DEVE UM GENTIO CIRCUNCIDAR-SE? Gentio, que não tem nenhuma ascendência judaica, NÃO DEVE circuncidar-se, sob pena de negar a Yeshua (Jesus), a eficácia de Seu sangue e perder sua salvação. Somente judeus naturais e os que, realmente possuem tal ascendência, podem circuncidar-se, se o desejarem, mas, mesmo assim, nunca para fins de salvação. "Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará." (Gálatas 5:2) Os gentios convertidos, obedientes à Torah e unidos a Israel por meio do sangue do Messias, já estão circuncidados no coração e são reconhecidos, por sua obediência: ”Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão?” (Romanos 2:26, 27) ”E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas. É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide. A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus.” (1 Cor. 7:17-19) ”Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.” (Gálatas 6:15) Na Nova Aliança e no Mashiach todos são israelitas e circuncisos de coração: “ Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.” (Colossenses 3:11) "Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus." (Rm 2:28, 29). Shaul HaShaliach cincuncidou a Timóteo, para evitar conflito com nossos irmãos judeus naturais, mas Timóteo tinha origem judaica de sangue: "E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego,.. Paulo quis que este fosse com ele e, tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego." (Atos 16:1, 3) Já Tito, que não era judeu, Paulo não quis circuncidá-lo: Tito estava comigo, mas ele não foi obrigado a circuncidar-se, embora ele não seja judeu. Porém alguns tinham se juntado ao nosso grupo, fazendo de conta que eram irmãos na fé, e queriam circuncidá-lo..." (Gl 2:3, 4 BLH) Para o judeu natural, de sangue, a circuncisão tem um valor especial no elo com nosso pai Abraão, mas os gentios estabelecem este mesmo elo por meio do sangue de Yeshua, sendo circuncidados no coração. “Que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.” (Efésios 2:12-14). Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus." (Rm 3:1, 2) Portanto, se você não é judeu de sangue, não se circuncide! Confie na obra de Yeshua! Mas não fique em instituições protestantes, pois estas, infelizmente, mantém muitos vínculos com a religião papal. Una-se aos Israelitas da Nova Aliança convertendo-se ao único D-us de Israel. Postado por Roberto Fonte: Ensinamento Israelita da Nova Aliança Abraço |
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
DEVE UM GENTIOS CIRCUNCIDAR-SE?
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A PAIXÃO DE CRISTO
Os que defendem o filme louvam-no como uma das maiores chances para a evangelização em dois mil anos. Os adversários o consideram anti-semita, dizendo que incentivará o preconceito contra os judeus.
Jesus – a mesma atualidade de sempre
Mais uma vez fica evidente: após dois mil anos, a existência de Jesus, Sua morte na cruz e Sua ressurreição continuam causando o mesmo impacto. Esse fato eleva-O acima de todos os outros personagens que influenciaram a História. Enquanto o tema "Jesus" nunca perderá destaque, todas as outras questões que ocupam a humanidade desaparecerão na insignificância.
A questão da culpa
Uns atribuem aos judeus a culpa pela morte de Jesus, como se esse tivesse sido um crime "comum". Os judeus, por sua vez, acusam os cristãos de anti-semitismo consciente, e até mesmo os apóstolos de serem parcialmente antijudaicos. Realmente é verdade que os judeus foram violentamente perseguidos por causa da crucificação de Jesus. Acusados de serem "assassinos de Deus", muitos deles foram mortos por isso. Em meio a essas discussões, esquece-se facilmente o Plano perfeito de Deus para a humanidade.
A oração da Igreja primitiva em Jerusalém destaca o que importa: "verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes (edomita) e Pôncio Pilatos (romano), com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram" (Atos 4.27-28).
Tanto as nações (gentios) como os israelitas uniram-se na hora de decidir e executar a crucificação de Jesus – mas essa ação fazia parte essencial do Plano de Deus. Jesus tinha de morrer tanto por Israel como pelas nações, para ser o Redentor de todos. Após Sua ressurreição, o próprio Senhor disse aos discípulos no caminho de Emaús: "Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?" (Lucas 24.26).
Em sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro expressou-se de modo semelhante: "sendo este (Jesus) entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos" (Atos 2.23).
A morte de Jesus não foi o resultado de ações puramente humanas, pois fazia parte do Plano de Deus para a salvação da humanidade. Jesus é o "dom inefável" de Deus para nós (2 Coríntios 9.15). Ele realizou o desígnio de Deus para nossa salvação e o Pai celestial O entregou, como Cordeiro de Deus inocente, pela nossa culpa (veja João 1.29,36).
Naturalmente essa entrega aconteceu através das mãos de pessoas. A geração do povo judeu da época entregou Jesus aos gentios (romanos), para que Ele fosse crucificado. Os israelitas representaram o sacerdócio que ofereceu o Cordeiro para o sacrifício ("...a salvação vem dos judeus" – João 4.22), e Roma, a potência mundial, foi a instância executora.
Tanto os judeus como os gentios mataram Jesus. Entretanto, mais do que a geração que vivia na época, foram os pecados de todas as gerações, de todos os seres humanos de todas as épocas, que O mataram – pois Ele morreu pelos nossos pecados, trazendo-nos a redenção. Todos nós somos culpados: "Porque Deus a todos encerrou na desobediência (tanto judeus como gentios), a fim de usar de misericórdia para com todos" (Romanos 11.32).
Quem é culpado pela morte de Jesus?
Na verdade, poderíamos atribuir a culpa da morte de Jesus a Adão, pois através dele o pecado entrou no mundo e foi transmitido a todos os homens. Por isso, era necessário que Jesus ("o último Adão" – 1 Coríntios 15.45), removesse a culpa. Cada pecado de todo ser humano condenou, crucificou e matou Jesus. Sou culpado da morte de Jesus e imensamente grato a Ele por ter morrido por mim, pois do contrário eu continuaria com minha culpa e estaria perdido por toda a eternidade.
O que, porém, acontece com os que discutem a questão da culpa pela morte de Jesus mas não se decidem por Ele, não O aceitam pela fé e até O rejeitam e desprezam? A situação deles, quer sejam judeus ou gentios, é terrível, pois calcam aos pés o Filho de Deus, profanam o sangue da aliança e ultrajam o Espírito da graça (veja Hebreus 10.29). Muito mais grave do que fazer acusações mútuas de culpa é ser, pessoalmente, um inimigo da cruz de Cristo (veja Filipenses 3.18).
Jesus toma a culpa sobre Si
Jesus, perfeitamente inocente, declarou-Se culpado em nosso lugar. Ele tomou nosso pecado sobre Si e o carregou na Sua cruz, não na cruz dos judeus, nem na cruz dos romanos: "porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses 1.19-20).
Muito antes de vir a este mundo, Ele já disse através de Davi, manifestando Sua disposição de sacrificar-Se em nosso lugar: "eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor" (Salmo 40.7-9; veja também Hebreus 10.5-7).
Há discussões, polêmicas e controvérsias sobre a culpa pela morte de Jesus e a questão do anti-semitismo, mas esquece-se completamente que Deus queria entregar-Se em sacrifício através de Cristo. Por trás dessa disposição de ir para a cruz estava Seu infinito amor. Ele tomou toda a culpa sobre Si para nos resgatar. Isso vale tanto para os judeus como para os gentios (todos os não-judeus).
Se Jesus não tivesse entregue Sua vida voluntariamente, teria sido impossível tirá-la dEle, pois Ele afirmou: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (João 10.17-18).
Exclusivamente Jesus tinha o poder de dar a Sua vida, e Ele a entregou nas mãos dos judeus. Ao invés de atribuir-lhes a culpa pela morte de Jesus, todos deveriam recordar que Jesus foi judeu em Sua humanidade, e como tal voltará. Mas Jesus também tinha o poder de reaver Sua vida. O judeu Jesus ressuscitou dentre os mortos e retornou à casa do Pai. Desse modo, o primeiro homem a entrar no lar celestial foi um judeu.
A questão da culpa sob outro ângulo
Por que não se dá aos judeus a "culpa" pela vinda de Jesus a este mundo? Afinal, Ele nasceu de mãe judia e – segundo a descendência humana – era da tribo de Judá! Por que não atribuímos aos judeus a "culpa" pela redenção, pela ressurreição de Jesus, pela Sua ascensão e, finalmente, pela Sua volta (veja Romanos 9.4-5)? Por que não culpamos os judeus pela justiça e paz que serão implantadas neste mundo no futuro reino de Jesus? Pois eles foram escolhidos pelo Pai celestial para que Seu Filho se tornasse homem e para eles Jesus voltará (veja Zacarias 14.4)!
Seria necessário discutir a questão da culpa se Jesus tivesse permanecido morto, pois apenas Sua morte como Justo não nos teria redimido (veja 1 Coríntios 15.13-18). Ele, porém, ressuscitou: Jesus vive! Por isso, juntamente com o apóstolo Paulo, louvamos e exclamamos: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém" (Romanos 11.33-36).
Sem sentido, tudo permanece confuso
As acusações mútuas sobre a culpa pela morte de Jesus ou de anti-semitismo mostram apenas que ainda não se compreendeu o verdadeiro sentido da morte de Jesus. Ao invés dos gentios olharem de forma negativa para os judeus e vice-versa, todos juntos deveriam olhar "firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12.2).
Ele fez tudo por você – aceite-O agora mesmo como seu Salvador pessoal!
Extraído do Folheto A Paixão de CrisTO.
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SURPREENDIDO PELA MORTE
Era também um dia especial para sua esposa e sua família, que esperavam ansiosos pelo jogo, num estádio superlotado. Naturalmente todos esperavam por uma vitória do seu time e um bom desempenho de Marc-Vivien. Ele se preparara intensivamente para o torneio e como todos os outros jogadores tratou de estar em excelente forma física. O apito do juiz iniciou o jogo às 13:00h em Lyon, França. O time de Marc-Vivien jogava bem e aos nove minutos fez um gol que garantia sua colocação na final contra a França. Então aconteceu o inesperado. Aos 28 minutos do segundo tempo, sem nenhum motivo aparente, Marc-Vivien caiu, no momento em que voltava para ajudar na marcação. Nenhum dos seus adversários o havia tocado, nem mesmo um dos jogadores da sua seleção. Com os olhos virados ele permanece estirado no chão! Chocados, os outros jogadores dão sinal ao departamento médico para fazer o atendimento. Ainda em campo foi atendido pelo médico do time colombiano, Hector Cruz, que tentou “reanimá-lo”. Depois disso, na beira do campo, outros médicos tentam, sem sucesso, por mais 40 minutos. Marc-Vivien não reagiu a nenhuma tentativa de reavivamento e morreu, ali, no gramado, diante dos espectadores e das câmeras de televisão. Que tragédia dolorosa! Sua esposa e sua família são obrigadas a assistir tudo sem poder fazer nada! Da mesma forma que seus colegas, que nem puderam se alegrar pela vitória e até pensaram na possibilidade de desistir da final. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, lamentou: “A família futebolística está abalada por este trágico acontecimento”. A Bíblia é muito clara em relação à morte. Em Hebreus 9.27 está escrito: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo...”. Cada ser humano vai morrer algum dia. A morte é uma realidade com a qual somos confrontados diariamente através das notícias nos jornais e na televisão. A pergunta importante é: estamos preparados para a morte, e para o que vem depois? Assim como o jogador se prepara para o torneio, treinando diariamente, e cada um de nós se prepara para as exigências da vida; como tem sido em relação à morte? Se achamos que com a morte tudo acaba, estamos enganados. Não é o “nada” que nos espera, ou uma vida em outra forma como muitas religiões e filosofias nos querem fazer acreditar. Não, o que nos espera é o julgamento, isto quer dizer, vamos ter que prestar contas na presença de Deus sobre como reagimos em relação ao Seu Filho nesta vida. Isto decidirá onde passaremos a eternidade: nos céus ou no inferno. E se não quisermos acreditar e não contamos com isso, seremos surpreendidos. “Quando estiver velho, então me preocuparei com a vida depois da morte”, responde a maioria das pessoas quando perguntadas sobre isso. E Marc-Vivien? Vinte e oito anos é uma idade em que se conta com a morte? A morte o pegou de surpresa. Ele, sua família, seus colegas e o mundo inteiro, que assistiram boquiabertos pela televisão ou leram nos jornais. Nós também podemos ser pegos de surpresa. Antes de nossa morte teremos uma “última chance” de nos prepararmos? Ou nos acontecerá como ao jogador de futebol? Em João 3.16-17 lemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Aqui vemos o grande amor de Deus por cada pessoa. Deus enviou Seu próprio filho, Jesus Cristo, a esta terra, com o propósito de salvar o mundo. Ele quer nos salvar da perdição eterna, que é a conseqüência da nossa natureza pecadora. Se preparar para a morte significa colocar sua vida com Deus em ordem. Para isso existe somente um caminho: aceitar a salvação que Jesus Cristo oferece através de Sua morte na cruz – “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12). E em João 14.6 Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Não deixe para mais tarde a sua decisão de onde você gostaria de passar a eternidade – com Ele na Glória ou longe dEle na perdição eterna. Dê este passo agora, hoje, e entregue sua vida para Ele. Ele lhe receberá com os braços abertos, lhe perdoará toda culpa e lhe dará vida eterna. Ele já lhe espera há tanto tempo! (Markus Steiger - http://www.ajesus.com.br) Extraído do Folheto Surpreendido Pela Morte. |
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QUERER VER JESUS
"Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então correndo adiante, subiu a um sicômoro, a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador. Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma cousa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então Jesus lhe disse: Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19.1-10).
Zaqueu se empenhou pessoalmente e deu passos bem concretos para ver a Jesus. Ter contato com Jesus, estar com Ele cada dia é algo imprescindível, é uma questão vital para um filho de Deus, pois sem Ele nada podemos fazer, nada que tenha valor eterno.
Depois que muitos na Galiléia haviam se afastado de Jesus, o Senhor perguntou aos discípulos que restavam: "Porventura quereis também vós outros retirar-vos?" (Jo 6.67). Foi Pedro quem respondeu em nome de todos: "...para quem iremos? tu tens as palavras da vida eterna" (v. 68b).
Será essa a nossa atitude também? Podemos dizer de todo o coração: Senhor, aqui não temos outro lugar de descanso a não ser junto de Ti? Se pudermos responder afirmativamente, será que é também nosso ardente e sincero desejo ter sempre um novo encontro com Ele? E será que estamos preparados e dispostos a um encontro assim, que exige todo o nosso empenho, como Zaqueu o fez?
Um novo encontro com Jesus Cristo deveria ser muito precioso para nós; temos de pagar o preço por isso. Hoje essa não é a disposição de muitos crentes, pois já tropeçam e falham nas coisas mais naturais da vida cristã. O que eu quero dizer com isso? Bem simplesmente:
Por que é que exatamente nessa atividade nós, cristãos, devemos mostrar empenho total?
Porque em uma reunião de filhos de Deus sempre se pode esperar por um novo encontro com o ressurreto Senhor Jesus Cristo. Ele próprio prometeu: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mt 18.20). Formulando de outra forma: onde existe uma reunião de crentes, "ali estou no meio deles".
É por isso que somos exortados tão fortemente em Hebreus 10.25: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima" (Hb 10.25). Como é importante não abandonarmos nossas reuniões, porque é lá que podemos sempre ter um encontro com Jesus. Devo ressaltar que a Palavra de Deus deve estar em primeiro lugar em uma igreja local, senão nem se pode falar de um encontro com Jesus. Mas onde isso acontece, sempre se pode encontrar com Jesus.
Realmente não é um assunto sem importância a freqüência às reuniões, uma vez que para o próprio Senhor isso era importante, pois lemos em Lucas 4.16: "Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler". Portanto, Jesus também não temia o esforço de ir regularmente à sinagoga.
Falando de esforço: temos um exemplo muito marcante na Bíblia do que estamos tratando, o relato sobre os magos do Oriente. Eles queriam muito ver a Jesus, o recém-nascido Rei dos judeus, e, para tanto, viajaram centenas de quilômetros.
Vamos nós também mostrar um pouco mais de empenho quando se trata de ver a Jesus? Eu não quero dizer apenas que não deveríamos abandonar nossos cultos e reuniões de oração, mas que deveríamos usar e explorar todos os nossos meios pessoais e nossas possibilidades para encontrarmos a Jesus, ou seja: através da leitura bíblica (Deus fala conosco) e da oração (nós falamos com Deus). Através desses dois presentes celestiais podemos ter sempre novos encontros com Jesus e podemos estar com Ele. Vamos usá-los mais intensivamente?
Zaqueu estava a serviço dos romanos. Ele era chefe de alfândega e era abastado: "Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico..." (Lc 19.2). Estas duas características – maioral dos publicanos e riqueza – faziam com que ele fosse desprezado e odiado pela população. E realmente é verdade: os publicanos, os cobradores de impostos faziam parte da escória do povo naquela época.
Isso fica provado, dentre outras evidências, pelo fato de Jesus ter comparado um publicano com o tipo de pessoa que não quer se arrepender: "E, se ele (a pessoa que não quer se arrepender) não os atender (as testemunhas em questão), dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano" (Mt 18.17). Publicanos eram, naquela época, o símbolo de gente que não quer se arrepender. Isso chegava ao cúmulo de nem serem mencionados junto com os demais pecadores. Os publicanos eram uma casta especial de pecadores, pomo podemos ver em Lucas 15.1: "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir".
Quando tomamos consciência disso, deveria ser óbvio para nós que Zaqueu era um homem muito solitário. Na verdade só sobrava uma pessoa com quem Zaqueu poderia se relacionar – e essa pessoa era Jesus. Por isso Lucas 19.3a diz que: "...procurava ver quem era Jesus..." Provavelmente ele havia ouvido falar que esse Jesus também se dava com publicanos, bem ao contrário de todos os outros que os odiavam.
Será que a sua situação é parecida com a de Zaqueu? Não que eu esteja comparando você com um publicano; não, isso não. Mas será que a situação aflitiva na qual Zaqueu vivia não é a sua situação atual, seja por qual for o motivo? Talvez você esteja solitário interiormente, abatido e triste. Se é essa a sua situação, então, por favor, faça a mesma coisa que Zaqueu fez: vá a Jesus de todo o coração! Tenha o desejo ardente de encontrá-lO!
Zaqueu não tinha amigo algum, não tinha esperança, coisas que você talvez ainda tenha neste momento; mas mesmo assim ele fez a melhor coisa que poderia ter feito: ele desejava ver a Jesus! Mas na mesma hora em que ele tomou essa decisão, os problemas começaram. Lucas 19.3 diz: "...procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura".
Zaqueu tinha um problema realmente sério. Onde ele olhasse, para trás, para a frente, à direita, à esquerda, por todos os lados ele via as outras pessoas como empecilho em seu caminho. Por isso ele não conseguia ver a Jesus. E na vida espiritual é exatamente igual. Sempre que uma pessoa se dispõe a ver a Jesus, surgirão empecilhos e dificuldades, mas estes têm que ser superados!
Agora vamos examinar mais de perto o problema de Zaqueu. Qual era o seu problema?
O texto transcrito acima diz com toda a clareza: ele "...não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura". O texto não diz que os outros eram de estatura muito elevada. Eles tinham a altura normal, o problema estava no próprio Zaqueu, cuja estatura era abaixo do normal.
Assim é também em nossa vida. Talvez tenhamos o forte desejo de ver a Jesus porque precisamos muito ter um novo encontro com Ele, mas no mesmo instante – assim nos parece – uma montanha de empecilhos se interpõe em nosso caminho. Mas isso simplesmente não é verdade, já que sempre existem empecilhos e dificuldades no caminho que segue ao Cordeiro; temos de contar com isso.
Entretanto, no mesmo instante em que uma pessoa se levanta para se reencontrar com Jesus, o diabo providencia muitos empecilhos, e coloca muitas dificuldades no caminho, como, por exemplo, exaustão interior, preguiça, um sentimento de vazio ou a impressão de que tudo é em vão. Mas essas são coisas normais que fazem parte da batalha da fé.
Não é verdade que no momento em que você quer se encontrar com Jesus, essas coisas de repente se tornam grandes, mas é a sua fé que, de repente, fica pequena quando você encontra os obstáculos. Por quê? Porque você olha para os problemas e obstáculos, ao invés de manter o olhar firme no Senhor, que tanto você quer encontrar.
Foi o que aconteceu com Pedro, quando queria encontrar seu Senhor sobre as águas. Pedro deu um grande passo de fé, ele mostrou coragem. Mas se queremos ter um novo encontro com o Senhor, se desejamos vê-lO de maneira renovada, se queremos realizar um ato de fé em Seu Nome – é sempre a mesma coisa: o diabo semeia obstáculos.
Naquela vez, com Pedro andando sobre as águas, foi um vento forte. O que Pedro fez? Ele olhou para o vento e afundou: "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (Mt 14.30). O que Jesus respondeu a Pedro? "E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?" (v. 31). Será que entendemos bem? Jesus não falou a Pedro: Coitado de você, você não tem culpa de o vento ser forte demais, mas Ele falou: Pedro, a sua fé ficou pequena!
Você quer um novo encontro com Jesus? Se você quiser, então tem que contar com a oposição de Satanás e que ele vai começar a agir. Mas não desanime. Pelo contrário, demonstre uma grande fé!
O que é que Zaqueu fez quando se deu conta de que jamais iria conseguir ver a Jesus por causa das muitas pessoas que atrapalhavam sua visão? Lemos em Lucas 19.4a: "Então correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo". Ele não poupou esforços para alcançar o alvo!
Com isso voltamos à primeira parte de nossa mensagem, onde concluímos que um novo encontro com Jesus deveria ser muito importante para nós, levando-nos a buscá-lO com afinco. Isso significa bem concretamente para você que, se você quiser experimentar ao Senhor de uma nova maneira, e o diabo quer impedi-lo, deixe-o trabalhar! Aproprie-se pela fé de uma promessa da Bíblia, uma promessa que o anime a realizar o desejo de seu coração, que é o de estar com Jesus. Pense, por exemplo, na passagem de Jeremias 29.13, onde está escrito: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração."
Quando você fizer isso, Jesus se sentirá impelido a entrar em sua casa, isto é, a ter um encontro com você: "Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa" (Lc 19.5). Quando o Senhor vê que alguém, cheio de fé e de coragem, quer se encontrar com Ele, Jesus se achega e conforta essa pessoa.
E mais ainda: o Senhor fica esperando por uma atitude assim, pois em 2 Crônicas 16.9a está escrito: "Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele."
(Marcel Malgo - http://www.ajesus.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, maio de 1997.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
O LUGAR DO NASCIMENTO DE JESUS ATRAVÉS DOS TEMPOS
Há aproximadamente dois mil anos, Jesus nasceu em Belém. Por que justamente ali? Jesus nasceu em Belém não apenas porque o profeta Miquéias profetizou que assim seria, mas porque Belém significa “Casa do Pão”. Em certa ocasião, Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6.35). Vamos fazer uma viagem imaginária até Belém. O que aconteceu ali no passado? Como está Belém hoje? Belém no século XX Belém há 55 anos: Israel encontrava-se em plena Guerra da Independência. Era a guerra pela sobrevivência do recém-proclamado Estado judeu. Belém foi ocupada pelo exército jordaniano com o apoio do Iraque, da Síria, do Líbano, do Egito, da Arábia Saudita e do Iêmen. Belém no século XXI Belém hoje: Através dos Acordos de Oslo, Belém se encontra sob domínio palestino – exatamente como a Jordânia queria. Assim, Belém faz parte do grupo de cidades da Terra Prometida de onde diariamente partem ameaças terroristas contra Israel . Belém há três mil anos Quando nos damos conta de que em árabe a palavra “palestinos” é a mesma que “filisteus”, ou seja, “filastini”, somos lembrados de algo que aconteceu ali há três mil anos: Belém estava ocupada pelos filisteus. O judeu Davi quase se consumia de saudades do lugar onde passara sua infância (2 Sm 23.13-17). Davi cresceu em Belém. No deserto, ele cuidava dos animais de seu pai defendendo-os de ursos e leões. Davi tinha um dom especial para a música e a poesia hebraica. Através de revelações proféticas, ele sabia que um dia o Messias, o Salvador prometido, viria de sua descendência. Cerca de 1004 anos antes de Cristo, esse pastor de Belém conquistou a cidade de Jerusalém e elevou-a à condição de capital de seu reino. Por essa razão, há algum tempo, Jerusalém celebrou um jubileu muito especial: 3000 anos como capital judaica.
Belém no início da era cristã Belém há 2000 anos: uma pequena e idílica cidadezinha situada na orla do deserto da Judéia, distante apenas doze quilômetros da esplendorosa capital Jerusalém. Por sua posição geográfica, Belém era muito apropriada para a criação de ovelhas. O deserto da Judéia é um deserto cheio de vida. Durante nove meses do ano ele fornece alimentação para ovelhas e cabras. No inverno, na época das chuvas, o deserto floresce e os montes se cobrem com um tapete verde. Os arredores de Belém são muito férteis, adequados ao plantio de cereais. Daí provém, provavelmente, o significativo nome de Belém, “Casa do Pão”. Uma singular história de amor No final do segundo século antes de Cristo desenrolou-se em Belém a história de amor entre Rute e Boaz, relatada no livro de Rute. Ele era israelita, ela moabita – o que hoje equivaleria a ele ser israelense e ela jordaniana. Será que esse não foi um romance meio complicado? Não, o relacionamento era bom, até muito bom, por uma razão bem definida: Rute, por profunda convicção pessoal, afastou-se da religião de seus antepassados e buscou refúgio sob as asas do Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ao se voltar para Deus, ela estava automaticamente aceitando as promessas que o Eterno fizera ao Seu povo Israel . Seu casamento foi abençoado com descendentes, e um de seus netos alcançaria um significado especial na história da humanidade: foi Davi, o maior rei de Israel , que conduziu o povo ao seu apogeu político. O sábio rei Salomão pôde, então, construir seu reino de paz sobre as surpreendentes vitórias militares de seu pai Davi. Belém na profecia No oitavo século a.C., Belém ficou no foco das profecias bíblicas. Miquéias, o morastita, anunciou que o Salvador prometido viria da dinastia de Davi e nasceria em Belém: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel , e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Deus cumpre as profecias apesar da confusão política
Os profetas de Israel anunciaram antecipadamente centenas de detalhes sobre o Messias. O último profeta do Antigo Testamento foi Malaquias, por volta do ano 400 antes de Cristo. Quando Belém se encontrava debaixo do domínio persa, esse profeta falou mais uma vez do Esperado. Depois dele não houve mais profetas que tenham deixado profecias escritas para o povo de Israel . No Talmude, a mais importante obra teológica para os judeus, está escrito: “Depois dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias o Espírito Santo afastou-se de Israel”. Em 300 a .C., Belém caiu sob domínio grego. No ano 63 a .C. os romanos invadiram a Judéia. Em 40 a .C. o Senado romano nomeou um “jordaniano”, o edomita Herodes, para ser “rei dos judeus”, que governava também sobre Belém. (A pátria dos edomitas encontrava-se originalmente na Jordânia). Mas a espera pelo “Vindouro”, como o Messias é chamado muitas vezes pelo povo de Israel , não terminou. Ao contrário. Ela ficava cada vez mais ansiosa – até que, numa certa noite, mensageiros celestiais proclamaram nos campos de Belém as grandiosas palavras: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador , que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10-11). Grande alegria porque na “Casa do Pão” finalmente entrava Aquele que tinha autoridade para dizer de si mesmo: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6.48). Grande alegria mesmo que a pequena cidade judaica continuasse sofrendo debaixo do domínio estrangeiro! Aprendemos daí que o fato único de Deus tornar-se homem é tão grandioso que deixa de lado todos as outras ocorrências, todas as coisas, inclusive os problemas e as preocupações. A alegria espiritual não deve depender das circunstâncias, não deve basear-se em situações, resolvidas ou não, sejam elas políticas ou de natureza pessoal. A vinda de Jesus a este mundo traz consigo uma profunda alegria para todos aqueles que reconhecem que Ele é realmente o Cristo, o Filho de Deus. Sua vinda é a garantia de que Deus também vai cumprir todas as promessas que ainda faltam e de que o plano divino vai se realizar com toda a certeza. (Dr. Roger Liebi) Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2003. |
O PRESENTE REAL
Quantos esforços fazemos na época do Natal para alegrar com presentes os que nos são chegados! Não poupamos tempo ou dinheiro para alegrá-los. A satisfação de quem recebe um presente com gratidão e o utiliza reflete-se naquele que o presenteou.
Mas como são pequenos e fúteis todos os esforços humanos e as experiências com nossos presentes, quando avaliamos a grandiosidade e a profundidade do presente singular e incomparável que Deus, em Seu amor ilimitado, deu a nós seres humanos no Natal: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou..." (Rm 8.32).
O Filho de Deus foi entregue para morrer em nosso lugar e com sua morte expiou a culpa do nosso pecado, abrindo novamente o caminho para Deus, dando-nos a vida eterna! Por isso Paulo prossegue em Romanos 8.32, exclamando com alegria: "...porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?"
Este é realmente um presente de rei, um presente que nos foi dado quando Jesus tornou-se homem, sem o qual estaríamos perdidos. Jesus "se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl 1.4).
Os nossos presentes terrenos sempre são apenas símbolos do nosso apreço por alguém. Mas Deus, ao contrário, deu-se a Si mesmo "integralmente". Ele realmente investiu tudo para a nossa salvação. Como procedemos com o Seu presente? Estamos sempre conscientes da ilimitada grandeza do Seu sacrifício?
Temos também consciência do ilimitado esforço que Deus fez em favor de nós pecadores? Além disso, como aceitamos o Seu presente? Se temos que agradecer quando recebemos presentes das pessoas que nos querem bem, quanto mais devemos agradecer e valorizar esse presente de Deus! E também devemos usufruir desse presente em toda a sua plenitude.
Mas isso somente acontece quando estamos dispostos a entregar a Deus tudo aquilo que gostaríamos de guardar para nós mesmos. Não são as coisas exteriores as que realmente importam, o que devemos entregar ao Senhor é o mais íntimo do nosso ser, aquilo que consideramos nossa vida particular, que não gostamos de expor a mais ninguém. O que está em jogo é o meu coração. Sobre meu coração, que eu gostaria de ver reservado só para mim, Deus coloca a Sua mão e diz: "Dá-me, filho meu (ou filha minha), o teu coração" (Pv 23.26).
Deus quer o meu coração, pois justamente nele Jesus deseja ser o único e absoluto Senhor e Mestre, e essa é ao mesmo tempo a condição imprescindível para que Ele realmente possa dar-me tudo em Jesus Cristo.
A festa do Natal deveria sempre recordar de maneira viva essa profunda verdade de que Jesus é o maior presente de Deus para nós, e essa festa também faz com que nos preocupemos a respeito de como procedemos em relação a tal presente. Você já aceitou essa dádiva com gratidão ardente e entregou a Ele o seu coração?
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2000.
O VERDEIRO NATAL
Sem dúvida, o Natal é a data mais festejada do cristianismo. Nem mesmo os ateus conseguem fugir do Natal, e de uma ou outra maneira são confrontados com essa festa. Mas até que ponto conseguimos realmente compreender o significado do Natal?
Em pensamentos sempre lembramos da estrebaria e da criança na manjedoura. Mas esse é apenas um dos fragmentos visíveis do que aconteceu naquela ocasião. O Natal é muito mais. Ele é a primeira ligação entre o céu e a terra. Trata-se de um encontro da glória invisível de Deus com a nossa existência humana. O eterno e poderoso Deus, uma personalidade que não pode ser compreendida pelo nosso raciocínio, um poder que não pode ser expresso em palavras, enviou o Seu Filho Jesus para a terra. Cristo, o Filho de Deus, teve de tornar-se homem!
Certamente Deus poderia ter agido de outra maneira. Ele poderia ter dado uma aparência sobre-humana a Seu Filho, como a um anjo, enviando-O para a terra. Mas assim Jesus não ter-se-ia tornado homem, e Ele também seria sempre visto somente como um ser sobrenatural.
Jesus tornou-se homem. Ele começou a Sua vida como todos nós: Ele nasceu num mundo perdido. Ele não teve nenhum lar seguro, pois pobreza, inquietação e fuga caracterizaram os primeiros dias da Sua vida. Com Ele aconteceu exatamente o mesmo que ocorre a milhões de pessoas em nossos dias. Jesus foi homem como nós.
Esta é a verdade sóbria do Natal. Mas a mensagem do Natal é o esplendor da glória de Deus que paira sobre todos esses acontecimentos. Embora Jesus tivesse se tornado homem, Sua verdadeira glória não pôde permanecer oculta.
Até os magos do longínquo Oriente reconheceram: lá em Belém nasceu alguém que é mais que simples homem! Eles O procuraram e tiveram um encontro com Jesus. O Natal é o convite de Deus a nós seres humanos: venham, vejam meu Filho!
O verdadeiro encontro com Jesus, o verdadeiro Natal, também fez com que os magos do Oriente mudassem os seus planos de viagem: "Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2.12). O encontro com Jesus protegeu-os de um novo encontro com o Seu adversário.
O Natal também é uma ordem de Deus a nós: siga por outro caminho! O grande perigo em relação ao Natal está na tradição exterior. Brilho de luzes e cânticos de Natal não fazem o Natal.
Ele somente torna-se uma festa verdadeira se encontrarmos Jesus de verdade e se por meio disso ocorrer uma mudança no rumo da nossa vida. O encontro com Jesus abre os nossos ouvidos interiores para a exigência do Altíssimo: siga por outro caminho! Estamos dispostos a obedecer ao que Deus nos ordena?
(Peter Malgo)
Postado por Roberto
Fonte: apaz.com.br
Abraço
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