sábado, 15 de janeiro de 2011

O QUE QUER DIZER O PRIMEIRO AMOR

O Que Quer Dizer "Primeiro Amor"

O Senhor Jesus disse à igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.4-5).

Infelizmente, essa ameaça de Jesus logo tornou-se realidade. A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre. No lugar onde antes brilhava a luz do Evangelho por meio da igreja local de Éfeso hoje se proclama o islamismo. Onde antes havia o “candeeiro” da Palavra de Deus, hoje estão os minaretes das mesquitas islâmicas.

A igreja tinha abandonado o primeiro amor, não voltou a ele e isso teve conseqüências desastrosas. Mas, afinal, o que é esse primeiro amor?

O que o“primeiro amor” não é

Ele não é necessariamente o amor que tínhamos no começo de nossa vida cristã (do ponto de vista puramente temporal), quando encontramos a Jesus. O verdadeiro amor é mutável, mas não no sentido de diminuir repentinamente. Vamos ver o exemplo do casamento. Há uma fase inicial de “paixão”, e uma fase posterior de “amor”. Na hora da “paixão”, os sentimentos têm um papel muito forte. Mais tarde essa agitação emocional diminui, mesmo que o amor não tenha diminuído; ele apenas ficou mais constante, afeiçoado e fiel. 

No começo, o coração bate forte quando abrimos uma carta da pessoa por quem nos apaixonamos. Depois de vinte anos de casamento, provavelmente não sentimos mais tanta emoção quando recebemos um cartão ou uma carta do cônjuge, mesmo que o amor seja muito grande. Isso significa que o amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem papel tão importante quando alguém se apaixona. Depois que a relação se consolida e alguns anos de casamento se passam, o amor de um pelo outro não depende mais só dos sentimentos, mas fica mais constante e profundo.
A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre.

Podemos comparar a “paixão” a um motor que é ligado: ele precisa da ignição antes de funcionar. Depois, porém, ele continua funcionando de forma constante, sem que a ignição tenha de ser constantemente acionada. O carro está andando, e nós ficamos satisfeitos em seguir adiante, em direção ao objetivo desejado. Isso ilustra o amor permanente.

Na verdade, é perfeitamente normal que depois de alguns anos seguindo a Jesus, um filho de Deus não tenha mais o mesmo sentimento ou a mesma emoção do início de sua vida cristã. Mas isso não significa necessariamente que agora amemos menos a Jesus do que logo depois da conversão. Podemos estar no primeiro amor mesmo sem essas emoções que nos assaltam.

O que é o“primeiro amor”

Em minha opinião, a expressão “primeiro amor” não se refere tanto à característica temporal, e, sim, muito mais à característica qualitativa, à importância. O essencial é que o amor a Jesus ocupe o primeiro lugar em minha vida, isto é, que ocupe a posição de principal e melhor amor; importa que as prioridades estejam na ordem correta.

Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa com o passar dos anos (mesmo que lhe seja fiel, que ainda goste muito dela, que não consiga mais imaginar sua vida sem ela e que ela continue cuidando dele o tempo todo), então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela.
Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa, então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela.

Quando a paixão e a devoção a Jesus diminuem, o primeiro amor por Ele já foi abandonado. Esse principal e melhor amor não pode ser substituído por perfeccionismo, nem por esforços e perseverança, nem evitando maus pensamentos e ações. Revelar o mal, trabalhar e sofrer para o Senhor também não resolve. Isso tudo é bom e necessário, afinal, o próprio Senhor reconhece que são atitudes elogiáveis (Ap 2.2-3); mas elas também podem partir de um hábito puramente mecânico, e ficar engessadas em formalismo e tradicionalismo.

Por ocasião de seu jubileu de ouro no serviço militar, Paul von Hindenburg (1847-1934) [que mais tarde foi presidente da Alemanha], recebeu altas honrarias. Sua resposta foi modesta: 

“À guerra, o espírito – ao rei, o coração – à pátria, o sangue – a Deus, a honra!” Mas Deus quer nosso amor inteiro e completo, sem dividi-lo com ninguém (Mt 22.37). Nosso espírito, nosso coração e nosso sangue pertencem somente a Ele. O Senhor não quer somente a honra, mas toda a devoção dos que que se voltam para Ele em amor.
O amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem um papel tão importante na paixão.

Em muitas igrejas tudo corre conforme os padrões bíblicos, e não há nada que se possa dizer contra elas. Ainda assim, falta o primeiro amor ao Senhor, pois a vida estruturada da igreja assumiu o lugar de Jesus Cristo. O Senhor Jesus sempre deve estar em primeiro lugar. 

Esse primeiro amor a Ele é que deve impulsionar o que fazemos por Ele, e não o contrário. Penso que era isso que Jesus estava querendo dizer aos cristãos da igreja em Éfeso: para eles, agir em nome do Senhor vinha antes, e o amor profundo a Jesus estava só em segundo lugar; a rotina descompromissada tinha passado acima da vida espiritual.

Um exemplo de primeiro amor por Jesus

Lemos em Lucas 10.38-42: “Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Marta empenhou tudo para que Jesus fosse recebido dignamente com a melhor comida e bebida, e com certeza não fez isso sem amor. Mesmo assim, o Senhor precisou adverti-la; mas sua irmã Maria foi elogiada por Ele. Devemos fazer uma coisa sem deixar a outra de lado – mas as prioridades devem estar na ordem certa. Esse acontecimento mostra que Maria escolheu a atitude melhor, o que nos dá um exemplo do “primeiro amor” a Jesus. Importa primeiro sentar aos Seus pés, ouvir a Sua palavra e reconhecer a Sua vontade. 

Esse primeiro amor ao Filho de Deus não existe sem que a Sua vontade seja feita. Mais tarde, a mesma Maria derramou o ungüento precioso sobre os pés de Jesus. João 12.3 nos relata essa ação: “Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. Maria “escolheu a boa parte”, a melhor, a superior, “e esta não lhe será tirada”.
Que contraste com as palavras de Jesus: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O primeiro amor havia sumido e por isso a igreja de Éfeso corria perigo de perder sua luminosidade. No exemplo acima, quem brilha mais? Marta ou Maria?

“Primeiro Jesus!”

É muito importante ouvi-lO e adorá-lO por meio do estudo da Bíblia, da oração, do silêncio em Sua presença.

A visita de Jesus à casa de Maria e Marta e o ato de amor de Maria mostram claramente a importância que o Senhor dá à dedicação completa de todo o nosso amor a Ele, ao nosso viver com Ele e a partir dEle e ao serviço devotado que brota dessa ligação vital. O princípio é este: primeiro amor profundo a Jesus e só então serviço em Seu favor. 

É muito importante ouvi-lO e adorá-lO por meio do estudo da Bíblia, da oração, do silêncio em Sua presença. Infelizmente é possível esgotar-se pelo Senhor mesmo que tenhamos nos tornado indiferentes em relação à comunhão com Ele. Devemos fazer o primeiro sem desprezar o segundo – ou teremos abandonado o primeiro amor.

O principal amor deve ser devotado ao Senhor Jesus, que amou primeiro os Seus – por meio de Seu sofrimento e da Sua morte vicária na cruz, assim como através de Sua ressurreição e ascenção aos céus. Em outras palavras: Ele precisa ser o primeiro em nossas vidas. O Senhor Jesus expressou dessa forma radical a seriedade absoluta com que encara esse primeiro amor a Ele: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10.37).

A palavra grega para “primeiro” é “protos”, que refere-se menos à importância cronológica e mais à importância qualitativa. Assim, o “primeiro” amor é o “melhor” amor. Podemos derivar disso também expressões como “lugar de honra”, “líder”, “ser o primeiro” ou “assumir o lugar principal”. No tabernáculo, o lugar santo antes do Santo dos Santos também era chamado de “primeira tenda” ou “tenda anterior”. 

Ali os sacerdotes atuavam na presença direta do Senhor; não havia mais nada entre eles. Também isso revela a vontade do Senhor: que vivamos tão diretamente com Ele e na Sua presença, que Ele tenha o primeiro lugar em nossas vidas!
O Senhor quer que vivamos tão diretamente com Ele e na Sua presença, que Ele tenha o primeiro lugar em nossas vidas!

A mesma palavra grega “protos” também é usada na parábola do filho pródigo, que voltou para o pai totalmente empobrecido e com as roupas rasgadas. Este mandou lhe trazer a primeira, isto é, a melhor roupa: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o...” (Lc 15.22). Não se tratava de uma roupa de festa que o filho talvez já tivesse usado em ocasiões passadas, mas, sim, da principal roupa de festa.

O Senhor encontrou muitas coisas boas entre os cristãos da igreja em Éfeso (cf. Ap 2.2-3), mas Ele em si não era mais o Melhor e Primeiro entre eles. Alguém disse, com muita propriedade: “O bom é inimigo do excelente”. Mais uma vez: o melhor – o primeiro amor a Jesus – deve vir antes de qualquer outra coisa. Quando permitimos que algo venha antes do “primeiro amor”, então este passa a ser o segundo ou até mesmo o terceiro amor.

O seu amor pertence primeiro ao Senhor Jesus? Ele tem prioridade absoluta em sua vida? Você realmente coloca todo o resto depois dEle em sua vida? Você se esforça para prestar atenção ao que Ele diz quando procura lhe falar por meio de Sua Palavra na Bíblia, a fim de ter comunhão verdadeira com Ele? Você continua a amar o Senhor Jesus sobre todas as coisas quando perde tudo aquilo que lhe é caro, quando, por algum motivo, não pode mais trabalhar ou se movimentar? 

Você aprendeu a amá-lO sobre todas as coisas? Você escutou e aplicou a tempo em sua vida a advertência de Jesus para os cristãos de Éfeso? O Senhor descreveu o significado do verdadeiro discipulado com estas palavras extremamente sérias: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

Certa vez Charles Haddon Spurgeon contou esta emocionante história, que combina muito bem com o tema do “primeiro amor”: “Nós amamos nossas famílias, mas em comparação a Ele podemos odiar pai, mãe, irmãos e irmãs por amor do Seu nome. Quando certo mártir estava para ser queimado, trouxeram-lhe sua esposa e seus onze filhos para tentar convencê-lo a renegar sua fé. 

Ordenaram aos seus familiares que um a um se ajoelhassem à frente dele, pedindo-lhe que negasse sua fé e vivesse por amor à família. Mas, beijando um após o outro e demorando-se junto à mulher amada, ele disse: ‘Por amor de vocês, meus queridos, gostaria de fazer algo que me permitisse continuar vivendo com minha família; mas como se trata de Cristo, meu Senhor, preciso me afastar de vocês”’.
(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 2007.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ORANDO COMO O APÓSTOLO PAULO


                   ORANDO COMO O APÓSTOLO PAULO
O apóstolo Paulo oferece um quadro interessante sobre a oração em 2 Coríntios 1.8-11. Referindo-se a todas as dificuldades que havia passado, juntamente com a equipe, numa das viagens missionárias, ele diz: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte...”

A equipe estava sentindo que a morte poderia alcançá-los a qualquer momento. Porém, Paulo continua: “... em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos”.

Paulo não estava falando sobre uma oração casual, nem simplesmente afirmando que durante sua viagem missionária recebera conforto por saber que algumas pessoas estavam em casa orando. Não! Ele acreditava que uma batalha estava sendo travada no mundo celestial que exigia um modo diferente de orar, oração como aquela mencionada em Mateus 11.12: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. 

 Como eles se apoderam” do reino, sobrepujando as portas do inferno? Por meio da oração. Paulo acreditava que, durante aquela viagem, havia pessoas em Corinto que esforçavam-se para entrar na batalha de oração, e que a oração delas causara um profundo e visível impacto sobre o que estava acontecendo com a equipe na linha de frente!

Encorajando as pessoas a se unirem com ele em oração, Paulo escreveu em Romanos 15.30: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor”.

Paulo usa outra imagem em Colossenses 4.12. Falando a respeito de um amigo, Epafras, que os colossenses conheciam, ele disse: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. 

 Se quiséssemos que pessoas orassem por nós, será que usaríamos a terminologia de Paulo: “... que luteis juntamente comigo nas orações”, ”... se esforça sobremaneira ... por vós nas orações” (ou “batalhando na oração” em outra tradução). Batalhar ou esforçar-se não é algo passivo, tranquilo. As orações do apóstolo Paulo eram bem diferentes daquilo que vemos, em geral, nas reuniões de oração hoje.

A maioria dos crentes faz orações usando o que chamo de “pequenas solicitações”. São pedidos em favor das necessidades cotidianas de soluções ou “consertinhos” na nossa vida. Essas necessidades surgem porque, embora a vida esteja razoavelmente boa, algo sempre acontece para desequilibrá-la, e queremos orar para eliminar aquele empecilho e voltar à normalidade.

Na qualidade de crentes ocidentais, temos uma tendência de achar que temos direitos, que a vida deveria ser boa para o cristão. A maioria da nossa atividade na oração, como igreja e como indivíduos, tem o objetivo de buscar esse tipo de solução para os problemas da vida. “Livra-nos disto”, “muda a situação para que fulano seja liberto daquela dor ou daquela doença”, “supra a necessidade financeira”. São orações horizontais e não orações voltadas para o alto.

Geralmente, oramos nessas situações por causa de uma espécie de respeito ou obrigação para com a pessoa necessitada. Como queremos demonstrar amor por ela, oramos exatamente conforme o pedido. Oramos em favor do óbvio – não pensando no que Deus possa querer fazer por meio da situação.

Não há nada de errado com esse tipo de pedido nem com o fato de orar em favor das pessoas em problemas. É uma maneira de demonstrar amor pelo Corpo de Cristo. Contudo, raramente oramos a respeito das coisas mais importantes do Reino. Precisamos concentrar uma parcela maior do nosso tempo de oração em coisas mais amplas, em assuntos mais pertinentes ao Reino.

Oração em favor do Reino

Como podemos mudar nossas orações para serem mais focadas no Reino? O que é orar em favor do Reino? Acho que existem dois aspectos importantes:
           
1.       Orar pelo Reino significa orar em favor de algo que tenha valor e importância permanentes no Reino de Deus. Podemos orar pela salvação de alguém, por exemplo. Podemos orar para que um país se abra para o Evangelho.

2.       Também podemos orar em favor do Reino em situações de “pequenas solicitações”. Estamos orando em favor do Reino quando sabemos que estamos orando de acordo com a vontade de Deus naquela situação. Em Romanos 8.26-27, vemos a tarefa do Espírito Santo na oração. Lemos ali que quando não sabemos como orar, “o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. Às vezes, fico tão focado naquilo que quero ver Deus realizar que perco de vista o que ele já está fazendo. Por meio da intercessão, o Espírito Santo me ajuda a orar de acordo com a vontade de Deus.

Orações modelo de Paulo

A fim de nos ajudar a focalizar mais as coisas do Reino, vamos dar uma olhada em algumas das orações de Paulo. Elas podem servir de modelo para nós. Paulo tinha muitas pessoas necessitadas debaixo de sua liderança. Ele havia começado igrejas por toda a Ásia Menor, e muita gente estava sofrendo perseguições e tribulações. Apesar disso, nas vinte e uma passagens bíblicas em que Paulo pede a Deus para fazer alguma coisa, não há nenhuma, dentre todas as suas orações, em que ele orou por uma necessidade específica de uma pessoa em particular.

Eu ficaria surpreso se descobrisse que Paulo nunca orou por necessidades pessoais, porém o fato é que não vemos nenhum exemplo disso na Escritura. Na época em que Paulo viveu, teria sido muito difícil ficar atualizado com necessidades específicas das pessoas porque a comunicação era bem mais difícil do que hoje. Levaria um mês ou mais para receber uma notícia de uma igreja distante ou para saber o que estava acontecendo na vida de alguém.

A conclusão que posso tirar das orações de Paulo registradas na Bíblia não é que não devo orar por necessidades específicas ou pessoais. No entanto, se Paulo dedicou a maior parte do seu tempo orando em outra direção, talvez eu deva seguir seu exemplo e fazer o mesmo.

Em 2 Coríntios 12, Paulo até que orou de forma específica em favor de si mesmo. Ele orou para que o “espinho” na carne fosse removido. Não sabemos o que era, mas Paulo sentia que era um obstáculo ao seu ministério, impedindo-o de ser plenamente eficaz. Por isso, ele diz nessa passagem que pediu a Deus para removê-lo.

E o que Deus lhe respondeu? A minha graça te basta” (v. 9). Paulo entendeu com isso que Deus seria mais glorificado se o espinho permanecesse em sua vida e ele buscasse no Senhor a capacidade sobrenatural de superá-lo e continuar ministrando apesar da dificuldade. Por isso, ele parou de orar nesse sentido.

Muitos cristãos hoje observam o “Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida”. Normalmente, oramos para que os irmãos perseguidos sejam livres das tribulações, assim como Paulo orou inicialmente, pedindo para retirar seu “espinho”. Não sou a favor da perseguição aos cristãos, mas sei que, na história, sempre que a Igreja foi perseguida, ela prosperou.

Na igreja da Aliança Cristã e Missionária, na qual fui criado, o maior campo missionário que a denominação tinha na década de 1970 ficava no Vietnã. Havia de 70 a 80 mil cristãos e centenas de igrejas em todo o país. Porém, em 1975, quando o Vietnã foi tomado pelos comunistas, os missionários estrangeiros foram obrigados a sair, pastores foram perseguidos e muitos ficaram anos na prisão.

Recentemente, depois da abertura política, cristãos ocidentais estão entrando no país e avaliando a situação das igrejas. Por 30 anos ficaram sem ajuda dos missionários ou apoio algum de fora. Apesar disso, a igreja no Vietnã hoje tem mais ou menos um milhão de crentes em Jesus. Por que tamanho crescimento? Tem algo a ver com a perseguição.

Muitas vezes, queremos orar para que as pessoas se livrem dos problemas quando Deus quer usar exatamente essas coisas para levá-las a ter uma mente mais voltada para o Reino, para atraí-las às coisas do Reino. Era para isso que Paulo orava.

Em favor de que Paulo orava?    

Em Romanos 15.5,6, Paulo orou assim:

“Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Um pouco adiante, em Romanos 15.13, ele orou: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”.  

A igreja em Roma estava começando a experimentar perseguição, e os crentes de lá estavam tentando sobreviver numa cidade hostil ao Evangelho. Mesmo assim, Paulo não orou em favor de segurança ou proteção para eles. Hoje, esses seriam os primeiros itens na nossa lista de pedidos. Pensaríamos nisso antes de qualquer outra coisa. Entretanto, Paulo orou em favor de unidade, na primeira oração, e em favor de gozo e paz na segunda. Por quê?

Nas duas orações aparecem as palavras “para que”. Dezenove orações de Paulo têm essa mesma expressão. Paulo estava orando em favor de algo “para que” outra coisa pudesse acontecer. Quando orou em favor de unidade, na primeira oração, seu objetivo final era que Deus fosse glorificado. Jesus também orou pela unidade dos discípulos em João 17: “a fim de que todos sejam um, Pai; [...] para que o mundo creia que tu me enviaste” (v. 21). Jesus também disse em João 12.32: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”.

Paulo sabia que quando as pessoas de fora vissem a unidade da Igreja, seriam atraídas a Jesus Cristo em grande número. Por isso, ao invés de pedir o óbvio (proteção e segurança), ele orou com olhos do Reino: “Dá-lhes unidade para que o mundo seja atraído ao Evangelho”. Quando a Igreja está unida, algo acontece nas regiões celestiais, e pessoas são tocadas e atraídas ao Senhor.

Atualmente, há muitos pastores de igrejas e comunidades no estado de Indiana (EUA) que estão orando juntos. Em uma dessas comunidades, há pouco mais de cinco anos, eles começaram a fazer “Concertos de Oração” (campanhas específicas de oração em favor da Igreja), a cada dois ou três meses. Os pastores oravam juntos toda semana. Combinaram para um grupo de intercessores de várias igrejas se reunir em uma terça-feira por mês para orar pela comunidade. Havia muita unidade.

Depois de algum tempo, o prefeito da cidade notou o que estava acontecendo. Embora não fosse crente, foi ao grupo de pastores e disse: “Pelo que entendi, há um grupo de intercessores orando todo mês em favor da comunidade. Se eu passasse alguns pedidos, relacionados com a visão que temos para esta cidade, será que eles orariam nesse sentido?”

“Claro que orariam”, os pastores responderam. “Oraremos juntos para esses pedidos.”

A partir de então, todo mês o escritório do prefeito envia uma lista de necessidades. Quando há unidade, algo acontece que leva as pessoas a serem atraídas ao Evangelho.

Na segunda oração, em Romanos 15.13, Paulo ora para que as pessoas tenham gozo e paz no meio das tempestades, a fim de poderem transbordar de esperança. As pessoas que têm esperança no meio da angústia chamam muito a atenção de quem não tem esperança. Se alguém observa um cristão durante uma situação difícil, seja um problema de saúde, seja turbulência familiar, e vê nele confiança, paz ou até mesmo um senso de alegria, isso lhe causará profunda admiração. “Como consegue?”, perguntará. “Eu jamais teria essa paz nessa situação.” Será uma grande oportunidade para falar sobre Jesus. Deus usa essas coisas na vida das pessoas.

Nós queremos orar para livrar as pessoas dos problemas quando Deus pode querer usá-los para fazer seu Reino crescer e atrair outros ao Evangelho. Por isso, Paulo orava no sentido de que elas tivessem paz, alegria e esperança no meio dos problemas.

A oração de Paulo pelos efésios

Éfeso era o centro do culto a Ártemis ou Diana. Uma vez, quando estava lá, alguns companheiros de Paulo foram atacados por uma multidão. Paulo conhecia bem a pressão e o estresse que a igreja sentia. Porém, ao invés de orar em favor do óbvio, pedindo proteção, ele orou para que houvesse desenvolvimento e fruto espiritual na vida deles.
Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos (Ef 1.15-19).

Mais adiante, Paulo orou outra vez:

... para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus (Ef 3.16-19).

Essas são orações em favor do Reino! Indiferentemente do que a pessoa está passando, do que está acontecendo em sua vida, devemos orar para que a situação contribua para aprofundar seu relacionamento com Cristo. Paulo sempre estava orando para que o caráter das pessoas fosse mais santificado, mais semelhante a Jesus, e para que elas tivessem mais sabedoria, discernimento, vida no Espírito. Participo de muitas reuniões de oração, mas não me lembro de uma única vez em que alguém pediu o crescimento espiritual de outro cristão.

A oração de Paulo pelos filipenses

E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus (Fp 1.9-11).

Paulo quase sempre orava mais em favor do processo do que pelo resultado. Não era que não soubesse que resultado ele queria. O “para que” era justamente para descrever o fruto do processo. O resultado que queria ver na vida dos filipenses era que pudessem discernir e aprovar as coisas excelentes e viver vidas puras e inculpáveis.

Mas, exatamente em favor de que ele estava orando? Para que o amor deles aumentasse mais e mais em conhecimento e profundidade de percepção. Em outras palavras, para que amassem mais uns aos outros, que tivessem mais percepção do amor de Cristo por eles. Que conexão havia entre o que ele pediu em oração e os resultados que esperava?

O que aconteceria na sua igreja se, de repente, houvesse uma graça abundante de amor sobre toda a congregação de tal forma que cada um amasse os outros e tivesse uma profunda percepção do amor de Cristo, muito maior do que antes? O que aconteceria com as pequenas ofensas e perturbações que fazem quase todas as congregações ficarem atoladas? Ninguém ficaria mais ofendido. Ninguém atacaria o outro. As coisas seriam solucionadas rapidamente nas reuniões do conselho. As pessoas teriam disposição de ceder, sacrificariam as opiniões próprias e aceitariam as dos outros.

Se isso acontecesse numa igreja, será que viveríamos vidas mais santas e inculpáveis? Logo começaríamos a discernir as coisas mais excelentes e a viver dessa forma. Era isso que Paulo queria que acontecesse; por isso, orou para que houvesse amor.

A oração de Paulo por Filemom

Filemom, provavelmente, era um homem de negócios que hospedava as reuniões da igreja em sua casa. Paulo tivera contato com um homem chamado Onésimo, um dos escravos de Filemom que havia fugido. Onésimo tivera um encontro com Cristo e queria voltar para Filemom e acertar a vida com ele. Então, Paulo mandou uma carta pedindo a Filemom para recebê-lo de volta, para sua comunhão.

Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações [...] para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (Fm 4-6).

Paulo queria que Filemom tivesse pleno conhecimento de tudo que ele possuía em Cristo. O pedido na oração era que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente. Que ligação existe entre alguém compartilhar sua fé e ter pleno conhecimento de tudo que possui em Cristo? Se alguém está constantemente compartilhando o que Cristo fez em sua vida e dando glória a Deus por isso, você não acha que Deus lhe dará mais coisas para dividir com os outros? Sim, ele dará abundantemente a quem compartilha, o que fará com que ele aprenda mais e mais sobre o amor de Deus, sobre sua provisão, sua fidelidade, sua confiabilidade. Essa pessoa sempre repartirá com os outros e alcançará um conhecimento maior sobre a natureza de Deus.

Antes e depois das reuniões, geralmente ficamos em rodinhas, trocando informações e conversando sobre a semana. Raramente falamos sobre coisas espirituais. Se, nesses momentos, todos fizessem questão de dividir algo que Jesus fez em sua vida na semana anterior ou algo novo e fresco que aprenderam sobre o Senhor em seu tempo devocional, até aqueles que não estão acostumados a ver tais coisas começariam a abrir os olhos. Ao invés de considerar tais coisas meras coincidências, reconheceriam que era algo que Deus estava fazendo em sua vida e passariam a compartilhá-lo com outros. Seria emocionante estar num lugar onde todos fizessem isso. Deus seria glorificado.

Era isso que Paulo queria que acontecesse com Filemom. Ele orou para que a comunhão ou o compartilhar de sua fé fosse eficiente, pois quando isso acontece, a pessoa passa a ter uma compreensão muito maior do Cristo que está nela.

Algumas aplicações


Vimos como Paulo orava – mas precisamos mostrar como isso se aplica a nós. Vamos imaginar uma pessoa que tem o pé machucado. Eu faço parte de uma igreja que crê em cura divina, em imposição de mão e em orar pelos doentes. Se eu não receber nada específico do Senhor, revelando o que ele quer fazer no caso, vou orar pela cura dele. Mas também sei que nem sempre o Senhor cura instantaneamente. Pode ser que ele queira fazer algo diferente na vida daquela pessoa.

Talvez a pessoa doente tenha um vizinho que não conhece Jesus. Ao saber que essa pessoa com pé machucado não consegue trabalhar e está precisando de ajuda, o vizinho pode procurar servir de alguma maneira e começar a ter mais contato com o cristão incapacitado. Deus pode usar isso para alcançar a vida do vizinho. Talvez seja isso que Deus queira fazer. 

Imagine também uma aluna com dificuldades na escola. Ela quer ser médica, assim como o pai. Ela quer seguir a vocação dele, não importa a dificuldade. Mas Deus pode ter outra coisa planejada para ela. Pode ser que ela não consiga entender a vontade de Deus até que enfrente dificuldades maiores no caminho.

E uma pessoa com disputa de limites entre propriedades? O vizinho quer colocar uma cerca tomando parte da propriedade do cristão. Talvez Deus queira tocar o coração do vizinho usando a reação humilde e despretensiosa do cristão.

Por isso, precisamos tomar cuidado quando recebemos pedidos de oração. Precisamos perguntar: “O que Deus quer fazer sobre isso?” Não ore de acordo com a primeira tendência óbvia: “Dá uma solução, Deus”. Pergunte: “O que Deus quer fazer para dar crescimento ao seu Reino nesta situação?”

Três princípios

Aqui estão três princípios que você pode seguir diante de uma necessidade de oração:
  1. Em primeiro lugar, não vá logo ao óbvio quando vai orar por uma necessidade. Ao invés disso, comece buscando a Deus para saber como ele quer que você ore. O que ele quer fazer na situação? Qual seria a vontade dele? Há alguma coisa que você percebe que Deus quer fazer? Existe algum “para que”? O que daria glória a Deus nesse caso? Comece a orar neste sentido.

    Creio firmemente que se criássemos um costume de buscar a Deus, de perguntar para ele como devemos orar em cada situação, se parássemos para ouvir, muitas vezes ele nos daria uma resposta clara. Mesmo que tenhamos que orar no mesmo instante, podemos criar um ambiente em que procuramos ouvir e sussurramos uma oração: “Espírito Santo, como devo orar sobre isso?”
  2. O segundo princípio é não se apressar para orar em favor do resultado. Ore em favor do processo. Ore por desenvolvimento espiritual, por fruto na vida da pessoa que tem a necessidade. Pergunte a Deus: “Que características, quais coisas o Senhor quer desenvolver nesta família? O que o Senhor quer fazer para ser glorificado nesta situação?”
  3. O terceiro princípio é: o que você pode fazer quando não sabe como orar? Você pediu orientação de Deus e não recebeu nada. Ore de acordo com a Palavra. Que promessa nas Escrituras se aplica ou pode ser usada na vida dessa pessoa? Há algum versículo que Deus está vivificando no seu coração em favor dela? Como Paulo, pense em como orar pelo crescimento espiritual da pessoa no meio da situação. Continue a buscar: “Deus, o que devo orar?”


Jonathan Graf é presidente da Church Prayer Leaders Network (Rede de Líderes de Oração na Igreja). É autor do livro “The Power of Personal Prayer” (O Poder da Oração Pessoal), disponível em inglês no site www.harvestprayer.com.

por Jonathan Graf
Fonte: Jornal Arauto da Sua Vinda
Postado por Roberto

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

OUVE ISRAEL


 OUVE ISRAEL


ABENÇOAREI OS QUE TE ABENÇOAREM

Publicado em 10/Cheshvan/5766 - 12/11/2005

"Vaavarachah mevarechecha umekalelecha aor vniverechu vecha col mishpechot haaramah." (Bereshit 12:3)

"E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra." (Gn 12:3)

 Para nós que estivemos tanto tempo afastados da comunidade de Israel, nos parece difícil que o ETERNO tenha escolhido um homem de sobre a terra e dito a ele que seria muito abençoado, próspero, rico e que dele viria o povo escolhido. Povo de dura cerviz, povo obstinado, e no entanto, povo de D-us. Mas vejamos a promessa feita a este justo de sobre a terra. 

 "Abençoarei os que te abençoarem" só por esta parte do verso, podemos concluir que quem não gosta do povo de D-us, não gosta também de D-us e vice-versa. E quem não abençoa ou não bendiz o povo de D-us, acaba por não ser agraciado e nem  abençoado por D-us. 

E esta promessa foi feita pelo próprio dono da bênção. Se só deixar de ser abençoado parece algo ruim de se pensar, vejamos “e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” , como fica a situação de quem declaradamente não gosta e nem bendiz ou abençoa o povo de D-us? Claramente D-us diz que é amaldiçoado aquele que maldiz o povo de D-us. 

Portanto, temos de ter muito cuidado com aquilo que falamos, para não acontecer de estarmos maldizendo ou deixando de abençoar Israel, a oliveira onde fomos enxertados, de onde provém a nossa seiva, o alimento.
          
 Zaquen  Sidinei Paim - Zaken Shelumiel ben Israel
Sermos santos ...
Shemah Israel , Hashem Elohenú, Hashem Echad.
Ouve Israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é um.
"Nenhuma coisa abominável comereis." (DT 14:3)

 Neste capítulo 14 de Deuteronômio, D-us fez a prescrição do que poderiam ou não comer os filhos de Israel. O ETERNO, que criou todas as coisas, sabe muito bem de que consiste cada obra da sua criação, e entrando o pecado no mundo entrou também a morte. 

Com isso o homem passou a se alimentar de carne, o que antes não acontecia, e foi preciso então o Criador fazer separação  entre o que é apropriado (casher) do que não é para consumo.  Dentre os animais ficaram quase todos os insetos de fora, com excessão de um certo tipo de gafanhoto. Mas e se comêssemos algum que não nos fosse casher?

 Com a modernidade da indústria em todas as áreas da atividade humana, muito se desenvolveu e criou meios de produzir alimentos que imitam bem algum sabor, sem no entanto, ter nada a ver com o sabor original. Por exemplo, bala sabor manga não possui nada de manga na sua composição e o gosto não fica longe. Na área de corantes, desenvolveu-se muitos produtos que não afetam a saúde, para dar cor aos alimentos.

Aqui encontramos os “Corante Natural Carmim de Cochonilha” e muitos outros nomes, todos eles derivando de um inseto originário do México, que tem uma coloração “Vermelha muito intensa”. Este inseto é secado e esmagado aos milhões para ser misturado em produtos de coloração vermelha: Wafer e bolachas recheadas, iogurtes, embutidos, além de muitos tipos de alimentos de coloração vermelha. 

Assumem outros nomes como  “Vermelho 4”, “Vermelho 3”, “Vermelho 40”, “Carmim”, “Cochineal”, “Corante natural carmim de Cochonilha”, “Corante C.I”, “Corante ou Colorizante E120”   estes todos devemos evitar por possuir na sua formulação este inseto.
 Escapam desta prescrição os corantes artificiais e os produtos coloridos com extratos de beterraba, páprica ou urucum. Cuidado também com alguns produtos de chocolate, principalmente bolacha recheada. Acostume-se a ler os rótulos e evite comer alimentos que não se saiba a composição.
Zaken Sidinei Paim - Zaken Shelumiel ben Israel

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

BENÇÃOS: COMO OBTÊ-LAS?

Bênçãos: Como obtê-las?


1. O que buscar primeiro? Mateus 6:33  Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Provérbios 10:4  O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.
Provérbios 10:22  A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores.
Levítico 25:21  Então, eu vos darei a minha bênção no sexto ano, para que dê fruto por três anos.

2. Como obter as bênçãos: Deuteronômio 11:26  Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:
Deuteronômio 11:27  a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno;
Ofertar segundo a bênção, depois desta: Deuteronômio 16:17  cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o SENHOR, seu Deus, lhe houver concedido.
Deuteronômio 16:10  E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado.
Gênesis 49:25  pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre.
Gênesis 49:26  As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos.
Deuteronômio 28:2  Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos:
Salmos 115:14  O SENHOR vos aumente bênçãos mais e mais, sobre vós e sobre vossos filhos.
Provérbios 10:6  Sobre a cabeça do justo há bênçãos, mas na boca dos perversos mora a violência.
Provérbios 24:24, 25 O que disser ao perverso: Tu és justo; pelo povo será maldito e detestado pelas nações. 25  Mas os que o repreenderem se acharão bem, e sobre eles virão grandes bênçãos.
Provérbios 28:20  O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.
Ezequiel 34:26  Delas e dos lugares ao redor do meu outeiro, eu farei bênção; farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos.
Malaquias 2:2  Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração.

3. Salomão pediu sabedoria e recebeu também riquezas

1 Reis 4:29  Deu também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar.
1 Reis 3:8-13  Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar.
9  Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?
10  Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa.
11  Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo;
eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. 13 Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
1 Reis 10:23  Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.
1 Reis 4:29 ¶ Deu também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar.
1 Reis 4:30  Era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
1 Reis 4:31  Era mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e correu a sua fama por todas as nações em redor.
1 Reis 4:32  Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.

4. O mago Simão queria o dom por dinheiro

Atos 8: 9  Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto;
ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder.
11  Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas.
12  Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres.
13  O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados.
14 ¶ Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João;
15  os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo;
16  porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus.
17  Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.
18  Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro,
19  propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.
20  Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus.
21      Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus.

5. Chantagem com dinheiro traz maldição e morte

At 8: 22  Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração;
23  pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniqüidade.
24      Respondendo, porém, Simão lhes pediu: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes sobrevenha a mim.

6. Não é verdade que D-us quer curar sempre e sem o uso da medicina

1 Samuel 30:12  Deram-lhe também um pedaço de pasta de figos secos e dois cachos de passas, e comeu; recobrou, então, o alento, pois havia três dias e três noites que não comia pão, nem bebia água.
2 Reis 20:7  Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos; tomaram-na e a puseram sobre a úlcera; e ele recuperou a saúde.
Isaías 38:21  Ora, Isaías dissera: Tome-se uma pasta de figos e ponha-se como emplasto sobre a úlcera; e ele recuperará a saúde.
2 Coríntios 12:7-9  E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
8  Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
1 Timóteo 5:23  Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.

30  Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto.
31  Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo.
32  Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo.
33  Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele.
34      E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.

7. Não é verdade que D-us quer que não existam os pobres na Terra:

Deuteronômio 15:11  Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.
Provérbios 22:2 ¶ O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o SENHOR.
Mateus 26:11  Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes;
Atos 11:29  Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia;
Atos 11:30  o que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo.
2 Coríntios 8:3  Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários,
Marcos 14:7  Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes.
João 12:8  porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
2 Reis 25:12  Porém dos mais pobres da terra deixou o chefe da guarda ficar alguns para vinheiros e para lavradores.
Provérbios 29:14  O rei que julga os pobres com eqüidade firmará o seu trono para sempre.
1 João 3:17  Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?


8. Não divulgar  ou fazer propaganda dos sinais


Mateus 8:4  Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.
Marcos 1:44  e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.
Marcos 8:30  Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
Lucas 5:14  Ordenou-lhe Jesus que a ninguém o dissesse, mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o sacrifício que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo.
Lucas 8:56  Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.
Lucas 9:21  Ele, porém, advertindo-os, mandou que a ninguém declarassem tal coisa,
Mateus 9:28-30 Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor! 29  Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.
E abriram-se-lhes os olhos. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: Acautelai-vos de que ninguém o saiba.
Marcos 5:42, 43  Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.

8. Quanto doar?

Marcos 12:41 ¶ Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias.
Marcos 12:42  Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.
Marcos 12:43  E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes.
Marcos 12:44  Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.

9. Como obter as bênçãos

1.        Bênção pela obediência:
A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; Deuteronômio 11:27
2.        Bênção pela santificação do Shabat: Is 56:6, 7  Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, 7  também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.
Is 58:13 ¶ Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, 14  então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.
Deuteronômio 32:13  Ele o fez cavalgar sobre os altos da terra, comer as messes do campo, chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira,
3.        Bênção pela fidelidade nos dízimos e ofertas:
 Malaquias 3:10  Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.
Obs.: Não adianta dar o dízimo em qualquer lugar e depois cobrar ao Eterno!

Postado por Roberto
Fonte: Estudo Israelita da Nova Aliança
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