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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

QUANDO TODO MUDOU

Quando Tudo Mudou

Isso não soa meio exagerado? Será que realmente tudo mudou quando aconteceu o primeiro Natal neste mundo?
A palavra “tudo” não se refere necessariamente a uma reviravolta total que tenha acontecido por ocasião da primeira vinda de Jesus ao mundo. Antes, foi dada a oportunidade a nós seres humanos de que “tudo mude” em nossas vidas!

O próprio Jesus diz: “...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). Hans Bruns traduziu esse versículo da seguinte forma: “Mas eu vim para que tenham a vida em toda a sua abundância” [tradução livre a partir do alemão, N.T.]. Nesse sentido, a chegada de Jesus a esta terra tornou tudo diferente; a referência é à transformação radical naqueles que aceitaram Jesus como seu Salvador pessoal.

Pessoas mudam

“Quando tudo mudou”: houve pessoas que perceberam isso de forma muito nítida já no primeiro Natal que aconteceu neste mundo. Em primeiro lugar pensamos naturalmente em Maria, a mãe de Jesus. Sua vida – e, claro, também a de José – mudou completamente. 

Por quê? Porque o Salvador entrou literalmente em sua existência! Mas também podemos dizer isso a respeito de outras pessoas: “quando tudo mudou”. Havia, por exemplo, Isabel, a esposa do sacerdote Zacarias, que – depois de ter passado sua vida inteira estéril – ainda ganhou um filho em idade já avançada. 

Ouvimos o que o anjo Gabriel diz a respeito dela em sua conversa com a virgem Maria: “E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril” (Lc 1.36). O último nascimento desse tipo havia acontecido muitas centenas de anos antes: o de Isaque. 

A mãe deste, Sara, tinha mais de noventa anos quando o deu à luz. Por que Isabel e Zacarias ganharam esse filho de presente? Por um lado, isso certamente teve relação com o fato de que esse casal passara sua vida inteira pedindo por um filho – e Deus atendeu à sua oração! Por outro lado, havia nisso um sentido mais profundo, relacionado ao Plano de Salvação: o filho de Isabel deveria ser o anunciador do Filho de Deus. 

Por isso “tudo mudou” na vida de Isabel, porque o Salvador entrou na vida dela. Também em sua vida muita coisa pode mudar se o Salvador realmente puder ocupar o centro da sua existência! Permita que esse tipo de Natal se realize em você!
Para os pastores também mudou tudo: eles deixaram tudo para trás. Isso não era normal, pois o rebanho era tudo que tinham para sobreviver!

Outra transformação marcante foi experimentada pelos pastores de Efrata (Belém): depois do nascimento do nosso Salvador eles fizeram algo que nenhum pastor faz: abandonaram seu rebanho! Como puderam chegar a esse ponto? Depois que os exércitos celestiais lhes anunciaram a maravilhosa mensagem: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14), os pastores disseram uns aos outros: “Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer. 

Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura” (Lc 2.15-16). Eles deixaram tudo para trás. Isso não era normal, pois o rebanho era tudo que tinham para sobreviver! Muitas vezes os pastores arriscavam a vida para cuidar dos rebanhos. 

Certa vez, Davi contou a Saul: “Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei” (1 Sm 17.34-35). 

Esses homens quebraram sua regra de ouro porque Jesus entrara em suas vidas. Repito: “tudo pode mudar”. Seu caráter pode ser mudado, manias e costumes peculiares podem ser vencidos se Jesus entrar de forma completamente nova em sua vida!

Outro acontecimento incomum aparece na história dos sábios do Oriente: em uma situação muito específica, esses astrólogos decidiram dar ouvidos somente ao Deus dos céus e não mais às estrelas. Afinal, eles tinham empreendido a viagem desde o Oriente por causa de uma estrela especial, a fim de encontrar o Rei recém-nascido; e aquela estrela realmente os levou ao destino: “...e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino” (Mt 2.9). 

Porém, quando a questão passou a ser – mudar ou não o caminho para casa, a fim de não encontar o rei Herodes, eles não buscaram mais orientação nas estrelas, mas: “Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). Esses astrólogos, que por princípio confiavam nas estrelas, aqui ouviram a voz de Deus. Por quê? Porque o Senhor tinha entrado em suas vidas; do contrário isso não teria acontecido!

Só aquele que deu acesso irrestrito a Jesus em sua vida pode confiar como uma criança na orientação de Deus e ouvir a voz do Pai. Por isso, deixe que Jesus retome o domínio de sua vida neste Natal!

Cidades mudam

Mas não foi só na vida de indivíduos que “tudo mudou” nesse primeiro Natal do mundo. Cidades inteiras foram significativamente transformadas. Isso não se refere apenas a Jerusalém, que ganhou um brilho muito especial quando Maria e José entraram no templo com o menino Jesus. Uma outra cidadezinha também experimentou uma enorme mudança: Belém. 

Lemos a respeito de Belém e de sua posição especial: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Os sábios do Oriente, que eram astrólogos, e por princípio confiavam nas estrelas, ouviram a voz de Deus. Por quê? Porque o Senhor tinha entrado em suas vidas; do contrário isso não teria acontecido!

O nascimento de Jesus realmente “mudou tudo” em Belém, pois a partir daquele momento a escrita de Deus repousa indelevelmente sobre essa cidadezinha. Mas será que Belém realmente se transformou no centro absoluto das atenções? Tal destaque ficou visível sobre essa vila? De modo algum! Naquela época quase ninguém tomou conhecimento desse fato; praticamente ninguém reconheceu que a sua cidade havia se tornado o centro da ação de Deus de uma hora para outra. 

Belém continuou sendo uma cidadezinha pequena e insignificante. Nem por isso o toque especial que Belém havia recebido poderia ser tirado dela: até hoje Belém é uma das cidades mais importantes do mundo! Para os cristãos, esse lugar é, depois do Gólgota, o segundo mais importante, porque foi ali que Jesus entrou no mundo em forma humana. Essa verdade está firmemente ancorada na Escritura Sagrada, na Palavra de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A Bíblia testifica que “tudo mudou” em Belém. Isso foi e continua sendo uma verdade absoluta para nós.

Por que é tão importante saber de tudo isso? Bem, não são poucos os cristãos que de tempos em tempos lutam com grandes dúvidas com relação à certeza de sua salvação. De repente eles não têm mais convicção de que estão realmente salvos. Com certeza, uma das armas prediletas do Diabo – justamente nos tempos do fim – é tentar abalar o fundamento dos cristãos renascidos. 

Você também está entre essas pessoas? Então tenho uma boa notícia: se em algum momento de sua vida você aceitou o Senhor Jesus, você é filho de Deus – para sempre e eternamente! Então você é uma “nova criatura” (2 Co 5.17), então “tudo mudou” em sua vida!
Para os cristãos, Belém é, depois do Gólgota, o segundo lugar mais importante, porque foi ali que Jesus entrou no mundo em forma humana. Na foto: o bairro antigo de Belém.

Talvez agora você esteja se perguntando: “Mas como posso ter certeza disso?”. Você não tem certeza disso por causa de um sentimento, mas simplesmente porque – sabe! A Bíblia é muito clara: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12). 

Você recebeu o Senhor em algum momento? Então vale para você algo que o próprio Jesus disse: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (Jo 10.28-29). O apóstolo Paulo também ensina essa verdade de forma enfática:
  • Romanos 8.16: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.
  • Efésios 1.13: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”.
  • Gálatas 3.26: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus”.
Portanto, você é um filho de Deus e eternamente salvo! Você pode ter certeza da salvação porque assim está escrito!

Morada do Salvador

Miquéias 5.2 (citado na página anterior) contém a profecia mais marcante e conhecida da Bíblia sobre a vinda do Senhor Jesus Cristo. Numa mesma frase, esse versículo fala de duas moradas diferentes do Salvador: a eternidade como Sua morada permanente e Belém Efrata como Sua morada terrena. 

A insignificante cidadezinha de Belém passou a ser o centro dos acontecimentos, porque – em Jesus Cristo – o próprio Eterno fez Sua morada ali. O Senhor Jesus não viveu muito tempo em Belém, pois logo em seguida mudou-se com sua mãe e seu pai de criação para Nazaré; mas isso não alterou em nada o fato de que Seu primeiro lar aqui na terra foi em Belém.

Mas por que justamente Belém? A cidade não era grande (cf. Mq 5.1), e também não era de muita importância. É preciso procurar com empenho para encontrar menções a seu respeito até mesmo na Bíblia. Provavelmente nunca saberemos o real motivo pelo qual Belém foi escolhida. Mas não se esqueça das seguintes palavras: “Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1.27-29). 

Ou: “Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5). Exatamente isso se deu com a pequenina cidade de Belém. Era um lugarejo insignificante, onde não acontecia nada importante e sobre o qual não se falava muito. Mesmo assim, essa vila experimentou uma renovação incomparável. Essa cidade pouco vistosa foi escolhida para receber o Filho de Deus dentro de seus muros.
Será que você também é uma Belém desconhecida, pequena – no sentido espiritual? As pessoas não reparam em você, sua vida lhe parece vazia? Você se sente fraco, indefeso ou solitário? O Senhor conhece a sua fraqueza, sofrimento e problemas, seus receios e impotência. Ele mesmo disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Na foto: arredores de Belém.

Será que você também é uma Belém desconhecida, pequena – no sentido espiritual? As pessoas não reparam em você, sua vida lhe parece vazia? Você se sente fraco, indefeso ou solitário? Então leia Miquéias 5.2 mais uma vez, com atenção: “E tu, Belém-Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Almeida Corrigida Fiel). 

O Senhor conhece a sua fraqueza, sofrimento e problemas, seus receios e impotência. Ele mesmo disse: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

Você precisa de uma nova experiência natalina: Jesus Cristo, Aquele que venceu o mundo, quer fazer morada em sua vida. No momento em que você se conscientizar do que isso significa, “tudo mudará” em sua vida!
Além disso, a Escritura fala de forma semelhante sobre Belém e sobre pessoas debilitadas:
  • sobre Belém: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
  • sobre pessoas que passam por provações: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15).
O novo ano pode trazer coisas que nem conseguimos imaginar. Por isso, você precisa experimentar um Natal verdadeiro e transformador! Deixe que Jesus Cristo, em toda a Sua glória, faça morada em você!

Portanto, além de morar no céu, o Senhor também quer habitar na pequena e humilde Belém – isto é, “com o contrito e abatido de espírito”. Essa não é uma promessa maravilhosa? E o Salmo 113.5-7 diz: “Quem há semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? 

Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado”. É exatamente isso que Jesus Cristo quer fazer com você! Pode até ser que agora, no Natal, você esteja se sentindo relativamente animado. Mas como será amanhã, depois de amanhã ou na virada do ano? O novo ano pode trazer coisas que nem conseguimos imaginar. Por isso, repito: você precisa experimentar um Natal verdadeiro e transformador! Deixe que Jesus Cristo, em toda a Sua glória, faça morada em você!

Quando Cristo habita em nós

Mas o que realmente significa a entrada de Jesus Cristo em nossa vida para nos preencher com Sua presença? Qual é o efeito disso? Quando isso acontece – por menor e insignificante que você se sinta – você se torna um fator determinante neste mundo! Jesus Cristo disse: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte” (Mt 5.14). 

Pessoas nas quais Jesus vive em Sua plenitude serão capazes de mover o mundo! E nem é possível que seja diferente, pois a Escritura diz a respeito dEle: “Ele, que é o resplendor da glória [do Pai] e a expressão exata do seu Ser [do Pai], sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder...” (Hb 1.3). E em Hebreus 4.14 lemos que Jesus “penetrou os céus”. O Apocalipse diz até que Ele é a “lâmpada” do céu (Ap 21.23). Imagine: toda essa glória deseja morar em você, quer preencher você! Em relação a isso, Paulo diz: “...Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1.27). E: “...Cristo vive em mim” (Gl 2.20). O próprio Jesus nos diz: “...eu neles” (Jo 17.23).

Você não quer que Jesus Cristo, Aquele “cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”, venha habitar em sua vida? Então você influenciará o mundo do ponto de vista espiritual; então “tudo mudará”: você será uma pessoa marcada pela escrita de Deus. Então, em e por meio de Cristo, você se tornará um verdadeiro bastião de força e poder!

O ponto que realmente interessa

Toda a teoria e o conhecimento bíblico não servem para nada se você não der o passo decisivo. Portanto, a pergunta mais importante é: você já aceitou Jesus Cristo em sua vida? Você é um filho de Deus, remido pelo sangue do Cordeiro?

Mas toda a teoria e o conhecimento bíblico não servem para nada se você não der o passo decisivo. Portanto, a pergunta mais importante é: você já aceitou Jesus Cristo em sua vida? Você é um filho de Deus, remido pelo sangue do Cordeiro?

Talvez você nem consiga responder a essa pergunta por que nem sabe como fazer para entregar sua vida a Jesus. Bem, em primeiro lugar é preciso encarar a verdade: você precisa de alguém que o salve de seus pecados! Pode ser que você pense: “Mas não sou uma pessoa tão ruim assim!” Provavelmente você tem razão, mas: você não resistirá diante de Deus nem se for a melhor pessoa do mundo. 

Como pessoa nascida neste mundo, você automaticamente carrega consigo a condição perdida e pecadora deste mundo. E você não conseguirá se livrar dela até que tenha se rendido a Jesus! Você nem precisa cometer grandes pecados! Basta permanecer como está – e você se perderá! A Bíblia diz a esse respeito: “Não há justo, nem um sequer... todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis” (Rm 3.10,12). Ela está retratando a absoluta perdição do ser humano.

Talvez você seja muito fiel à sua igreja. Mas nenhuma igreja, nenhum papa e nem o melhor pregador ou o conselheiro mais talentoso estão em condições de salvá-lo. Não, você precisa aceitar Jesus! E como isso funciona? Aceite que a Sua morte sacrificial na cruz do Gólgota é totalmente válida para remir os seus pecados. 

A Escritura diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). Então repita a seguinte oração (ou outra semelhante): “Senhor Jesus, sou um pecador e sem Ti estarei eternamente perdido. Aceito agora o Teu sangue remidor e peço-Te perdão pelos meus pecados. Senhor, aceita-me para sempre e eternamente”.

Se você disser isso com sinceridade, o próprio Senhor fará o restante, como está escrito: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12). Permita que hoje Jesus Cristo venha habitar em você!

(Marcel Malgo - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2007.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O PRIMEIRO NATAL

No primeiro Natal, havia pastores em algum lugar no campo, que disseram uns aos outros: "Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2.15).
No primeiro Natal, havia uma virgem de quem está escrito: "Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.19).
No primeiro Natal, havia magos a caminho, em cujo coração ardia uma importante pergunta: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo" (Mt 2.2).

Quando o Natal aconteceu pela primeira vez, vivia em Israel um rei chamado Herodes, de quem Mateus 2.13 diz: "Porque Herodes há de procurar o menino para o matar".
Esses são quatro exemplos de como as pessoas reagiram de maneiras diferentes ao primeiro Natal. E nós, como celebraremos o Natal de 2001?

Em primeiro lugar, eu gostaria de convidar você, de todo o coração, a fazer aquilo que os pastores fizeram: "vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" em Belém. Levante-se, e dirija-se agora – no Natal de 2001 – a Belém em pensamento! Mas, e isso é muito importante, faça-o da maneira correta!

O centro do Natal

Os pastores se dirigiram a Belém para vivenciar aquilo que o próprio Senhor lhes havia dito acerca dessa primeira festa de Natal.

Por que razão os pastores se dirigiram a Belém, qual era sua motivação? Bem, está escrito claramente: "E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2.15). 

Naquela ocasião, os pastores se dirigiram a Belém para vivenciar aquilo que o próprio Senhor lhes havia dito acerca dessa primeira festa de Natal. O que eles encontraram em Belém? "Acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura". E o que foi mais importante para eles? 

O menino Jesus! Está escrito em Lucas 2.17: "E, vendo-o (a Jesus), divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino". Eles haviam visto tanto a Maria, como a José e o menino. Inclusive, Maria e José são mencionados em primeiro lugar no versículo 16: "...e acharam Maria e José e a criança..." Mas, apesar disso, parece que eles viram unicamente a Jesus. E isso, meus amigos, é o Natal, essa é a essência do Natal; dessa maneira o próprio Pai celestial mandou celebrar o primeiro Natal. 

No Salmo 34.6 está escrito: "Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame". Contemplar a Jesus, eis o verdadeiro e único motivo para festejarmos o Natal! Na festa de Natal deste ano, tenhamos todos um único objetivo: Jesus. Apenas Ele deve ser o centro de qualquer celebração natalina!

Celebrar o Natal com o coração

Quando aconteceu o primeiro Natal, lemos acerca daquela jovem mãe: "Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.19).

Além de Maria ter sido escolhida para dar à luz ao Salvador, ela também é um exemplo de como devemos refletir sobre o verdadeiro significado do Natal. Depois que Maria ficou sabendo de todas as coisas que os anjos haviam dito acerca do menino Jesus, essas palavras calaram profundamente em seu coração! Lemos: "E, (os pastores), vendo-o (Jesus) divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino. Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores. Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.17-19). 

Não está escrito apenas que Maria "guardava todas estas palavras ...no coração", pois lemos que ela "guardava todas estas palavras, meditando-as no coração". Isso significa que seu coração estava envolvido nos acontecimentos, que ela não apenas tinha ouvido a mensagem do Natal e ficado impressionada por um momento com o que escutara. 

Ela ouviu essas palavras e continuou a pensar sobre elas; ela ocupava-se com o que tinha ouvido e repetidamente sentia-se tocada e movida com a lembrança de palavras tão significativas. É assim que devemos celebrar o Natal. É assim que devemos nos ocupar com a mais importante mensagem que jamais chegou até nós, seres humanos: Jesus veio a este mundo!

"E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra".

Jesus já habita em seu coração?

Quando o Natal aconteceu pela primeira vez, havia alguns sábios a caminho, cujo coração estava tomado por uma importante pergunta: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo" (Mt 2.2).

Quando esses homens chegaram a Jerusalém, já havia se passado algum tempo desde que Jesus nascera em uma estrebaria em Belém. A verdade é que os sábios não chegaram juntamente com os pastores ao lugar onde Jesus estava, na estrebaria em Belém, como se costuma ilustrar a cena do Natal. 

Os magos do Oriente se puseram a caminho apenas quando viram a estrela do recém-nascido. Portanto, eles iniciaram sua viagem quando Jesus Cristo foi deitado na manjedoura em Belém como bebezinho. Como seu caminho certamente foi longo e difícil, eles somente chegaram a Israel algum tempo depois do nascimento de Jesus. 

Por isso eles não encontraram mais a Jesus em uma manjedoura mas numa casa. Está escrito em Mateus 2.10-11: "E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra". 

Também conhecemos o relato do terrível infanticídio: "vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores" (Mt 2.16). Isso significa que, entre a data do nascimento do Senhor Jesus e a chegada dos magos do Oriente, houve um certo intervalo de tempo. Se pararmos para pensar mais detalhadamente sobre isso, conseguiremos imaginar o quanto os magos estavam ansiosos para chegar e ver o recém-nascido Rei dos judeus, ainda mais se levarmos em conta que sua viagem certamente foi cansativa. 

E foi assim que chegaram a Jerusalém, perguntando: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo". Se, em algum momento de sua vida, você converteu-se a Jesus de todo o coração, então também "viu a sua estrela". Nesse momento você foi confrontado com o poder dAquele que diz: "Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16). 

Mesmo já tendo encontrado a Jesus, talvez você ainda ande pela vida perguntando: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?" Aos magos não restava outra alternativa do que seguir a estrela depois que a descobriram no firmamento, pois Jesus havia acabado de chegar a esta terra. Mas com você é diferente, pois Jesus habita na terra através do Espírito Santo desde Pentecostes. 

A partir de então, qualquer pessoa que vê a brilhante Estrela da manhã e crê em Jesus pode saber com absoluta certeza: "Agora eu tenho a Jesus! Agora Jesus habita em mim!" Em Apocalipse 3.20 lemos: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." Hoje, no Natal de 2001, abra mais uma vez a porta de seu coração para ter um novo e significativo encontro com Jesus!

Se, em algum momento de sua vida, você converteu-se a Jesus de todo o coração, então também "viu a sua estrela". Nesse momento você foi confrontado com o poder dAquele que diz: "Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).

Como Herodes reagiu ao nascimento de Jesus?

No primeiro Natal, Herodes era um estadista tão bem-sucedido que costumava ser chamado de "Herodes, o Grande".
Esse Herodes foi um personagem importante nos acontecimentos do primeiro Natal, não porque tenha se alegrado com a chegada do Salvador, como fizeram os pastores e os magos, mas por odiar intensamente o menino de Belém. 

Por ocasião do primeiro Natal, Herodes não participou da alegria, mas fez o contrário: lutou contra Jesus. "Herodes há de procurar o menino para o matar"!

Que diferença enorme houve já naquela época, quando aconteceu o primeiro Natal: lemos sobre pessoas que fizeram todo o possível para ver o Salvador e adorá-lO – mas também havia outras, como Herodes, que se empenharam intensamente em procurar a Jesus para matá-lO! Herodes, que vivia muito próximo do lugar onde Jesus nasceu, tentou destruí-lO a qualquer preço. Mas os magos, que vieram de muito longe, empenharam todos os seus recursos para adorar o Salvador. 

Jesus disse certa vez: "...há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimos" (Lc 13.30). Herodes poderia ter feito parte do primeiro grupo, que seguiu o Rei recém-nascido, mas, por tê-lO rejeitado, tornou-se um dos últimos. Ele desceu tanto que jamais experimentou o amor do Salvador! Isso não é uma tragédia?

E nós, como reagimos ao Natal?

Quando penso nos leitores que acompanham esta mensagem, eu gostaria de crer que todos aceitaram a Jesus como Salvador em seus corações. Mas será que isso é realmente assim? Veja bem: assim como Herodes foi um dos personagens centrais da história de Natal, mas não foi salvo, assim também você pode estar festejando o Natal deste ano sem ter sido salvo! 

Se ainda não tem a Jesus no centro de sua vida, hoje, agora, eu convido você a tornar-se cristão! Talvez você já tenha o nome de cristão, mas ainda não o é de fato. Torne-se um cristão de coração! Concretamente, isso significa aceitar a Jesus reivindicando para si o sacrifício dEle na cruz do Calvário. Faça isso, orando: "Senhor Jesus, eu sou pecador e sem Ti estou perdido para sempre. 

Agora, neste momento, tomo para mim o sangue da expiação e peço-Te perdão por todos os meus pecados. Por favor, Senhor, aceita-me para todo o sempre!" Se orar assim com sinceridade, o Senhor fará tudo o que for preciso para salvar você, pois está escrito: "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (Jo 1.12). 

(Marcel Malgo - http://www.ajesus.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2001.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

JESUS VEIO, E VOLTARÁ

Quando Deus se tornou homem em Seu Filho Jesus Cristo, o Eterno realizou o Seu maior ato depois da criação, ato que teve as maiores conseqüências para o mundo todo. Os acontecimentos daquele tempo – o Natal, o nascimento de Jesus Cristo – são tão extraordinários, tão magníficos que, por assim dizer, o tempo parou. Toda a humanidade começou a contar o tempo outra vez, iniciando com o nascimento de Cristo. 

Desse modo, ela testificou: É verdade, nasceu Jesus, o Salvador do mundo. Hoje, já vivemos 2000 anos depois desse grandioso acontecimento. Naquela ocasião, por um momento, as leis da natureza foram colocadas numa nova dimensão de maneira sublime, excelsa, pela intervenção de Deus. A virgem Maria teve um filho pelo Espírito Santo, e a estrela de Belém apareceu no céu.

Embora esses acontecimentos do Plano de Salvação já tivessem sido anunciados de diversas maneiras pelos profetas muitos anos antes, a humanidade não notou o que realmente estava acontecendo. Nem o próprio noivo de Maria imaginava que o Filho de Deus estava a ponto de se tornar homem. Em Mateus 1.18-19 está escrito:  

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente". Apesar da sua piedade e retidão, José não reconheceu a situação e em pensamento até ia sendo levado por caminhos errados, pois ele "...resolveu deixá-la secretamente". 

Então o próprio Deus interferiu por meio de um de Seus anjos e mudou as intenções de José (v. 20). Depois dos fatos já terem acontecido, é fácil ler esse relato e dizer: Como pôde acontecer que um homem piedoso e temente a Deus não tenha reconhecido que o nascimento de Jesus Cristo estava se aproximando? Será que ele não se interessou o suficiente pela iminente vinda do Salvador?

Natal – a primeira vinda de Jesus. Hoje estamos diante da segunda vinda. Quantos cristãos religiosos festejam o Natal, mas estão cegos para a realidade de que Jesus voltará em breve. O Natal continuará sendo apenas uma festa do passado se não esperarmos pela segunda vinda do Senhor. Exatamente como da primeira vez que Jesus veio a esta terra, os eventos da natureza não poderão ser explicados quando Ele voltar. O arrebatamento – quando o Senhor vier ao encontro dos Seus nas nuvens e os buscar para Si (1 Ts 4.16-17) – somente pode ser compreendido pela fé, pois excede o nosso entendimento. 

Por isso uma grande parte da cristandade religiosa e dedicada dos dias de hoje não perceberá a vinda do Senhor Jesus, pois não reconhece o que a Bíblia diz sobre esse acontecimento. Sem a realidade da volta de Jesus, porém, que sentido teria a afirmação de Paulo quando ele diz a respeito da transformação e do arrebatamento: "Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras"? 

Portanto, não comemoremos o Natal apenas como uma festa do nascimento de Jesus Cristo que já aconteceu há muito tempo, mas também nos consolemos com o fato de que Ele voltará em breve. 

(Peter Malgo)
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O NATAL QUE AINDA TEM QUE ACONTECER

Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17).

O duplo cumprimento do Natal

O primeiro cumprimento do Natal aconteceu há mais de 2.000 anos, quando Jesus nasceu na estrebaria em Belém. O segundo e principal Natal acontecerá quando Ele voltar e estabelecer o Seu reino sobre toda a terra. Esses dois acontecimentos historicamente distintos foram vistos pelos profetas como um só acontecimento.

1. Miquéias

Esse profeta viu o desenrolar cronológico do primeiro e do segundo Natal: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.1). 

Aqui Miquéias fala do primeiro Natal, que trouxe a salvação a todo o mundo, e que aconteceu em Belém. Mas Jesus já reina em Israel? Não, isso ainda está por acontecer. Antes acontece o que está escrito em Miquéias 5.3: "Portanto, os entregará até ao tempo em que a que está em dores tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel."

Esse acontecimento se situa entre o primeiro Natal, que já aconteceu, e o segundo Natal, que ainda vai acontecer. Israel foi deixado de lado, espalhado pelo mundo inteiro. Até quando? Até que chegou o tempo da sua restauração, até seu novo nascimento como nação em 14 de maio de 1948. Desde então os judeus voltam do mundo todo para Israel. E esse é prólogo para o segundo e perfeito Natal: "Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque agora será ele engrandecido até os confins da terra" (Mq 5.4).  

Aqui vemos Israel e o mundo todo debaixo do Seu domínio, e Ele habitará no meio de Seu povo. E já que Deus, o Senhor, conduz de volta para casa os judeus de todo o mundo, a volta de seu Messias, o Senhor Jesus Cristo, deve estar próxima.

Assim como o primeiro Natal em Belém significou a salvação para as nações, o segundo Natal trará a salvação para Israel.
Entre o primeiro e o segundo Natal se encontra o tempo da Igreja de Jesus.

2. Balaão

A profecia de Balaão também se refere a esse duplo cumprimento: "Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17). Com certeza é esclarecedor o fato de Balaão ter visto duas coisas que apontam em direção ao Senhor Jesus: a) a estrela de Jacó e b) o cetro de Israel.

a) A "estrela que procederá de Jacó" é, segundo meu entendimento, uma alusão à primeira vinda de Jesus em Belém, quando veio às nações para nos trazer a salvação. Foi por isso que gentios, os sábios do Oriente (um símbolo das nações), viram a estrela e vieram a Belém: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo. E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.1-2,10-11).  

Aqui o Salvador é descrito de maneira maravilhosa, Ele que veio para nós – os gentios – para nos salvar, como "estrela de Jacó", pois a salvação vem dos judeus (Jo 4.22b).

b) O "cetro que subirá de Israel", que "ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete", é uma alusão ao segundo Natal – a volta do Messias Jesus Cristo para Israel. Pois quando Ele voltar, destruirá todos os inimigos de Israel e regerá com cetro de ferro.

3. A revelação de Jesus Cristo

Reger as nações com cetro de ferro é mencionado em Apocalipse 12.5: "Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono."

a) "Nasceu-lhe... um filho varão..." é mais uma alusão à primeira vinda de Jesus, ao primeiro Natal, quando Israel (= a mulher com uma coroa com doze estrelas, Ap 12.1) nos trouxe Jesus.

b) Mas o texto continua: "...há de reger as nações com cetro de ferro." Isso aponta para a volta de Jesus a Israel, aludindo ao segundo Natal. "" profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" (Rm 11.33).
 
O significado do segundo Natal, ainda por acontecer, de Israel

1. O Rei dos Reis volta e leva Israel à salvação plena, prometida anteriormente por Ele

Isso se expressa em uma bênção tripla que Balaão foi obrigado a proferir há milhares de anos sobre Israel:

a) "Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou? Pois do cume das penhas vejo Israel, e dos outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.8-9).

b) "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? ou, tendo falado, não o cumprirá? ...Não viu iniqüidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor seu Deus está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei" (Nm 23.19,21).

c) "Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel! Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o Senhor plantou, como cedros junto às águas. Águas manarão de seus baldes, e as suas sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado. Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.5-9).

2. Debaixo do reinado do cetro de Jesus Cristo, o próprio Israel dominará sobre todos os povos

Foi o que o velho patriarca Jacó já previra e profetizara em sua bênção sobre Judá: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; a ele obedecerão os povos" (Gn 49.10). Siló (herói) é o Messias vindouro, Jesus Cristo. 

Seu reinado, partindo de Judá, será tão grande que abrangerá o mundo todo. Assim Israel, através dEle, do Herói, se tornará o maior dentre as nações. Balaão já aludiu a isso quando disse em sua primeira bênção: "...eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações" (Nm 23.9b). Não se pode comparar Israel com nenhuma outra nação da terra. Afinal, está escrito na Bíblia acerca da posição elevada que Israel ocupará um dia (e que não agrada nem um pouco aos anti-semitas cristãos): "Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez, e para que sejas o povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito" (Dt 26.19).

3. Juízo sobre todos os povos e pessoas que amaldiçoaram Israel

O próprio Senhor, que segura o cetro, exercerá juízo sobre todos os que amaldiçoam a Israel (comp. Mt 25.33ss = a separação das ovelhas dos bodes). Por isso Balaão disse em sua terceira bênção: "Deus tirou do Egito a Israel cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará. Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa: quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem" (Nm 24.8-9). 

Moabe e Balaão tiveram de experimentar na própria carne o quanto Deus leva a sério esse assunto, e isso seja dito a todos os anti-semitas! Balaque, o rei moabita, queria mandar amaldiçoar Israel através de Balaão, mas não conseguiu. Acerca desse Moabe está escrito posteriormente que: "Nenhum amonita nem moabita entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na assembléia do Senhor eternamente. Porquanto não foram ao vosso encontro com pão e água, no caminho, quando saíeis do Egito; e porque alugaram contra ti Balaão, filho de Beor, de Petor, da Mesopotâmia, para te amaldiçoar. Porém o Senhor, teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes, trocou em bênção a maldição, porquanto o Senhor, teu Deus, te amava. Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias, para sempre" (Dt 23.3-6).

 Balaão, que depois desses fatos conseguiu seduzir Israel a praticar adultério e idolatria, de fato sentiu no próprio corpo a maldição de Deus: "Também os filhos de Israel mataram à espada Balaão, filho de Beor, o adivinho, com outros mais que mataram" (Js 13.22).

  Balaão, como instrumento do Senhor, antes disso proferira ele próprio uma profecia e palavras de juízo sobre diversos povos que eram inimigos de Israel: moabitas, edomitas, amalequitas e queneus (Nm 24.14-25). Esses povos simbolizam os últimos reinos mundiais gentios que avançam sobre Israel, mas que serão julgados pelo Senhor quando Ele vier, e isso é mencionado em Números 24.7b,8b,14,17b. Nesse contexto Agague (o rei de Amaleque) simboliza profeticamente o anticristo e os outros povos simbolizam todos os outros inimigos anti-semitas.
O perigo da sedução

Israel não podia ser amaldiçoado graças à sua posição diante de Deus, e tanto mais Balaão teve que abençoá-lo. Mas o que Balaão tinha condições de fazer, ele fez: ele seduziu Israel. 

Ele disse a Balaque, o rei de Moabe, mais ou menos o seguinte: "Não posso amaldiçoar a Israel, mas podemos seduzi-lo. Dou a você o seguinte conselho..." É sobre esse conselho perverso que lemos em Números 31.16: "Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do Senhor." Em Números 25.1-3 e 6-9 podemos ler a descrição muito vívida das conseqüências terríveis que Israel teve de carregar por ter se deixado seduzir: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel. Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil."
A respeito, quero salientar dois pontos fundamentais:

1. Existe algo bem pior para filhos de Deus do que demonismo, coisas diabólicas e feitiçaria. Trata-se da sedução

Como cristãos, não podemos mais ser amaldiçoados; a maldição e o feitiço não terão mais sucesso conosco, pois através de nossa posição em Jesus Cristo diante de Deus estamos perfeitamente santificados. Mas podemos ser seduzidos e podemos nos deixar seduzir – e com isso temos prejuízo e sofremos danos.

a) Sedução à prostituição

Em Números 25.1 lemos: "Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas." Existem tantas coisas que podem seduzir uma pessoa! Citemos apenas algumas: a leitura do livro errado, o programa de televisão errado, ouvir um CD errado, caminhar em um caminho errado, permanecer em companhia errada.

b) Sedução à prostituição "espiritual"

Tomemos apenas um único exemplo: Deus mostrou a você um lugar específico e incumbiu você de executar ali uma tarefa específica. Mas você fica olhando para outras coisas que são escolha sua e não de Deus. Quando você começa a olhar além dos limites impostos por Deus, não consegue realizar a tarefa que Deus lhe deu ou pelo menos não consegue realizá-la de maneira satisfatória.

Quais são as coisas que atrapalham você e que o impedem de ler a Bíblia ou de orar mais? Que convites você aceita fazendo com que fique afastado da íntima comunhão com Jesus? Na verdade, a quem você serve? O que impede você de freqüentar regularmente os cultos e reuniões de oração? São argumentos realmente sérios e plausíveis, ou é apenas a indiferença de seu coração fazendo com que você seduza a si mesmo?

c) O que seduziu você?

Em Números 25.3 está escrito: "Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel." E você, ajunta-se com que ou com quem? Seu coração se inclina para quê? Para coisas que o prejudicam, seduzem e o afastam do Senhor? O Novo Testamento se refere a essa história e diz em 1 Coríntios 10.8: "E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil."

2. Como o pecado é terrível aos olhos de Deus e como devemos lidar com ele

A respeito, leiamos mais uma vez a passagem de Essa atitude brutal e dura, humanamente falando, nos mostra o quanto Deus é santo e como o pecado é terrível para Ele. Por causa da prostituição e idolatria, Ele teve de trazer uma terrível praga sobre o povo de Israel que havia sido salvo, e nesse juízo morreram 24.000 pessoas. Depois disso Israel se dirigiu à tenda da congregação, ao Tabernáculo, reencontrando-se com Deus e derramando o sangue da expiação. Os israelitas se arrependeram e choraram diante do Senhor: 

Números 25.6-8: "Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então a praga cessou de sobre os filhos de Israel.""...enquanto eles choravam diante da tenda da congregação" (Nm 25.6b). Mas isso não bastava. 

A essa demonstração de arrependimento se somou a ação de Finéias, que foi radical com o pecado, pois traspassou o pecado com uma lança. Só a partir desse momento é que "...a praga cessou de sobre os filhos de Israel" (Nm 25.8b). Separar-se do pecado pode ser muito doloroso. Um menino do Congo disse certa vez a um missionário: "A Bíblia abre buracos no meu coração".

Sempre que pecamos, podemos nos reencontrar com Deus através do sangue da reconciliação de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário – existe perdão para nós! Mas para isso também é necessária uma ruptura radical com o pecado. Peça perdão ao Senhor – Deus tem prazer em nos perdoar. Mas também afaste de sua vida tudo aquilo que pode seduzi-lo ao pecado! Se você não fizer isso, será enredado sempre pelo mesmo pecado.

Acerca dos que se tornaram crentes em Éfeso a Bíblia diz que: "Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários" (At 19.18-19).  

Muitos filhos de Deus continuam a levar uma vida oprimida porque se arrependem e pedem perdão dos pecados, mas não largam de verdade o pecado. Mas você, vá e queime as suas revistas e livros, quebre suas fitas e CDs que o seduziram ao pecado! Evite qualquer caminho que possa levá-lo ao pecado! 

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 1997.
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço