...] Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Is 11.6-7,9). Então, com a mais absoluta certeza, toda a Terra Prometida, conforme as Escrituras a demarcam, pertencerá ao povo judeu para sempre.

Thomas C. Simcox é diretor de The Friends of Israel na região Nordeste dos Estados Unidos.

Promessas Incondicionais de Deus Através da Aliança Abraâmica

PROMESSAS PESSOAIS:
A Abraão

Abençoá-lo (riqueza material, Gn 13.2)
Fazer de Abraão uma bênção para outros (Gn 12.2)
Engrandecer o seu nome
(Gn 12.2)
Dar-lhe muitos descendentes naturais (Gn 13.16; 15.4-5; 17.6)
Fazer dele o pai de numerosas nações (Gn 17.4-5)
Dar-lhe a terra de Canaã por herança e possessão perpétua (Gn 13.14-15,17; 15.7; 17.8)
Abençoar aqueles que abençoarem a Abraão e amaldiçoar aqueles que o amaldiçoarem (Gn 12.3)
PROMESSAS NACIONAIS: Ao Povo de Israel
Fazer dos descendentes naturais de Abraão uma grande nação (Gn 12.2)
Dar a terra de Canaã, desde o rio do Egito até o Eufrates, aos descendentes naturais de Abraão para sempre (Gn 12.7; 13.14-15; 15.18-21; 17.8)
Manter em vigor a Aliança Abraâmica como aliança perpétua para os descendentes de Abraão (Gn 17.7,19)
A aliança foi reafirmada a
Isaque (Gn 26.1-4)
A aliança foi reafirmada a Jacó, aquele cujo nome Deus mudou para Israel (Gn 28.10-14;
35.9-12; 48.4)
Dessa forma, a aliança se transmitiu a toda a descendência
natural de Abraão.
PROMESSAS UNIVERSAIS: Aos Povos do Mundo
Abençoar todas as famílias da terra através da linhagem genealógica (i.e., a “semente”) de Abraão (Gn 12.3; 22.18; 28.14)
Abençoar aqueles que abençoarem os descendentes de Abraão e amaldiçoar aqueles que os amaldiçoarem (Gn 12.3; 27.29; Nm 24.8-9)
A bênção ou a maldição de Deus sobre os povos do mundo basicamente estaria condicionada à atitude deles para com Israel. Os pronunciamentos de Jesus em Mateus 25 prometem bênção para os gentios salvos que ajudarem os judeus perseguidos durante a Tribulação vindoura, mas também prometem juízo contra os gentios descrentes que se recusarem a ajudá-los (Mt 25.31-46)
Explicação: Embora Deus tenha feito algumas promessas da Aliança Abraâmica em Gênesis 12.2-3 e 13.14-17, Ele só firmou a aliança formalmente em Gênesis 15.7-21: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão...” (v. 18). Enquanto Abraão se encontrava em “profundo sono”, Deus (representado por um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo) passou por entre as metades daqueles animais que Ele ordenara que Abraão cortasse e ordenasse umas defronte das outras. Tal procedimento de passar por entre as metades dos animais era uma formalidade freqüentemente usada para firmar alianças nos tempos do Antigo Testamento (cf. Jeremias 34.18).

Muitos anos mais tarde, as instruções que José, bisneto de Abraão, deu no fim de sua vida, demonstram nitidamente que seu entendimento era de que a Aliança Abraâmica fora firmada por Deus com Abraão e seus descendentes naturais: o povo de Israel (Gn 50.24-25).

O fato de que Deus prometeu dar para sempre a terra de Canaã aos descendentes naturais de Abraão e de que a aliança firmada é uma aliança perpétua, implica que Israel nunca há de ser aniquilado como povo. Se Israel perecesse, não poderia ter a posse daquela terra para sempre e, por conseguinte, a Aliança Abraâmica que lhe diz respeito não poderia ser perpétua.

Essa aliança não dependia da obediência humana, mas sim da fidelidade de Deus em manter Sua Palavra. (Renald E. Showers)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2008.

Postado por Roberto
Fonte: www.apaz.com.br
Abraço