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terça-feira, 26 de outubro de 2010

A GUERRA DE SATANÁS CONTRA DEUS


A Guerra de Satanás Contra Deus
Para que a profecia bíblica sobre o fim dos tempos faça sentido, é preciso entender primeiro o que aconteceu no princípio de tudo, a fim de saber para onde vamos e por que a história humana caminha nessa direção. Embora o ser humano esteja visceralmente envolvido no desdobramento da história, ninguém vai conseguir entender o propósito e o objetivo dela sem antes conhecer o que Deus revela acerca da esfera angelical. Tudo começou quando Satanás declarou a sua independência de Deus logo depois da criação.

Começa a Batalha Pelo Planeta Terra

Os textos de Ezequiel 28 e Isaías 14 são as duas principais passagens bíblicas que mostram a entrada do pecado no universo por ocasião da queda de Satanás. O capítulo 28 de Ezequiel inicia com um pronunciamento de juízo contra o príncipe de Tiro, que demonstra ser uma referência a Lúcifer, ou seja, Satanás, aquele que realmente atua por detrás desse rei humano (Ez 28.11-19). Os versículos 14 e 15 de Ezequiel 28 dizem: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti”. 

Apesar de ter sido criado em beleza e perfeição, Satanás, o anjo de Deus mais elevado na hierarquia angelical, caiu em pecado e arrastou consigo um terço dos outros anjos (Ap 12.4,9).

“Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (Isaías 14.15).
O texto de Isaías 14 é a outra passagem bíblica fundamental para nos esclarecer acerca da queda de Satanás. O profeta registra a famosa declaração de Satanás em sua rebelião contra Deus: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (vv. 13-14).

  Deus respondeu a tal declaração da seguinte forma: “Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo” (v. 15). 

Satanás se tornou o inimigo de Deus, um adversário que se levantou com o intuito de destronar Deus e impedir o plano divino para a história.

Depois que caiu em pecado, Satanás partiu para expandir sua influência através da tentação de Adão e Eva, que tinham sido criados recentemente, para levá-los a se unirem a ele em sua rebelião contra Deus. 

Em conseqüência da participação de Satanás no engano de Eva a fim de que o ser humano se juntasse a ele na revolta contra Deus, o Senhor amaldiçoou a serpente e a mulher nos seguintes termos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). 

O grande conflito entre a descendência da serpente e o descendente da mulher começou a ser travado a partir daquele momento.

Satanás Difama a Deus

O livro de Jó é o primeiro livro da Bíblia revelado por Deus ao ser humano e, portanto, é o mais antigo livro do cânon das Escrituras. Eu creio que o livro funciona como uma espécie de prolegômeno* da Bíblia. Identificamos o tema geral da história na vida de Jó, um personagem bíblico que viveu antes de Abraão. Naquele contexto, percebe-se que Deus demonstrava alguma verdade ao conselho angelical** através dos acontecimentos na vida de Jó.

Apesar das terríveis provações que Jó suportou, Deus abençoou esse homem no fim de sua vida muito mais do que o abençoara no começo, desbancando, desse modo, a falácia da acusação satânica fundamental de que Deus não sabe o que faz. O restante da Bíblia e a história comprovam essa tese com muito mais detalhes que envolvem não somente o povo de Israel , mas também a Igreja e outros grupos de pessoas redimidas.

No começo do relato da história de Jó, quando os anjos (tanto os caídos quanto os santos anjos) compareceram perante Deus, perguntou o Senhor a Satanás: “Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela” (Jó 1.7). 

À medida que acompanhamos o desenrolar do diálogo entre Deus e Satanás, descobrimos que, apesar de o diabo ter poder para investir contra a vida de seres humanos, isso não quer dizer, necessariamente, que ele possa fazê-lo quando bem entender. Satanás precisa da permissão de Deus para provocar calamidades na vida de um ser humano.

O Senhor iniciou sua conversa com Satanás perguntando o seguinte: “Observaste o meu servo Jó?” (Jó 1.8). Em seguida, Satanás solicitou a permissão do Senhor para causar danos a Jó. Satanás obviamente não pediria consentimento numa questão como essa, se não fosse necessário. O diabo admitiu que Deus fizera uma cerca viva (i.e., uma cerca de proteção) ao redor da vida de Jó e de sua família, proteção essa que o impedia de atacar sorrateiramente a Jó sem a permissão de Deus. Após conceder permissão a Satanás, o Senhor estabeleceu os limites de sofrimento que ele poderia infligir a Jó (cf. Jó 1.12; Jó 2.6).

Durante o diálogo entre Deus e Satanás, o diabo acusa o Senhor de não ser um Deus bom, de não saber o que faz e de ser Alguém que só obtém a lealdade do ser humano porque compra a pessoa com bens e benefícios. Percebe-se que o alvo de Satanás é obstruir o progresso do plano de Deus para que possa provar sua tese de que Deus não sabe governar o universo; na realidade, Satanás acredita que é capaz de governar melhor do que Deus. Essa é a razão pela qual a luta entre a descendência da serpente e o descendente da mulher se trava na história e chegará ao seu clímax nos últimos dias, durante o período de sete anos da Tribulação.

Satanás Ataca Israel

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus.
O conflito entre o descendente da mulher e a descendência da serpente concentrou seu foco sobre Israel porque o Messias viria da nação eleita de Deus. Portanto, se Satanás em alguma ocasião conseguisse frustrar o plano de Deus e impedir sua concretização na história, teria atingido seu intento de obstruir o propósito de Deus e teria provado sua alegação inicial de que o Senhor não merece ser Deus, o Altíssimo.

Todo o capítulo 12 do livro de Apocalipse mostra a razão pela qual Satanás atacará Israel no meio do período da Tribulação e tentará eliminá-lo, ou seja, porque Satanás sabe que, àquela altura, pouco tempo lhe restará para evitar o cumprimento final do plano de Deus. 

O objetivo essencial de Satanás é impedir a Segunda Vinda de Cristo. Como ele poderia alcançar esse objetivo? Ele acredita que pode atingi-lo pela destruição dos judeus. A Segunda Vinda de Cristo acontecerá no momento em que a nação de Israel aceitar Jesus como seu Messias e invocar Seu nome para que Ele os salve no Armagedom. Se esse acontecimento milagroso não ocorresse, Israel seria aniquilado naquele momento da Grande Tribulação.

Desse modo, o capítulo 12 de Apocalipse oferece uma compreensão clara desse conflito que vem sendo travado há milênios, desde o início deste mundo, e que perdura para se tornar uma questão de extrema importância no ponto culminante da história. O texto de Apocalipse 12 nos mostra que um terço dos anjos caiu em pecado e seguiu a Satanás por ocasião da sua revolta inicial. Entendemos esse fato ao constatarmos que as estrelas nessa passagem simbolizam os anjos (compare com Apocalipse 9.1; 12.7,9).

“Essa foi uma guerra no céu que ocasionou a expulsão de Satanás e seus anjos para a terra antes do nascimento do filho da mulher, donde se conclui que tal acontecimento faz parte da história passada. Uma segunda guerra é mencionada em Apocalipse 12.7-9, que vem a ser a última tentativa satânica de conquistar o céu e exterminar o menino após o seu nascimento”.[1]

A segunda parte do versículo 4 é uma clara referência a Satanás (i.e., “o dragão”) que pára em frente da mulher que está para dar à luz (i.e., Israel ), numa tentativa de impedir o nascimento de Jesus, o Messias, o menino ao qual a mulher deu à luz no passado. Satanás não sabia o momento exato do nascimento do Messias, de forma que aguardou com muita expectativa pela vinda do descendente da mulher.

A tentativa satânica de “devorar o filho [da mulher] quando nascesse” é vista no Novo Testamento naquela ocasião em que Satanás instigou o rei Herodes a tramar uma conspiração para achar o menino Jesus e matá-lo (Mt 2). Diante do fato de que os acontecimentos históricos envolvidos no nascimento de Jesus faziam parte do conflito angelical, o Senhor advertiu os magos do Oriente em sonho “para não voltarem à presença de Herodes”, pelo que eles, “regressaram por outro caminho a sua terra” (Mt 2.12). 

Satanás estava prestes a incitar Herodes para que este mandasse matar todos os nenês do sexo masculino da faixa etária de Jesus, porém, “tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Deus sempre está um passo à frente de Satanás.

Ao longo da história, fatos como os que acabamos de mencionar fazem parte do conflito angelical, da guerra entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Robert L. Thomas faz o seguinte resumo dos principais acontecimentos da história:
As más intenções do dragão para com o filho que estava para nascer à mulher ficam evidentes em toda a história do Antigo Testamento. Indícios da sua hostilidade vêm à tona no assassinato de Abel pelas mãos de Caim (Gn 4.8), na corrupção da linhagem de Sete (Gn 6.1-12), nas tentativas de violar sexualmente tanto Sara (Gn 12.10-20; 20.1-18) quanto Rebeca (Gn 26.1-18), no plano de Rebeca para tirar o direito de primogenitura de Esaú através de uma trapaça, ocasionando a inimizade de Esaú contra Jacó (Gn 27), no assassinato de todos os nenês hebreus do sexo masculino por ordem do Faraó no Egito (Êx 1.15-22), nas tentativas de assassinar Davi (por exemplo, 1 Sm 18.10-11), na tentativa da rainha Atalia de destruir toda a descendência real de Judá (2 Cr 22.10), na trama de Hamã para exterminar os judeus (Et 3-9), e nas constantes tentativas dos israelitas de matarem seus próprios filhos em atos de sacrifício com finalidade expiatória (cf. Lv 18.21; 2 Rs 16.3; 2 Cr 28.3; Sl 106.37-38; Ez 16.20).

A investida de Herodes para matar os nenês da região de Belém (Mt 2.16) e muitos outros incidentes durante a vida de Jesus neste mundo, inclusive Sua tentação, tipificam o contínuo esforço de Satanás para “devorar” o filho da mulher a partir do momento que o menino nasceu. Naturalmente a tentativa mais direta foi a crucificação de Cristo.[2]
A profecia é necessária para que, no decorrer da história, Deus demonstre por evidências que Jesus Cristo tem o direito de governar o planeta Terra e que Satanás não passa de um mentiroso em tudo o que fala, principalmente nas referências que ele faz a Deus. Essa é a razão pela qual Deus planejou acontecimentos proféticos que se cumprirão no futuro e que comprovarão que Jesus Cristo é o herói da história. Maranata! 

(Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Robert L. Thomas, Revelation 8 22: An Exegetical Commentary, Chicago: Moody Press, 1995, p. 124.
  2. Thomas, Revelation 8 22, p. 125.
* Prolegômeno vem a ser uma introdução crítica ou analítica de um livro.
** O conselho angelical é uma referência àqueles anjos, tanto caídos quanto eleitos, que se apresentam diante do trono de Deus no céu conforme está descrito em Jó 1.6 e Jó 2.1.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2008.
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
apaz.com.br

sábado, 26 de dezembro de 2009

DAVI E GOLIAS

A estratégia vitoriosa de Davi: uma pedrada sutil com fé. (1Samuel 17. 1- 53)

Essa passagem diz-nos claramente que não devemos olhar para as circunstâncias, e sim para a grandeza de Deus. Deixar de fazer isso foi o que quase derrotou o exército de Israel Bastou uma olhada em Golias, e "todos" fugiram cheios de medo (V. 24).
Satanás quase conseguiu a vitória, ultilizando apenas o medo e a intimidação! Mas Deus tinha um plano de libertação para Israel. Ele havia preparado Davi - jovem sem reputação, o menor de sua família, desprezado por seus irmãos, um mero - pastor para um grande façanha. Deus usou as tarefas pouco valorizadas de pastor para treinar Davi e ensiná-lo a vencer inimigos maiores ainda que leões e ursos! Em seu treinamento "secreto" com Deus, Davi adquiriu a experiência que seria o fundamento de sua confiança no Todo-Poderoso.
Não importa quão humilde ou aparentemente insignificante seja a sua posição agora, você está sendo preparado por Deus para grande vitórias! O relacionamento que você está edificando agora será o fundamento de sua comunhão com Ele por toda a eternidade!
Davi obteve vitória porque tinha um relacionamento com Deus. Quando chegou a hora de encarar o filisteu, tomou uma decisão importante: recusou a armadura mundana de Saul, dizendo: "Não estou acostumado". Em vez disso, preferiu algo com que TINHA FAMILIARIDADE - a armadura de Deus.
Vemos agora o paralelo entre a armadura espíritual de Davi e armadura de Deus que Paulo nos instrui a colocar em Efésios 6. 10- 18.
"ASSIM MANTENHAM-SE FIRMES, CINGINDO-SE COM O CINTO DA VERDADE..." (Efésios 6. 14a) Davi estava plenamente cingido com a verdade e com a certeza de QUEM É DEUS É. Saiba que Ele é o Todo-Poderoso, o Libertador. Sabia  que Ele é fiel para com os que se cingem com a verdade. Por causa das vitórias sobre leões e ursos Davi sabia que o seu Deus o livraria do inimigo abominavél e cruel.
"...VESTIDO A COURAÇA DA JUSTIÇA..." Efésios 6. 14b). Davi viveu a justiça, fazendo dos interesses de Deus a sua prioridade. Diante das ameaças de Golias, a reação de Davi foi: Quem é esse filisteu incircunsiso para desafiar os exércitos do Deus vivo?" (1 Samuel 17. 26).
"...E TENDO OS PÉS CALÇADOS COM A PRONTIDÃO DO EVANGELHO DA PAZ" (Efésios 6. 15). A despeito das tentativas de seus irmãos, de Saul e de Golias para o desencorajar, insultar e intimidar, DAVI NÃO HESITOU em aceitar o sesafio do inimigo, como demonstram as suas palavras de Saul: "Ninguém deve ficar com o coração abatido por causa desse filisteu: teu servo irá e lutará com ele" (1Samuel 17. 32).
Todo o ser de Davi estava em paz com relação a esse assunto. Nenhum conflito o consumia por dentro. Ele estava preparando porque os seus pés estavam FIRMADOS na paz.
"USAM O ESCUDO DA FÉ" (Efésios 6. 16).Nenhuma "seja inflamada" podia tocar em Davi porque, ACIMA DE TUDO, ele tinha FÉ, que era BASEADA EM SEU CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS E EM SUAS EXPERIÊNCIAS com o Deus vivo> Então Davi pôde dizer a Saul com segurança: "O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu" (1 Samuel 17. 37).
"USEM O CAPACETE DA SALVAÇÃO..." (1 Efésios 6. 17a). O capacete protege a mente. Representa a presença do Senhor em nossa vida, a qual cobre a nossa mente e a protege do medo da preocupação e da dúvida que Satanás usa para nos atacar. Davi conhecia a Deus que estava com ele, por isso podia afirmar: "Vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos" (1 Samuel 17. 45). Os pensamentos e objetivos de Davi eram um só com os de Deus, Haveria livramento!
"...E A ESPADA DO ESPÍRITO, QUE É A PALAVRA DE DEUS " (Efésios 6. 17b). Embora não tenha citado textos b´blicos, foi, sem dúvida, com palavras inspiradas pelo Espírito Santo que Davi declarou ao seu inimigo: "Todos os que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e ele entregará todos vocês em nossas mãos" (1 Samuel 17. 47).
Tenho falado essas palavras, Davi "correu para a linha de batalha" (1 Samuel 17. 48- 52), a fim de enfrentar Golias e atingiu-o com uma pedra. A seguir, concluíu o trabalho, cortando-lhe a cabeça. Com esse gesto, o jovem pastor abriu caminho para que todo o exército de Israel se erguesse e perseguisse os filisteus.
Resvestido com a armadura de Deus, firmado nele e na força de seu poder, Davi venceu todas as adversidades provocadas pelo inimigo. E Israel obteve a vitória!

Para continuar o estudo deste tópico, leia Jeremias 23. 29