segunda-feira, 8 de agosto de 2011

UMA VIDA VOLTADA PARA DEUS


David Wilkerson: Um Exemplo de Obediência Radical

Por: Christopher Walker
Conta-se que o famoso evangelista D. L. Moody ouviu alguém dizer: “O mundo ainda não viu o que Deus pode fazer com um homem totalmente comprometido com ele”. E que, logo a seguir, declarou: “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para ser um homem assim”. 

De fato, o mundo já foi impactado por algumas vidas individuais, por homens e mulheres totalmente consagrados a Deus e à sua causa. Porém, infelizmente, são histórias raras e isoladas.

Deus tem um chamado singular para cada um de seus filhos. O difícil – para nós – é descobri-lo. Difícil, não porque Deus quer que seja, mas porque estamos por demais envolvidos em nossas próprias ambições e atividades.

Algumas pessoas superam essa dificuldade e descobrem “a soberana vocação”. Começam a segui-la com êxito. Ao longo da caminhada, porém, acabam se perdendo por motivos diversos (escândalos, desvios doutrinários, exaltação pessoal ou outros) e não conseguem alcançar a linha de chegada. Outros escapam dessas armadilhas, mas, depois de um início muito promissor, ficam por anos (às vezes, décadas) inativos, numa espécie de esgotamento espiritual, e nunca mais conseguem reencontrar a missão.

Nesse sentido, a vida de David Wilkerson foi um modelo. Ele encontrou o chamado de Deus para um novo e decisivo rumo em pelo menos três momentos distintos de sua vida. O primeiro é o mais conhecido porque foi relatado no best-seller A Cruz e o Punhal, publicado em 1963 . A história é tão impressionante que, por si só, teria sido o bastante para deixar marcas permanentes naquela geração. Wilkerson poderia ter-se contentado com os resultados daquela obediência inicial e com o grande sucesso de Teen Challenge (Desafio Jovem) em vários países. Mesmo que não tivesse feito mais nada, já teria sido uma vida incrível.

O chamado de Deus, porém, não vem uma vez só na nossa vida. É preciso continuar atento, buscando, ouvindo e obedecendo em cada encruzilhada e etapa da caminhada. Wilkerson não ficou atolado nos processos administrativos de uma grande missão nem se iludiu com fama ou poder. Aprendeu a passar a responsabilidade para outras pessoas e a seguir o vento do Espírito em novas e inesperadas direções. Em cada ocasião, foi preciso exercer o mesmo tipo de confiança e abandono que aprendeu da primeira vez. E em qualquer uma das crises sucessivas, ele poderia ter escolhido um caminho mais cômodo e tranquilo – e ter deixado de completar sua missão!

Vamos dar uma breve olhada em cada uma dessas ocasiões críticas para entender um pouco mais sobre o chamado de Deus.

1.    Do interior da Pensilvânia para as ruas de Nova York

No ano de 1958, Wilkerson era um jovem pastor na pequena cidade de Philipsburg, no interior do estado da Pensilvânia, EUA. Depois de quatro anos ali, tudo parecia estar bem, mas ele estava ficando cada vez mais incomodado. Não havia conversões, as pessoas estavam acomodadas dentro das quatro paredes, não havia unção ou poder para transformar vidas. Era uma igreja pentecostal, mas sem a verdadeira presença de Deus.
Certa noite, enquanto assistia, como de costume, a um programa de televisão no seu momento de descanso, David ficou aborrecido com o que estava vendo e desligou o aparelho. Uma pergunta nasceu em seu interior: “O que aconteceria, Senhor, se eu vendesse a televisão e passasse esse tempo – em oração?”

A partir dessa decisão (o primeiro passo, um pequeno passo de obediência à voz do Senhor, sem qualquer noção das consequências que viriam), David começou a usar esse tempo (da meia-noite às duas da manhã) lendo a Bíblia, não para buscar uma mensagem, e orando, mas não em favor de uma necessidade ou caso específico. Ele queria conhecer o coração de Deus!

Pouco tempo depois, num desses períodos de oração, ele ficou estranhamente triste e inquieto. Tentando compreender o que estava acontecendo, levantou-se e viu uma revista Life em cima da mesa. Sentiu um estranho desejo de abri-la, mas achou que era apenas uma tentação para distraí-lo da oração. Como o impulso continuou, porém, ele abriu a revista e viu um desenho, feito a caneta, do julgamento em Nova York de sete meninos que haviam cometido um assassinato bárbaro.

Naquele momento, Deus encheu-lhe o coração de compaixão e deu-lhe uma ordem muito estranha: “Vá a Nova York e ajude esses garotos”.

Para alguém que nunca estivera em Nova York e não sabia o que fazer para ajudar jovens criminosos, era uma ordem totalmente insana. Pior ainda foi o resultado: quando chegou ao tribunal, seu pedido para falar com os adolescentes foi recusado, e o juiz mandou retirá-lo! Contudo, sua obediência à voz do Senhor foi a chave que abriu o caminho para a primeira etapa do seu ministério: alcançar jovens viciados nas ruas da cidade e fundar Desafio Jovem, uma rede de centros de recuperação que continua até hoje com índices surpreendentes de sucesso .

2. Do sucesso evangelístico para uma mensagem profética

O ministério Teen Challenge (Desafio Jovem) cresceu rapidamente e se expandiu para muitas outras cidades. Deixando a direção desse trabalho para seu irmão Don, David começou um ministério de cruzadas evangelísticas por todo o país e no exterior. Em 1971, ele fundou outra organização, World Challenge, com sede numa grande propriedade no estado do Texas, para administrar todas as ramificações do ministério (campanhas, literatura, evangelismo).

Um conjunto de eventos desencadeou uma nova crise na vida de David. Primeiro, a notícia de que sua esposa, Gwen, e a filha mais velha, Debbie, estavam com câncer. Segundo, uma crescente insatisfação com a falta de unção e poder nas cruzadas. Depois de uma reunião evangelística na Flórida em que se sentiu especialmente vazio, David voltou para o ônibus e disse ao Senhor: “Para mim, chega!” Terceiro, a tensão e angústia interior por causa da mensagem de prosperidade e bem-estar pessoal, sem visão da santidade ou da glória de Deus, que estava começando a tomar conta da Igreja.

Convencido de que a organização World Challenge havia crescido demais, e que o trabalho administrativo estava consumindo grande parte de seu tempo e recursos financeiros, David resolveu diminuir radicalmente sua equipe, de 75 para 45 pessoas, cancelar seus compromissos, desfazer o grupo de música que o acompanhava nas cruzadas, dispor de um dos ônibus e vender a propriedade sede da organização para a missão Jocum (Jovens com uma missão) por apenas 10% do valor.

Começou ali um processo de vários anos, voltando a trabalhar mais diretamente nas ruas de grandes cidades e buscando a Deus para encontrar a resposta para a mistura do sistema do mundo com a Igreja. Depois de um período de cinco meses, indo e voltando de um refúgio nas montanhas para buscar a face de Deus e entender como entregar uma mensagem profética de juízo e ira divina para a Igreja cada vez mais apóstata, Deus o encontrou e deu-lhe uma profunda experiência com o Espírito Santo.

Sentindo-se extremamente pequeno e insignificante diante da presença do Senhor, ele viu o quanto era indigno para condenar quem quer que fosse. O Espírito Santo, então, levou-o a pesquisar tudo o que tinha na Palavra sobre amor e reconciliação. A partir daí, suas pregações mudaram; não deixou de denunciar o pecado, mas sempre conduzia as pessoas à reconciliação, a entrar no rio de amor. Uma mensagem profética de advertência e arrependimento, que seria proclamada por muitos anos a seguir, estava sendo gerada a partir do mesmo contexto de inquietação, intensa busca de Deus e disposição de obedecer radicalmente às instruções recebidas.

3. De volta a Nova York para viver a própria mensagem

Em 1986, David Wilkerson estava em Nova York, como costumava fazer uma vez por ano, conduzindo reuniões evangelísticas nas ruas. Depois de uma das reuniões, por volta da meia-noite, sem conseguir dormir, ele saiu do quarto e começou a caminhar pela cidade. Ao ver traficantes em cada esquina vendendo crack para garotos de 9, 10 e 11 anos, ele parou numa esquina de Broadway com a Rua 42, perto de Times Square, e clamou em lágrimas: “Deus, tu tens de levantar um testemunho neste lugar infernal; parece que o diabo estabeleceu a cidade de Nova York como a sede do seu reino. Precisa haver uma igreja exatamente aqui, como testemunho contra toda essa maldade”.

A resposta de Deus não foi a que ele esperava. “Você conhece esta cidade, David. Você tem amor por ela. Faça isso você!”

Ele ficou em estado de choque. Depois de quase 30 anos ministrando a jovens perdidos nas ruas, ele tinha outros planos para o futuro próximo – talvez, uma vida mais calma, espaço para escrever livros, para viajar e ministrar em outros países. E o que Gwen diria?

Durante duas noites, ele andou pelas ruas da cidade, chorando e clamando para que Deus escolhesse outra pessoa. No final, porém, ao retornar para seu quarto de hotel, Gwen, que também estivera orando, perguntou-lhe: “Estamos voltando para Nova York, não é?”

Depois de voltar para o Texas, David ainda cancelou todos os seus compromissos durante três meses para ficar diante de Deus, esperando nele e buscando a certeza dessa nova direção. Além da dificuldade e das implicações da mudança, havia o desafio financeiro de iniciar um trabalho na região central de Nova York. Mas o Senhor confirmou o chamado, dizendo-lhe que seu propósito ali seria (1) advertir a cidade e a nação a respeito do juízo divino que viria em breve por causa do pecado e (2) chamar um remanescente santo, no meio da degradação moral daquela região, para render-se a Jesus e estar preparado para esses acontecimentos dos últimos tempos. Ele também lhe deu promessas: de suprir os recursos necessários e de resgatar vidas, sempre que eles fossem fiéis em anunciar a Palavra.

Mais uma vez, David obedeceu, deixando sua tranquilidade no Texas e mudando radicalmente o rumo de sua vida. Mais uma vez, o Senhor honrou sua decisão. Hoje, a Times Square Church é frequentada por aproximadamente 8 mil pessoas das mais diversas nacionalidades, níveis sociais e procedências. São vidas transformadas, resgatadas das piores situações imagináveis, que hoje se encontram inclusive no ministério da igreja (um dos pastores, por exemplo, era morador de rua).

Essa última etapa da vida de David Wilkerson foi importante porque representou a prática daquilo que havia pregado nos anos anteriores. Uma coisa é denunciar os desvios da mensagem verdadeira do evangelho – e outra, bem diferente, é demonstrar como se deve fazer. A mensagem profética, que mostra a ira e o desagrado de Deus com um cristianismo voltado para si mesmo, fica incompleta sem a vivência prática do amor e da compaixão divina em favor dos perdidos. Com essa experiência sólida em Nova York, Wilkerson pôde iniciar um ministério para pastores e líderes em vários países do mundo a partir de 1999.

A última grande iniciativa de sua vida surgiu em 2009. “Neste estágio da nossa jornada de fé”, ele escreveu, “Gwen e eu perguntamos ao Senhor o que ele desejaria que fizéssemos nos últimos anos da nossa vida, o que estava mais próximo ao seu coração. A resposta dele foi: ‘Alimente os famintos’. Foi simples assim. E, baseado nesta palavra, iniciamos o ministério ‘Please Pass the Bread’ (Por Favor, Passe o Pão).”

Hoje, esse ministério leva alimentos para os necessitados de vários países na Ásia, América Central, África e da própria cidade de Nova York.

Foi dessa forma que David Wilkerson terminou sua carreira, mantendo sensibilidade e obediência à voz de Deus até o fim. Você pode imaginar o que aconteceria se isso fosse multiplicado em muitas vidas – e no povo de Deus como um todo?

Cronologia da vida de David Wilkerson
19 de maio de 1931 – Nascimento de David Ray Wilkerson, segundo filho de um pastor (e o oitavo numa linhagem de pastores).
1952 – Casou-se com Gwen Carosso.
1958 – Foi para Nova York para falar com sete adolescentes assassinos que estavam sendo julgados.
1959 – Mudou-se para Nova York com a família e iniciou Teen Challenge (Desafio Jovem).
1963 – A primeira edição do livro A Cruz e o Punhal é publicada em inglês. Este livro foi responsável por tornar o ministério de David Wilkerson conhecido em todo o mundo.
1964 – Início de David Wilkerson Youth Crusades, ministério de cruzadas evangelísticas para alcançar jovens em outras cidades, no país e no mundo.
1969 – Lançamento do filme em inglês A Cruz e o Punhal.
1971 – Fundação do ministério World Challenge, abrangendo todos os aspectos do ministério evangelístico e de literatura, no Texas, EUA.
1974 – Publicação do livro The Vision, com previsões alarmantes sobre acontecimentos futuros.
1987 – Início da Times Square Church com o retorno para Nova York.
1999 – Início das conferências internacionais para pastores e líderes.
2009 – Fundação do ministério Please Pass the Bread (Por favor, passe o pão), destinado a levar alimentos para órfãos e necessitados em países como Haiti, Filipinas, El Salvador, Quênia – e na cidade de Nova York.

É CERTO CELEBRAR A MORTE DE OSAMA BIN LADEN?

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É Certo Celebrar a Morte de Osama Bin Laden?

A morte do maior ícone do mal deste início do século 21 trouxe reações diversas entre cristãos ao redor do mundo. Até que ponto é lícito ficarmos alegres quando um “inimigo” é derrotado? Será que não estaríamos nos tornando semelhantes aos fanáticos de outras religiões se celebrarmos a morte de alguém, mesmo que tenha sido, indiscutivelmente, um instrumento do mal?

Para ajudar-nos a refletir com mais profundidade sobre o assunto, estamos oferecendo dois artigos escritos por judeus não messiânicos. Mesmo que não concorde com todos os argumentos ou conclusões, é sempre saudável pensar um pouco “fora da caixa”, ver as coisas a partir de uma perspectiva bem diferente daquela com a qual estamos acostumados.
A Redação
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Quando o Mal é Derrotado

Lori Palatnik
Assim que ouvi sobre a morte de Osama bin Laden, postei a notícia maravilhosa na minha página no Facebook. Muitos amigos “curtiram” a notícia, outros fizeram comentários de celebração. Houve um comentário dissidente: um “amigo” manifestou desagrado com o fato de celebrar a morte de alguém. Como argumento, citou um trecho do Talmude [coletânea de interpretações rabínicas sobre os livros de Moisés] que comenta a história do livramento de Israel na passagem pelo Mar Vermelho (Êx 14.23-28).

De acordo com a passagem bíblica, Deus abriu o mar sobrenaturalmente para que o povo pudesse passar em terra seca. Ao chegarem ao outro lado, viram o exército do Egito, com seus carros e cavalos, atolar no leito do mar e morrer embaixo das ondas.
O povo de Israel irrompeu em cânticos. Miriã, usando instrumentos musicais, chamou as mulheres para dançar e cantar louvores a Deus.

O comentário do Talmude diz que, no céu, os anjos também começaram a cantar. Porém, o Todo-poderoso repreendeu-os: “Como podem cantar quando meu povo está morrendo?” (Talmude, Tratado Sinédrio, 39b).

Por que Deus repreenderia os anjos por terem cantado se permitiu que os israelitas celebrassem? E o “povo de Deus”, os egípcios, morreu porque o próprio Deus os matou!
O que Deus estava dizendo aos anjos era que, em certo sentido, aquele não era um dia feliz. Ele não criara os egípcios para o mal; no entanto, por eles terem escolhido o mal, era necessário agora erradicá-lo. Por outro lado, os israelitas, que haviam sofrido nas mãos dos egípcios, não só tinham o direito, mas também a obrigação, de celebrar.

O Shabat antes do Purim (data em que os judeus comemoram o livramento do plano diabólico de Hamã, relatado no livro de Ester) é chamado Parashá Zachor, um dia para se lembrar, quando é lido na Torá sobre o ataque de Amaleque ao povo de Israel no deserto (Dt 25.17-19). O que somos ordenados a lembrar, todo ano, nessa data especial? De Amaleque, o arqui-inimigo do povo judeu, e de seus descendentes que surgem em cada geração para tentar nos destruir.

Fazer isso é um dos 613 mitzvot [mandamentos] da Torá. Por que nos esqueceríamos? Porque há algo em nós que deseja racionalizar o mal, achar que não existe. Oferecemos explicações alternativas, políticas, econômicas ou religiosas. Entretanto, a Torá nos informa que o mal realmente existe, que não podemos fechar os olhos e ignorá-lo, e que devemos fazer tudo o que pudermos para erradicá-lo do mundo.

Na ceia da Páscoa (Sêder de Passach), cantamos V’hi sh’amda, que diz: “Porque não foi um somente que se levantou para destruir-nos, mas em cada geração se levantam contra nós; e o Santo, bendito seja ele, salva-nos das mãos deles!”

Tivemos o privilégio de conhecer um judeu especial, o Sr. Yisrael Yitzhak Cohen, um sobrevivente de Auschwitz e Dachau. Ouvimos dele histórias dramáticas e horríveis de suas experiências naqueles lugares infernais. Quando os nazistas os torturavam, apontavam as armas para eles e gritavam: “Cantem, judeus, cantem”. Então, eles cantavam V’hi sh’amda.

Quando os nazistas foram derrotados, no final da guerra, saíram do acampamento, matando todos os judeus que puderam. O Sr. Cohen, pouco mais do que um esqueleto, deitou-se entre os cadáveres, fingindo-se morto. Depois que os nazistas saíram, ele e mais um amigo cambalearam para a cozinha para achar comida. Poucos minutos depois, foram liberados por soldados norte-americanos. O Sr. Cohen conhece a existência do mal e jamais se esquecerá dele.

Nesta vida, existem luz e trevas, o bem e o mal. Precisamos aprender a discernir entre os dois. Sim, temos o mandamento de lembrar que existe mal no mundo – e não só temos a permissão de celebrar sua derrota, mas também o dever!

Como escreveu o Rei Salomão:

“Tudo tem o seu tempo determinado… Há tempo de nascer e tempo de morrer… tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria… tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz” (Ec 3.1-8).

Este artigo foi traduzido do original que pode ser encontrado neste link:http://www.aish.com/ci/s/When_Evil_Falls.html.
Lori Palatnik é autora, palestrante e educadora. Vive com seu marido, Rabino Yaakov Palatnik, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.
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O Dia em que Osama Morreu

Rabino Benjamin Blech
A morte de Bin Laden traz um senso de encerramento (em inglês, closure), de fechar as feridas, esquecer o passado e seguir em frente? Não deveria, absolutamente.

Foi apenas uma coincidência, ou houve uma mensagem divina no fato de a data em que Osama bin Laden foi, finalmente, levado à justiça ter sido justamente aquela que é marcada no calendário judaico como Yom HaShoá, ”Dia da Lembrança do Holocausto”?

Para nós, o dia em que Osama morreu foi, realmente, um dia de alegria. Fomos vítimas de sua barbárie.
Entretanto, a reação quase universal à morte desse ícone do mal parece ignorar uma verdade de grandes implicações – uma verdade ressaltada de maneira incontestável pelo significado da data em que sua derrota final coincidiu.

Tenho observado com grande interesse a cobertura da mídia desse evento histórico. Comentadores procuraram parentes das vítimas do 11 de setembro, fazendo-lhes sempre a mesma pergunta: “A morte de Osama lhe trouxe paz e sensação de encerramento?”

Imagine se tentássemos perguntar a algum sobrevivente ou parente de vítima do Holocausto: “Agora que Hitler está morto, você sente paz e tranquilidade? Você conseguiu finalmente fechar as feridas mentais e emocionais causadas pelos horrores do passado?”
Acreditar que as crueldades inexprimíveis sofridas por 6 milhões de judeus possam ser, de algum modo, amenizadas pela morte daqueles que as executaram chega a ser ridículo. Não existe possibilidade de se obter senso de encerramento em relação a crimes cometidos por um regime que declarava o genocídio uma opção civilizada.

Falar de encerramento em relação ao mal significa, de certo modo, fechar qualquer discussão ou atitude prática em relação a ele. Construímos museus, refletimos sobre o Holocausto em obras de arte, literatura e filmes e lembramo-nos de suas vítimas em Yom HaShoá, porque reconhecemos que, se chegássemos a um fechamento de paz, não seríamos mais inspirados a tirar qualquer lição para o futuro das tragédias do passado.

É por essa razão que o perigo de celebrar demais a morte de um inimigo é tão grande.
Quando Hitler morreu, foi preciso reconhecer que houve a morte de um homem, mas não de suas ideias. A Alemanha nazista provou o que o antissemitismo pode gerar quando não é detido. No período pós-Holocausto, vimos que era necessário assumir a missão de denunciar a intolerância, defender os direitos humanos e garantir que “nunca mais” não seria um lema vazio.

A morte de um líder maligno ainda deixa espaço para que seus inúmeros seguidores mantenham viva sua ideologia. Em última análise, é bem mais fácil matar um homem que constitui uma ameaça para nós do que erradicar a influência que conquistou sobre seus discípulos.

Temo que a alegria pela morte de Osama possa dar a ilusão de termos destruído o poder de sua mensagem. Ainda existem miríades de pessoas no mundo de Osama que acreditam em suas ideias. A voz dele ainda se faz ouvir entre os que afirmam que a violência é o único caminho, que justificam a matança indiscriminada de inocentes no suposto nome da religião, que escolhem a explosão de bombas como método divinamente aprovado para dominar o mundo.

A morte de Osama não mudou o conceito dessas pessoas. Muito pelo contrário, podem sentir-se agora na obrigação de vingar seu assassinato.
Os comentadores bíblicos tiveram uma percepção profunda sobre o versículo que introduz o cântico de Moisés e o povo de Israel em Êxodo 15. “Então”, diz a Torá, “Moisés e os israelitas entoaram este cântico ao Senhor.” “Então”, explicam os rabinos e não antes. Somente depois de finalizar a história toda, depois que todos os egípcios morreram foi que os israelitas sentiram, finalmente, que era apropriado celebrar.

Cantar antes da hora teria sido um pecado.
Mais de 50 anos depois do Holocausto, ainda não nos sentimos à vontade para cantar. Refletimos, estudamos, lamentamos aqueles que pereceram. Mas não podemos diminuir a tragédia de 6 milhões de judeus ao sugerir que tenhamos encontrado um senso de encerramento.

Menos de dez anos depois do 11 de setembro, podemos sentir algum consolo ao saber que o idealizador por trás da morte de mais de 3 mil norte-americanos inocentes finalmente encontrou seu justo castigo. Porém, ainda não é hora de cantar. Precisamos continuar lamentando as pessoas que perdemos. E precisamos comprometer-nos a perseverar na batalha contra os seguidores de Osama que continuam firmes em seu propósito de nos destruir.

Quando, por fim, tivermos sucesso nessa batalha (naquele momento, e somente naquele), é que nossa boca se encherá de riso, e nossa língua, de cânticos.
Este artigo foi traduzido do original que pode ser encontrado neste link:http://www.aish.com/ci/s/The_Day_Osama_Died.html.

O Rabino Benjamin Blech é autor de vários livros, palestrante internacional e professor do Talmude na Universidade Yeshiva, em Nova York.
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Comentários sobre a Morte de Bin Laden

 “Justiça retributiva é justiça sóbria. A razão para isso é simples: Deus é capaz de praticar a vingança, porque é totalmente coerente com sua própria justiça e perfeição, enquanto os seres humanos não o são. Celebrar a morte de alguém nas ruas dá muito mais a impressão de que estamos tirando prazer da morte de um inimigo. Esse tipo de vingança apenas produz mais inimigos.”
 Albert Mohler

“Regozijar-se com a morte de alguém, por mais malévolo que tenha sido, significa que nos esquecemos da profundidade da nossa própria depravação e da espantosa realidade da nossa salvação.”

Gideon Strauss
“O fato de todos nós sermos pecadores, merecedores igualmente de morte e juízo, é indiscutivelmente verdadeiro. Entretanto, se nos apressarmos para relembrar essa realidade em momentos como esse, a consciência de pecado pessoal não será aguçada; pelo contrário, a tendência será de generalizá-la.”
Douglas Wilson

Textos bíblicos mais publicados no Facebook e no Twitter nas 12 primeiras horas após a notícia da morte de Bin Laden:

“Quando cair o teu inimigo, não te alegres [não exultes, não sejas arrogante], e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar; para que o Senhor não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira” (Pv 24.17,18).
“Quando se faz justiça, o justo se alegra, mas os malfeitores se apavoram” (Pv 21.15, NVI).
“Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva” (Ez 33.11).
“Quando os justos prosperam, a cidade exulta; quando os ímpios perecem, há cantos de alegria” (Pv 11.10).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

DORES DE PARTO NO ORIENTE MÉDIO


Dores de Parto no Oriente Médio

Por: Lance Lambert
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.25-28).

Estamos vivendo num mundo muito atribulado: tivemos um terremoto arrasador no Japão (o maior já registrado em sua história), seguido de um tsunami e da liberação de material radioativo dos reatores; depois, os piores tornados nos Estados Unidos em 80 anos, quase todo o Oriente Médio envolvido em levantes e revoltas populares, com milhares de mortos, e o assassinato de Osama Bin Laden com a promessa de ondas de violência e vingança como consequência.

Jesus usou uma expressão muito interessante ao anunciar as angústias dos últimos tempos: “… estas coisas são o princípio das dores” (Mc 13.8). A expressão princípio das dores no grego poderia ser traduzida dores de parto. Em outras palavras, não é um processo negativo. São dores relacionadas com a vinda do Reino e a volta de Jesus. “Quando essas coisas começam a acontecer”, ele disse, “erguei a cabeça, porque a vossa redenção se aproxima.”

Precisamos compreender um fato muito simples, mas tremendamente encorajador: o Senhor está completamente no controle! Veja este texto: “Reina o Senhor. Revestiu-se de majestade; de poder se revestiu o Senhor e se cingiu. Firmou o mundo, que não vacila. Levantam os rios, ó SENHOR, levantam os rios o seu bramido; levantam os rios o seu fragor. Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar” (Sl 93.1,3,4). No meio de toda a tempestade, de tufões e tsunamis, das imensas e furiosas ondas do mar, o Senhor está entronizado em poder.

Também no Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam. Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Vinde, contemplai as obras do Senhor, que assolações efetuou na terra. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (vv.1-11). Quem está dirigindo e efetuando todas essas coisas? O Senhor. E onde podemos estar seguros? No seu refúgio.

Por que tudo isso está acontecendo? Porque tudo precisa ser abalado antes da vinda do Reino inabalável. “… aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12.26-29). Por que esse reino é inabalável? Porque o Rei é inabalável. E todos os que confiam no Rei, que foram salvos com salvação eterna, são tão inabaláveis quanto o próprio Rei.
No meio de toda essa turbulência, o Senhor levou nosso querido irmão, David Wilkerson, num trágico acidente de carro, no Texas, EUA. Ele foi tomado instantaneamente para a presença do Senhor. A última voz de advertência nos Estados Unidos foi encerrada. Se ainda não podemos afirmar que tudo o que ele previu de fato acontecerá, por outro lado, sabemos que era um servo fiel que enfrentou muita crítica e oposição para advertir os Estados Unidos do juízo que viria sobre o país e sobre toda a Terra.
Quero fazer uma breve análise de alguns dos últimos acontecimentos no mundo à luz da Palavra de Deus.

1. A morte de Osama bin Laden

Depois do assassinato de Bin Laden por uma equipe de comandos americanos na mansão em que vivia no Paquistão, os líderes dos países do Oriente Médio e do próprio Paquistão estão bastante temerosos quanto a possíveis retaliações. Vejo como fato muito significativo que os líderes muçulmanos moderados acreditam, quase sem exceção, que virão consequências muito sérias.

Embora o assassinato possa ser considerado uma justa retribuição por tantas mortes causadas nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Espanha e em outros países, devemos entender que é mais ou menos como matar um grande marimbondo e, em seguida, ser perseguido pelo enxame inteiro.

Esse homem se via como quem começou (em 11 de setembro de 2001) a grande guerra final predita no Alcorão – que inclui a destruição de Israel, o aniquilamento do povo judeu e a conquista dos Estados Unidos e das nações ocidentais. Uma parte importante da estratégia para cumprir essa missão é o crescimento da população muçulmana nas nações ocidentais e no restante do mundo – por meio de imigrações maciças, conversões, investimentos e pela simples multiplicação biológica.

O assassinato de Bin Laden terá, sem dúvida, consequências muito fortes. Ele morreu, aos olhos dos muçulmanos militantes, como mártir, o que poderá resultar no recrutamento de milhões de jovens, tanto homens quanto mulheres, inflamados com uma nova paixão por Islã.

O nazismo, que causou tanto sofrimento para o mundo, especialmente na Europa, era uma força espiritual, não política. Há muitos anos, quando eu dava palestras na Áustria, conheci Herr Kunuple, que havia sido professor de Escola Dominical de Adolf Eichmann, tenente-coronel de Hitler e o grande responsável pela logística de extermínio no Holocausto. Kunuple contou-me que Eichmann era um garoto bonzinho, aparentemente muito bem comportado, até que, durante a adolescência, ele se transformou por completo. 

Era como se tivesse se tornado outra pessoa, com outro temperamento e comportamento. Kunuple não conseguiu entender o que havia acontecido até que descobriu que a mudança ocorrera a partir do dia em que ingressou na Juventude de Hitler. Não tenho dúvida alguma de que Adolf Eichmann foi tomado por um demônio desde o momento em que se tornou membro da organização. Uma força espiritual o dominou, produzindo ódio pelo povo judeu.

A mesma coisa acontece com o Islamismo militante. Forças demoníacas estão em operação, trazendo a disposição ao suicídio, ao ódio, à paixão, ao desprendimento de si mesmo. É isso o que está realmente por trás desses movimentos, e é assim que precisamos encará-los.

2. A turbulência nos países do Oriente Médio 

É muito evidente, para todos os que acompanham as notícias e que conhecem a história da região, que nunca houve nada semelhante ao que estamos presenciando hoje. Nunca houve uma revolução popular na sociedade árabe.

Tudo começou no Líbano, quando os membros do Hizbollah que faziam parte da coalizão do premiê moderado Saad Hariri resolveram renunciar em massa, causando a queda do governo. Com a nomeação de um novo premiê favorável ao Hizbollah, surgiram protestos e manifestações em várias cidades.

Em seguida, o contágio da revolta popular afetou a Tunísia, o mais moderado dos países árabes, com uma classe média significativa. Ignorando o perigo, apesar das mortes e da repressão, as pessoas saíram às ruas em números cada vez maiores, até que o ditador Ben Ali, no poder por 23 anos, fugiu do país.

Dali, a contaminação passou para a Algéria e o Marrocos, que não ganharam muito destaque nas notícias, e, depois, para o Egito, que passou a ser foco da atenção de todo o mundo. Mubarak, no poder durante 40 anos, apesar de ter sido ditador e de ter oprimido o povo em benefício próprio, havia sido um elemento de estabilidade e paz na região, tendo, inclusive, mantido o Tratado de Paz com Israel.

Os levantes populares passaram depois para a Líbia, onde os combates entre as forças de Gaddafi e os rebeldes ainda continuam. Outros países afetados foram o Iêmen (país que tem ajudado a combater as forças da Al Qaeda), Omã (onde havia certa liberdade para o trabalho cristão), Bahrein, Jordânia e Síria (onde a repressão tem resultado em muitas mortes).

É realmente incrível ver tudo isso diante dos próprios olhos. O que significa? O resultado final, com certeza, será um novo Oriente Médio. Se produzisse verdadeiras democracias, com eleições transparentes para membros do Parlamento, um poder judiciário independente e liberdade genuína, seria causa de grande celebração. Entretanto, vejo que o verdadeiro vencedor de toda essa turbulência será o Islamismo militante e fundamentalista. 

A Irmandade Muçulmana é que deve obter os maiores avanços e as maiores vitórias. Já é a maior organização no Egito. Em quase todos os Estados árabes, ela foi banida: na Tunísia, na Líbia, na Algéria, no Marrocos, no Iêmen, na Jordânia, na Síria, no Iraque. Por que isso? Porque, apesar de possuir um discurso muito agradável e democrático em favor da liberdade, os governantes desses países sabem muito bem qual é o objetivo da Irmandade. Eles querem usar a democracia para destruir a democracia. Ouvi o líder da Irmandade dizer em discurso que quer uma “democracia islâmica”. Em outras palavras, cristãos e judeus serão cidadãos de segunda classe. Ou seja, não haverá verdadeira democracia.

Hitler fez exatamente a mesma coisa. Assim que foi eleito democraticamente, em 1933, ele passou a destruir, parte por parte, toda a estrutura da democracia na Alemanha.

3. A situação de Israel

Como fica Israel diante de tudo isso? Os países envolvidos estão cada vez mais dedicados à causa islâmica radical. De acordo com o propósito de Alá, expresso no Alcorão, Israel deve ser destruído. O Egito já está cogitando o rompimento do tratado de paz que tem com Israel. Reabriu as passagens para a faixa de Gaza, para entrada de armamentos, e fez uma aliança com o Hamas, que nada mais é do que a versão palestina da Irmandade Muçulmana.

Israel precisará de uma nova estratégia civil e militar para lidar com o novo cenário. Muitas vezes, nas últimas décadas, a nação de Israel foi protegida por causa de estratégias providenciais tomadas por seus líderes. Sabemos que isso só pode ter sido providência do Senhor, e devemos orar para que ele conceda novamente sabedoria e discernimento aos políticos e líderes militares em Israel.

Uma das estratégias já implementadas chama-se Domo de Ferro, um sistema de defesa contra ataques por mísseis, que já anulou muitos mísseis lançados pelo Hamas. Devemos orar para que Israel tenha esse tipo de estratégia no futuro próximo.

Devemos orar também para que o governo de Israel não ceda diante das pressões. Há muita pressão, de dentro e de fora do país, para que o premiê, Benjamin Netanyahu, faça concessões ao presidente palestino, Mahmoud Abbas. Você pode ficar chocado com esta afirmação, mas Abbas não é um moderado como muitos pensam. Ele planejou o massacre de atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique, em 1972. Foi o arquiteto da política de destruir Israel, parte por parte, adotada oficialmente pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina) por volta de 1974.

Anos atrás, eu agradecia a Deus por Yasser Arafat, porque cada vez que ele aparecia na televisão, em qualquer lugar no mundo, milhares de pessoas passavam a apoiar Israel. Agora, com Mahmoud Abbas, com toda sua postura de bondoso cavalheiro, lutando em favor da paz, as pessoas são enganadas e conquistadas por ele. Atualmente, há uma forte onda mundial de apoio aos palestinos.

Em setembro, ele planeja uma declaração unilateral na ONU de um estado palestino independente com as fronteiras de 1967. Mais de 130 países já reconheceram a Palestina como Estado soberano, o que representa mais da metade dos membros da ONU. Ele também negociou uma reconciliação entre as facções adversárias de Fatah e Hamas, que há pouco tempo lutavam amargamente entre si. O Hamas, cuja constituição exige a destruição de Israel, está exigindo que o Fatah também retire seu reconhecimento do Estado de Israel.

4. O papel do Irã 

O Irã é um país muçulmano e não árabe. Embora não tenha provocado as recentes revoltas populares nos países do Oriente Médio, é certo que tem envolvimento. O Egito já está preparando-se para reatar relações diplomáticas com o Irã. O grande problema para os países ocidentais tem sido a escolha entre o apoio a governos ditatoriais que mantiveram estabilidade na região (combatendo a Al Qaeda e a Irmandade Muçulmana, mas, ao mesmo tempo, reprimindo direitos humanos) e esse movimento genuíno e popular em favor da democracia, porém com grande probabilidade de cair nas mãos de extremistas islâmicos.

O Irã, sob a mão de ferro do presidente Khamenei e do primeiro-ministro Ahmadinejad, é um Estado islâmico, sem liberdade. Enquanto a atenção do mundo ficou voltada para o terremoto no Japão e todas as revoltas no mundo árabe, o Irã continuou silenciosamente com seu programa nuclear. Sua determinação, com sanções ou sem sanções, certamente dará resultado. Apesar do vírus Stuxnet, desenvolvido no ano passado para paralisar o programa iraniano, e de outros que vieram depois, o objetivo deles será atingido.

As Nações Unidas e os governos ocidentais estão, em grande parte, passivos. Um dia, não muito distante, o Irã vai testar sua bomba nuclear, e o mundo inteiro vai acordar para uma nova situação. Isso será uma ameaça não só para Israel e o Oriente Médio, mas para todo o mundo. O Irã com a bomba atômica será semelhante a Hitler, se ele tivesse chegado a possuí-la. As consequências serão horríveis, para o mundo todo, sendo que ninguém está agindo com determinação enquanto ainda há tempo.

5. A Turquia

Este é outro país muçulmano e não árabe. Costuma ser considerado um modelo de democracia, um exemplo para o mundo árabe seguir. No entanto, lá também está havendo um grande avivamento islâmico, responsável, inclusive, por conduzir ao poder Erdogan, o premiê atual. Sob a liderança dele, a Turquia fez aliança com o Irã. A mudança na Turquia é especialmente preocupante, porque já é membro da aliança militar da Europa ocidental, a OTAN, e está tentando ingressar na União Europeia.

O histórico da Turquia em relação a direitos humanos é terrível. Seu tratamento de minorias, como os curdos e os cristãos, está bem longe de ser um modelo – para não dizer algo mais pesado –, e existem manchas sérias em sua história, como o genocídio armênio e assírio (cristãos siríacos), de 1911 a 1917, e a expulsão de milhões de gregos em 1926. Além disso, a atitude da Turquia em relação à liberdade de imprensa também é altamente restritiva, estando entre os piores regimes do mundo nessa área de acordo com as organizações mundiais de direitos humanos. Muitos jornalistas e repórteres estão presos atualmente, sem julgamento ou direito de defesa.

Em síntese, a Turquia está mudando, sem revolução, diante dos nossos olhos, passando de aliada e parceira de Israel a inimiga e adversária declarada. Isso traz uma mudança séria para o quadro no Oriente Médio. É semelhante ao que aconteceu, há algumas décadas, com o Irã. É importante entender isso dentro do contexto das profecias bíblicas sobre o tempo do fim, o que deve motivar-nos ainda mais à intercessão por Israel e pelo cumprimento do plano de Deus.

6. Intervenção da ONU na Líbia

A intervenção recente da ONU no conflito interno da Líbia foi a primeira vez em que a entidade internacional agiu dessa forma numa guerra doméstica. Uma resolução foi aprovada com unanimidade no Conselho de Segurança, sendo que seis países membros se abstiveram. Isso tornou legal a ação militar da OTAN. Embora ainda não tenha havido uma conclusão ao conflito, e alguns países tenham deixado de participar da ação, houve um precedente com grande significado para o futuro.

Se uma resolução for tomada no Conselho de Segurança contra Israel, e não houver nenhum veto, uma união de países poderá tomar ação militar contra Jerusalém, assim como fizeram na Líbia. Isso seria um cumprimento das profecias de Zacarias sobre todas as nações se unindo contra Jerusalém (Zc 12.3,9; 14.2).

Será que já estamos nos aproximando dessa época? O Senhor disse que procurará “destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zc 12.9). Em outras palavras, haverá enorme juízo sobre todas as nações que tomarem partido contra Israel. Assim, não serão dias de angústia e conflito só para Israel, mas também de destruição, morte e ruína para aquelas nações.

Além disso, se for cercado por inimigos bem armados, sem muita chance de vitória, Israel não hesitará em lançar mão do seu arsenal nuclear. Como no cerco de Masada pelos romanos, quando os judeus se suicidaram para não se entregar, eles poderão enfrentar uma situação semelhante quando forem atacados por todas as nações. Lembro que Golda Meir, premiê de Israel durante a Guerra de 1973, pediu ajuda de Nixon, presidente dos Estados Unidos. Quando ele não quis ajudar, ela respondeu: “Então teremos de usar nossas armas nucleares”.

Será nesse cenário, descrito em maiores detalhes em Ezequiel 38 e 39, que se cumprirá a profecia de Zacarias: “E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão para mim, a quem traspassaram ; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.10).

Devemos levar muito a sério as palavras do Senhor Jesus: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima (Lc 21.28). Essas são as dores de parto do Reino que está chegando. Teremos de passar por algumas coisas, teremos de ser fiéis no meio de um processo doloroso – mas nos lembremos das palavras do salmista: não importa se as montanhas forem lançadas no mar e tudo for abalado e despedaçado; o que importa é que há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus. No que nos concerne, o Senhor reina. Acima do rugido do mar, dos brados das ondas, o Senhor nas alturas é muito mais poderoso.

Querido filho de Deus, use toda essa informação como combustível para a oração – em favor de Israel, mas também em favor do remanescente fiel da nação onde você está, para que Deus nos proteja no meio de todos esses juízos, tornando-nos fiéis testemunhas aos de fora, capazes de arrancar as pessoas da ira de Deus como tições do meio das chamas (Zc 3.2).

Lance Lambert nasceu na Inglaterra e teve uma experiência de conversão aos 12 anos de idade. Como jovem, estudou a língua e cultura chinesa para ser missionário na China. Antes de ir para lá, porém, a revolução comunista fechou as portas para todos os missionários. Depois de descobrir sua ascendência judia, Lambert se tornou cidadão de Israel em 1980 e vive hoje em Jerusalém. Seu pai e muitos outros membros de sua família morreram no Holocausto. É um dos mais destacados estudiosos atuais da Bíblia sobre escatologia e o papel de Israel no plano de Deus. Periodicamente, há muitos anos, ele escreve uma análise sobre os acontecimentos no Oriente Médio à luz da Palavra de Deus. 

Para ter acesso aos seus artigos, palestras e estudos, visite seu site:  www.lancelambert.org.
Fonte: Revista impacto


EU ERA UM HOOLIGAN

Eu era um hooligan

Alô, meu nome é Jean e eu era um hooligan. A realização em minha vida era estragar aquilo que outros haviam construído. Aquilo que era motivo de alegria para os outros, para mim era um espinho no olho.

Minha vida era repleta de fracassos, seja na escola ou na profissão. Em todos os lugares eu era “chutado” pois não produzia nada.

Além disso eu ainda tinha problemas com minha dupla nacionalidade (greco-alemã). Eu não sabia quem eu era, nem a quem pertencia. Eu não era alemão, nem grego e me sentia bastante solitário no planeta. Eu sempre pensava: ninguém tem tanto azar como eu e todos tem vida melhor do que a minha.

Mais tarde, no final dos anos 70, quando os punks e os skinheads surgiram em Munique, me senti atraído por eles. Comecei a me informar sobre eles e decidi juntar-me aos skinheads (cabeças raspadas). Não interessava quem você era, o principal era ser desordeiro.
Despertou em nós a preferência por estádios de futebol. O que menos importava era o jogo em si, mas interessava o ambiente: a atmosfera, a ação, os excessos, etc. – tudo com certa covardia, porque normalmente éramos a maioria. Tudo começou a girar em torno do futebol, em minha vida – assim tornei-me um hooligan.

No início era muito legal, sem lei, sem trabalho e sem mais compromissos: simplesmente fazer o que eu queria. Mas com o tempo isso também deixou de ser novidade.
Eu também imaginava que não poderia ser assim para sempre. A vida não poderia se resumir a estádios e desordens.

Não havia mais perspectiva para meu futuro. A vida deveria ser algo mais do que eu havia experimentado até agora. Eu não tinha nenhuma vontade de terminar como diz na canção de Janis Joplin: “Viva uma vida breve, intensiva e morra jovem”. Eu queria ficar velho, ter uma família, etc.

Mas eu não fazia idéia como conseguir isso. Eu não tinha nada. Não tinha formação profissional, não concluí os estudos, sem habilitação de motorista, nem tinha lugar para morar. Eu ficava um dia em um lugar, outro dia em outro. Assim eu levava a vida, às vezes depressivo, outras vezes agressivo, dependendo da droga que havia tomado (haxixe ou álcool), mas sempre sem destino e sentido.

Antes de completar 18 anos fui preso após ter praticado um furto na rua. Fiquei 20 meses fora de circulação. Nesse período eu tive oportunidade de refletir. Após minha liberação eu queria começar vida nova.

Saí da prisão com novas idéias e motivações, porém, mal eu estava livre e já fui alcançado novamente pelo meu passado – eu era novamente o “velho”. Não, eu agora estava pior do que antes! Ouvindo as histórias de meus amigos sobre tudo o que havia acontecido nesse período, senti um desejo incrível de recuperar o “atraso” o quanto antes. Com isso, após cinco meses de liberdade, peguei mais 16 meses de xadrez.

Agora desapareceu a última fagulha de esperança de poder começar uma vida normal, novamente. Resolvi jogar fora os padrões morais quando saísse da prisão, para fazer tanta grana quanto pudesse, não interessava como iria consegui-la.

Eu estava cheio de andar por aí, feito idiota, com bolso e coração vazios e, por fim, ficar atrás das grades. Estava me afundando cada vez mais, mas, em meio aos meus novos planos, eu tive um encontro decisivo: Deus entrou em minha vida.

Toda vez que eu estava deitado em minha cela, pensando no futuro, eu tinha a sensação – como acontece em alguns sonhos – de estar despencando de uma montanha e, pouco antes de bater no fundo, acordava num sobressalto. 

Essa cena aparecia muitas vezes até que, certo dia, houve uma mudança. Toda vez que me sentia caindo, eu não chegava mais até o fundo do abismo, mas aparecia um galho, que saía do barranco. Ele era suficientemente fino, para que eu pudesse agarrá-lo nele e suficientemente forte, para que pudesse me sustentar.

Segurei o galho e, com o embalo da queda, eu balançava para cima e para baixo. Toda vez que eu chegava no ponto mais baixo, havia uma gruta na montanha, na qual eu enxergava uma manjedoura com Jesus, com tudo mais ao redor. Confesso que não entendi nada. Alguns meses mais tarde, porém, eu percebi o que esse “sonho” significava

Em todo o caso, comecei a meditar sobre Jesus, tentando lembrar-me das coisas que já tinha ouvido sobre Ele. Eu até orava, uma ou outra vez. A idéia e o desejo de conhecer a Deus foi crescendo, mas eu não sabia como isso poderia se realizar.

Deus me parecia estar muito longe e a Bíblia, para mim, era um livro com sete selos. Além disso eu não sabia se Deus se interessaria por mim. Em todo o caso, até agora eu tinha vivido contra os princípios de Deus e era dono do meu nariz.

Fui transferido para uma outra prisão e lá um dos encarregados me convidou para participar de uma reunião de estudo bíblico e eu aceitei. Ali eu aprendi muito sobre Deus e Seu filho Jesus Cristo. Descobri que somos pessoas pecadoras e que estamos maduras para alcançar o inferno. Para mim ficou claro que, se é que existe um Deus, o meu destino seria o inferno.

Mas também descobri algo grandioso, ou seja, que Jesus, o Filho de Deus, veio para pagar pelos nossos pecados na cruz. Uma obra total e completamente de graça para nós. Percebi também que, se eu quisesse, Ele me transformaria em uma pessoa renovada. Sobre isso eu queria saber mais e aceitei a Sua dádiva do perdão, pela fé. Eu orei convidando-O a entrar em minha vida e pedi que Ele me transformasse em uma nova pessoa. Após essa oração eu não senti nada de especial, nenhuma sensação ou algo “extra sensorial”. Mas eu senti que havia algo “diferente”, sem saber explicar o que era realmente.

O agente carcerário informou-me o endereço de uma igreja, que eu poderia freqüentar após minha liberação. Até hoje eu participo dela.

Sou grato ao meu Senhor Jesus Cristo pela minha vida, de todo o meu coração. Devo tudo a Ele: minha família (a esposa e dois filhos), minha profissão e tudo o mais que Ele me concede. O que eu julgava impossível, isso Ele realmente tornou possível.

Extraído do livro Futebol - O Jogo da Vida

A Copa do Mundo é um evento que leva os apreciadores de futebol de todo o mundo a um entusiasmo contagiante. Esse livro lança um pouco de luz sobre o significado mais profundo desse que é considerado o esporte das massas

quarta-feira, 27 de julho de 2011

POVO DE DEUS ACORDE!

Povo de Deus, ACORDE!

Por Harold Walker
“E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono…” (Rm 13.11)
“Tocai a trombeta em Sião, e dai o alarme no meu santo monte. Tremam todos os moradores da terra, porque vem vindo o dia do Senhor; já está perto…” (Jl 2.1)

Certas experiências que os pais contam repetidas vezes aos filhos ficam marcadas em sua memória. Meu pai, John Walker, sempre falava de como se arrependia de ter estado tão desligado e insensível aos horrores que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto – apesar de ter tido acesso às notícias por ser estudante universitário naquele período.

Poucas semanas atrás, ao assistir a dois documentários sobre os acontecimentos atuais no Oriente Médio, senti o perigo de me encontrar na mesma situação. Ao ouvir os depoimentos de especialistas, jornalistas, membros do Congresso americano, ex-embaixadores de Israel e dos EUA, oficiais do exército americano e outros sobre os bastidores das notícias naquela região conturbada, fiquei literalmente assustado!

Já vimos este filme antes!

As cenas que mais me impressionaram foram as que retratavam centenas de milhares de pessoas em praças públicas ouvindo discursos inflamados de radicais muçulmanos clamando pela aniquilação total de Israel e a destruição dos EUA, de acordo com eles, o pequeno e o grande Satã respectivamente. Uma cena foi no Egito, logo após a saída de Mubarak, onde 2 milhões de pessoas levantaram as mãos, jurando que estavam dispostas a ir para Jerusalém e ser martirizadas pela causa do Islã. Em outra, quando Ahmadinejad, o presidente do Irã, discursava abertamente sobre seu ódio a Israel e invocava a vinda do Mahdi (o Messias muçulmano), senti calafrios.

Muitas vezes, as pessoas se sentem confusas diante de tantas vozes divergentes. Umas, otimistas, dizem que as coisas vão se encaixar em seus devidos lugares, e que haverá acordos de paz. Outras profetizam catástrofes. Mas, de acordo com Brigitte Gabriel, jornalista especializada em terrorismo no Oriente Médio, quando alguém lhe diz que pretende matá-lo, geralmente é bom acreditar! Ela compara as repetidas e bem documentadas ameaças de Ahmadinejad às bravatas de Hitler contra os judeus; assim como Hitler não escondeu sua intenção e cumpriu exatamente o que prometeu, devemos acreditar que o mesmo pode suceder com o Irã. Hitler até escreveu um livro detalhando suas intenções, e ninguém deu crédito! Parece que a mesma anestesia que amorteceu os sentidos dos estadistas da Europa e dos EUA naquele tempo está agindo nos estadistas de hoje. Naquela época, diziam: “Ele é louco. Nem preste atenção no que está dizendo! Ninguém seria capaz de realmente fazer essas coisas!”

Hoje, à medida que o Islamismo radical assume gradativamente o poder em diversos países, o pessoal do Departamento de Estado dos EUA compara a iminente convivência com um Irã nuclear à época da Guerra Fria, pensando que novamente conseguirão evitar o conflito. O que não entendem é que o governo do Irã não é constituído por comunistas ateus e, sim, por pessoas que acreditam piamente que sua missão na Terra é provocar um desastre cataclísmico que apressará a vinda do seu Messias. Assim como Hitler levava as massas ao delírio com seus discursos cheios de ódio, a ponto de cometerem atrocidades sem dor de consciência, hoje os fanáticos muçulmanos estão preparando populações inteiras para dar a vida em favor de Alá. Um governo teocrático é muito diferente de um governo ateu. Energizadas por promessas divinas, multidões de pessoas não se importam em morrer, e – pode ter certeza – seus governos se importam menos ainda. A lógica da conversa racional, dos argumentos de troca de vantagens, da diplomacia inteligente, nada vale nesse território minado.

A atitude de um governo para com seus próprios súditos revela muito sobre sua disposição de cometer barbaridades com outros povos. De acordo com Reza Kahlili, autor do livro A Time to Betray (Um Tempo para Trair), ex-integrante da Guarda Revolucionária Iraniana e agente da CIA, o governo do Irã considera que uma perda de 20 milhões de iranianos inocentes numa eventual retaliação de Israel não seria um preço exorbitante a pagar se for possível aniquilar o Estado de Israel com um ataque nuclear surpresa. Em seis minutos, conseguiriam fazer o que Hitler levou seis anos para fazer: matar 6 milhões de judeus!

Se você tem dúvidas sobre a atitude do governo do Irã para com seu próprio povo, veja o que fizeram com os jovens que ficaram revoltados com as trapaças cometidas nas últimas eleições (junho, 2009) – muitos foram torturados e perderam a vida. O triste foi que os EUA ficaram totalmente calados na ocasião e não deram um sinal sequer de apoio. Já agora, diante da situação no Egito, Obama elogiou os revoltosos, dando apoio moral à sua causa. O paradoxo nessa situação é que o governo iraniano acusou os jovens manifestantes de serem marionetes dos EUA! Você já pensou se os manifestantes iranianos tivessem recebido apoio do Ocidente e derrubado seu governo como fizeram no Egito?

Diante dessas cenas e fatos (e de muitos outros que não há espaço para mencionar aqui), senti o Espírito Santo abrindo-me os olhos e me alertando do torpor espiritual que afeta grande parte dos cristãos hoje. Senti que o mesmo espírito diabólico que inspirava Hitler em suas terríveis maquinações contra Deus e seu povo, os judeus, está atuando novamente numa escala muito maior e muito mais ameaçadora. Ouvi o Sheik Yusuf al-Qaradawi (o que discursou para os 2 milhões de pessoas na Praça Tahrir no Egito) dizendo, com todas as letras, que o Holocausto foi uma ótima coisa, um juízo de Deus sobre os judeus, e que, agora, vai acontecer novamente mas de forma melhor porque será pelas mãos dos fiéis.

Satanás sabe que Jesus vai voltar para Jerusalém, e que Deus jurou que abençoaria Abraão e sua descendência e faria deles uma bênção para todas as famílias da terra. Ele odeia Deus e os seus propósitos na Terra. Por isso, levantou Hitler no século passado e está avivando o Islamismo radical hoje. Testemunhas oculares têm dito que os ajuntamentos dos muçulmanos radicais parecem reuniões de avivamento das igrejas cristãs. As pessoas choram copiosamente e se envolvem emocionalmente de forma muito profunda com as mensagens proferidas. Só que Alá não é outro nome para Jeová. Ele tem uma natureza totalmente diferente. É um ser vingativo, sanguinário, cruel, sem amor ou misericórdia. De acordo com ele, todos os infiéis devem converter-se ou ser mortos.

A escatologia das três grandes religiões monoteístas

É impressionante notar que as três grandes religiões monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) têm muitas semelhanças entre si. Todas traçam sua origem a Abraão. Todas consideram Jerusalém uma cidade santa. Todas esperam para breve a vinda de um Messias. Os judeus esperam a primeira vinda do Messias, que será humano e trará um governo de paz e prosperidade sobre toda a Terra. Já a visão escatológica do Islamismo constitui o exato oposto da visão cristã, como se fosse o negativo de um filme fotográfico. Tudo o que os cristãos afirmam que será do bem nos últimos dias, os muçulmanos afirmam que é do mal e vice-versa.
Por exemplo, os muçulmanos esperam o surgimento de uma besta nos últimos dias (isso mesmo, com esse nome, besta – está no Alcorão), exatamente como predito em Apocalipse 13.11. A única diferença é que, para eles, a besta é do bem, é algo bom! Tanto é verdade, que estão ansiosos para receber a marca dessa besta! Creem que o Mahdi, seu Messias, o 12º Imam, quase uma reencarnação de Maomé, vai surgir nos últimos dias, reinar por sete anos e trazer paz e um governo mundial do Islã. Creem que Jesus também virá como profeta que ajudará esse Mahdi (ocupando o papel do falso profeta mencionado em Apocalipse 19.20, que reforça a autoridade da besta). De acordo com eles, nessa segunda vinda, Jesus vai dizer que o Novo Testamento é falso, e que ele não é Filho de Deus nem morreu pelos pecados da humanidade. Ele confirmará o poder do verdadeiro Messias, o Mahdi, e encorajará a matança de todo cristão e judeu que não aceitar o Islamismo.

É claro que existem muitas correntes diversas dentro do Islamismo, assim como há no Judaísmo e no Cristianismo. Nem todos os muçulmanos acreditam nessa versão escatológica. Mas o que preocupa e chama a atenção é que muitos governos no Oriente Médio estão prestes a cair nas mãos de muçulmanos radicais, enquanto o governo do Irã já é dominado por pessoas que acreditam nisso de todo o coração. Além disso, o Irã está muito perto de conseguir a bomba atômica e os mísseis necessários para atingir alvos internacionais. A Coreia do Norte está ativamente ajudando nisso com toda a tecnologia necessária. Enquanto se arrastam as negociações com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), eles continuam desenvolvendo seu programa de enriquecimento de urânio a todo vapor.

Dois mistérios na história da humanidade

A Palavra de Deus é muito clara ao afirmar que os dois mistérios em operação durante toda a História chegarão a um conflito final nos últimos dias: o mistério da iniquidade (2 Ts 2.7) e o mistério da piedade (1 Tm 3.16). Não é a primeira vez que o diabo trama destruir o plano de Deus na Terra. Faraó queria acabar com a semente santa, destruindo todos os filhos israelitas do sexo masculino ao nascerem. Hamã, justamente na Pérsia (atual Irã), planejou destruir todo o Israel conforme relatado no livro de Ester. Hitler, também, tinha o mesmo propósito maligno.

Se você observar um mapa atual e marcar todos os países em que há ameaça de o Islamismo radical se apossar dos governos, verá que existe uma estratégia espiritual coerente para cercar Israel de inimigos. O que tem blindado o Estado de Israel até hoje é o apoio quase incondicional dos EUA; isso, porém, está se enfraquecendo a cada dia. Nunca, em seus 63 anos de história, o relacionamento de Israel com os EUA esteve tão precário.

Para quem conhece a Palavra de Deus, nada disso deve surpreender. Tudo já foi predito. “Eu lhes assobiarei, e os ajuntarei, porque os tenho remido… Ainda que os espalhei entre os povos, eles se lembrarão de mim em terras remotas; e, com seus filhos, viverão e voltarão” (Zc 10.8,9). Isso tem acontecido há 63 anos agora, como um dos maiores sinais de que o fim se aproxima. O povo de Israel tem retornado para sua terra, partindo de terras distantes, e sua nação e língua ressuscitaram depois de ficarem extintas por séculos.

Sobre o conflito final, envolvendo a Rússia (Gogue e Magogue), o Irã (Pérsia) e outros países que hoje estão se aliançando, Ezequiel profetizou o seguinte: “Nos últimos anos virás à terra que é restaurada da guerra, e onde foi o povo congregado dentre muitos povos aos montes de Israel, que haviam estado desertos por longo tempo…” (Ez 38.8).

Mas as profecias continuam: “Eis que farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos em redor… E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra” (Zc 12.2,3). “Pois eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém…” (Zc 14.2). Estamos vivendo agora nos dias em que esse cenário, antes tão improvável, está rapidamente se tornando realidade! Primeiro, o povo de Deus voltou para sua terra, e a nação de Israel passou a existir novamente. Agora, todas as nações ao seu redor estão se unindo numa aliança anti-Deus para ir contra ela.

O que virá a seguir? “Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações..”(Zc 14.3). “Assim diz o Senhor Deus: Não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio de meus servos, os profetas de Israel, os quais naqueles dias profetizaram largos anos, que te traria contra eles? Naquele dia, porém, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a minha indignação subirá às minhas narinas. Pois no meu zelo, no ardor da minha ira falei: Certamente naquele dia haverá um grande tremor na terra de Israel…” (Ez 38.17-19). “Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo… Sobre a face do campo cairás; porque eu falei, diz o Senhor Deus. E enviarei um fogo sobre Magogue, e entre os que habitam seguros nas ilhas [nós, das Américas e do resto do mundo]; e saberão que eu sou o Senhor. E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo Israel, e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel” (Ez 39.4-7).

Conclusão

“Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar” (Gn 12.3). Não podemos nos calar diante da situação atual sob o risco de ficarmos debaixo da maldição e da ira de Deus. “Por amor de Siaõ não me calarei, e por amor a Jerusalém não descansarei…” (Is 62.1). “Ó vós, os que fazeis lembrar ao Senhor, não descanseis, e não lhe deis a ele descanso até que estabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra” (Is 62.6,7). Precisamos bombardear os céus a favor de Israel, abrir a boca e não nos calar diante de Deus ou dos homens.

Dietrich Bonhoeffer foi um ministro luterano na Alemanha que se pronunciou contra Hitler no primeiro dia após sua eleição. Ele disse: “Calar-se diante do mal já é em si mesmo mal. Não falar é falar. Não tomar posição é tomar posição”. Em 1933, quase ninguém o apoiou, apenas umas seis pessoas. Ele foi morto por Hitler por causa de sua posição corajosa contra o mal. Qual será a nossa posição hoje? Vamos nos calar e fazer de conta que nada temos a ver com o assunto, como a maioria dos cristãos alemães fez naquela época, ou seremos como Bonhoeffer?

Fontes de pesquisa:
Rumors of War 1 e 2 (Documentários produzidos por Glenn Beck, apresentador de TV e radialista americano)
Algumas das personalidades entrevistadas nesses documentários:

Joel Rosenberg – Autor de uma série de ficção best-seller do New York Times e outros livros de não ficção, com mais de 2 milhões de exemplares publicados ao todo. Seu primeiro livro de ficção, The Last Jihad, conta a queda das torres do World Trade Center em Nova York, antes de acontecer. Como assessor de comunicação, já trabalhou com várias autoridades dos EUA e de Israel, como Steve Forbes, Rush Limbaugh, Natan Sharansky e Benjamin Netanyahu. É judeu messiânico.

Dr. Zuhdi Jasser – Comentarista sobre a fé Islâmica nos EUA e presidente do American Islamic Forum for Democracy, sediado em Phoenix, Arizona. Como médico, já foi tenente na Marinha Norte-Americana e serviu no Congresso dos EUA.

Reza Kahlili – Pseudônimo do autor do livro A Time to Betray (Um Tempo para Trair), ex-integrante da Guarda Revolucionária Iraniana e ex-agente da CIA.

Dore Gold – Foi o 11º embaixador de Israel para a ONU. Serviu nessa função de 1997 a 1999. Foi consultor do ex-primeiro ministro Ariel Sharon e do primeiro ministro Benjamin Netanyahu durante seu primeiro mandato. Atualmente, é presidente do Jerusalem Center for Public Affairs.

Rabbi Joseph Patasnik – Rabino que é vice-presidente executivo do New York Board of Rabbis, uma organização que representa rabinos ortodoxos, conservadores e outros.
Mark Wallace – Ex-embaixador dos EUA para a ONU e presidente de United Against Nuclear Iran (UANI).

Brigitte Gabriel – Pseudônimo de Nour Saman, uma jornalista, autora e ativista americana libanesa. Fundou a American Congress for Truth (ACT) para que cidadãos pudessem “falar sem temor em defesa da América, de Israel e da civilização ocidental”. Especialista internacional em terrorismo, tem dado palestras para o Congresso norte-americano, o FBI, membros do Parlamento britânico e outras repartições públicas.

David Joel Horowitz – Escritor e ativista conservador americano. Tem muitos livros e artigos publicados. Participa ocasionalmente do Fox News Channel como analista. É co-fundador do blog Jihad Watch que expõe ao público o papel da teologia jihad nos conflitos atuais.
Fonte: Revista Impacto