terça-feira, 26 de outubro de 2010

A GUERRA DE SATANÁS CONTRA DEUS


A Guerra de Satanás Contra Deus
Para que a profecia bíblica sobre o fim dos tempos faça sentido, é preciso entender primeiro o que aconteceu no princípio de tudo, a fim de saber para onde vamos e por que a história humana caminha nessa direção. Embora o ser humano esteja visceralmente envolvido no desdobramento da história, ninguém vai conseguir entender o propósito e o objetivo dela sem antes conhecer o que Deus revela acerca da esfera angelical. Tudo começou quando Satanás declarou a sua independência de Deus logo depois da criação.

Começa a Batalha Pelo Planeta Terra

Os textos de Ezequiel 28 e Isaías 14 são as duas principais passagens bíblicas que mostram a entrada do pecado no universo por ocasião da queda de Satanás. O capítulo 28 de Ezequiel inicia com um pronunciamento de juízo contra o príncipe de Tiro, que demonstra ser uma referência a Lúcifer, ou seja, Satanás, aquele que realmente atua por detrás desse rei humano (Ez 28.11-19). Os versículos 14 e 15 de Ezequiel 28 dizem: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”. 

Apesar de ter sido criado em beleza e perfeição, Satanás, o anjo de Deus mais elevado na hierarquia angelical, caiu em pecado e arrastou consigo um terço dos outros anjos (Ap 12.4,9).

“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Isaías 14.15).
O texto de Isaías 14 é a outra passagem bíblica fundamental para nos esclarecer acerca da queda de Satanás. O profeta registra a famosa declaração de Satanás em sua rebelião contra Deus: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv. 13-14).

  Deus respondeu a tal declaração da seguinte forma: “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15). 

Satanás se tornou o inimigo de Deus, um adversário que se levantou com o intuito de destronar Deus e impedir o plano divino para a história.

Depois que caiu em pecado, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua rebelião contra Deus. 

Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). 

O grande conflito entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir daquele momento.

Satanás Difama a Deus

O livro de Jó é o primeiro livro da Bíblia revelado por Deus ao ser humano e, portanto, é o mais antigo livro do cânon das Escrituras. Eu creio que o livro funciona como uma espécie de prolegômeno* da Bíblia. Identificamos o tema geral da história na vida de Jó, um personagem bíblico que viveu antes de Abraão. Naquele contexto, percebe-se que Deus demonstrava alguma verdade ao conselho angelical** através dos acontecimentos na vida de Jó.

Apesar das terríveis provações que Jó suportou, Deus abençoou esse homem no fim de sua vida muito mais do que o abençoara no começo, desbancando, desse modo, a falácia da acusação satânica fundamental de que Deus não sabe o que faz. O restante da Bíblia e a história comprovam essa tese com muito mais detalhes que envolvem não somente o povo de Israel , mas também a Igreja e outros grupos de pessoas redimidas.

No começo do relato da história de Jó, quando os anjos (tanto os caídos quanto os santos anjos) compareceram perante Deus, perguntou o Senhor a Satanás: “Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). 

À medida que acompanhamos o desenrolar do diálogo entre Deus e Satanás, descobrimos que, apesar de o diabo ter poder para investir contra a vida de seres humanos, isso não quer dizer, necessariamente, que ele possa fazê-lo quando bem entender. Satanás precisa da permissão de Deus para provocar calamidades na vida de um ser humano.

O Senhor iniciou sua conversa com Satanás perguntando o seguinte: “Observaste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Em seguida, Satanás solicitou a permissão do Senhor para causar danos a Jó. Satanás obviamente não pediria consentimento numa questão como essa, se não fosse necessário. O diabo admitiu que Deus fizera uma cerca viva (i.e., uma cerca de proteção) ao redor da vida de Jó e de sua família, proteção essa que o impedia de atacar sorrateiramente a Jó sem a permissão de Deus. Após conceder permissão a Satanás, o Senhor estabeleceu os limites de sofrimento que ele poderia infligir a Jó (cf. Jó 1.12; Jó 2.6).

Durante o diálogo entre Deus e Satanás, o diabo acusa o Senhor de não ser um Deus bom, de não saber o que faz e de ser Alguém que só obtém a lealdade do ser humano porque compra a pessoa com bens e benefícios. Percebe-se que o alvo de Satanás é obstruir o progresso do plano de Deus para que possa provar sua tese de que Deus não sabe governar o universo; na realidade, Satanás acredita que é capaz de governar melhor do que Deus. Essa é a razão pela qual a luta entre a descendência da serpente e o descendente da mulher se trava na história e chegará ao seu clímax nos últimos dias, durante o período de sete anos da Tribulação.

Satanás Ataca Israel

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus.
O conflito entre o descendente da mulher e a descendência da serpente concentrou seu foco sobre Israel porque o Messias viria da nação eleita de Deus. Portanto, se Satanás em alguma ocasião conseguisse frustrar o plano de Deus e impedir sua concretização na história, teria atingido seu intento de obstruir o propósito de Deus e teria provado sua alegação inicial de que o Senhor não merece ser Deus, o Altíssimo.

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus. 

O objetivo essencial de Satanás é impedir a Segunda Vinda de Cristo. Como ele poderia alcançar esse objetivo? Ele acredita que pode atingi-lo pela destruição dos judeus. A Segunda Vinda de Cristo acontecerá no momento em que a nação de Israel aceitar Jesus como seu Messias e invocar Seu nome para que Ele os salve no Armagedom. Se esse acontecimento milagroso não ocorresse, Israel seria aniquilado naquele momento da Grande Tribulação.

Desse modo, o capítulo 12 de Apocalipse oferece uma compreensão clara desse conflito que vem sendo travado há milênios, desde o início deste mundo, e que perdura para se tornar uma questão de extrema importância no ponto culminante da história. O texto de Apocalipse 12 nos mostra que um terço dos anjos caiu em pecado e seguiu a Satanás por ocasião da sua revolta inicial. Entendemos esse fato ao constatarmos que as estrelas nessa passagem simbolizam os anjos (compare com Apocalipse 9.1; 12.7,9).

“Essa foi uma guerra no céu que ocasionou a expulsão de Satanás e seus anjos para a terra antes do nascimento do filho da mulher, donde se conclui que tal acontecimento faz parte da história passada. Uma segunda guerra é mencionada em Apocalipse 12.7-9, que vem a ser a última tentativa satânica de conquistar o céu e exterminar o menino após o seu nascimento”.[1]

A segunda parte do versículo 4 é uma clara referência a Satanás (i.e., “o dragão”) que pára em frente da mulher que está para dar à luz (i.e., Israel ), numa tentativa de impedir o nascimento de Jesus, o Messias, o menino ao qual a mulher deu à luz no passado. Satanás não sabia o momento exato do nascimento do Messias, de forma que aguardou com muita expectativa pela vinda do descendente da mulher.

A tentativa satânica de “devorar o filho [da mulher] quando nascesse” é vista no Novo Testamento naquela ocasião em que Satanás instigou o rei Herodes a tramar uma conspiração para achar o menino Jesus e matá-lo (Mt 2). Diante do fato de que os acontecimentos históricos envolvidos no nascimento de Jesus faziam parte do conflito angelical, o Senhor advertiu os magos do Oriente em sonho “para não voltarem à presença de Herodes”, pelo que eles, “regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). 

Satanás estava prestes a incitar Herodes para que este mandasse matar todos os nenês do sexo masculino da faixa etária de Jesus, porém, “tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Deus sempre está um passo à frente de Satanás.

Ao longo da história, fatos como os que acabamos de mencionar fazem parte do conflito angelical, da guerra entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Robert L. Thomas faz o seguinte resumo dos principais acontecimentos da história:
As más intenções do dragão para com o filho que estava para nascer à mulher ficam evidentes em toda a história do Antigo Testamento. Indícios da sua hostilidade vêm à tona no assassinato de Abel pelas mãos de Caim (Gn 4.8), na corrupção da linhagem de Sete (Gn 6.1-12), nas tentativas de violar sexualmente tanto Sara (Gn 12.10-20; 20.1-18) quanto Rebeca (Gn 26.1-18), no plano de Rebeca para tirar o direito de primogenitura de Esaú através de uma trapaça, ocasionando a inimizade de Esaú contra Jacó (Gn 27), no assassinato de todos os nenês hebreus do sexo masculino por ordem do Faraó no Egito (Êx 1.15-22), nas tentativas de assassinar Davi (por exemplo, 1 Sm 18.10-11), na tentativa da rainha Atalia de destruir toda a descendência real de Judá (2 Cr 22.10), na trama de Hamã para exterminar os judeus (Et 3-9), e nas constantes tentativas dos israelitas de matarem seus próprios filhos em atos de sacrifício com finalidade expiatória (cf. Lv 18.21; 2 Rs 16.3; 2 Cr 28.3; Sl 106.37-38; Ez 16.20).

A investida de Herodes para matar os nenês da região de Belém (Mt 2.16) e muitos outros incidentes durante a vida de Jesus neste mundo, inclusive Sua tentação, tipificam o contínuo esforço de Satanás para “devorar” o filho da mulher a partir do momento que o menino nasceu. Naturalmente a tentativa mais direta foi a crucificação de Cristo.[2]
A profecia é necessária para que, no decorrer da história, Deus demonstre por evidências que Jesus Cristo tem o direito de governar o planeta Terra e que Satanás não passa de um mentiroso em tudo o que fala, principalmente nas referências que ele faz a Deus. Essa é a razão pela qual Deus planejou acontecimentos proféticos que se cumprirão no futuro e que comprovarão que Jesus Cristo é o herói da história. Maranata! 

(Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Robert L. Thomas, Revelation 8 22: An Exegetical Commentary, Chicago: Moody Press, 1995, p. 124.
  2. Thomas, Revelation 8 22, p. 125.
* Prolegômeno vem a ser uma introdução crítica ou analítica de um livro.
** O conselho angelical é uma referência àqueles anjos, tanto caídos quanto eleitos, que se apresentam diante do trono de Deus no céu conforme está descrito em Jó 1.6 e Jó 2.1.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2008.
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
apaz.com.br

A GRANDE MENTIRA "A R M A G E D O M"

A Grande Mentira e o Armagedom
Armagedom é uma das obras da minha série de ficção profética escrita em co-autoria com Jerry B. Jenkins. Toda a série “Deixados Para Trás” baseia-se em muitas profecias referentes àquele espaço de tempo, assombrosamente importante, conhecido como o período dos sete anos de Tribulação, que culminam com a Segunda Vinda de Jesus Cristo.

Embora haja pelo menos 49 referências a esse período no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, baseamo-nos principalmente em Apocalipse 4-20. A maioria das pessoas não percebe que a Bíblia reserva mais espaço para esses sete anos do que para qualquer outro período comparável, à exceção do terceiro ano de ministério do nosso Senhor Jesus. Nesse ano, afinal de contas, está contida a principal mensagem da Bíblia.

Por que o nosso Deus revelador utilizaria tanto espaço em Sua Santa Palavra para falar sobre o curto período da Tribulação?
Por que o nosso Deus revelador utilizaria tanto espaço em Sua Santa Palavra para falar sobre esse curto período? A resposta poderia apenas residir no fato de que seria a última oportunidade para que o homem receba a Cristo e participe do maravilhoso plano providenciado por Deus para a humanidade – o Reino Milenar de Cristo seguido por uma eternidade no céu.

Sempre que tentamos entender as ações de Deus, um fator essencial em Sua natureza é que, embora Ele, de fato, seja o “Deus Todo-Poderoso” e o Soberano do universo, Ele também é “misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade” (Joel 2.13), conforme declararam os profetas. Além disso, o apóstolo Pedro descreveu a intenção básica de Deus para a humanidade em 2 Pedro 3.9: “...ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. 

É obvio, então, que a vontade básica de Deus para o ser humano é que este seja salvo. Portanto, partindo dessa compreensão, é possível discernir o Seu propósito em advertir tantas vezes o homem quanto ao que acontecerá “logo em seguida à tribulação daqueles dias” (Mateus 24.29) a aparição gloriosa de Jesus. O principal objetivo do período de tribulação é abalar a terra e invadir o pensamento humano com todo tipo de juízos e atos de misericórdia, de modo que todos que estiverem vivos durante aquele período de desfecho da história possam perceber a necessidade de invocar o nome do Senhor.

Por isso, Deus, em Sua misericórdia, concede à humanidade sete anos, depois do Arrebatamento da Igreja e da assinatura da aliança entre Israel e o Anticristo, para que seja salva da condenação eterna. E é assim que uma “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Apocalipse 7.9) será salva. 

Infelizmente, uma multidão muito maior não terá o mesmo destino. Porém, tal como hoje, o ser humano faz a sua própria escolha. Deus não força ninguém a se tornar um crente, seja nos dias de hoje, ou naquele futuro período de tribulação. A salvação é uma questão de escolha, e é o homem que faz a escolha – não Deus. Essa é a razão pela qual as Escrituras podem dizer: “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14.12).

O principal objetivo do período de tribulação é abalar a terra e invadir o pensamento humano com todo tipo de juízos e atos de misericórdia, de modo que todos que estiverem vivos durante aquele período de desfecho da história possam perceber a necessidade de invocar o nome do Senhor.

Sendo assim, o propósito do período de tribulação é o de trazer o maior número possível de almas ao Salvador, imediatamente antes que Ele venha, para que uma quantidade máxima de pessoas possa desfrutá-lO para sempre. Em nossos romances, eu e Jerry Jenkins tentamos deixar isso bem claro naquilo que denominamos “uma conversão plausível que seja reproduzível no coração do leitor”. 

Para mim, um romance cristão que não tem essa mensagem redentora não é digno do tempo dedicado à sua leitura. A evidência de que Deus nos orientou para este objetivo está nas milhares de pessoas que receberam a Cristo e nos enviaram uma resposta sobre sua decisão. Podemos apenas presumir que dezenas de milhares tenham tomado a mesma decisão e nem ficamos sabendo a respeito.

Agora, retornemos ao meu assunto “a grande mentira e o Armagedom”. Escrever o livro Armagedom me deu a oportunidade de revisar um tema que, há muito, me intriga – a mentira que é contada aos reis da terra pelos três demônios “semelhantes a rãs” enviados por Satanás, pelo Anticristo, e pelo Falso Profeta, perto do fim da Tribulação. 

Note a predição das Escrituras em Apocalipse 16.13-16: “Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha). Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
Em meu comentário sobre o livro de Apocalipse, escrevi a seguinte explicação dessa passagem:
A segunda parte da sexta taça de julgamento revela os três espíritos imundos semelhantes a rãs que sairão da boca do Diabo, do Anticristo, e do Falso Profeta. Estes espíritos enganadores, por meio de milagres operados diante dos “reis do mundo inteiro”, enganarão os mesmos ajuntando-os para a “peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso”.

Após os cinco julgamentos anteriores de Deus, a terra estará numa desordem econômica, social e política tão caótica que os reis da terra não estarão preparados para guerrear com ninguém. Somente pela influência desse espírito sobrenatural do engano, procedente de Satanás, do Anticristo, e do Falso Profeta, será possível convocar o ajuntamento dos reis e exércitos do mundo para o conflito final contra Deus e Seu Cristo. O momento oportuno desse evento deve ser nos últimos dias da Tribulação, já que a próxima taça da cólera de Deus encerra a Tribulação com a destruição da Babilônia.[1]
Ninguém pode negar que a elite “educrata”, que domina atualmente a educação no mundo ocidental, já engoliu a “grande mentira” formulada por Darwin e é dominada por ela.

Mesmo tendo escrito o texto acima há muito tempo, venho pensando que esse acontecimento futuro envolve muito mais do que eu havia descoberto, até então. Que ilusão mentirosa poderia enganar os reis da terra a ponto de dirigirem seus exércitos dizimados para o vale de Megido a fim de lutar contra Cristo? 

Enquanto eu orava e pesquisava o assunto na elaboração do texto preliminar do livro Armagedom, antes de enviá-lo a Jerry Jenkins para que redigisse a ficção, tive a oportunidade de ler o livro de Dr. Henry Morris intitulado The Long War Against God (“A Longa Guerra Contra Deus”), que considero um dos cinco melhores livros que já li em toda a minha vida. Uma parte da argumentação desse brilhante cientista e estudioso da Bíblia propõe que Satanás foi o primeiro evolucionista. 

O Diabo se considera uma criatura que evoluiu, ele acha que Deus evoluiu e que Jesus Cristo também evoluiu. Conseqüentemente, Satanás pensa que é igual a Deus e a Jesus. Isso, certamente, explica a sua conduta em rebelar-se contra Deus, lutando contra Ele durante todos esses séculos e chegando ao cúmulo de oferecer a Cristo “todos os reinos do mundo”, se Jesus se prostrasse perante ele e o adorasse.

Ainda que a possibilidade de que isso ocorra é inexistente, há fortes indícios bíblicos de que Satanás acredita nisso. Por certo, isso explica o seu comportamento esquisito ao longo dos séculos. Eu chamo essa especulação de “a grande mentira”. 

Ninguém pode negar que a elite “educrata”, que domina atualmente a educação no mundo ocidental, já engoliu essa “grande mentira” e é dominada por ela. A evolução forma a base da moderna filosofia de educação, desde a pré-escola à pós-graduação, e é defendida com o mesmo fervor religioso com que nós crentes em Cristo defendemos a criação de Deus. 

Apesar de não haver sequer um resquício de prova científica em favor da teoria da evolução, ainda assim eles aceitam essa grande mentira pela fé, cegamente, como se fosse verdade. Um dos mais renomados evolucionistas da atualidade, que outrora dirigiu o Departamento de Biologia da universidade mais liberal dos Estados Unidos e foi vencedor do Prêmio Nobel por suas contribuições à Ciência, provou a sua aceitação da grande mentira. Ele foi citado na revista Time ao afirmar que há somente duas explicações para as origens: “ou foi por geração espontânea (evolução) ou por criação divina. Como sabemos que Deus não existe, reconhecemos, então, que a evolução é um fato”.

Se os homens brilhantes de nosso mundo atual sucumbem a essa grande mentira com tão pouca evidência, como os reis do futuro poderão resistir quando a maior mentira da história for espalhada no mundo pelos três espíritos semelhantes a rãs (o que significa que eles pulam por toda a terra) encarregados de contá-la? Principalmente, quando Satanás, o Anticristo, e o Falso Profeta lhe acrescentarem uma deturpação especial. Satanás entende de profecia. Ele sabe que Jesus está para voltar a esta terra em poder e grande glória. O problema dele é que crê na grande mentira e pensa que suas ações podem alterar o cumprimento inevitável dessa profecia.

Satanás só precisa convencer os reis perversos da terra de que, se eles dirigirem todos os seus exércitos a Jerusalém para destruírem a Cristo na Sua Vinda, poderiam livrar-se dEle e de Deus para sempre. Assim, ele e os dez reis poderiam governar o mundo.
Pensando que todo mundo é produto da evolução, Satanás crê que, se puder destruir Jesus quando vier, ele mesmo poderá governar o mundo. Portanto ele só precisa convencer os reis perversos da terra de que, se eles dirigirem todos os seus exércitos a Jerusalém para destruírem a Cristo na Sua Vinda, poderiam livrar-se dEle e de Deus para sempre. 

Assim, ele e os dez reis poderiam governar o mundo. Esse é o mal derradeiro inspirado pela grande mentira para a qual os estudiosos da Bíblia encontrarão paralelos no conselho de Lúcifer a Eva, quando a tentava para que comesse do fruto proibido: “vá em frente, coma e você se tornará um deus, conhecendo o bem e o mal”.

O enganador-mestre utilizará os seus poderes da mentira para atrair o maior exército da história mundial rumo ao lugar que Napoleão chamou de o mais propício campo de batalha natural na face da terra, o Vale de Megido.

É claro que Satanás e seus comparsas fracassarão, tal como ele fracassou na tentativa de fazer Jesus adorá-lo. Ao invés disso, Jesus o destruirá, exatamente como as profecias da Bíblia predizem. A narrativa fictícia desses detalhes aparece no livro O Glorioso Aparecimento, o décimo-segundo volume da série “Deixados para Trás”.

A “grande mentira” que, hoje em dia, é o alicerce de todo pensamento e educação seculares, não é aceita na base da evidência, mas, pelo contrário, por uma fé cega. A outra alternativa é a crença em Deus e no encontro final com Ele por ocasião do juízo. Isso leva os homens a perceberem que são eternamente responsáveis por seus atos. 

O apóstolo Pedro explica a razão pela qual pessoas inteligentes que até estudaram a complexidade da ação de Deus na criação, mesmo assim se recusam a crer naquilo que seus olhos lhes dizem, ou seja, que há um Criador invisível por trás de todas as coisas. Pedro declarou: “Porque, deliberadamente, esquecem” (2 Pedro 3.5). Isto é, eles não vão crer na verdade, ainda que a evidência seja tremendamente forte. Isso explica a determinação perniciosa de pessoas cultas que se recusam a crer. 

É a obstinação ou a rebelião contra Deus que as impedem de contemplar o projeto do nosso universo e de admitir que “no princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1).
A Bíblia ensina que há somente um caminho de salvação (João 14.6). Ou, dito de outra maneira: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa
que sejamos salvos” (Atos 4.12)
.

 
Enquanto visitava, recentemente, o Institute for Creation Research (Instituto de Pesquisa da Criação), em El Cajon, na Califórnia, encontrei um jovem cientista recém-chegado após minha visita anterior. Ele fez um comentário interessante: “Eu era um evolucionista”. Não pude deixar passar a oportunidade de perguntar como se tornara um criacionista. 

Ele simplesmente respondeu: “Um amigo meu compartilhou o Evangelho comigo e eu orei recebendo a Cristo como meu Salvador. Depois disso, a Criação se encaixou no seu lugar para mim”. Este é um exemplo perfeito do que Pedro estava dizendo naquele texto – os que deliberadamente esquecem são aqueles cuja rebelião contra Deus os deixa cegos para os fatos da ciência que apontam para a Sua mão criadora. 

A rebelião contra Deus torna as pessoas vulneráveis à grande mentira de Satanás, não interessando quão ridícula tal mentira possa ser. No instante em que elas dobram seus joelhos diante da cruz de Cristo e O recebem como Senhor de suas vidas, torna-se simples o passo seguinte: deixar de lado a grande mentira e aceitar a verdade de Deus. 

A verdade é que existe um Deus que criou todos os homens, que deu por nós o Seu Filho unigênito, através de quem Ele deseja que todos os homens sejam salvos, por meio da fé em Jesus Cristo. Não é de se admirar que a Bíblia ensine que há somente um caminho de salvação (João 14.6). 

Ou, dito de outra maneira: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12). 

Nota:
  1. LaHaye, Tim, Revelation Unveiled, (“O Apocalipse Desvendado”), Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishers, 1999), página 256.
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 2005.

A Parábola do Trigo e do Joio

A Parábola do Trigo e do Joio

Resumo dos acontecimentos do Éden à vinda do Messias
Yeshua (Jesus) fez um midrash (uma narrativa) a respeito de Seu futuro reino, na forma de uma parábola, dizendo aquilo que ficou conhecido como a parábola do Trigo e Joio e está em registrada nos Ketuvim Netsarim (NT) em Mt. 13: 24- 30.

É interessante o que vamos observar. Os discípulos não compreenderam esta narrativa de Yeshua (Jesus), até que Ele próprio expôs o significado. Todos os símbolos aqui apresentados são explicados em detalhes, mais à frente, dentro do mesmo capítulo. Antes disso, porém, convido a refletirmos sobre aspectos, aqui neste texto, que facilitarão explorar o assunto.

Reino dos céus: Yeshua (Jesus) fala do reino dos céus, o mesmo que os discípulos anunciavam.

Homem que semeia: Aquele que sai lançando a semente boa.
No seu campo: A semente é lançada dentro do campo pertencente a este homem.
O inimigo: O qual, aproveitando-se do sono dos servos, vem e semeia o joio.
Servos: Aqueles que trabalham no campo e que querem arrancar a má semente, que não foi plantada com o trigo.
Ceifa: Não autorizados a arrancar o joio até o tempo da colheita, os ceifeiros são instruídos a esperar.
Ceifados: Primeiro o joio. Somente depois o trigo é levado ao celeiro.
Agora então estamos prontos para considerar a explicação de Yeshua (Jesus) sobre esta parábola, que lemos em Mt. 13: 36- 43.

Analisaremos juntos, a seguir, a explicação sobre esta parábola expressa pelo Senhor.
O semeador da boa semente: É o Filho do Homem, que veio para semear o evangelho do reino.

O campo: O campo é o mundo em que vivemos.
A boa semente: O trigo, ou seja, os filhos deste reino anunciado por Yeshua (Jesus).
O joio: São os filhos do maligno, que vivem neste mundo, mas que desobedecem a Deus.
O inimigo: O diabo, que semeou o joio no mundo e retirou-se, contaminando o campo.
Ceifa: O fim do mundo.
Ceifeiros: São os anjos.

Preste bastante atenção nos versos 40 e 41 e responda:

n Yeshua (Jesus) manda os ceifeiros a este mundo para colher o que, a fim de serem destruídos?

Resposta: o joio, ou seja, os filhos do maligno.
n De onde os anjos colhem a má semente, os filhos do maligno?
Resposta: do Seu reino, ou seja do Seu campo. onde plantou a boa semente, os filhos do reino.

n Onde os justos resplandecem?
Resposta: Neste reino. Neste campo. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!
n Que planta não foi plantada por Deus? Que planta será arrancada?
Resposta: O joio não é planta de Deus e não pode permanecer no campo de Yeshua (Jesus). Lembre-se que os servos disseram: "Não semeaste tu no TEU CAMPO boa semente?"
"Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada." (Mt. 15:13)
Aqui novamente Yeshua (Jesus) fala da planta não plantada por Deus, e o fim trágico do joio.
"Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a descendência dos ímpios será desarraigada. Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre." (Sl. 37:28,29)

DUPLA FUNÇÃO DOS ANJOS

Os anjos de Deus, neste midrash ceifeiros do Reino, desempenham importante ação na volta de Yeshua (Jesus). Yeshua nos fala desta tarefa a ser executada pelos anjos. Acompanhe o que dizem os versos de Mt. 13:41, 47- 50.

Os anjos de Deus farão separação entre os justos e maus, ao destruírem do reino de Yeshua, os que causam escândalo e cometem iniquidade. Leia os textos: Mt. 24:27, 28; Lc. 17:37.
Yeshua faz alusão aos anjos, como sendo águias numa atividade de extermínio e limpeza do mundo, ao mesmo tempo em que separam a boa semente, ou os filhos do reino.

LEVADO E DEIXADO: Quem?

Na vinda de Yeshua, quem será levado e quem será deixado? Yeshua (Jesus) nos responde!! Leia Mt. 24:35- 44
No texto acima Yeshua explana como acontecerá na Sua vinda. O que parece fácil, mas merece uma atenção especial a alguns detalhes. Vejamos:

Dia e hora: Ninguém sabe, exceto Deus. Alguns se aventuram ainda hoje contra o que disse Yeshua (Jesus), tentando fazer previsões.
A vinda: Será como foi nos dias de Noé (com relação ao modo de vida das pessoas)
Não perceberam: Os ímpios comiam, bebiam, casavam e estavam desapercebidos.
Os levou a todos: O dilúvio levou os maus homens; levou-os à destruição.
Quem será levado?: Assim também será a vinda do Filho do Homem; da mesma forma como foram levados os que estavam desapercebidos, serão levados os ímpios.
Dois no campo: Quem será levado? O que estiver salvo? Não! Mas sim o que estiver desapercebido, pois assim ocorreu no dilúvio.
Duas no moinho: Será levada a ímpia, e será deixada a mulher justa.
É necessário estar preparado!!

ESTAR COM YESHUA (JESUS)

Alguns textos da Bíblia são mal interpretados. Há tentativas de dar idéia de que Yeshua (Jesus) teria feito promessas diferentes aos salvos. Leia em Jo. 7:32- 36.
Analise junto comigo o texto abaixo:

"Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou não podeis vós ir. Diziam, pois, os judeus: Porventura, quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vós ir? E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo." (Jo 8: 21- 23)
Observe que os judeus de Seus dias não sabiam para onde ia Yeshua (Jesus). Pensavam que iria, quem sabe, para os gregos, por isso se questionavam para onde iria o Senhor, de forma que não poderiam seguí-Lo.

Yeshua (Jesus) diz que eles são de baixo, e que Ele é de cima.
"Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. 

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás. Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes."

Mas, neste texto acima escrito em João 13:33-38, com quem Yeshua (Jesus) falava?
Você acertou! Com seus discípulos.
Da mesma forma que tinha dito aos judeus que não criam, agora Yeshua (Jesus) se dirige a seus discípulos, dizendo que para onde Ele ia, os discípulos também não poderiam seguí-lo. Alguém poderia dizer: "Sim, mas não o seguiriam naquele momento!", e isso é certo.

Sabia Pedro para onde Yeshua (Jesus) iria? Não!!! O que Pedro queria então?
Seguir a Yeshua (Jesus): Os discípulos queriam seguir a Yeshua, não obstante o fato de não saberem para onde iriam. Isso é importante na compreensão do assunto, pois aqui não estava em questão o destino Dele, mas a companhia de Seus seguidores, que não queriam a separação. Yeshua disse: "depois me seguirás".

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." (Jo 14: 1- 3)

Uma vez estudado o contexto, fica mais fácil entender o texto.
Os discípulos estavam preocupados porque Yeshua dizia que iria deixá-los. Eles já estavam acostumados com a companhia do Mestre. Yeshua (conforta-os dizendo que na casa do Pai havia muitas moradas. Que Ele voltaria e os levaria para Si mesmo, para que estivessem juntos novamente. Os discípulos estavam desejosos de andar sempre com Yeshua. No futuro, será tempo disso, conforme a profecia assegura:

"E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai. E ouvi uma voz do céu como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão; e uma voz de harpistas, que tocavam com a sua harpa. 

E cantavam um como cântico novo diante do trono e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. (Ap. 14: 1- 5)

Sim, assim estarão os discípulos, a quem Yeshua confortou. Novamente com o Mestre; novamente seguindo ao amado Rei, onde quer que Ele estiver, no futuro domínio de justiça e paz.

Postado por Roberto
Fonte: Congregação Israelita da Nova Aliança
Abraço

EXPERIMENTANDO A DIREÇÃO DE DEUS

Experimentando a Direção de Deus

Muitas vezes os filhos de Deus já se perguntaram se há como reconhecer a direção do Senhor, a vontade de Deus para suas vidas. Em minha opinião, essa é uma das coisas mais difíceis. Mesmo assim, um cristão pode experimentar a direção do Eterno, de uma ou outra forma.
A seguir vamos meditar a respeito de duas possibilidades que temos para reconhecer a vontade ou a orientação de Deus.

Orientação pela atuação da Palavra de Deus

Um cristão que deseja experimentar a condução de Deus precisa, em primeiro lugar, estar cheio de uma confiança profunda e infantil na Palavra revelada de Deus. Se você procura por certeza absoluta, então nunca deixe de pegar a sua Bíblia! O salmista ora assim: “Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos” (Sl 119.66). Ele quer receber “juízo e conhecimento”, o que significa receber a orientação divina. Mas como isso acontece? Por meio da Palavra de Deus: “...creio nos teus mandamentos”.
 
Por que a Palavra de Deus tem condições de permitir que experimentemos a maravilhosa direção do Senhor? Porque não é apenas a palavra do Eterno, mas porque o próprio Cristo é a Palavra! Entretanto, é justamente isso que causa tanta dificuldade a muitos cristãos. Não são poucos os que dizem: “Ah!, se eu pudesse escutar o Senhor assim como os discípulos e tantas outras pessoas O escutaram naquela época – então eu creria mais!” 

Mas esse argumento não é consistente. Tais irmãos na fé deveriam entender o que significa escutar a Palavra de Deus – então eles perceberiam que a leitura da Bíblia nada mais é que ouvir Jesus falando! O Evangelho de João é muito claro ao falar desse fato: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.1-2,14). 

Esse texto fala de Jesus – e como Ele é chamado? “O Verbo”! É verdade: Jesus Cristo é o Verbo encarnado de Deus! Por isso o último livro da Bíblia também O trata pelo mesmo significativo nome: [Jesus] Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus” (Ap 19.13). 

Mesmo que o Senhor tenha nos dado inteligência e até mesmo Seu Espírito Santo (àqueles que crêem em Jesus), durante a leitura da Palavra de Deus às vezes surgem termos, verdades e contextos que não conseguimos entender, seja parcial ou totalmente. Não são poucos os que enfrentam dificuldades até com a afirmação “o Verbo (a Palavra) se fez carne”. 

Mas justamente quando encontramos palavras e passagens na Bíblia que não entendemos há somente uma fórmula segura: podemos e devemos crer naquilo que está escrito! Pois a Palavra de Deus é a verdade! Em outras palavras: se você tiver diante de si um texto que não dá para entender, minimize sua inteligência e maximize a sua fé!
Em Jó 8.9 ouvimos Bildade, o suíta, dizer: “Porque nós somos de ontem e nada sabemos...”. Será que nós também não deveríamos confessar isso mais vezes? Não seria tempo de reconhecer que não sabemos nem entendemos muitas coisas? Será que não deveríamos passar a ser cada vez mais honestos nesse ponto? – Se fizermos isso, vamos experimentar uma libertação interna; uma libertação que nos levará à fé infantil!

Em Jó 8.9 ouvimos Bildade, o suíta, dizer: “Porque nós somos de ontem e nada sabemos...”. Será que nós também não deveríamos confessar isso mais vezes? Não seria tempo de reconhecer que não sabemos nem entendemos muitas coisas? Será que não deveríamos passar a ser cada vez mais honestos nesse ponto? – Se fizermos isso, vamos experimentar uma libertação interna; uma libertação que nos levará à fé infantil! Quem reconhece a sua falta de conhecimento verá que sua fé começa a crescer. 

A propósito: também nas nossas orações volta e meia somos confrontados com a falta de conhecimento, não é mesmo? Sim, é exatamente assim; por isso o apóstolo Paulo escreveu: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). 

Portanto, quando oramos, confiamos no Espírito Santo, porque no fim das contas somos incapazes de orar da forma que agrada a Deus. É preciso fazer o mesmo quando se trata de verdades bíblicas que não podemos compreender com nossa inteligência. Vamos devotar confiança completa à Palavra de Deus, deixando tudo aos cuidados do Espírito Santo! 

Como cristãos renascidos cremos de todo o coração que Jesus é a Palavra encarnada de Deus. Por isso, as afirmações do Antigo e do Novo Testamento nos permitem experimentar constantemente a orientação divina. Pois quando a Palavra do Eterno fala a nós, o próprio Cristo fala conosco. O próprio Senhor confirmou isso quando disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). 

Ao falar de “Escrituras”, Ele se referia ao Antigo Testamento e, no meu entendimento, profeticamente também ao Novo Testamento, que seria divinamente completado cerca de cem anos depois de Seu nascimento. E como toda a Escritura Sagrada testemunha de Cristo, a história dos discípulos de Emaús relata: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, [Jesus] expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). Também nisto Jesus testifica de forma muito clara: na Escritura vocês encontram a Mim. E isso significa: a Escritura fala as minhas palavras; Eu sou a Escritura! 

“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”.

Quem ler sua Bíblia com essa fé, receberá por meio da Palavra de Deus uma força permanente, uma indestrutível fonte de bênção. Pois o Senhor Jesus, que é a verdade em pessoa, deu o seguinte testemunho em relação às Suas palavras: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35). 

Nós, que pertencemos a Jesus, deveríamos confiar e crer muito mais na Palavra de Deus, sabendo que por meio dela podemos e iremos experimentar a Sua orientação! Afinal, a palavra na Bíblia não é “apenas” palavra escrita, mas é o próprio Cristo! Por isso vamos considerar com seriedade a exortação de nosso Pai celeste, que envia a seguinte ordem do céu: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (Mc 9.7). 

Por isso: ouça-O se você quiser experimentar a orientação de Deus. Na prática funciona assim: abra mais a sua Bíblia, leia-a em espírito de oração. Só isso é suficiente para que você trilhe o caminho da salvação de forma sempre nova, que sempre escolha o caminho estreito, pois está escrito: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” (Sl 119.105). 

Aqui as palavras maravilhosas falam da orientação divina, pois Cristo, a Palavra encarnada, disse a respeito de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8.12). Essa é a condução divina experimentada por todos aqueles que dedicam total confiança à Palavra de Deus – isto é, Jesus Cristo! 

Alguns exemplos podem esclarecer como experimentar na prática a orientação de Deus na Palavra e por meio da Palavra: há alguns anos, meu pai nos contou que alguém tinha lhe oferecido uma parceria que no fundo girava em torno do dinheiro. Como tinha muitas dúvidas a respeito, ele clamou ao Senhor em sua angústia, abriu a Bíblia e Deus dirigiu seu olhar para as palavras: “...teremos todos uma só bolsa” (Pv 1.14), às quais seguia a advertência: “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés” (v.15). 

Essas palavras deram a ele uma resposta tão clara naquele momento, que recusou a parceria sem qualquer hesitação. Mais tarde, as circunstâncias mostraram que essa tinha sido a única decisão correta a tomar. 

Talvez agora você se pergunte: podemos usar a Bíblia desse jeito, do mesmo jeito que Wim Malgo fez? Bem, meu pai não forçou a situação para encontrar essa direção, ele simplesmente a recebeu. Em outras palavras: ele experimentou a clara orientação de Deus por meio da Palavra. 

Outra experiência da vida do meu pai foi a seguinte: ele e minha mãe viajavam por conta do ministério. Estavam na estrada, a caminho do próximo compromisso, em um carro bastante “velho”. De repente meu pai disse à minha mãe: “Estou me sentindo estranho e com muita tontura; precisamos parar o mais rapidamente possível”. 

Graças a Deus, depois da curva seguinte havia um espaço para descanso à beira da estrada, onde eles puderam parar. A “tontura” do meu pai piorava cada vez mais. Ele acabara de estacionar o carro quando uma das rodas traseiras se soltou do eixo. 

Imediatamente eles perceberam de onde vinha a tontura do meu pai: a roda tinha estado a ponto de se soltar. Como o carro não tinha condições de seguir viagem, ele foi guinchado e levado a uma oficina para o conserto. Nesse meio tempo, eles foram obrigados a pernoitar em um hotel.

Quando chegaram ao quarto, meu pai espontaneamente pegou a Bíblia e leu a maravilhosa promessa: “Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que lhe é querido” (Sl 4.3, RC). 

Esta palavra confirmou aos meus pais que haviam estado sob a clara orientação do Senhor! Do contrário, o fim da história poderia ter sido terrível.
Tenho certeza de que muitos de nossos leitores já experimentaram situações e proteção semelhantes. 

Podemos confiar piamente naquilo que Deus nos diz em Sua Palavra, e assim voltar a experimentar a Sua clara orientação dia após dia. Se o Senhor lhe der uma palavra, não permita que o inimigo a roube de você semeando dúvidas. 

Certa vez li algo a respeito em um dos livros do abençoado servo de Deus Oswald Chambers, que cito aqui livremente: “Se você ler uma palavra de Deus na Bíblia ou alguém lhe citar uma afirmação de Deus, e ela atingir seu coração como um raio, por ser uma resposta clara a uma pergunta que você tinha apresentado ao Senhor, então não hesite em crer firmemente naquilo que Ele acabou de lhe dizer. 

Deixe todas as dúvidas para trás, levante-se e aja de acordo com aquilo que lhe foi dito! Pois Deus falou com você, como se um anjo tivesse descido do céu para lhe dar essas palavras”.
Abra mais a sua Bíblia, leia-a em espírito de oração. Só isso é suficiente para que você trilhe o caminho da salvação de forma sempre nova.

George Müller demonstrou da forma mais clara possível que Deus cumpre a Sua palavra. Afinal, ele dirigiu – somente com base nas promessas da Escritura Sagrada – um orfanato em Bristol, com mais de 2.000 órfãos. 

Também há testemunhos de mulheres que confiaram completamente na Palavra de Deus e não foram envergonhadas. Certa vez tive o privilégio de visitar na Holanda uma senhora judia de mais de oitenta anos, crente em Jesus. Ela já havia chegado à fé em Jesus Cristo quando criança e tinha sobrevivido ao Holocausto. 

Ela me disse o seguinte em relação à Bíblia: “Primeiro, eu sempre leio o que está escrito, depois aceito o que está escrito e em terceiro lugar faço o que está escrito”. Na época mais difícil de sua vida, essa mulher experimentou de forma maravilhosa como Deus a orientava por meio de Sua Palavra. Deus honra a Sua aliança para com aqueles que dedicam sua total confiança à Sua Palavra em qualquer situação, e permite que estes experimentem a Sua maravilhosa orientação. Por que isso acontece?
A Escritura Sagrada é:
  • a única revelação de Deus
  • a única forma pela qual Deus fala diretamente
  • o único apoio inabalável
  • a única autoridade infalível.
Só a Escritura Sagrada é:
  • digna de confiança
  • imutável
  • incorruptível.
Por isso podemos experimentar a maravilhosa direção de Deus em nossa vida quando nos apropriamos das palavras e promessas da Escritura Sagrada.

Direção debaixo das vistas de Deus

Uma passagem bíblica que retrata e exemplifica de forma maravilhosa como acontece a direção de Deus em nossa vida está no Salmo 32.8, onde o Senhor diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”. O Senhor promete aos Seus que vai conduzi-los dirigindo a eles os Seus olhos. Meditando a respeito, lembrei-me do relacionamento cheio de amor entre um pai e o filho que ele vê diante de si. O pai conduz a criança pela mão, enquanto seus olhos vigiam continuamente o filho. 

Quando um jovem questionou o Senhor Jesus sobre a vida eterna (Mc 10.17) e confirmou que desde criança cumpria todos os mandamentos (v. 20), lemos: “E Jesus, fitando-o, o amou...” (v. 21). 

Por que Jesus olhou para ele? Para guiá-lo; para tomá-lo pela mão para que reconhecesse o caminho certo para sua vida. O jovem rico recebeu a oportunidade de ser guiado pelo próprio Jesus. Os olhos do Senhor já pousavam cheios de amor sobre ele – mas o homem não atendeu ao apelo. Que tragédia! É uma prova ilimitada do Seu amor que os Seus olhos repousem sobre nós, para que Ele nos aconselhe e guie desse jeito.
Assim como o pai guia seu filho, Deus também quer nos conduzir pela mão.

Se tomarmos consciência de quão maravilhosos são os olhos que repousam sobre nós, então só podemos adorar, dizendo: que grande Senhor é o nosso! Pois a Bíblia descreve dessa forma os Seus olhos, com os quais Ele quer nos guiar: “A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo” (Ap 1.14). 

Isso significa que os Seus olhos atravessam a mais profunda escuridão. Nada Lhe está oculto. Quando nós já perdemos qualquer perspectiva há muito tempo, Ele ainda enxerga. O que é totalmente incompreensível para nós, está completamente revelado diante dEle. O salmista tinha plena consciência desse fato quando orou: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (Sl 139.7-10). 

Sim, o Senhor quer que Seus filhos experimentem Sua direção também dessa forma: Ele os guia à medida que Seus olhos estão sobre eles dia e noite, em todas as circunstâncias de suas vidas, onde quer que estejam. E onde quer que Ele tenha essa oportunidade de guiar, conduzir e aconselhar uma pessoa, ali uma luz brilhará mesmo na mais profunda escuridão. Por isso, não desanime, o que quer que você tenha de enfrentar, ou qualquer que seja a sua situação: o Senhor Jesus, que o conduz com Seus olhos, sempre vê uma saída! 

Uma pessoa sobre cuja vida Deus mantém os olhos abertos, que permite que Deus a guie dessa forma, é espiritual. Em outras palavras: a atuação do Espírito Santo é o alicerce da vida dela. O Espírito Santo é também o motor que a impulsiona a fazer as coisas corretas e a escolher o caminho certo. Vamos olhar mais uma vez para o texto de Romanos 8.26, que fala sobre nossa incapacidade na oração e então aborda a ajuda que o Espírito Santo dá: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. 

Afinal, por que o Espírito Santo intercede por nós, para que saibamos orar da forma certa? Qual é a Sua motivação? Será que Ele foi encarregado por alguém a fazer isso? Sim, exatamente: o Espírito Santo nos representa na oração da forma como o Pai deseja. É o que vemos no versículo seguinte: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele [o Espírito Santo] intercede pelos santos” (v. 27). Deus, o Pai, quer que oremos de determinada forma. Ele quer nos aconselhar, mantendo Seus olhos dirigidos para nós, e deseja nos guiar conforme a Sua vontade. Então, o Espírito Santo produz essa vontade de Deus em nós. 

O mesmo acontece, por exemplo, com o fato de que o Espírito Santo deseja nos guiar em toda a verdade, como diz Jesus. Por que o Espírito Santo quer e faz isso? Porque o próprio Senhor o deseja, porque Seus olhos estão sobre nós e porque Ele deseja nos conduzir em toda a verdade. O Senhor Jesus diz a esse respeito: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade”. Por que o Espírito Santo faz isso? A resposta é: “porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido... porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.13-14). Quando o Espírito Santo deseja nos guiar em toda a verdade isso está relacionado àquilo que o Senhor Jesus quer de nossa vida: “...porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.
 
São os olhos do Senhor, que descansam incansavelmente sobre nós, que nos guiam e conduzem. Mas é o Espírito Santo que – como um tradutor – nos explica e esclarece a vontade de Deus.
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”.

Naturalmente ainda fica a seguinte questão: como o Espírito Santo produz tudo isso em nós? Como acontece esse processo, pelo qual o Espírito Santo nos representa na oração “com gemidos inexprimíveis”? Como Ele nos revela os motivos pelos quais devemos orar? 

Bem, Ele não chama um anjo do céu para nos entregar uma lista de motivos. Mas como isso tudo funciona de verdade? Não de forma milagrosa ou espetacular, como muitos irmãos certamente já desejaram. Não, o Espírito Santo simplesmente coloca o motivo em nosso coração. Ou, em outras palavras: desperta em nós o pensamento de orar por este ou aquele motivo.

Da mesma forma acontece com a principal incumbência do Espírito Santo, isto é, a glorificação de Jesus em nós e por meio de nós. Jesus diz: “Ele [o Espírito Santo] me glorificará” (Jo 16.14). Isso significa que Ele não fala por meio de uma experiência espetacular e extraordinária. 

Não, o Espírito Santo faz Jesus crescer em nós. Ele nos impulsiona a pensar nEle. Ele desperta em nós o desejo de ter comunhão com Jesus e a Sua palavra. Ou Ele produz em nós um impulso interior de, por exemplo, fazer uma declaração de amor ao nosso Senhor, como Davi fazia: “Eu te amo, ó SENHOR, força minha” (Sl 18.1). 

Davi não orou dessa forma porque teve alguma revelação especial, mas porque sentia isso em seu coração. Ele simplesmente ficou com vontade de louvar ao Senhor dessa forma. O mesmo acontece com aqueles que se tornaram propriedade de Jesus. De uma hora para outra nosso coração nos mostra o que devemos fazer ou não fazer. 

Os olhos do Senhor voltados para nós e a atuação do Espírito Santo em nós às vezes produzem o desejo de fazer algo ou deixar de fazer outra coisa. Em outras palavras: temos a forte sensação ou até mesmo a certeza de que este caminho é o certo, e o outro, errado. 

Mas os olhos do Senhor não repousam sobre todas as pessoas, sem exceção. Da mesma forma, nem todas as pessoas experimentam a atuação do Espírito Santo que descrevemos acima. Há uma condição, que é a seguinte: “Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9). 

Portanto, Deus quer nos ensinar e mostrar o caminho em que devemos andar; Ele quer nos aconselhar, Ele quer dirigir Seus olhos para nós (Sl 32.8) – mas só quando nós também o queremos, quando nosso “coração é totalmente dele”. Somente filhos de Deus consagrados vivem essa direção especial de Deus; só eles experimentam isto: os olhos de Deus sobre eles, a atuação do Espírito Santo dentro deles! 

Por isso, certifique-se de que a cada novo dia todos os obstáculos entre você e o Senhor sejam removidos; só assim você experimentará essa extraordinária direção do Senhor! Faça isso, e você experimentará a direção especial de Deus conforme descrita em Isaías 30.21: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele”.

(Marcel Malgo - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 2007.
 
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

INFERNO - EXISTE MESMO? O QUE VEM A SER? RECOMPENSA ONDE E QUANDO?

Inferno - existe mesmo? O que vem a ser? Recompensa onde e quando?


Inferno ou Lago de Fogo?

Céu ou inferno? Esta é a pergunta colocada pela maioria das religiões aos homens, quando pretendem uma decisão no campo espiritual.
A Congregação Israelita da Nova Aliança sabe que há um grande equívoco nesta questão que, inclusive, envolve a doutrina pagã da imortalidade da alma e que também busca aniquilar o ensino da ressurreição.

A palavra inferno, que aparece nas versões da Bíblia, infelizmente, não é um termo adequado e acaba por misturar as coisas: ora inferno significa sepultura, ora quer dizer fogo eterno.
Vamos nos ater, neste estudo, aos termos Seol e Hades, que aparecem nos originais hebraico e grego, das Sagradas Escrituras e dos Escritos da Brit Chadasha, respectivamente, para podermos chegar a uma compreensão melhor.
Tendo conhecimento disto, poderemos, ao ler certos textos, entender e dar uma definição exata do seu significado.

1. Qual é o estado e para onde vai o homem após a morte?

a) Fica dormindo, inconsciente: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento...Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma." (Ec 9:5, 10)
b) Para a sepultura, Hades ou Seol: "Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos." (Sl 146:4).
"Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz." (Jo 5:28)

2. Por que a palavra "inferno" causa tanta confusão?

"Muita confusão e compreensão errônea foram causadas pelo fato de os primitivos tradutores da Bíblia terem traduzido persistentemente o termo hebraico Seol e os termos gregos Hades e Geena pela palavra inferno..." (The Encyclopedia Americana - 1942- Vol. XIV, pg. 81).

3. Como fica a palavra "inferno" nos Ketuvim Netsarim (NT) e quais seus reais significados?

Nas passagens abaixo, a palavra aparece doze vezes e foi transliterada como "Geena": Mt 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Mc 9:43, 45, 47; Lc 12:5 e Tg 3:6.
Geena: deriva do hebraico gê (ben)(benê) hinnõm, o vale dos filhos de Hinnom, próximo de Jerusalém (Js 15:8; 18:16) onde crianças eram sacrificadas pelo fogo, atendendo a rituais pagãos (2Rs 23:10; 2Cr 28:3; 33:6; Jr 7:31; 32:35). (New Bible Dictionary, pg. 463)

O lugar era usado para a incineração do lixo de Jerusalém e onde também se lançavam os corpos de animais mortos.
Lá também eram lançados os criminosos, o que dá a idéia de um lugar de punição pelos pecados (Dt 32:22).

Hades: Já esta palavra grega significa sepultura e corresponde a Seol, do Tanach (AT) e aparece onze vezes nos Ketuvim Netsarim (NT): Mt 11:23; 16:18; Lc 10:15; 16:23; At 2:27, 31; 1Co 15:55; Ap 1:18; 6:8; 20:13, 14.

Tártaro: Do grego, aparece em 2Pe 2:4, que representa um abismo mito-lógico para a confinação dos deuses rebeldes. (Expository Dictionary of Bible Words, pg. 337).
Portanto, Geena está associada com fogo e castigo, mas Hades, refere-se a sepultura, ou o lugar dos mortos.

4. Que dizer do lago de fogo e do fogo eterno? Por que "eterno"?

Todos os que ressuscitarem na segunda ressurreição serão julgados perante o trono branco e serão lançados no lago de fogo, para o castigo da segunda morte. Lá estarão também o diabo e seus anjos.

Neste lago de fogo, finalmente, serão destruídos a morte e o inferno, ou Hades/Seol: "E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte." (Ap. 20:14)
Fogo eterno: Na verdade, o fogo é eterno e inextingüivel no sentido de que, enquanto nele houver o que tenha de ser queimado, este não se apaga. Prova disto é o fogo que destruiu Sodoma e Gomorra. Acabou com tudo, mas não mais existe:"Assim como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se corrompido como aqueles e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." (Jd 7)

Aquelas cidades foram destruídas para sempre, para jamais serem reconstruídas, todavia, o fogo cessou há milhares de anos.

Bicho não morre: Isto que dizer o mesmo, ou seja, que enquanto existir substância a ser consumida, o bicho vai consumí-la totalmente (Mc 9:44, 46, 48; Is 66:24). Não quer dizer que o ímpio vai ficar vivo para sempre.

Atormentado para sempre: O diabo será atormentado para sempre, no lago de fogo (Ap 20:10), significa que não mais escapará, ou seja, sofrerá a morte eterna.

5. E no Tanach (AT)? como fica a palavra inferno? De onde vem?

A palavra inferno, no AT, deriva-se de "seol" ou "sheol" termo hebraico que significa sepultura, lugar de habitação dos mortos, ou o mesmo que "hades", do NT.
"Seol" aparece 65 vezes no AT, mas nem sempre traduzida como "inferno".

O Fim dos Ímpios

Desde o princípio do mundo, Deus tem prometido um Salvador para a humanidade.
O único meio de alcançarmos a remissão de nossos pecados e escaparmos da segunda morte, no lago de fogo e enxofre, é recebermos ao Mashiach como nosso substituto, mediante uma sincera conversão e mudança de vida.

O ímpio não quer isso. Prefere viver somente o que a vida presente lhe oferece e não pensa em uma vida eterna ao lado do Senhor.
Alguns, influenciados pelo paganismo, se crêem imortais e acham que, de alguma outra maneira, poderão sobreviver após a morte.
Na verdade, Yeshua (Jesus) só dá a vida eterna aos que o aceitam. Não existe alma imortal, tampouco o homem é um ser dual, que sobrevive fora do corpo. O ímpio, após a segunda ressurreição, desaparecerá!

1. A passagem de Lc 16:19-31, (Rico e Lázaro) é citada para mostrar o lugar onde os mortos aguardam recompensa? É isto correto?

Não. Na verdade se trata de uma parábola e não de um fato real.
Parábola: "Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior." (Dic. Aurélio).
"a) História-parábola, sem qualquer nexo histórico." (Bíblia de Jerusalém, pg. 1961, referindo-se ao texto acima)

Se a passagem não fosse parábola e se tratasse de algo real, entraria em inúmeras contradições: mortos são como os vivos: se comunicam entre si; sentem dor, portanto, tem sistema nervoso e cérebro funcionando; têm língua, olhos, dedos, etc.
Na verdade, a parábola se refere aos judeus (o rico), portador de tudo (Rm 3:1; 9:4,5) e aos gentios (o pobre Lázaro) sem nada (Ef 2:11,12). 

2. Segundo as Escrituras, qual será o futuro de justos e ímpios?
 
Os ímpios serão removidos da Terra, mas os justos aqui permanecerão:
"Porque os retos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela extermina-dos." (Pv 2:21, 22)
Os ímpios serão queimados e se desfarão em fumaça: "Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão e em fumaça se desfa-rão." (Sl 37:20)

"Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão." (Is 24:6)
O texto acima nos revela que, no Armagedom, a guerra que ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Jesus, a quase totalidade dos ímpios morrerá, mas um restante sobreviverá, para dar origem às nações que povoarão a terra, no milênio, os dias do Messias. 

"E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei..." (Zc 14:16)
Nesta ocasião, os justos ressuscitarão ou serão transformados; recepcionarão o Senhor nas nuvens e descerão com Ele em Jerusalém, para Sua entronização. (1Co 15:52; 1Ts 4:16, 17; Zc 14:4, 9) 

3. Que acontecerá no fim do reino milenar, instaurado aqui na Terra?

a) satanás é solto por um pouco de tempo e sai a enganar as nações que aqui habitaram, durante o reino milenar. (Ap 20:3, 7, 8)
b) Os seduzidos por ele serão destruídos pelo fogo, ao cercar a cidade de Jerusalém terrena, sede do reino milenar do Messias Jesus. (Ap 20:9)

c) Ocorre a segunda ressurreição: os ímpios são ressuscitados, julgados e lançados no lago de fogo, para serem atormentados e extintos pela segunda morte. O diabo e seus anjos, igualmente alí estarão, para serem destruídos. (Ap 20:10-15)
d) Finalmente, a própria morte, que antes punia aos pecadores, e a sepultura ou hades e seol, serão aniquilados no lago de fogo e enxofre, pois não se justifica mais sua existência. (Ap 20:14, 15)

4. Nesta circunstância, como estará a Terra a partir daí?

Com todo o mal extinto, o objetivo de restauração do reinado messiânico estará concluído e teremos, finalmente, o novo Céu e a nova Terra (At 3:21; 1 Co 15:24-28; Ap 21:1).
5. Aqueles que foram lançados no lago de fogo, ficarão sofrendo para sempre?
Não. Os ímpios não podem viver para sempre, porque são mortais. O primeiro falso pregador que falou na imortalidade do ímpio, foi satanás, no Éden (Gn 3:4).
O tempo de destruição pode até variar, mas os ímpios serão extintos, juntamente com as hostes malignas.

A vida eterna só é concedida por Deus aos que recebem Seu Filho, como Salvador. A busca dos homens e as promessas de Yeshua não teriam sentido algum, se os homens entendessem que são, naturalmente, imortais. Yeshua teria de esclarecer que oferecia uma vida eterna melhor, com Ele.
"...E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna." (1Jo 3:15)
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho." (1Jo 5:11)

Tempo de Recompensa

Um dos principais objetivos de nossa fé é a nossa ressurreição no fim dos tempos.
Que vem a ser ressurreição? Michaelis define: "Ato de ressurgir ou reaparecer vivo depois de ter morrido; restituição do morto à vida."
Se não há ressurreição, certamente estamos perdidos:"E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos." (1Co 15:17, 18)

Ora, se o homem, logo após a morte, continua vivo noutra dimensão e já vai para junto de Deus ou para um lugar de tormentos, perguntamos: Para que ressurreição? Por que Paulo enfatiza tanto a ressurreição, se os mortos não precisam dela?
Considerando o que somos e como estaremos após a morte, à luz das Escrituras, então o tema para nós é importante. E dá para saber também porque ansiamos pela vinda do Senhor!

1. Que diz as Escrituras sobre o estado do homem após a morte?

Que todos, salvos ou não, estão inconscientes, dormem no pó da terra e só reviverão mediante a ressurreição:
"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento..." (Ec. 9:5) "...porquanto és pó e em pó te tornarás." (Gn 3:19) "Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó." (Sl 103:14)
"Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão." (Ec 3:20)
"Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da conde-nação" (João 5:28, 29)

2. A crença de que o homem recebe a recompensa logo após a morte, dá origem a que outras heresias?

A idolatria e o espiritismo. O entender que os santos quando morrem vão para o céu, deu margem para a veneração dos mortos, como é o caso do catolicismo romano, que por sua vez herdou tal heresia dos antigos pagãos. O surpreendente é que a influência desta doutrina pagã ganhou amplo espaço nas religiões oriundas da reforma protestante, assim como no espiritismo. "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; —não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?" (Is 8:19).

3. Quando, segundo as Escrituras, ocorrerá a recompensa dos mortos?

Na galeria dos heróis da fé, onde aparecem grandes nomes, está claro que eles não receberam ainda as promessas, esperando por nós, ou seja, para as receberem conosco: "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra...39E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, 40provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados." (Hb 11:13, 39, 40)
Paulo fala que os que são do Mashiach serão galardoados na Sua vinda: "Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda." (1Co 15:23)

Isto fecha com Apocalipse:"...e o tempo de dares o galardão aos profe-tas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome..." (Ap 11:18)
"E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra." (Ap 22:12)
"E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressur-reição dos justos." (Lucas 14:14)

4. Por que a Bíblia diz que Jesus é o primeiro da ressurreição?

Embora tenha havido outras ressurreições, todos morreram de novo. O único que ressurgiu para a vida eterna, foi Yeshua. Nós e todos os santos receberemos o galardão desta ressurreição, na Sua vinda."Isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios." (At 26:23)
"Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. 21Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. 22Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. 23Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda." (1Co 15:20-23)

5. É possível que Enoque, Elias e outros santos, estejam vivos e já reinando com Yeshua?

Não. Já vimos que eles morreram na fé, mas não alcançaram a promessa. De Enoque, temos que morreu (Hb 11:13) e Elias, tendo concluído seu ministério, foi apenas transportado por um rede-moinho, de um lugar para outro, mas aqui mesmo na terra. Prova disto é que, cerca de dez anos depois do arrebatamento, enviou uma carta repreendendo ao rei Jeorão, de Judá (2Cr 21:12).
Transfiguração de Jesus: Foi apenas uma visão, referente a vinda do Mashiach em Seu Reino, dada a três discípulos, conforme prometido alguns dias antes. Confira (Mt 17:9).

Postado por Roberto
Fonte: Com. Judaica da Nova Aliança
Abraço