terça-feira, 26 de julho de 2011

CERTEZA "wILLIAM MACDONALD"

Certeza

É possível uma pessoa saber que é salva e que vai para o céu?
Em resposta a esta pergunta, devemos primeiramente observar que, se a salvação fosse por meio das obras, tal certeza seria impossível. Uma pessoa nunca poderia estar completamente certa de ter realizado boas obras suficientes ou o tipo correto de boas obras. Além disso, se sua salvação dependesse da continuidade de uma vida perfeita, ela nunca poderia ter certeza de que continuaria a satisfazer esse requisito.

Aqueles que crêem que a salvação é dependente de seu caráter pessoal ou das boas obras invariavelmente traem esse fato através de sua fala. Você pergunta a um homem: “Você é salvo?” E é provável que ele responda: “Estou me esforçando para ser”. Em outras palavras, ele espera fazer o que for necessário para merecer a salvação, e não recebê-la como um presente.

Você pergunta a outro homem: “Você vai para o céu?” E ele responde: “Só vou saber quando eu morrer”. Ele tem a idéia de que Deus, naquela hora, vai pesar suas boas e más ações, e que seu destino dependerá de quais ações forem mais pesadas.

Você pergunta a um terceiro homem, e ele responde: “Espero que sim”. Ou “Acho que sim”. Ou ainda “Sou tão bom quanto os outros”. Todas estas respostas indicam que ele está tentando fazer por merecer a aprovação de Deus, mas nunca tem certeza de nada.
Entretanto, como a salvação é pela graça, é possível saber com total certeza quando se é salvo.

“Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência” (Rm 4.16a).
A única maneira através da qual Deus pôde planejar uma CERTEZA de salvação para a humanidade foi pela graça, mediante a fé.

Salvação pela graça significa que tudo depende de Deus e nada depende do homem. Quando tudo depende de Deus, não há possibilidade de fracasso.
Salvação pela graça significa que a vida eterna é um presente, é um dom. Uma pessoa sabe quando aceita um presente. Não há lugar para dúvidas.
A salvação pela graça baseia-se na obra consumada de Cristo. Como Ele completou Sua obra plenamente, o homem não precisa fazê-lo. O homem simplesmente aceita aquilo que Cristo fez por ele.
Como a salvação é pela graça, é possível saber com total certeza quando se é salvo.
Paulo sabia que era salvo. Ele disse: “Porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2 Tm 1.12) (ver Tito 3.5).

Os crentes de Éfeso sabiam que eram salvos, pois Paulo escreveu a eles: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8).
Na verdade, todos os crentes destinatários das cartas do Novo Testamento são mencionados como aqueles que já haviam sido salvos e que sabiam disso.
Aos que mantêm suas convicções de que a salvação está de certa forma ligada a boas obras, parece presunção quando um cristão diz que é salvo. De fato, se a salvação dependesse, mesmo que em um grau mínimo, do que o homem é ou do que faz, então seria mesmo uma indescritível presunção ele afirmar ter a vida eterna.

Mas, como a salvação é pela graça, não há nenhuma presunção envolvida nisso. Dwight L. Moody entendeu isso quando disse: “Não me envergonho de dizer que sou um homem convertido; não há nisso nenhum crédito a mim mesmo!”
Os que negam que se possa saber se é salvo, ou não, são os verdadeiros culpados de presunção. Eles têm a presunção de contradizer a Deus. Ele diz que é possível sabermos (1 Jo 5.13). Eles dizem que não. Portanto, eles chamam Deus de mentiroso (1 Jo 5.10).
Mas como, então, um cristão sabe que tem a vida eterna? Como ele pode ter certeza que é salvo?

A resposta na forma mais breve possível é que a certeza da salvação vem através da Palavra escrita de Deus.
Quando Deus planejou o Evangelho da graça, Ele queria que aqueles que confiassem em Seu Filho soubessem, sem sombra de dúvida, que haviam passado da morte para a vida. Como Ele poderia atingir esse objetivo da melhor maneira? Qual seria a coisa mais certa, no Universo, sobre a qual poderia ser baseada a certeza da salvação? 

O que proporciona mais certeza em todo o Universo é a própria Palavra de Deus. Ela diz uma coisa, então isso deve ser verdade. Não há possibilidade de erro, nem de falha, nem de engano. Os céus e a terra passarão, mas a Palavra de Deus nunca passará (Mc 13.31). Ela está firmada para sempre. Não há nenhuma possibilidade de engano quando se crê em Deus. É impossível nos decepcionarmos por confiar nEle.

Portanto, Deus determinou outorgar-nos a certeza por meio de Sua própria Palavra, a Bíblia. Nas Escrituras, Ele nos legou um testemunho garantindo de que todo aquele que crê no Nome do Filho de Deus tem a vida eterna.

“Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13).
Em outras palavras, a Bíblia foi escrita por Deus para que todos os que crêem em Cristo possam saber que são salvos.
Se você confia em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, então pode saber que tem a vida eterna. Como você pode saber? Porque Deus fala isso em Sua Palavra. Nada poderia haver mais certeza que isso.
A Bíblia foi escrita por Deus para que todos os que crêem em Cristo possam saber que são salvos.

O problema com muitas pessoas é que elas preferem depender de seus sentimentos para saber se são salvas. Elas acham que, quando confiam em Cristo, vão experimentar sentimentos misteriosos e emocionais. Elas acham que passará uma sensação de calor por seu corpo, como ondas. Elas esperam algo como impulsos elétricos que farão tocar os sininhos da alegria. Quando esses fenômenos não ocorrem, essas pobres pessoas concluem que não são salvas.

Elas deveriam entender que a Bíblia nunca fala sobre sentir-se salvo. Elas estão procurando algo que Deus nunca prometeu.
Elas deveriam entender que os sentimentos são um guia não confiável, do qual não podemos depender. Eles variam de uma hora para outra. A certeza da salvação baseada em um fundamento tão incerto não seria digna de ter tal nome.
Essas pessoas deveriam entender que, como disse o Dr. Scofield: “A justificação ocorre na mente de Deus e não no sistema nervoso do crente”. É um fato que fica estabelecido no céu e não um sentimento que é estimulado no corpo.

Logicamente, é verdade que sentimentos de alegria freqüentemente acompanham a conversão de uma pessoa. Quem não se sentiria feliz em saber que é salvo? Mas o fato é que sentimentos de felicidade não nos asseguram que somos salvos. Pelo contrário, é o conhecimento de que estamos salvos, baseados na imutável Palavra de Deus, que nos faz sentir alegria.r

O ladrão na hora da morte não soube que estava salvo por causa de seus sentimentos de felicidade. O corpo dele estava destruído pela dor. Ele soube que estava salvo porque ouviu Cristo dizer: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Em outras palavras, ele baseou sua certeza na Palavra do Senhor.

A única diferença dos cristãos de hoje é que eles não ouvem a voz de Deus de modo audível; em nossa época Deus nos dá a certeza por meio de Sua Palavra escrita, a Bíblia.
Logicamente, a Palavra de Deus não é o único meio de termos certeza. À medida que crescemos na vida cristã, vamos obtendo a certeza através:
  1. Amor por nossos irmãos em Cristo (1 Jo 3.14).
  2. Um novo ódio pelo pecado (Mt 6.13).
  3. Um novo amor pela santidade (1 Jo 2.3).
  4. Uma sede pela Palavra de Deus (1 Pe 2.2).
  5. Uma consciência da direção de Deus, etc. (Rm 8.14).
No momento em que confiamos no Senhor Jesus, podemos saber que estamos salvos porque é isso que a Bíblia nos diz.

(William MacDonald - http://www.chamada.com.br)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O MIAS IMPOTANTE É ISRAEL

O Mais "Importante" é Israel

Minha filha mais nova acaba de concluir seu segundo ano de faculdade numa universidade secular (N. do T.: nos EUA há universidades cuja orientação educacional é cristã, daí a diferenciação pelo uso do termo “secular”). No intuito de cultuar a Deus com outros irmãos, ela levou quase dois anos inteiros para encontrar uma igreja que não se considere “o novo Israel” e que não creia que Deus rejeitou definitivamente o povo judeu.

Enquanto preparávamos uma edição da nossa revista, um amigo me deu um sábio conselho em poucas palavras: “Cuide para que o mais importante seja, de fato, o mais importante”. O mais importante não é o número de dispensações bíblicas, nem é a enorme quantidade de diferenças que poderíamos alistar entre a Teologia Aliancista (ou Teologia da Substituição) e a Teologia Dispensacionalista. A “coisa mais importante” é aquilo que minha filha priorizou quando visitava várias igrejas e solicitava a declaração de fé de cada uma delas. O “mais importante” é Israel.

Quando eu era uma crente recém-convertida a Cristo, passava muitas horas ouvindo pregações pelo rádio. Felizmente, havia em nossa região uma excelente emissora de rádio evangélica dirigida por um dedicado crente em Cristo, que era criterioso com a programação que permitia ir ao ar. Certa ocasião eu ouvia um famoso pastor presbiteriano que começava uma série de pregações no livro de Isaías.

Ele introduziu sua pregação com a seguinte história: há muitos anos, quando ainda era um jovem pastor que acabara de se formar no seminário, ele cria que todas as maravilhosas promessas que Deus fizera a Israel no Antigo Testamento agora se destinavam à Igreja. A oportunidade de Israel tinha chegado e fora desperdiçada. A nação de Israel pecara, perdera sua terra e fora substituída pela Igreja – esta que passou a ser o novo povo escolhido por Deus (uma peculiaridade interessante desse ponto de vista é a de que as pessoas que o adotam ainda consentem que o genuíno povo de Israel fique com todas as maldições prometidas por Deus, enquanto a Igreja fica com todas as bênçãos).
Desde o momento em que Deus a estabeleceu no livro de Gênesis e a reafirmou ao longo de todo o Antigo Testamento, a Aliança Abraâmica – que inclui a provisão da terra e todas as outras promessas – é infalível.

Entretanto, a esposa daquele jovem pastor interpretava a Bíblia de modo um pouco mais literal. Ela cria que a partir do momento em que Deus fazia uma promessa, Ele a cumpria. Então, aquele pastor contou que sua esposa orava todos os dias para que ele chegasse a uma compreensão melhor e mais exata da Palavra de Deus.

Um dia ele decidiu estudar o livro de Isaías com toda seriedade e afinco. Extasiado pelas grandiosas promessas que Deus fizera a Israel, ele começou a analisar sua perspectiva de Deus. Que Deus era aquele a quem ele servia, que fizera promessas tão maravilhosas como essas para, depois, anulá-las e concedê-las a outros?

Por fim, ele chegou à conclusão de que tinha de tomar uma decisão acerca de Deus. Ou Deus era: (1) incapaz de cumprir as promessas que fez a Israel; ou (2) Ele era um mentiroso que nunca teve a intenção de cumprir as promessas que fez a Israel; ou (3) Ele ainda estava para cumprir as promessas que fez a Israel. Aquele pastor optou pela terceira e última alternativa.
À medida que a sociedade ao nosso redor se deteriora e o lobby muçulmano se torna mais forte a cada dia, tanto nos Estados Unidos quanto no Ocidente, o mundo – inclusive grande parte da “cristandade” – quer nos fazer acreditar que o território no qual está situada a nação de Israel é de quem dele se apoderar ou que ele pertence aos árabes por direito. Contudo, o mais importante continua a ser o mais importante. Israel não é a Igreja e a Igreja não é Israel.

A verdade é que Deus confiou a Abraão e seus descendentes naturais a terra de Canaã, mediante uma aliança incondicional que nunca foi ab-rogada ou abolida. Muitas pessoas confundem a Aliança Mosaica – que exigia a obediência de Israel – com a Aliança Abraâmica, que não estava condicionada à obediência. Pelo fato de não obedecerem à Aliança Mosaica, os israelitas foram privados das bênçãos temporais de que poderiam desfrutar e sofreram o castigo de serem expulsos temporariamente de sua terra. Porém eles ainda possuem a Escritura de posse daquela terra que Deus lhes outorgou por herança.

A Nova Aliança – que também foi firmada por Deus com Israel em Jeremias 31 – substitui a Aliança Mosaica, mas não substitui a Aliança Abraâmica. Desde o momento em que Deus a estabeleceu no livro de Gênesis e a reafirmou ao longo de todo o Antigo Testamento, a Aliança Abraâmica – que inclui a provisão da terra e todas as outras promessas – é infalível.
À medida que a sociedade ao nosso redor se deteriora e o lobby muçulmano se torna mais forte a cada dia, tanto nos Estados Unidos quanto no Ocidente, o mundo – inclusive grande parte da “cristandade” – quer nos fazer acreditar que o território no qual está situada a nação de Israel é de quem dele se apoderar ou que ele pertence aos árabes por direito.

O Deus a quem sirvo não é impotente. Não é à toa que Ele se chama o Deus Todo-Poderoso. Se Ele foi capaz de criar o mundo em seis dias, se foi capaz de abrir o mar Vermelho para que um povo de 2 milhões e meio de pessoas o atravessasse do Egito para Canaã a pés enxutos levando seus rebanhos, se foi capaz de fazer cair do céu o maná durante 40 anos para alimentar Seu povo a quem Ele guiava por meio de uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite, então Ele certamente é capaz de trazer Israel de volta para Si numa genuína conversão espiritual e abençoar fisicamente o povo judeu com a terra que lhes prometeu.

A Aliança Abraâmica não se baseou na obediência de Israel, mas no amor leal de Deus, como está escrito: “Porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois deles” (Dt 4.37). Moisés fez a seguinte declaração aos israelitas:

“Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais...” (Dt 7.7-8; ênfase acrescentada).
Moisés os advertiu de que se eles abandonassem o Senhor Deus, seriam espalhados por entre as nações e perseguidos (Lv 26.14-39; Dt 28.15-68). 

Mas ainda assim, o Senhor afirmou: “...se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem eles por bem o castigo da sua iniqüidade, então, me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da minha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei” (Lv 26.41-42). Por quê? Porque Deus confiou aquela terra ao povo de Israel “para todo o sempre” (Dt 4.40).

A que espécie de Deus você serve? Se foi enxertado na família da fé através da Nova Aliança, você se tornou um descendente espiritual de Abraão, não um descendente natural. Se Deus não for fiel em cumprir as promessas que fez a Israel, como é que você pode estar certo de que Ele será fiel em cumprir as promessas que fez a você? À semelhança da Aliança Abraâmica, a Nova Aliança é incondicional. Não se baseia na sua ininterrupta obediência; baseia-se no amor leal de Deus por você (Jo 3.16; Rm 5.8). 

Felizmente para todos nós, “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19). Por isso Ele “cumprirá” a Aliança Abraâmica, a “aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel, por aliança perpétua, dizendo: Dar-vos-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança” (1 Cr 16.16-18; Sl 105.9-11).
“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr 32.38-39).

Além disso, Ele também cumprirá a Nova Aliança que fez com Israel, de livrar fisicamente a nação inteira e regenerá-la espiritualmente num único dia (Zc 12.10; Rm 11.26). Em seguida, Ele cumprirá a Aliança Davídica ao fazer com que Jesus, o Messias, o Filho de Davi, se assente no trono de Davi para reinar sobre todo o Reino Messiânico, primeiramente por mil anos e, então, para todo o sempre (2 Sm 7.12,16; Is 9.7; Ap 20.4,6).

Não se deixe enganar por filosofias de homens que “interpretam” aquilo que Deus diz de modo a fazer com que o sentido do que foi dito por Deus seja completamente oposto ao que está escrito em Sua Palavra. “Cuide para que o mais importante seja, de fato, o mais importante”. Israel e a Igreja não são a mesma coisa. O amor incondicional do Deus todo-poderoso por ambos, Israel e a Igreja, é que continua a ser o mesmo.

A passagem bíblica a seguir foi proferida e escrita pelo profeta Jeremias ao povo judeu, os descendentes naturais de Abraão, Isaque e Jacó. Se o Deus a quem você serve é onipotente, fiel e verdadeiro, tal passagem não pode se aplicar a nenhum outro que não seja exclusivamente o Israel nacional:

“Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem seguramente. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem; plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma. Porque assim diz o Senhor: Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jr 32.37-42).  

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, maio de 2008.

Revista mensal com artigos sobre Israel, profecias bíblicas, e notícias internacionais comentadas. Entenda como o que ocorre no Oriente Médio afeta sua vida e o futuro de todos nós. Assine aqui »

terça-feira, 5 de julho de 2011

A AGONIA DOS GRANDES ESTADOS UNIDOS

A Agonia dos Grandes Estados Unidos
A América não é mencionada nenhuma vez na Bíblia, sugerindo que será de alguma forma mutilada ou retirada do cenário (Glenn Beck, abril de 2009).

Uma questão importante na profecia bíblica é: onde estão os Estados Unidos no final dos tempos? Já me fizeram essa pergunta tantas vezes que decidi escrever um livro para abordar todas as questões relacionadas com os EUA na profecia bíblica. O livro se chama The Late Great United States: What Bible Prophecy Reveals about America’s Last Days (A Agonia dos Grandes Estados Unidos: o Que a Profecia Bíblica Revela Sobre os Últimos Dias da América).

A tese do livro é que a América não é mencionada na Bíblia, seja direta ou indiretamente, e que esse silêncio é significativo. As Escrituras revelam que a principal superpotência no final dos tempos, pelo menos na época do meio da Tribulação, será um Império Romano reunificado (Apocalipse 13.4). Essa dominação européia apenas pode ser explicada à luz do declínio da América.

John Walvoord não vê um papel importante para os EUA no final dos tempos. “Embora as conclusões relativas ao papel da América na profecia do final dos tempos sejam inevitavelmente baseadas em suposições, as evidências bíblicas são suficientes para se concluir que naqueles dias os EUA não serão uma superpotência e aparentemente não figurarão com proeminência nos aspectos político, econômico ou religiosos do mundo”.[1] Charles Ryrie concorda:

A Bíblia deixa bem claro o destino de muitas nações. A Babilônia, a Pérsia, a Grécia, Roma, o Egito, a Rússia, Israel... Mas não acontece o mesmo com os Estados Unidos. (...) O silêncio da Bíblia no que se relaciona ao futuro dos Estados Unidos pode muito bem significar que eles não terão nenhum papel de relevo no drama do final dos tempos. Não é necessário que o nome de uma nação seja mencionado para que ela seja identificada na profecia bíblica. 

Quando Ezequiel descreveu a futura invasão russa, ele usou a frase “das bandas do norte” (Ez 38.15). Certamente algum profeta teria predito algo sobre aqueles países ou povos nas partes longínquas do Ocidente se Deus tivesse pretendido um papel importante para eles no Hemisfério Ocidental no final dos tempos. O fato é que nenhum profeta o fez...

Em vez disso, somos levados a concluir que os Estados Unidos serão neutralizados, subordinados ou eliminados, tendo assim uma atuação pequena ou nenhuma atuação nos assuntos políticos e militares do final dos tempos.[2]

Para falar a verdade, eu não quero ver a decadência dos Estados Unidos. Amo este país; contudo, parece-me improvável que os Estados Unidos terão um papel-chave no final dos tempos. Mas, o que poderia reduzir a América a um papel subalterno? Que tipo de acontecimento poderia fazer com que a América caísse de joelhos? Embora não possamos falar com certeza sobre isso, uma vez que a Bíblia não oferece esclarecimentos a respeito, podemos fazer algumas suposições baseadas em um certo conhecimento. 

Vários cenários plausíveis se encaixam na atual situação mundial. Eles poderiam ocorrer individualmente ou em uma combinação fatal. No último ano temos testemunhado grandes transformações em três frentes que ameaçam a continuação do papel da América como a superpotência mundial. Essas três frentes são a condição moral interna dos EUA, a ameaça externa por meio do terrorismo nuclear, e o perigo econômico de um papel cada vez mais reduzido para a América e para o dólar. Vejamos de modo resumido alguns dados atualizados sobre essas áreas. Sinto dizer que a notícia não é boa.

Combustão Interna

Robert Bork, em seu livro Slouching Towards Gomorrah (Despencando em Direção a Gomorra) diz: “A cultura americana é complexa e se recupera com facilidade. Mas também não se deve negar que há muitos aspectos de quase todos os ramos de nossa cultura que estão piores do que jamais estiveram e que a podridão está se alastrando”. É triste, mas é verdade. O desastre nacional de quase 50% de nascimentos de filhos ilegítimos, uma indústria de pornografia de 12 bilhões de dólares ao ano, e 50 milhões de abortos desde 1973 são flagelos terríveis no cenário nacional americano.

Além disso, o movimento homossexual continua a impulsionar suas ações, confirmando tragicamente a descida cada vez mais intensa para dentro da espiral mortal do julgamento descrito em Romanos 1.24-31. O casamento homossexual foi legalizado em Massachusetts e em Connecticut já há algum tempo, e outros estados o estão legalizando agora. A Suprema Corte de Iowa anulou a proibição legal do casamento gay em abril de 2009. Casamentos de pessoas do mesmo sexo foram legalizados em Iowa em 27 de abril de 2009.

Vermont, que permite uniões civis de gays e lésbicas há dez anos, tornou-se o primeiro estado a aprovar uma lei sancionando casamentos de pessoas do mesmo sexo. A assembléia legislativa do estado reuniu votos suficientes para suplantar o veto do governador. Casamentos entre pessoas do mesmo sexo serão legalizados naquele estado a partir de 1º de setembro de 2009. Maine também aprovou casamentos de pessoas do mesmo sexo. 

Outros estados estão considerando uma legislação semelhante à medida que os dominós continuam a cair. A revolução sexual de Romanos 1.24-25 foi seguida com uma rapidez chocante pela revolução homossexual de Romanos 1.26-27.

A ridicularização e o escarnecimento da miss Califórnia no concurso Miss Estados Unidos e a legislação federal para crimes de ódio são outros dois exemplos da corrida acelerada para silenciar qualquer fala ou ação oposta à homossexualidade e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A América está sofrendo de uma hemorragia interna. Bárbaros e vândalos da podridão moral estão avançando sobre nós.

A Frente Nuclear

A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.


O Paquistão está em perigo crescente de tornar-se o Talibanistão. A região Noroeste do país já poderia ser descrita como um “pequeno” Talibanistão. Há um medo real e crescente de que o governo instável do Paquistão possa estar correndo o risco de se render ao Taliban. 

O dailymail.co.uk informou que “o Paquistão chegou à beira de um colapso, quando os guerrilheiros do Taliban ameaçaram devastar aquele volátil país”. O LA Times (8 de maio de 2009) publicou um artigo intitulado “O Paquistão no Precipício?”

O general David Petraeus, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, admoesta que o Taliban representa uma ameaça “contra a própria existência do estado paquistanês”. A prioridade número um dos Estados Unidos é salvaguardar o arsenal nuclear de Islamabad. 

O arsenal nuclear do Paquistão totaliza pelo menos 55 ogivas nucleares. Permitir que essas armas caiam nas mãos do Taliban não é uma opção. Além da ameaça do Paquistão, a Coreia do Norte continua a insultar o mundo com seu programa nuclear, e o Irã está próximo de cruzar a linha de chegada nuclear. A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.

É a Economia, Estúpido!

Thomas Macauley, um parlamentar britânico, escreveu em 1857 estas palavras sensatas sobre os Estados Unidos: “Sua República será tão terrivelmente despojada e devastada pelos bárbaros do Século XX quanto foi o Império Romano no Século V, com a seguinte diferença – os bárbaros e os vândalos que assolaram o Império Romano vieram de fora, e os seus bárbaros e vândalos estarão engendrados em seu próprio país”. Tragicamente, estamos testemunhando isso hoje, tanto na frente moral quanto na econômica.

O tsunami econômico está sendo alavancado pelos poderosos líderes mundiais como uma oportunidade incrível de mover drasticamente o mundo em direção a uma economia global e a uma moeda mundial. A recente reunião do G20 em Londres, denominada “A Cúpula de Londres 2009”, confirmou essa virada brusca para a esquerda, para longe da proeminência americana e em direção à globalização. Em 6 de abril de 2009, a revista Time publicou o artigo “Será que o Todo-Poderoso Dólar Está Arruinado?”, uma crônica sobre o consenso cada vez maior de que o sistema de reserva do dólar está com os dias contados. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que os dias da primazia dos Estados Unidos acabaram e que “problemas globais requerem soluções globais”. A reunião do G20 é a onda do futuro. Ela tem sido chamada de “o arquétipo das futuras negociações globais”.

“É a passagem de uma era”, disse Robert Hormats, vice-presidente da Goldman Sachs International, que ajudou a preparar as reuniões de cúpula dos presidentes Gerald R. Ford, Jimmy Carter e Ronald Reagan. “Os Estados Unidos estão se tornando menos dominantes enquanto que outras nações estão se tornando mais influentes”.[3]
O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando.


O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. 

O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando. Os números no infame relógio de débito da América, próximo à Times Square em Nova Iorque, têm dado tantas voltas quanto os ponteiros do medidor de energia elétrica de Clark Griswold [personagem fictício da comédia Férias em Las Vegas, estrelado por Chevy Chase]. As principais instituições financeiras foram nacionalizadas. Muitos observaram que a América está a caminho do socialismo.

A matéria de capa que chamou a atenção na revista Newsweek de 16 de fevereiro de 2009 foi: “Agora Somos Todos Socialistas”. Aquela mesma edição da Newsweek publicou um artigo intitulado “O Governo Onipresente Está de Volta – Com Toda a Força”, que destaca o fato de que mais e mais americanos estão esperando que o governo lhes dê suporte financeiro. Direitos que vão do berço à sepultura levaram ao que está sendo apelidado de “um estado-babá”. As palavras de Thomas Jefferson são um severo lembrete e uma admoestação: “Um governo que é grande o suficiente para dar a você tudo o que você quer, é forte o suficiente para tomar de você tudo o que você tem”. De acordo com a Bíblia, esse é exatamente o lugar para onde tudo finalmente rumará sob o poder do Anticristo.

A recessão nos Estados Unidos está tendo um efeito devastador sobre as conquistas sociais. Em 2008, o débito dos Estados Unidos era de 41% da economia; em 2010 será de 62% da economia – um aumento de 50% em apenas dois anos. Esse tipo de endividamento é insustentável. O Sistema de Saúde já está pagando mais que recebendo. Isso começou a acontecer pela primeira vez no ano passado. 

O fundo de reserva instituído para atender ao Sistema de Saúde ficará insolvente em 2017. A Seguridade Social estará pagando mais do que recebendo em 2016 e estará falida em 2037. A revista Time (24 de março de 2008) pode estar certa: “O século XXI subverterá muitos dos nossos pressupostos básicos sobre a vida econômica. O século XX viu o final da dominação européia sobre a política e a economia globais. O século XXI verá o fim da dominação americana”.

O Fim da América

Acrescente o Arrebatamento a todos estes problemas e a América se tornará uma nação de segunda categoria em um piscar de olhos. O Arrebatamento mudará tudo! Embora haja crentes em todas as nações, os EUA possuem uma porcentagem maior de crentes do que qualquer outra nação na terra. Pense no Dow Jones no dia seguinte ao Arrebatamento. Na falência dos bancos. A retirada imediata do sal e da luz dos Estados Unidos pode ser o julgamento final de Deus sobre a América.

O Que Podemos Fazer?

Ninguém sobre a terra sabe quando o Arrebatamento irá acontecer e quando a América cairá. Nesse ínterim, os americanos não devem esquecer de seguir a política doméstica de Deus para a sua nação, através da oração sincera por ela e pelos seus líderes (1 Timóteo 2.2) e de uma vida de retidão (Provérbios 14.34); lembrando-se também de cumprir com a política de Deus para os estrangeiros, através do compartilhamento das boas novas com as nações (Romanos 10.15) e abençoando o povo judeu (Gn 12.1-3). 

Devemos nos lembrar que o destino de uma nação não depende em último caso da política, dos poderes militares, mas da justiça, da bondade e da misericórdia.  

(Pre-Trib Perspectives - Mark Hitchcock - http://www.chamada.com.br)
O Dr. Mark Hitchcock é pastor da Faith Bible Church (Igreja Bíblica da Fé) em Edmond, OK (EUA). Ele é autor de diversos livros sobre as profecias bíblicas e membro do Grupo de Estudos Pre-Tribulacionistas.
Notas:
  1. John F. Walvoord, The Nations in Prophecy (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1967), 175.
  2. Charles C. Ryrie, The Best is Yet to Come (Chicago: Moody, 1981), 109-110.
  3. Rich Miller and Simon Kennedy, “G-20 Shapes New World Order With Lesser Role for U.S”., Markets Bloomberg (April 3, 2009). Fonte: apaz.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DESMASCARANDO UM MITO SOBRE JERUSALÉM COMO CAPITAL DA PALESTINA

Desmascarando um mito sobre Jerusalém como capital da Palestina

Quando se fala aos israelenses que apóiam uma capital palestina em Jerusalém, eles invariavelmente explicam seu apoio nos seguintes termos: na parte oriental de Jerusalém vivem muitos árabes. Normalmente essas pessoas não estão conscientes de que, quando os palestinos falam em ocupar Jerusalém, eles não estão se limitando a algumas áreas afastadas – eles querem dizer a Cidade Velha. Sim, isso inclui o monte do Templo.

Recentemente, o presidente da Autoridade Palestina (AP) descartou claramente a noção de que eles estariam satisfeitos tendo somente uma presença em Jerusalém. O senhor Abbas, um homem que nega que Jerusalém foi a capital do povo judeu na Antigüidade, disse: “A liderança palestina mantém sua posição de que o bairro Armênio é parte integrante de Jerusalém Oriental, a capital do Estado independente da Palestina”.

Abbas falou em uma reunião com cristãos, na qual comprometeu-se a ajudar a melhorar a Igreja da Natividade em Belém e disse que a AP faria mais para salvar e preservar os árabes cristãos.
Em Belém, a antiga comunidade cristã vem definhando até ao ponto em que provavelmente desaparecerá em um futuro próximo. Na foto: a Igreja da natividade.

O fato é que, sob o governo muçulmano, os árabes cristãos estão se tornando um grupo extinto. Na AP e em todo o mundo árabe, os cristãos se tornaram alvos de ataques mortais por parte dos islamitas. Em Belém, a antiga comunidade cristã vem definhando até ao ponto em que provavelmente desaparecerá em um futuro próximo. Quando os palestinos tomaram o controle completo da cidade, um cristão palestino, cuja família havia morado em Belém desde tempos antigos, disse que os muçulmanos tornam impossível a vida dos não-muçulmanos sob o governo deles.

Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa do Instituto Hudson, criticou recentemente o governo Obama por fracassar em dar assistência aos cristãos que estão sob ataque em terras muçulmanas. A senhora Shea disse que, à luz da recente onda de violência contra os cristãos, “a falta de respostas políticas que vão além de enviar condolências a cada vez que uma igreja ou cristãos são alvejados em algum ato horrível de violência, como aconteceu no Egito, no Iraque, na Nigéria, etc., é absolutamente chocante”. Nina Shea disse à FoxNews.com: “Isso deveria ser visto não apenas como uma questão humanitária, mas como uma questão de segurança”. 

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, maio de 2011.

JERUSALÉM PROVA DA FIDELIDADE DE DEUS

Jerusalém, Prova da Fidelidade de Deus

Mesmo quando não percebemos, os olhos de Deus sempre velam sobre nós. Isso também é válido para o povo de Sua Aliança, Israel. Um evento do tempo de Esdras sublinha esse fato. Tanto naquela época quanto hoje, Jerusalém foi e é uma prova da fidelidade de Deus!

Israel está ininterruptamente na boca de todos

Não porque as cidades israelenses são bombardeadas por mísseis do Hamas, mas porque, vez por outra, Israel revida, fazendo uso de seu direito de auto-defesa. Mas assim que Israel se defende, o mundo grita e xinga, sendo as Nações Unidas (ONU) e a União Européia (UE) os mais apressados em fazê-lo.

É evidente que cada vítima é uma vítima demais, seja do lado israelense ou do lado palestino. Mas o que mais preocupa a nós, cristãos amigos de Israel, é a profunda hipocrisia manifestada pelo mundo inteiro. Quando as vítimas são dos inimigos de Israel, um clamor enche a mídia. Mas quando morrem pessoas inocentes em Israel, impera o silêncio.

Israel, porém, continuará sendo o povo da Aliança divina. Isso significa que Ele mesmo, o Deus de Israel, vela por Seu povo. Não estamos dizendo que Israel é santo; mas testificamos que existe um Deus Santo que cumpre Sua Palavra! Por essa razão é que, ainda hoje, o Senhor cumpre o que disse e vela por Seu povo, como tem feito desde os tempos antigos. Sim, Jerusalém foi – e é continuamente – uma prova da fidelidade divina! Vamos, agora, analisar um dos fatos que evidenciam a fidelidade de Deus.

Oposição à edificação do Templo

Esdras 4 fala dos judeus que tinham retornado da Babilônia e estavam trabalhando na reconstrução do Templo. Infelizmente, esse trabalho logo passou a ser duramente combatido por opositores declarados: “Ouvindo os adversários de Judá e Benjamim que os que voltaram do cativeiro edificavam o Templo ao Senhor, Deus de Israel, chegaram...” (Ed 4.1-2). Qual foi a estratégia dos antagonistas daquela época? Eles se infiltraram no meio dos judeus que edificavam: “...e lhes disseram: Deixai-nos edificar convosco...” (Ed 4.2). Mas logo “alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano...” (Ed 4.5). 

Além disso, os oponentes escreveram três cartas difamatórias. E por meio de uma dessas cartas o trabalho de edificação da Casa do Senhor acabou sendo paralisado: “Cessou, pois, a obra da Casa de Deus, a qual estava em Jerusalém; e isso até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia” (Ed 4.24). É assim que termina o triste capítulo 4 do Livro de Esdras.

Deus mantém a supremacia

Israel é e continuará sendo a menina dos olhos de Deus. Quem toca nessa menina dos olhos terá de se acertar com o Deus Todo-Poderoso!

Se compararmos o último versículo do capítulo 4 com Esdras 5.5, vemos uma enorme diferença: “Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar”. Como se explica isso? É bem simples: nesse intermédio havia acontecido algo muito importante: “Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo espírito estava com eles” (Ed 5.1). O próprio Deus, o Senhor, mostrou que era Ele quem detinha todo o poder, apesar das aparentes vitórias dos inimigos.

O Senhor começa uma obra e sempre a termina, mesmo que todo o poder do inferno se levante em oposição. Justamente por isso, Jerusalém é até hoje uma prova da fidelidade divina. Quantas vezes já se tentou acabar com Jerusalém? Mas o Senhor velou e vela pessoalmente até aos dias de hoje sobre Sua cidade. Assim foi no tempo de Esdras: Deus mesmo velou para que a cidade – e especialmente o Templo – fossem reconstruídos.

A forma negativa com que termina Esdras 4 contrasta fortemente com o início do capítulo 5. É animador ver o Senhor interferindo: Ele o fez depois que um grande desânimo tomara conta dos judeus que edificavam, como está descrito em Esdras 4.24. Deus tem tudo sob Seu controle até nos mínimos detalhes! Gostaria que meus leitores se concientizassem dessa verdade de uma vez por todas: Deus nunca chega tarde! Ele não chega atrasado para Israel, nem para nós. 

O momento que Ele escolhe para vir e ajudar em alguma causa é sempre o momento certo, o melhor momento. Na verdade, Ele nem precisa vir, pois sempre está presente, ainda que, às vezes, não percebamos Sua presença na nossa vida. Preste mais atenção no que diz Esdras 5.1: “...em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles”. A presença de Deus era fato consumado; Deus não precisava aparecer para poder ajudar. Ele estava ali, Ele sempre esteve ali!

Deus detém a visão do todo

Na Nova Versão Internacional (NVI) lemos em Esdras 5.1: “...em nome do Deus de Israel, que estava sobre eles”. Isso nos lembra do relato da Criação. Em Gênesis 1.2 está escrito: “A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”. 

Do que se trata aqui? O caos imperava literalmente, havia uma confusão completa sobre a face da terra. Essa passagem não se assemelha curiosamente a Esdras 5.1? Apesar da desordem que reinava antes da Criação, Deus detinha o controle total da situação, pois o Seu Espírito pairava sobre as águas. 1 Coríntios 14.33 diz: “Porque Deus não é de confusão, e sim de paz...” O Espírito de Deus pairando sobre o caos prova que o Senhor não tinha perdido o controle da situação, pelo contrário.

Encontramos exatamente o mesmo na história do livro de Esdras. A cidade do Grande Rei, a cidade do Senhor, não estava simplesmente abandonada naquela situação aparentemente sem saída. Os inimigos não podiam fazer ou deixar de fazer o que bem entendiam. Quando começou a angústia (em Esdras 4), quando surgiram em cena os oponentes, Deus estava lá. E quando foram escritas as cartas difamatórias, fazendo com que a edificação fosse totalmente paralisada, o Senhor tomava conhecimento minucioso de tudo. Ele não perdeu de vista nem um único detalhe, pois estava sobre todos, pairava “sobre eles” por meio do Seu Espírito.
Jesus não perdeu a visão do todo em sua vida. Por mais confusa e complicada que esteja sua situação, os olhos dEle repousam sobre você.

No momento certo o Senhor mostrou que estava lá quando enviou os profetas Ageu e Zacarias para encorajar os judeus desanimados. E que nova arrancada aconteceu então! Ela está descrita em Esdras 5.2: “Então, se dispuseram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, a qual está em Jerusalém; e, com eles, os referidos profetas de Deus, que os ajudavam”.

Longe ficaram toda a preocupação e o desalento! Eles agora construíam e edificavam, e a mão poderosa de seu Deus os protegia maravilhosamente de todos os ataques inimigos. Assim acontece até hoje. Israel é e continuará sendo a menina dos olhos de Deus. Quem toca nessa menina dos olhos terá de se acertar com o Deus Todo-Poderoso! Jerusalém é e continuará sendo uma prova da absoluta fidelidade divina.

O inimigo não descansa

“Nesse tempo, veio a eles Tatenai, o governador daquém do Eufrates, com Seter-Bozenai e os seus companheiros e assim lhes perguntaram: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa e restaurardes este muro? Perguntaram-lhes mais: E quais são os nomes dos homens que constroem este edifício?” (Ed 5.3-4). Em outras palavras, eles perguntaram: “Com que autorização vocês fazem isso? Quem deu ordens para edificar?”

Mas Deus cuida muito bem do Seu povo, e cumpriu-se de uma forma maravilhosa aquilo que Moisés já havia dito aos israelitas: “O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êx 14.14). Nada lemos acerca de uma resposta dos judeus; apenas está escrito de uma forma simples, mas cheia de expressividade: “Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar...” (Ed 5.5). Os olhos de Deus sobre os anciãos de Israel eram a absoluta segurança de que os judeus, sob sua liderança, poderiam continuar construindo; nada, nem ninguém, poderia impedi-los.

Os inimigos escreveram mais uma carta ao rei da Pérsia para barrar a reedificação do Templo. Mas essa carta foi um grande gol contra. Pois o rei Dario examinou a fundo o assunto e, pesquisando nos arquivos reais da Babilônia, deparou-se com a ordem escrita do rei Ciro autorizando a reedificação do Templo judeu. Essa ordem levou Dario a dirigir palavras severas aos oponentes dos judeus: “Agora, pois, Tatenai, governador dalém do Eufrates, Seter-Bozenai e seus companheiros, os afarsaquitas, que estais para além do rio, retirai-vos para longe dali. Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar” (Ed 6.6-7).

Assim Deus agiu em favor dos judeus em Jerusalém; e foi assim que Jerusalém mais uma vez tornou-se a prova da fidelidade divina. A todos os amigos de Israel, cujos corações estão tristes por causa das injustiças feitas ao povo de Deus, eu gostaria de dizer: não desanimem, pois o mesmo Deus que velava por Seu povo naquela época, ainda hoje vela por ele.

Deus tem um plano

Tudo que você tiver de enfrentar, passou antes diante dos olhos do Senhor. Ele, por assim dizer, está com você no mesmo barco.

Talvez alguém pergunte: Por que a ajuda do Senhor não aconteceu já em Esdras 4? É simples: porque ainda não era chegada a hora. Sempre podemos partir do princípio de que em tudo o que acontece neste mundo, nos grandes eventos globais ou nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia, Deus tem um plano. Não conhecemos Seus planos, e os entendemos menos ainda, mas é fato que Deus trabalha seguindo um plano pré-determinado.

Por isso, às vezes temos dias de lutas em nossa vida, e depois vêm dias de paz e tranqüilidade. Isso não significa que Deus seja o causador das nossas lutas recorrentes. Os responsáveis por elas são os nossos próprios pecados e o grande oponente de Deus, Satanás. No Éden, o Diabo destruiu a perfeita harmonia e a paz divina ao atrair os primeiros seres humanos para o pecado. Desde então, infelizmente, a luta impera neste nosso mundo.
Essa luta, porém, foi decidida definitivamente no Gólgota, quando Jesus Cristo morreu na cruz. Naquela hora Satanás foi derrotado. Apesar disso, o adversário vencido continua lutando: “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).

Deus, que detém todo o poder em Suas mãos, sabe dessas lutas e conta com elas no desenrolar de Seu plano que traçou para Israel, para o mundo e para você, pessoalmente. Quando vê que é chegada a hora, Ele interfere e nos concede alento e um fortalecimento tão grande como naquela época aos judeus em Esdras 5.5.

Será que, no momento, sua vida está completamente caótica? A inquietação e a preocupação caracterizam seu cotidiano? Você se sente muito longe de Deus, ouvindo nitidamente o rugido e o resfolegar do inimigo? Se a resposta é sim, eu gostaria de dizer-lhe hoje: Jesus vê a Sua vida inteira, vê cada detalhe, Ele não perdeu a visão do todo em sua vida. Por mais confusa e complicada que esteja sua situação, os olhos dEle repousam sobre você. Jesus prometeu antes de Sua ascensão: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20). Lembre dessas palavras, deixe-as calar fundo em seu coração. Jesus está dizendo: mesmo até o fim do mundo, os filhos de Deus serão protegidos. “Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no meio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam” (Sl 46.2-3).

Você sabia que os olhos do Senhor velam por você assim como velavam sobre os judeus que edificavam o Templo? E que eles continuam velando pelo Seu povo Israel até hoje? O Salmo 32.8 explica: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho”. O que mais poderíamos desejar?

Os olhos do Senhor penetram na mais negra escuridão e nada fica oculto diante dEle. Apocalipse 1.14 testemunha que os olhos de Deus são “como chamas de fogo”. As situações que já escaparam há muito do nosso controle estão completamente expostas diante do Senhor e sob o Seu domínio poderoso. Você crê nisso, de todo o coração? Talvez você diga que sente tão pouco da supremacia de Deus, que não percebe Jesus junto de si, que nada sente do poder de Jesus nem dos Seus olhos velando e dirigindo a sua vida.

Pergunto: será que os judeus que edificavam o Templo tinham uma percepção nítida da presença e do cuidado de Deus? Será que eles sentiam o olhar do Senhor pousado sobre eles? Penso que não (veja Ageu 1). Apesar disso Deus, o próprio Senhor, estava do lado de Sua cidade, apoiando, cuidando, zelando e velando, e fazendo de Jerusalém mais uma vez uma prova de Sua fidelidade.

Deus não é passivo

Os olhos do Senhor velam por Israel, como sempre velaram, porque Ele o prometeu! O Senhor velava por Sua cidade, Jerusalém, nos tempos de Esdras, mesmo que tudo parecesse o contrário.

Qual é a diferença entre Esdras 4 e 5 pela perspectiva humana, e qual é a diferença do ponto de vista divino? Pelo lado da visão humana, a diferença é enorme. Esdras 4 é um capítulo deprimente. Esdras 5 é um capítulo triunfal. Por que avaliamos esses capítulos dessa forma? Por que, na nossa perspectiva humana e superficial, em Esdras 4 Deus estava passivo, enquanto no capítulo 5 Ele se torna ativo e interfere nos fatos. Mas foi isso mesmo? Humanamente, sim, mas pela perspectiva divina, de forma alguma. Para Deus nem existe diferença entre Esdras 4 e Esdras 5! Pois o Senhor estava ativo o tempo todo (veja Ed 5.1). Deus não precisava aparecer para poder ajudar. Ele já estava ali, Ele sempre esteve presente.

Prezado leitor, se hoje você pensa que o Senhor tornou-se passivo em relação à sua vida, então preciso contradizê-lo com veemência. Pense nos discípulos quando entraram numa forte tormenta no lago de Genesaré: “E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança” (Mt 8.24-26).

Pergunto: Jesus estava no barco quando a tempestade começou, ou Ele não estava? Claro que estava lá. Mas Ele dormia. Isso deixou os discípulos tão agitados que se portaram como se Jesus nem estivesse ali. Aliás, Ele havia subido ao barco ainda antes deles: “Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram” (Mt 8.23). Tudo que você tiver de enfrentar, passou antes diante dos olhos do Senhor. Ele, por assim dizer, está com você no mesmo barco. Seus olhos repousam sobre sua vida em toda e qualquer circunstância. Seria uma grande honra para o Senhor se você confiasse nEle incondicionalmente, de modo especial nas horas em que é mais difícil confiar. Aos discípulos, Jesus teve de dizer: “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?” (Mt 8.26, NVI). Em outras palavras: “Por que tanta afobação, eu estou aqui com vocês!”

O Senhor está conosco nas situações mais difíceis – o tempo todo. E Ele também está presente com Seu povo, Ele está junto do Seu povo, agindo em seu favor. Os olhos do Senhor velam por Israel, como sempre velaram, porque Ele o prometeu! O Senhor velava por Sua cidade, Jerusalém, nos tempos de Esdras, mesmo que tudo parecesse o contrário. E o Deus de Israel está ainda hoje do lado de Seu sofrido povo de Israel, fazendo dele uma prova diária da fidelidade divina!

Confie no Senhor sem reservas! Entregue-se confiadamente a Ele, especialmente quando parece que tudo dá errado. Ele está com você e, com Sua presença, mais uma vez prova o quanto é fiel!

Muitas pessoas já experimentaram a grande mudança entre confiar e não confiar no Senhor, provando como é real o poder de Jesus!

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2011.

MITOS E FATOS SOBRE A FLOTILHA RUMO A GAZA

Mitos e Fatos sobre a flotilha rumo a Gaza

MITO: O bloqueio naval a Gaza é ilegal.

FATO: O bloqueio é absolutamente legal do ponto de vista das convenções internacionais. Elas permitem que um país intercepte e vistorie embarcações rumo a outro país com qual esteja em guerra, a fim de certificar-se de que não transportam armas ao inimigo.
Apesar de Gaza não ser um Estado formalmente estabelecido, desde que assumiu (à força) o governo do território em 2007 o Hamas iniciou uma guerra de fato contra Israel, através de intenso bombardeio a alvos civis israelenses.

Nessa situação, as regras para um conflito armado valem plenamente. Sob a Lei internacional, o bloqueio marítimo é reconhecido como ferramenta legítima e Israel pode controlar o tráfego naval em direção a Gaza mesmo em águas internacionais.
MITO: O fim do bloqueio naval a Gaza não traria riscos à segurança de Israel.

FATO: Se os mísseis produzidos domesticamente em Gaza já conseguem levar pânico às comunidades israelenses próximas à fronteira, pode-se imaginar o que aconteceria se o Hamas tivesse acesso a armas de maior alcance e poder de destruição.
Em 3 de junho de 2002, por exemplo, a marinha israelense capturou o navio Karine A, que estava levando do Irã a Gaza 50 toneladas de armas avançadas. Em março de 2011, mais 50 toneladas de armamento pesado foram encontradas no navio Victoria, interceptado pela marinha de Israel quando se aproximava de Gaza.

MITO: É preciso furar o bloqueio naval a Gaza, pois o território está isolado do resto do mundo.

FATO: Gaza faz fronteira com dois países: Israel e Egito. E, desde maio de 2011, a fronteira entre Gaza e Egito está aberta. Cidadãos e mercadorias podem circular livremente, desde que vistoriados pelas autoridades egípcias. O que o Hamas quer (e se vale da inocência ou conivência dos ativistas a bordo da flotilha para tal) é a chegada de armamentos sem qualquer controle, para que sejam utilizados contra a população civil de Israel.

MITO: Devido ao bloqueio, a população de Gaza sofre com a falta de remédios e gêneros de primeira necessidade.

FATO: Desde que Israel iniciou o bloqueio naval a Gaza, toda carga apreendida passa por verificação. Apenas armas e materiais que possam ser utilizados para fabricação de armamentos são confiscados. Todo resto é liberado e segue em caminhões rumo a Gaza.

Diversos jornalistas têm visitado Gaza recentemente e reportado a mesma situação: as lojas e supermercados estão repletos de mercadorias, não há qualquer falta de gêneros de primeira necessidade e os habitantes vivem uma rotina normal – apesar da ferrenha ditadura implementada pelo Hamas em 2007. (www.israelnaweb.com - http://www.beth-shalom.com.br)

CÉU OU ETERNIDADE

Céu e Eternidade

Thomas Ice e Timothy Demy
Há muito tempo atrás, em meio ao sofrimento e à morte, Jó perguntou: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" Séculos se passaram antes de haver a resposta certa e final dada por Jesus Cristo: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (João 11.25,26). Na véspera da Sua crucificação, Jesus disse aos Seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2,3).

O lugar de que Jesus falou é o céu. Ele é a esperança de todo aquele que nEle crê. Durante séculos, o céu foi retratado por artistas, poetas, autores e pregadores. Agostinho, Dante, John Milton, John Bunyan, C.S. Lewis e muitos outros escreveram sobre o céu e suas glórias. O céu é cantado em hinos, música erudita e popular. É mencionado em anedotas e sermões, hospitais e salas de aula. Quase todo mundo tem alguma vaga noção sobre o céu – algumas bíblicas, outras não. A promessa do céu tem dado esperança aos aflitos, conforto aos enlutados e reafirmação aos que enfrentam batalhas espirituais.

O céu é real. Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, é fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto à existência e ao propósito do céu. E já que o céu e o Estado Eterno são parte do plano de Deus para as eras, o céu e a profecia estão relacionados integralmente.

Às vezes, quando lemos o jornal, a notícia mais importante não está na primeira página nem nas manchetes, mas nos obituários. Se ainda não recebemos a notícia por amigos e parentes, é ali que ficamos sabendo da morte de amigos, vizinhos e conhecidos. Nessas poucas linhas e colunas somos lembrados de como a vida é transitória e a morte é certa. Quando pensamos na nossa própria morte ou na morte de um parente, a teologia fica bem pessoal.

O que acreditamos sobre vida e morte, bem e mal, céu e inferno é muito importante. C. S. Lewis escreveu sobre a importância do céu: "Se você ler a história, descobrirá que os crentes que mais realizaram neste mundo foram exatamente aqueles que pensavam mais no mundo por vir... É pelo fato dos crentes terem deixado de pensar no outro mundo que se tornaram ineficazes neste mundo". Na verdade isso se aplica a todos nós! Pensar sobre o céu é da maior importância, pessoal e teologicamente.

A escatologia é o estudo dos eventos e personalidades futuros, baseado na profecia da Bíblia. Todas as profecias bíblicas relativas ao futuro serão cumpridas conforme o plano e o cronograma de Deus. Isso está relacionado a qualquer pessoa que já viveu, vive agora, ou viverá. Os ensinamentos da Bíblia sobre o céu e o inferno estão relacionados ao que podemos denominar de escatologia "pessoal". O céu e o inferno são bem reais e pessoais – eles estão relacionados ao nosso futuro.

O pastor e escritor Dr. Steven J. Lawson escreveu sobre o céu:
Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza![1]
A Bíblia não nos diz tudo o que gostaríamos de saber sobre o céu, mas nos dá vislumbres do futuro para nos encorajar no presente.
O céu é um lugar real

Todo mundo vai para o céu?

Geralmente ouvimos a frase "todos os caminhos levam a Deus", o que implica que todas as religiões podem afirmar que têm a verdade, ou que toda a humanidade terá o mesmo fim. No cristianismo, alguns afirmam que todos receberão salvação. Mas essa posição de inclusivismo não está baseada na Bíblia e não foi a posição histórica da ortodoxia cristã. Passagens como Mateus 25.46, João 3.36, 2 Tessalonicenses 1.8-9 e várias outras ensinam claramente que nem todos serão salvos.[2]

Esse é, sem dúvida, um assunto difícil e emocional. Mas ele deve ser o fator de motivação para todo crente compartilhar sua fé. Ser salvo ou não ser salvo é um assunto muito importante, porque está em jogo a eternidade.

Como posso ter certeza de que irei para o céu?

O teólogo Dr. Carl F. H. Henry disse sobre a sociedade contemporânea e seus cidadãos: "A repressão intelectual a Deus e à Sua revelação precipitou a falência de uma civilização que rejeitou o céu para aninhar-se no inferno".[3] Essa afirmação ousada mas verdadeira pode ser um reflexo exato do nosso próprio estado espiritual.

Talvez você tenha chegado a esta última pergunta e ainda não tenha certeza de qual será seu destino eterno. Se este for o caso, esta é a pergunta mais importante para você, e nós o incentivamos a pensar a respeito cuidadosamente.

Nós gostaríamos que você soubesse, sem sombra de dúvidas, que pode ter a vida eterna por meio de Jesus Cristo. No Apocalipse, João faz um último apelo: "O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" (Apocalipse 22.17). O que significa esse convite?
Só um caminho 
A imagem é de um casamento. O noivo fez um convite à noiva. O noivo está disposto, mas a noiva também está? Da mesma forma, Deus preparou tudo – sem custo nenhum para você, mas a um alto preço para Ele – para que você possa entrar num relacionamento com Ele, que lhe dará vida eterna. Mais especificamente, o convite é feito para quem ouve e está com sede. 

"Sede" representa uma necessidade. Essa necessidade é o perdão do pecado. Portanto, você deve reconhecer que é um pecador aos olhos de Deus: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23). Deus é santo e, por isso, não pode ignorar o pecado de ninguém. Ele deve julgá-lo. Mas Deus, na Sua misericórdia, preparou um caminho pelo qual homens e mulheres pecadores podem receber Seu perdão.

O perdão foi comprado por Jesus Cristo por alto preço. Quando Ele veio à terra, há 2000 anos atrás, viveu uma vida perfeita, morreu na cruz em nosso lugar para pagar pelo nosso pecado e ressuscitou: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6.23). A Bíblia também diz: "Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15.3-4).

Para obter a salvação e a vida eterna que Jesus Cristo oferece, devemos individualmente confiar que o pagamento de Cristo por meio da Sua morte na cruz e da Sua ressurreição é a única maneira de recebermos o perdão dos nossos pecados, o restabelecimento de um relacionamento com Deus e a vida eterna. "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). É por isso que João convida quem tem sede a vir e começar um relacionamento com Deus por meio de Cristo.

Você está com sede? Você reconhece seu pecado perante Deus? Se a sua resposta é sim, venha para Cristo. Se você não reconhece sua necessidade de salvação, estará desperdiçando essa oportunidade. Por favor, não faça isso.
Você está com sede?
Quem tem sede e quer salvação pode expressar sua fé por meio da seguinte oração:
Senhor, eu sei que pequei e careço dos Teus caminhos perfeitos. Reconheço que meus pecados me separam de Ti e que mereço Teu julgamento. Eu creio que Tu enviaste Teu Filho, Jesus Cristo, à terra para morrer na cruz pelos meus pecados. Eu confio em Ti, Senhor Jesus Cristo, e no que Tu fizeste na cruz para pagar os meus pecados. Por favor, perdoa-me e dá-me a vida eterna. Amém.

Se fez essa oração com sinceridade, você é agora um filho de Deus e tem vida eterna. O céu será seu lar eterno. Bem-vindo à família de Deus! Como Seu filho, você vai querer desenvolver esse relacionamento maravilhoso aprendendo mais sobre Deus por meio do estudo da Bíblia. Você vai querer encontrar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, que encoraje a comunhão com outros crentes e promova a divulgação da mensagem do perdão de Deus para os outros.

Se você já é crente, nós o encorajamos a aprofundar seu relacionamento com Cristo. À medida que crescer, você vai querer viver para Ele à luz da Sua vinda. Você vai querer continuar a divulgar a mensagem do perdão que recebeu. Enquanto você vê Deus preparando o cenário para o drama dos eventos do fim dos tempos, você deve estar motivado a servi-lO ainda mais até que Jesus venha. Que seu coração se ocupe com Suas palavras:
"E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o ‘mega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas" (Apocalipse 22.12-14). 

(Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.ajesus.com.br)
Notas:
  1. Steven J. Lawson, Heaven Help Us! Truths About Eternity That Will Help You Live Today (Colorado Springs: Navpress, 1995), p. 16.
  2. Para um estudo completo desta questão, ver Ramesh P. Richard, The Population of Heaven (Chicago: Moody Press, 1994).
  3. Carl F. H. Henry, Twilight of a Great Civilization (Westchester, IL: Corssway Books, 1988), p. 143.