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terça-feira, 19 de outubro de 2010

NADA A ESCOLHER, NADA A TEMER?

Nada a esconder, nada a temer?

Os Estados Unidos estão liderando a Europa e o restante do mundo em direção a uma nova era de vigilância. Na esteira dos atentados de setembro de 2001, os EUA têm produzido tecnologias de segurança que vão desde a coleta de dados nos aeroportos até sistemas de biometria para identificar os visitantes que chegam ao país. 

Essas tecnologias têm sido exportadas e adotadas ao redor do globo. Entretanto, enquanto a cultura americana libertária e antigovernamental talvez protegerá seus cidadãos dos piores excessos da vigilância das autoridades, os europeus poderão não ter a mesma sorte.

O público britânico, com sua confiança instintiva no governo, tem se mostrado indiferente diante do avanço da vigilância. Mais preocupado em se sentir seguro do que estar em segurança, ele não tem reagido aos relatórios do próprio governo que sugerem que a proliferação de câmaras de vigilância não teve "efeito sobre os crimes violentos" ou o terrorismo.

As atitudes européias com relação à privacidade variam muito, mas os europeus ocidentais tendem a suspeitar menos da autoridade governamental centralizada do que os americanos. 

Quando o governo dos EUA anunciou o programa US-VISIT, que exige que todos os estrangeiros que chegam ao país sejam fotografados, tenham suas impressões digitais coletadas e suas informações biométricas incluídas em um banco de dados, não houve protestos oficiais da França e da Alemanha, pois ambos os países já estão planejando coletar as impressões digitais de quem solicitar um visto de entrada. O Brasil, em contraste, retaliou, impondo a identificação de visitantes americanos.

A deferência maior dos europeus à autoridade governamental levou países como a Alemanha e a Grã-Bretanha a adotar medidas de vigilância após 11/9/2001 que, de certa forma, foram além das normas impostas pelos EUA. Em 2002, por exemplo, a Alemanha aprovou uma lei que autoriza o governo a criar um banco de dados centralizado com informações pessoais sobre estrangeiros, incluindo suas impressões digitais e sua filiação religiosa. 

A lei também autoriza a inclusão de dados biométricos, como impressões digitais, nas cédulas de identidade dos alemães. Além disso, ela apóia explicitamente a coleta de dados em ampla escala, exigindo que as agências governamentais repassem os dados pessoais à polícia federal.

Na Grã-Bretanha, onde se é ainda menos desconfiado com a vigilância governamental do que na Alemanha, devido à experiência diferente com relação ao fascismo e ao comunismo, o aumento do poder de vigilância tem sido maior. Leis antiterroristas aprovadas em 2000 e 2001 permitem que a polícia prenda sem mandato quaisquer pessoas suspeitas de terrorismo. 

Elas podem ficar detidas durante 48 horas sem direito à presença de um advogado. A polícia também pode tirar impressões digitais, fotografar e procurar sinais característicos no corpo dos suspeitos sem o consentimento destes. Qualquer estrangeiro suspeito de terrorismo pode ser detido por tempo indeterminado sem julgamento. (Newsweek, edição européia)

Quando lemos artigos sobre segurança internacional e combate ao terrorismo, devemos ter em mente duas palavras: "controle" e "identificação". Se formos realistas, concluiremos que esses procedimentos de segurança são praticamente inúteis. Os terroristas conhecem como eles funcionam e simplesmente procuram por alguma falha inevitável no esquema para escaparem da identificação.

O terrorismo sempre está um passo à frente, apesar dos governos prometerem proteção aos cidadãos. Os ataques de 11 de setembro nos EUA revelaram a completa falha de todo o sistema. Parece que a maioria não percebe que a tecnologia teve pouca relação com os atos terroristas, que foram cometidos utilizando estiletes como armas. 

Tais atentados poderiam ser repetidos? Terroristas que atenderem a todas as exigências de segurança podem embarcar num avião e dominar a tripulação, inutilizando completamente toda a sofisticada tecnologia implantada em nome da proteção contra atentados.

Portanto, a questão é: qual a verdadeira razão da preocupação global com a segurança? Ela é cada vez mais destacada para que se cumpram as profecias bíblicas! Os cidadãos de todos os países estão sendo educados para se submeterem a esses procedimentos. 

Realizando-os, os governos ganham experiência na coleta de informações pessoais e, finalmente, poderão implantar o controle total sobre os indivíduos. Não importa a nação em que vivemos e o tipo de governo que temos – no final das contas se cumprirá o que Apocalipse 13.16 diz sobre a marca da besta. 

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 2004.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O ESPÍRITO DA LEI

A JUSTIÇA DO CRISTÃO

7 Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.

8 Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado.

9 E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; Romanos 7. 7-9

Paulo fora do homem orgulhoso. Era um fariseu entre o fariseu, uns dos mais zelosos da sua seita. Se qualquer deles pudesse ter guardado a lei perfeitamente, esse teria sido Paulo.
Ele estava muito bem. Adorava a Deus de maneira suprema, não se inclinava aos ídolos nem tornava o nome de Deus em vão, e era cuidadoso em guardar as inúmeras regras a respeito da observância do sábado. Tampouco cometera adultério, roubara, ou dissera falso testemunho. Afinal, concluíra, ele era uma pessoa bastante boa. Paulo tinha boas razões para ter certa presunção religiosa.
No entanto, ele viu a luz. Viu um mandamento "diferente", aquele que diz "Não cobiçarás". De repente o pecado tomou uma nova forma. Afinal, esse pecado implica uma atitude mental, e não um ato físico.
É verdade que ele evitara o próprio ato do roubo, do adultério e outros mais, mas aqui Paulo, o fariseu, esbarrara no significado mais profundo da lei. A lei também tinha ver com as atitudes.
"Não cobiçarás" atingiu Paulo como raio. Ele começou a compreender o significado mais profundo da lei e sentiu-se, conforme as palavras de Isaías, "destruído". Ou como o próprio Paulo coloca: "O pecado reviveu, e eu morri".
Paulo podia ficar feliz com suas realizações enquanto estava lidando com a letra da lei, mas sua ilusão de conduta perfeita foi esmagada de uma vez por todas quando ele compeendeu a verdadeira profundidade da lei.
A experiência de Paulo deve ser também a nossa. A profundidade do problema do pecado é revelado no espírito da lei e somos conduzidos até a cruz, onde também morremos para toda esperança em nós mesmo ou nas realizações próprias.

I Crônicas 1-3
II Reis 1.



DEUS TODO PODEROSO

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Deus Todo Poderoso

Suas realizações, por mais nobres que seja, não são importante. Suas credenciais, ainda que brilhantes, não interessam. Deus é a fundação desta casa. Aquestão chave na vida não é "Quão forte eu sou?", mas "Qão forte é Deus". Focalize a força dele, não a sua. Ocupe-se com a natureza de Deus, não com o tamanho de seus bíceps.

Foi o que Moisés. Ou, pelo menos, foi o que Deus mandou Moisés fazer. Lembra-se da conversa na sarça ardente? O tom foi estabelecido na primeira sentença. "Tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa". (êxodo 3. 5). Com estas dezessete palavras Moisés é matriculado na classe de Deus. Imediatamente os papeis são, definidos. Deus é santo. Aproximar-se dele sobre alguns centímetros de couro é pomposo demais. É quando seguimos lendo, descobrimos que nenhum tempo é gasto em convencer Moisés do que Moisés pode fazer, contudo, muito tempo é gasto em explicar a Moisés o que Deus pode fazer.

A força de Moisés nunca é considerada. Nenhuma palavra é dita para robustecer Moisés. Porém muitas palavras são pronunciadas para revelar Deus. O assunto não é a força de Moisés, é a força de Deus.

Leia mais a Bíblia.

Eu e a Palavra.