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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

UM NOVO ANO, E NINGUÉM SABE PARA ONDE IR!


Um novo ano, e ninguém sabe para onde ir!
Norbert Lieth

Para cada um de nós, o ano novo traz uma pergunta implícita: O que está por vir? O que terei de enfrentar? Como será minha vida neste novo ano? Através da história de Abraão, Deus nos dá mostras de que podemos confiar nEle.

Lemos no chamado capítulo dos heróis da fé: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hb 11.8). 

O homem de hoje está concentrado em ter garantias e em ter um plano bem organizado. Ele quer saber por qual caminho seguir e se pergunta no que pode confiar. Resumindo: ele quer considerar todas as eventualidades para poder calcular de forma exata e com antecedência quais atitudes deve tomar. 

Dificilmente alguém estará disposto a ir para algum lugar ou a assumir alguma tarefa sem conhecer os detalhes, sem determinadas premissas e garantias. A história da vida de Abraão também toca a nossa vida. No começo havia incerteza, mas no fim ele se transformou em exemplo e até no pai de todos aqueles que crêem (Rm 4.11). O motivo foi a sua confiança inabalável no Deus vivo e em Suas promessas. A maior segurança em meio a todas as inseguranças deste mundo é crer na Bíblia.

Abraão não podia fazer nada além de acreditar naquilo que Deus lhe dizia. Essa atitude de fé é o mais importante que uma pessoa pode ter. A vida de Abraão foi marcante porque ele obedeceu pela fé e atendeu ao chamado divino. Sua fé foi colocada em prática. 

Fé e ação andam juntas como o violino e o arco, ou como a chave e a fechadura de uma porta. Se falta uma parte, a outra é inútil, pois não há como tocar uma bela melodia, não há como abrir ou fechar a porta. Abraão tinha “somente” a palavra de Deus. 

O Senhor chamou-o a sair de seu país, a deixar seus relacionamentos e abandonar tudo o que tinha conseguido até então – sem saber para onde iria. Mas, olhando para o restante da história de sua vida, reconhecemos o maravilhoso objetivo que Deus alcançou com Abraão.

Entramos em um novo ano sem saber para onde ele nos levará. Talvez o Senhor Jesus tenha colocado em seu coração um certo fardo, um desejo de fazer alguma coisa em Seu Nome, e talvez você tenha de dar um passo ousado. Também pode ser que você tenha sido chamado por Deus para executar uma tarefa mas não sabe como continuar nem para onde isso o levará. Abraão simplesmente se pôs a caminho, impelido pelo poder da Palavra de Deus.

No começo deste novo ano é muito importante ter isto diante de nossos olhos: precisamos nos pôr a caminho, juntar forças a cada momento e orientar-nos para o alvo. E nosso alvo são as coisas de Deus. É perfeitamente possível que durante o trajeto sejamos assaltados pelo medo, pois a dor, a tristeza, as preocupações e outros sofrimentos podem surgir em nossa vida. 

Pode ser que às vezes fiquemos resignados no caminho. Mas isto não deve impedir-nos de continuar marchando em direção ao desconhecido, ao futuro – confiando nas firmes promessas de Deus. É exatamente nessa área da nossa vida que a nossa fé no Senhor precisa de um novo impulso.

Depois de listar os heróis da fé (Hebreus 11), a Bíblia nos diz como alcançar o alvo: “...olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hb 12.2-3).

Depois que Abraão chegou à Terra Prometida, ele teve de suportar muitos testes de sua fé. Enfrentou a tentação de confiar mais em sua própria carne do que no Senhor que havia lhe dado a promessa. Em algumas situações de crise, tomou as rédeas em suas próprias mãos e foi derrotado. Mas o Senhor, em quem Abraão tinha depositado sua confiança, não o deixou cair. No fim, triunfaram a fé de Abraão em Deus e a fidelidade de Deus para com Seu amigo. 

O autor da carta aos Hebreus descreve a fé de Abraão com as seguintes palavras: “Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa” (Hb 11.9).
Fé e ação andam juntas como o violino e o arco... Se falta uma parte, a outra é inútil.


Nós também podemos, neste ano recém-iniciado, manter a fé nas promessas de Deus, mesmo quando os outros não nos compreendem e mesmo quando nos vêem como “estrangeiros” em seu meio. 

A fé em Jesus Cristo, em quem todas as promessas têm o “Sim” de Deus e por quem é o “Amém” (2 Co 1.20), nos ajudará a superar tudo o que é passageiro nesta terra até chegarmos ao grande alvo final. O caminho da nossa existência vai da tenda passageira da vida terrena para junto do Deus eterno.

O objetivo de vida de Abraão era o mais elevado que uma pessoa pode almejar. Ele não somente sonhava com uma cidade melhor, mas a aguardava com expectativa viva e cheia de esperança: “...porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11.10). Abraão morreu e não conheceu esse lugar durante sua vida na terra, mas ainda assim ele esperava pela cidade eterna de Deus.

Não sabemos quando Jesus voltará; portanto, seria tolo tentar fazer algum cálculo. Mas uma coisa é certa: também neste ano podemos esperar pela volta de Jesus e pela Jerusalém eterna. Quer o Senhor volte neste ano ou não, quer vejamos o Arrebatamento ou tenhamos de morrer antes – o objetivo e a esperança é a vida eterna com o Senhor, que nos comprou por Seu precioso sangue e que voltará para a Sua Igreja. 

Um dia isto acontecerá: os mortos em Cristo e aqueles que ainda estiverem vivos serão arrebatados para a presença do Senhor (1 Ts 4.15-17) e terão sua morada na Jerusalém celestial (Ap 21.9-10).

Abraão acreditava nessa cidade. E quando foi convocado a sacrificar seu único filho, Isaque, a respeito de quem o Senhor tinha feito tantas promessas, ele “considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos” (Hb 11.19).

Sejamos cristãos que esperam pelo seu Senhor, neste novo ano mais do que nunca! Então valerá também para nós a maravilhosa promessa: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10).

Neste sentido, desejamos a todos os nossos leitores um ano novo ricamente abençoado pelo Senhor. Maranata! 

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2009.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

JESUS VEIO, E VOLTARÁ

Quando Deus se tornou homem em Seu Filho Jesus Cristo, o Eterno realizou o Seu maior ato depois da criação, ato que teve as maiores conseqüências para o mundo todo. Os acontecimentos daquele tempo – o Natal, o nascimento de Jesus Cristo – são tão extraordinários, tão magníficos que, por assim dizer, o tempo parou. Toda a humanidade começou a contar o tempo outra vez, iniciando com o nascimento de Cristo. 

Desse modo, ela testificou: É verdade, nasceu Jesus, o Salvador do mundo. Hoje, já vivemos 2000 anos depois desse grandioso acontecimento. Naquela ocasião, por um momento, as leis da natureza foram colocadas numa nova dimensão de maneira sublime, excelsa, pela intervenção de Deus. A virgem Maria teve um filho pelo Espírito Santo, e a estrela de Belém apareceu no céu.

Embora esses acontecimentos do Plano de Salvação já tivessem sido anunciados de diversas maneiras pelos profetas muitos anos antes, a humanidade não notou o que realmente estava acontecendo. Nem o próprio noivo de Maria imaginava que o Filho de Deus estava a ponto de se tornar homem. Em Mateus 1.18-19 está escrito:  

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente". Apesar da sua piedade e retidão, José não reconheceu a situação e em pensamento até ia sendo levado por caminhos errados, pois ele "...resolveu deixá-la secretamente". 

Então o próprio Deus interferiu por meio de um de Seus anjos e mudou as intenções de José (v. 20). Depois dos fatos já terem acontecido, é fácil ler esse relato e dizer: Como pôde acontecer que um homem piedoso e temente a Deus não tenha reconhecido que o nascimento de Jesus Cristo estava se aproximando? Será que ele não se interessou o suficiente pela iminente vinda do Salvador?

Natal – a primeira vinda de Jesus. Hoje estamos diante da segunda vinda. Quantos cristãos religiosos festejam o Natal, mas estão cegos para a realidade de que Jesus voltará em breve. O Natal continuará sendo apenas uma festa do passado se não esperarmos pela segunda vinda do Senhor. Exatamente como da primeira vez que Jesus veio a esta terra, os eventos da natureza não poderão ser explicados quando Ele voltar. O arrebatamento – quando o Senhor vier ao encontro dos Seus nas nuvens e os buscar para Si (1 Ts 4.16-17) – somente pode ser compreendido pela fé, pois excede o nosso entendimento. 

Por isso uma grande parte da cristandade religiosa e dedicada dos dias de hoje não perceberá a vinda do Senhor Jesus, pois não reconhece o que a Bíblia diz sobre esse acontecimento. Sem a realidade da volta de Jesus, porém, que sentido teria a afirmação de Paulo quando ele diz a respeito da transformação e do arrebatamento: "Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras"? 

Portanto, não comemoremos o Natal apenas como uma festa do nascimento de Jesus Cristo que já aconteceu há muito tempo, mas também nos consolemos com o fato de que Ele voltará em breve. 

(Peter Malgo)
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço