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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

Eu, Você e Todos Nós

Por Rachel Stoianoff

Falando, falando, já que falamos de nós por que não falar dos outros também?
Só que vamos falar de nós judeus e dos outros judeus.
Começando do começo, vamos definir as coisas.

O que é um Cohen?
 
Um Cohen é um sacerdote descendente de Aarão. Os Cohanín eram os sacerdotes do Templo.
 
Hoje, não temos mais o Templo, mas, temos ainda, os Cohanín que possuem privilégios e obrigações.
 
Um Cohen é o primeiro a ser chamado quando se lê a Torá publicamente na Sinagoga e, em certas ocasiões, os Cohanín abençoam a Congregação com a “Bircát Cohanín” (Benção Sacerdotal).
 
Um Cohen não pode casar com mulher divorciada, chalutsá ou convertida. Não pode ter contato com os mortos, com os necrotérios e cemitérios. É chamado primeiro à Torá como homenagem e não pode casar com as mulheres citadas, porque, para um sacerdote, não está correto e não lida com os mortos, por causa das leis de pureza.


Sendo um Cohen um sacerdote, o que é um rabino?
 
Um rabino é uma pessoa especial na comunidade, líder religioso, sabe a Lei e para a Congregação, ele deve ser como o juiz.
 
Tem autoridade para decidir questões referentes à esta mesma lei.
 
O sacerdote tinha uma relação especial com D-us, como é o caso dos Cohanín que herdaram sua condição sacerdotal de seus antepassados nomeados por D-us, na Torá, Aarão, seus filhos e seus descendentes.
 
Leviím

E quem são os Leviím? São uma outra categoria de judeus.
 
Não foram escolhidos por D-us para serem sacerdotes, mas sim, para serem seus assistentes. E assim foi no Templo.
 
Depois do Cohen ser chamado à Torá, chama-se um Levi. Uma de suas funções era ajudar os Cohanín a lavar as mãos antes da bênção sacerdotal.
 
A outra categoria somos nós judeus que nos dividimos em várias situações, os mais conhecidos Sefaradím, Askenazím e, hoje em dia, Falashas, mas ainda há outros ramos.
 
Existem comunidades que ainda são ou eram antigamente consideradas judaicas. Algumas de origem judaica desligaram-se da parte central do povo judeu. Pela lei, os judeus não podem casar com eles, nem comer a comida deles “que não é casher”. Enfim, o judeu mais ortodoxo, não tem nada a ver com estes outros judeus.
 
Primeiro, os Karaím ou caraítas. Eles saíram da parte central do povo judeu no século VIII da Era Comum. Eles seguem apenas a Bíblia Hebraica e não aceitam a Lei Oral.
 
Usam o hebraico nas cerimônias religiosas e, até mesmo, falam e escrevem no mesmo normalmente.
 
No Cairo, existia a maior congregação Karaíta, que imigrou na maioria para Israel.
 
Na Rússia, existem milhares, na Criméia e também na Lituânia e Polônia. Há ainda uma comunidade pequena em Stambul e uma menor no Iraque mas, sempre estão saindo para Israel.
 
Os Karaím que ainda vivem na Europa falam o idioma tártaro, por isso, acredita-se que estes descendem dos Karazes, o reino turco-tártaro que se converteu ao Judaísmo nos anos 800 da Era Comum.
 
O Estado de Israel recolheu os Karaím para que eles pudessem imigrar. Em Israel existem vários caraítas.
 
O casamento com outros judeus é proibido pelos rabinos e os divórcios caraítas não são reconhecidos, mas, já existe uma pequena mistura.
 
Os shomroním
 
Este grupo, “samaritanos” chamam-se “shomroním” em hebraico.
Em Israel, eles moram em Holon e Nablus. Eles usam a mesma Bíblia Hebraica, só que, em vez de Jerusalém, o monte Gerizím é o centro de sua devoção.
 
Neste monte, eles celebram Pêssach à noite numa bela cerimônia que dura a noite toda com sacrifícios de carneiros, que cozinham e comem e com serviços religiosos especiais.
 
Eles usam a Torá e tem sua tradição oral particular diferente da nossa e dos Karaím. São reconhecidos em Israel como judeus, mas, o casamento com outros, é proibido pela Lei judaica.
 
Sabatianos ou Doenmeh
 
No século XVII, surgiu um falso Messias na Turquia, Shabtái Zvi e grande quantidade de judeus passou a segui-lo.
 
No ápice de sua influência, mais da metade dos judeus da Europa acreditou nele.
 
Depois, Shabtái converteu-se ao Islamismo e poucos ficaram com ele. Este grupo também convertido, manteve um judaísmo secreto entre si mesmos.
 
Viveram em Salônica, na Grécia e hoje vivem na Turquia. Por fora, são mulçumanos, mas, por dentro, são judeus. Usam o ladino e o hebraico. Este ramo ainda não foi reconhecido.
 
Os Franquistas
 
Um dos seguidores de Shabtái foi Jacob Frank, que se tornou chefe de um grupo de judeus sabatianos na Europa Oriental. Converteu-se ao catolicismo; alguns o seguiram, mas, não todos.
 
Os que ficaram fora da conversão, viveram como judeus secretos, mas, existiram só até o século passado, depois, perderam-se no meio católico da Polônia.
 
Marranos e Cristãos Novos
 
Hoje sabemos que existem grandes grupos de judeus marranos vivendo em Portugal, particularmente em Guarda e Belmonte.
 
Já o Brasil após o seu descobrimento, tornou-se a maior concentração de marranos e cristãos novos. Noutras palavras, maior concentração destes descendentes.
 
Essas pessoas nunca deixaram de considerar-se judias, casam entre si e conhecem pouco o hebraico.
 
Hoje, estão sendo enviados missionários judeus para lá, a fim de levá-los ao judaísmo pleno e para que possam emigrar para Israel.
 

Chuetas
 
Estes vivem em Majorca e são católicos romanos. São descendentes de judeus conversos e moram em bairros separados na cidade de Majorca.
 
Casam entre si e são desprezados de uma forma ou de outra por seus vizinhos cristãos. Não se conhece prática judaica entre eles; seguem o catolicismo fielmente, pelo menos é o que se sabe.
 
Estes grupos fazem parte dos “Outros” a que nos referimos.

 
Agora, a nossa parte.
 
Começemos com os sefaradím. Sefarád ou Espanha é o berço dos judeus sefaradím e também Portugal. As comunidades judaicas de fala árabe, persa, turca, que não são descendentes dos judeus espanhóis e portugueses estão incluídos no grupo sefaradita.
 
Muitos sefaradím descendem de judeus do exílio babilônico e, mais tarde, após a destruição do 2º Templo, muitos judeus saíram de Israel.
 
Hoje, existem sefaradím em todas as partes do mundo, na Europa, na Ásia, na África e América. Os judeus de língua árabe, sírios, libaneses, egípcios e iraquianos não são na maioria descendentes dos espanhóis, mas, são chamados sefaradím. Estes judeus falam árabe.
 
Os judeus da África do Norte falam francês e espanhol e, na sua maioria, são de origem espanhola.
 
Os de fala bérbere e árabe podem ser chamados sefaradím, mas, são parte do que chamamos “outros judeus”.
 
DIFERENÇAS ENTRE ASKENAZÍM E SEFARADÍM
 
A diferença está no pensamento. Vivem a seu modo, cada grupo tem sua própria sinagoga, sua própria escola, açougues, etc.
 
A comida é diferente, a língua é diferente, o ladino e o yídishe e as cerimônias religiosas tem pequenas diferenças no ritual. Falam o hebraico de maneira diversa. Divergem na maioria de dar nome aos filhos, os sefaradím usam nomes de parentes vivos, ao passo que, os askenazím, não.
 
Na Festa de Pêssach, os alimentos proibidos são diferentes. Alguns.
 
Na teoria, os sefaradím podem ter duas esposas enquanto que, os askenazím, tem de seguir a monogamia. Não há grande diferença e as que existem hoje são bem simples de resolver.
 
Embora tenham características próprias, todos são judeus. Pode-se freqüentar perfeitamente uma sinagoga de sefaradím ou askenazím.
 
No Panamá, a maior sinagoga ortodoxa é da comunidade árabe e todos rezam lá.
 
Nas Filipinas, há uma única comunidade com judeus das duas congregações. Vemos assim, que askenazím ou sefaradím no fim dá certo.
 
Os outros judeus africanos são na maioria askenazím, África do Sul, África do Norte, Egito e Congo.
 
Existem na Etiópia os judeus negros que falam as línguas semitas tigre e tigúnia e se dizem descendentes de Salomão de da rainha de Sabá, os nossos falashas.
 
A Índia tem quatro comunidades distintas. Os mais conhecidos são os Bnêi Israel de Bombaim, têm pele bem morena, falam o idioma “marata”, só diferem dos indianos na religião.
 
No sul da Índia há os cochim na costa Malabar. Falam o “malaiala” – idioma chavídico.
 
Também em Cochim há outra comunidade separada dos “pardesi” que são bem mais claros na pele, têm sinagogas separadas e cada grupo casa-se no seu meio.
Os judeus de Calcutá são os Baghdalé. Também vivem em Bombaim e são descendentes dos judeus do Iraque e falam árabe.
 
A Bumânia tem judeus Baghdali e Benê Israel. Na China e Hong Kong existem comunidades, são milenares e descendem das pessoas que vieram da Mesopotâmia.
 
Hoje na Mandahuria, Harbin, Xangari e Hong Kong existem judeus que falam yídishe, russo e árabe. Eles mesmos se denominam Yotsêi Sin “os que saíram da China” e hoje estão também em Tóquio e São Francisco.
 
Na Europa existem outros grupos judaicos. São os Krimchaks de fala tártara – criméia (não confundir com os Karaím) e os judeus caucasianos da Geórgia. São totalmente judeus, mas, não podem ser chamados askenazím nem sefaradím.
 
Os krimchaks foram massacrados pelos alemães na segunda guerra mundial. Eles falam o tat, um dialeto persa misturado com hebraico, turco e caucasiano.
 
Os judeus da Geórgia falam o Georgiano. Nas Américas e no Brasil há judeus vindos de várias partes do mundo e não há grandes diferenças.
 
As comunidades vivem lado a lado sem problemas, graças a D-us.
 
O povo judeu é o nosso povo. O povo judeu é cada um de nós. Conhecemos nosso passado, vivemos nosso presente e acreditamos no nosso futuro. Mazál Tov (Boa Sorte). Shalom!

 

sábado, 23 de outubro de 2010

COMO DEUS FAZ HISTÓRIA

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.
Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. 

Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. 

Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).

Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”

Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. 

Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.
A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). 

Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. 

A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).

Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.
O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”.

O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). 

Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas.

Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. 

Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante:
 
“Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. 

Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. 

Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. 

Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. 

Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. 

A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso! 

  Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 2006.