terça-feira, 24 de agosto de 2010

AVIVAMENTO DE TRANSFORMAÇÃO - PROCESSO OU PRESENTE DE DEUS?


Avivamento de Transformação – Processo ou Presente do Céu?

 Conhecimento, sozinho, não transforma

 Seis meses após o lançamento do primeiro vídeo da série Transformações, nosso ministério foi inundado com pedidos de todas as partes dos Estados Unidos para que fôssemos visitar suas cidades e falássemos sobre os caminhos de Deus, sobre os princípios de transformação.

 Na época, não estávamos preparados; não sabíamos quais eram tais princípios. Precisávamos de tempo para observar tudo isso. Agora, um bom tempo depois, já conseguimos reunir palestras feitas por catalisadores de avivamento, de todas as partes do mundo, que esboçam, de forma clara e sequencial, os caminhos de Deus para trazer avivamento e preparar as comunidades para receber o Senhor dos exércitos. Estamos montando um material excelente, com testemunhos, entrevistas e ensinamentos, um currículo com várias horas de duração denominado A Jornada Rumo à Transformação.

 É importante, porém, entender que não somos transformados simplesmente por submeter-nos a um exercício cognitivo. Em outras palavras, para ver sua comunidade transformada, você adquire esse curso com 20 DVDs. Aí, você assiste ao primeiro e pergunta: “E, agora, onde está o DVD número 2?” Você assiste ao segundo, ao terceiro, à sequência toda, e, quando chega ao último, você já está transformado! É incrível como isso funciona! Ou como não funciona...

 O mero conhecimento, saber o que Deus pensa e quais são suas expectativas, não é suficiente para atrair sua presença ao nosso meio. Temos de ouvir a palavra, processar e compreendê-la e, depois, aplicar os princípios que encontramos ao nosso contexto específico. Princípios não aplicados são impotentes. Assim, além de aprender princípios, precisamos de um processo de aplicação se quisermos obter o resultado almejado.

 Em nosso caso, então, a jornada rumo à transformação não é apenas seguir um currículo, é também um processo de 12 meses cujo objetivo é levar um grupo de cristãos de uma esperança recém-nascida ou imatura a uma expectativa completa e total. Alguns acham esse prazo muito curto. Na minha cabeça, observando o que tem acontecido em outras comunidades, é muito demorado. Na maioria das comunidades que estamos acompanhando hoje, acontece em seis meses. E, em algumas, pode acontecer até em 90 dias.

 Para nós, no ocidente, demora mais porque precisamos passar por um processo de “desintoxicação”. Temos de repensar uma porção de coisas. Precisamos começar a pensar sobre essas questões não da maneira como sempre pensamos, mas como Deus pensa. E isso produzirá mudanças radicais, não simples mudanças de paradigmas em que se veem as coisas de forma diferente, mas também mudanças de comportamento.

 Exemplo: como Deus vê o jejum?

 Em Isaías 58, por exemplo, lemos a respeito do jejum que Deus aceita. É interessante observar, nessa passagem, que há um grupo de pessoas que invoca o nome do Senhor e que, de acordo com o próprio Deus, está fazendo de conta que se interessa em conhecê-lo. Essas pessoas estão falando sobre coisas espirituais. Estão orando. Estão até JEJUANDO; vejam só!

 Então, Deus aparece e diz: “Vocês acham que vou lhes dar alguma resposta só porque estão jejuando, quando, ao mesmo tempo, negligenciam os pobres, os necessitados e os oprimidos em seu meio! Vocês são mentirosos, enganadores, impostores. Não vou participar dessa jogada! Vou dizer como deve ser o jejum...”

 Sempre pensamos que jejuar fosse uma questão de abstinência de comida ou bebida. Mas estamos aprendendo aqui que, do ponto de vista de Deus, o jejum tem um conceito muito maior. A mesma coisa se aplica à adoração, que vai muito além de simplesmente cantarmos.

 Temos de começar a pensar como Deus pensa, ver as coisas como ele as vê. E isso, para nós, leva tempo.

 Processo de transformação

 Portanto, durante esse processo, conduzimos as comunidades por mais ou menos dez níveis de atividades diferentes, englobando, dentre outras coisas, tours, escolas nas comunidades, épocas de aplicação, semanas especiais de mentoreamento com catalisadores de transformação, um seminário de três dias para resolver questões pessoais de transformação.

 Quando se pensa em transformação, a melhor forma de ilustrá-la é pegar um cone de trânsito e deitá-lo de lado. A parte mais estreita do cone representa transformação pessoal. O próximo passo é transformação da família, do lar, depois transformação da congregação, transformação do bairro e, finalmente, quem sabe, transformação da cidade e de toda a nação (parte mais larga do cone).

 O problema é que, apesar de todos esses níveis e etapas, vemos pessoas hoje querendo já partir para a etapa mais complexa de transformação da cidade inteira. Vamos transformar a cidade! Mas nós não fomos transformados, nossa família não foi transformada, nossa igreja e nosso bairro também não. E queremos tomar posse da cidade toda! Isso não é uma tolice? Precisamos voltar ao ponto inicial para considerar o que é necessário para que cada um de nós seja transformado individualmente. Quando eu sou transformado, já que sou membro da comunidade, a comunidade também começa a ser transformada.

 O Desafio

 Acho que seria interessante nos perguntar até que ponto estamos levando esse assunto a sério. Estamos dispostos a entregar-nos para algo assim? É isso que realmente queremos?

 Muitas pessoas pensam que avivamento é algo fabricado “na superfície da lua”. Deus está lá em cima fabricando avivamentos em forma de pizzas. De vez em quando, ele joga um de lá, que vem rodando como disco voador, entra na atmosfera terrestre e, de repente, cai em seu ombro esquerdo como algo arbitrário e misterioso. “De onde veio isso?”

 Avivamento, na verdade, é uma questão de obediência à revelação que já temos. Quantas coisas Deus ainda precisa comunicar a nós sobre o que ele deseja? Quantas vezes ele terá de falar para deixar claro o que realmente atrai sua presença? Ele já nos disse o que precisa ser resolvido e o que acontecerá se resolvermos essas questões. Resta-nos, agora, acreditar ou não.

 Penso que, para nós, que estamos caminhando rumo a essa nova idade escura, é hora de reconhecer que a areia da ampulheta está quase no fim. O tempo está se esgotando.

 Cada um de nós tem um número limitado de anos que nos foi designado para estar sobre a Terra. Precisamos considerar não apenas a vida pessoal, mas também as pessoas com as quais Deus nos uniu em vínculos significativos. Qual é o nosso significado corporativo? Nossa missão coletiva? Nosso propósito? Estamos atingindo-o?

 Não podemos passar semana após semana, mês após mês, simplesmente especulando, imaginando e andando em círculos. Há muita coisa em jogo nas comunidades à nossa volta. Há pessoas maravilhosas no corpo de Cristo que têm uma fome sincera pela presença de Deus e pelos seus caminhos. Porém, a grande maioria está afetada pela distração mesmo que esteja fazendo coisas boas. Se pudéssemos nos aquietar nos pastos verdejantes, deitar-nos perto das águas tranquilas, mudanças maravilhosas aconteceriam em nossa perspectiva e prioridades.

 Pai celeste, estamos gratos a ti hoje por tua paciência para conosco. Pessoalmente, estou muito grato por tua paciência para comigo. Sei que esta palavra é para mim mesmo em primeiro lugar. Quero fazer uma aliança contigo hoje. Eu santifico, consagro minha intenção de remediar, com tua ajuda, tudo o que tu trouxeres à minha atenção, porque, Senhor, realmente quero que tua presença venha sobre mim. Eu preciso disso. Peço, Senhor, que, nesta semana, tu fales comigo sobre as coisas que têm me distraído. Eu sei que tu não és um senhor duro e legalista, pois teu fardo é leve, teu jugo é suave. Mas creio que isso tem nos levado a aproveitar de tua bondade. Somos gratos por teres desligado a força, mas pedimos que nos ajudes a consertar nossa vida para que possas religá-la. Nossa comunidade precisa desse poder. Nós te amamos e queremos que tua presença volte a estar sobre nós como igreja. Em nome de Jesus. Amém.

 George Otis, Jr. é o fundador e presidente de “The Sentinel Group”, uma agência de pesquisa e divulgação, localizada em Seattle, Washington, EUA, dedicada a auxiliar comunidades a descobrir o caminho para genuíno avivamento e transformação da sociedade. Além de produzir os documentários da série “Transformações”, Otis já escreveu seis livros e é palestrante em muitas conferências e simpósios internacionais. Reside em Lynnwood, Washington, EUA, com a esposa Lisa e seus quatro filhos.

por George Otis
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço
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POR QUE DEUS NÃO ENVIA O AVIVAMENTO?


Por Que Deus Não Envia o Avivamento?

 Muitas pessoas me perguntam por que é tão difícil ver avivamentos no mundo ocidental numa época em que há explosões da atividade do Espírito Santo em diversas outras regiões do mundo. De fato, Deus está agindo hoje, em vários lugares, de maneira marcante, bem mais do que poucos anos atrás. Por que é tão diferente nos Estados Unidos e na Europa?

 Um pecado pessoal com consequências coletivas

 Para explicar minha resposta a essa pergunta, preciso mostrar alguns princípios de Deus numa história do Antigo Testamento, no livro de Josué. É sobre a batalha contra a cidade de Ai (Js 7). Israel estava muito confiante porque seus exércitos estavam acostumados a vencer as batalhas sem precisar tirar a espada da bainha. A fama das outras vitórias e das ações sobrenaturais de Deus ia à frente deles e fazia com que os inimigos se rendessem sem precisar travar uma batalha.

 Porém, no caso da batalha contra Ai (que, por sinal, era uma cidade pequena e insignificante), os israelitas levaram uma surra. A Bíblia diz que o coração do povo “se derreteu e se tornou como água” (Js 7.5). O exército voltou derrotado para o arraial.

 Algo de muito errado acontecera. Os anciãos de Israel sabiam disso; só não sabiam o que era. Por isso, ao invés de avançarem para a batalha, pararam tudo, lançaram-se ao chão, com o rosto em terra, jogaram pó sobre a cabeça e clamaram a Deus pedindo entendimento e revelação.

 A resposta não demorou. “Israel pecou”, o Senhor lhes disse. 

 Você conhece a história. É a história de Acã, um homem que tomou do despojo que fora dedicado a Deus e misturou-o com as próprias possessões, enterrando-o em sua tenda.

 Observe que Deus não disse a Josué e aos anciãos: “Acã pecou! Vão tratar com ele!” Ele disse: “Israel pecou!” Isso mostra que pecados pessoais têm consequências coletivas. Nessa jornada que trilhamos, preparando nossa vida e comunidade para um avivamento de transformação, o processo, embora definitivamente pessoal, jamais pode ser considerado privativo.

 Não podemos reter as coisas interiormente, achando que são problemas só nossos: “Ninguém precisa ficar sabendo, meu problema não está atrapalhando ninguém”. Essa é uma ideia totalmente falsa. A história de Acã o comprova de maneira dramática.

 Tomando coisas dedicadas

 Agora, nesse caso, o que Israel podia fazer? Josué e os líderes lançaram um processo que, se fosse hoje, seria considerado inacreditavelmente invasivo. Realizaram uma busca, família por família, para descobrir o que Deus estava vendo, o que o estava entristecendo e impedindo que sua presença cobrisse toda a nação.

 Fico pensando nas igrejas atuais, plantadas em bairros das cidades, lugares de total desordem, cheios de pessoas sem-teto espiritualmente falando, com toda sorte de disfunção social e familiar. Acabo de ler um relatório sobre uma comunidade em determinado lugar, cheia de problemas, um dos piores lugares do país inteiro. Contudo, existem cem igrejas nesse mesmo lugar! O que isso nos diz? Mostra claramente que as igrejas ali estão sendo derrotadas assim como aconteceu com o povo de Israel em Ai.

 É hora de interromper a rotina do dia a dia. É hora de os líderes caírem com o rosto em terra, jogarem pó sobre a cabeça e pedirem a Deus para revelar onde está o problema! E não devem voltar à rotina enquanto não receberem uma resposta! Faz sentido continuar como se tudo estivesse normal quando há esse tipo de aberração como manchete do dia?

 O que aconteceu, no final desse episódio, foi que Acã e sua família morreram. Temos outros casos, como o de Cades-Barnéia, em que os dez espias que incitaram o povo à incredulidade morreram, e o de Atos 5, envolvendo Ananias e Safira, que também morreram por tomar coisas consagradas, misturando-as com bens pessoais. Na verdade, toda vez nas Escrituras que alguém tomou aquilo que era consagrado a Deus e usou-o como possessão pessoal, houve morte.

 A propósito, o que significa consagrado? A palavra consagrado nas Escrituras significa simplesmente santo. Refere-se a algo que foi separado, dedicado a Deus. Os escritórios e empresas, hoje, costumam ter várias linhas telefônicas para uso comum, dentre as quais uma ou duas apenas são consideradas “dedicadas”. São linhas exclusivas para transmissão de dados, ligações 0-800 ou algo semelhante. Não são para o uso comum. O contrário de santo não é ímpio ou pecaminoso, mas comum.

 Vemos isso no jardim do Éden quando Deus disse para Adão e Eva: “Há muitas árvores nesse jardim que são comuns, das quais podem comer livremente. Mas existe uma árvore aqui que é dedicada. Ela foi separada. É santa. Não é comum. Se vocês comerem dessa árvore, se pegarem do fruto dela e o misturarem com o fruto das outras árvores, vocês MORRERÃO”.

 Infelizmente, descobriram que Deus estava falando sério!

 Chave desligada

 Agora, a pergunta é esta: já que esse tipo de mistura, em que os homens se apropriam daquilo que pertence somente a Deus, acontece em massa nas igrejas de hoje, por que não vemos cristãos morrendo por todos os lados também? E não venha me falar que é coisa do Velho Testamento, porque a história de Ananias e Safira aconteceu no Novo!

 O fator que precisamos ver é o seguinte: pegar algo que foi consagrado – e que, portanto, é santo – e misturá-lo com as próprias possessões causa morte quando acontece num ambiente de verdadeiro poder. Portanto, se fazemos isso comumente hoje e não morremos, só podemos concluir que não vivemos num ambiente de verdadeiro poder.

 Com isso, temos uma notícia boa e outra má. A boa notícia é que continuamos vivos. A má notícia é que, sem ambiente de poder, nossa sociedade nunca será transformada. Então, por estarmos nessa condição de despreparo, quando oramos a Deus por avivamento, na realidade estamos pedindo algo que nos mataria! “DEUS, DESCE COM TEU PODER! QUEREMOS RECEBER TUA SANTA PRESENÇA! DESCE SOBRE NÓS COM TEU FOGO!” Até cantamos músicas com estas palavras: “Manda fogo, Senhor!”

 Ainda bem que Deus, em sua graça e misericórdia para conosco, não concede o que pedimos porque sabe que, se o fizesse, morreríamos.

 É como um pai que vê seu filhinho tentando enfiar um objeto metálico na tomada de energia elétrica. Diante disso, ele tem duas opções: ou toma o objeto das mãos do filho ou desliga o disjuntor para cortar a energia. É exatamente isso o que Deus está fazendo. Já que você e eu estamos distraídos e muito indisciplinados, já que não estamos nem desesperados nem com expectativa, Deus precisa deixar a chave de seu verdadeiro poder desligada a fim de que tenhamos chance de viver pelo menos mais um dia – e, assim, obter mais uma oportunidade de sermos transformados.

 Da boca para fora, estamos sempre nos comprometendo com Deus! “Deus, eu prometo! Consagro minha vida a ti. Vou me preparar para o avivamento.” Dias, talvez horas depois, já pegamos de volta o compromisso, aquilo que consagramos, que já é santo e pertence a Deus. Entregamo-nos a Deus e voltamos atrás, vez após vez, como se nosso compromisso fosse um ioiô.

 Depois, ainda temos a coragem de perguntar por que Deus não vem, por que não aparece. Será que pensamos que ele não toma conhecimento de nossa prática e de nosso comportamento?

 “The Sentinel Group” foi fundado em 1990 pelo pesquisador de missões George Otis, Jr. Durante suas viagens, Otis observou que certas regiões do mundo manifestavam opressão espiritual muito mais forte do que em outros lugares. Procurando entender por que isso acontece, ele passou vários anos na década de 1990 pesquisando e entrevistando pessoas em aproximadamente 50 países.

 Durante o mesmo período, notícias começaram a chegar de impressionantes avanços espirituais em alguns dos lugares mais improváveis do mundo – incluindo cidades ou territórios dentro da Janela 10/40. O mais interessante para os pesquisadores era que, em muitos casos, o avivamento espiritual resultava em melhorias quase imediatas no cenário político e social da comunidade.

 A partir de 1995, o ministério começou a investigar esses relatórios com mais seriedade. Exemplos de comunidades transformadas foram documentados em quatro continentes. Em junho de 1999, o primeiro vídeo Transformações foi produzido.


 Endereço e site do ministério em inglês:

The Sentinel Group
P.O. Box 6334
Lynnwood, WA  98036

por George Otis
Postado por Roberto
Fonte:Revista Impacto
Abraço


AS RAIZES DE TODAS AS DIVISÕES

Hindus na Caxemira 1
A Raiz de Todas as Divisões 

 Enquanto acompanhamos os desdobramentos dos acontecimentos atuais em Israel (alvo de pressões cada vez maiores e mais graves) e na Igreja (onde os primeiros sinais de mudanças fortes e fundamentais começam a despontar), aguardamos, com expectativa, a prometida convergência desses dois povos em um só. É preciso compreender, porém, que, para isso acontecer, o cisma mais profundo, mais amplo e mais antigo de toda a humanidade precisa ser resolvido. Nunca houve uma desconexão mais severa e com consequências mais extensas do que essa que surgiu entre judeus e gentios.

 A rachadura começou tão logo Deus chamou Abraão e designou-o pai de uma nação que seria sua “propriedade peculiar dentre todos os povos... reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.5,6). Naquele instante, o próprio tecido da humanidade foi rasgado pelo fato de o Senhor Deus ter chamado para si um povo que seria diferente, exclusivo e separado para um propósito específico. Como sabemos, separar alguém requer distanciamento dos demais, e foi assim que o abismo começou a surgir.

 Balaão, profetizando sobre Israel pelo Espírito de Deus, descreveu a situação da seguinte forma: “Eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações” (Nm 23.9). Assim, por decreto divino, para cumprir o propósito formulado por Deus, a nação de Israel foi colocada num caminho solitário tão logo foi resgatada da fornalha do Egito em cujas chamas de sofrimento e escravidão havia sido preparada.

 A solução de Deus

 De acordo com o relato das Escrituras, o chamado de Abraão veio logo após o episódio da Torre de Babel. Podemos dizer que a escolha e a preparação do povo especial foram o antídoto e remédio de Deus para os terríveis juízos que viriam dessa catastrófica rebelião global a sua autoridade e soberania. Enquanto a humanidade unia-se em blasfêmia para edificar “uma cidade, e uma torre cujo tope chegue até aos céus” e tornar célebre o próprio nome (Gn 11.4), Deus já estava preparando a solução! Em meio à anarquia global, enquanto toda a humanidade levantava-se contra Deus, negando seu direito de governar, uma nação foi gerada soberanamente, pela graça, para uma missão redentora.

 Em outras palavras, Abraão surgiu no centro do palco justamente no momento em que a família humana, anteriormente unida, estava fragmentando-se em facções hostis para espalhar-se pelas regiões mais remotas do mundo.

 Daquele ponto de Gênesis 12 até o final da profecia de Malaquias e o encerramento dos escritos do Velho Testamento, estão registrados os tratamentos exclusivos e inexoráveis de Deus com apenas uma nação, Israel! Durante 2 mil anos, essa nação singular foi o recipiente exclusivo da revelação de Deus, de seu favor, suas bênçãos, seus castigos e juízos. Todas as demais nações só podiam relacionar-se com o Deus da criação por intermédio de Israel.

 O Israel de Deus aparece

 Assim como o Velho Testamento relata os tratamentos de Deus com a raça humana por meio de uma nação escolhida, os escritos do Novo Testamento desvendam a expansão e extensão do plano divino para toda a humanidade. A Santa Semente de Deus foi plantada no ventre de Israel, o caminho preparado para seu aparecimento – e o Messias nasceu para tornar-se o Salvador do mundo. Quando ele, por sua vez, cumpriu as exigências da Lei, viveu uma vida perfeita, caiu na terra como Semente do Reino e foi levantado outra vez, a Igreja foi gerada!

 A primeira etapa do grandioso plano divino de salvação cumpriu-se quando Israel deu à luz o Salvador do mundo. Em seguida, como um ventre sangrento e cansado depois do nascimento de um bebê, a nação de Israel foi encostada por um período enquanto a graça e o poder de Deus inundavam a Terra por meio do ministério dos apóstolos e do testemunho da igreja recém-nascida cheia de vigor. Ao mesmo tempo em que o povo de Israel passou a viver em exílio, com a vida nacional praticamente extinta e a terra sendo pisada por pagãos, o “Israel de Deus”, a emergente nação espiritual, crescia em força e andando em poder divino.

 Contudo, apesar de tudo o que Deus fizera nesse novo capítulo de seu plano, o antigo abismo entre judeus e gentios ainda não havia sido resolvido. A mais profunda de todas as divisões, aquela que existe entre Israel e as nações, acabou infiltrando-se na raça dos redimidos, produzindo novas expressões tóxicas. Embora o Senhor Jesus já tivesse conquistado completa reconciliação na cruz, a Igreja ainda não estava (e não está) experimentando toda a sua plenitude. Na cruz, o homem não só foi reconciliado com Deus, pela expiação de todos os seus pecados, mas também foi reconciliado com os outros homens e com a criação, pois toda hostilidade, rivalidade e preconceito se desfazem na presença de Deus. Entretanto, não podemos esconder-nos da trágica realidade de desunião, racismo e rancor que perduraram dentro da igreja e contaminaram-na durante toda a sua história até os tempos atuais.  

 Por que estamos divididos?

 Não é a existência de várias correntes ou expressões no Corpo de Cristo que entristece o coração de Deus. Como está escrito: “Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus” (Sl 46.4, ênfase acrescentada). Pelo contrário, é a falta de unidade entre elas que bloqueia o prazer de Deus e impede-o de dar seu aval. Não é pelo fato de alguns terem chamados, temperamentos ou unções diferentes; antes, é a arrogância, a exclusividade e a falta de amor fraternal que afastam de nós a face do Pai e seu favor.

 Há muitos cismas no Corpo de Cristo hoje, incontáveis divisões triviais entre igrejas, movimentos e denominações. São obstáculos à união do Salmo 133 que é requisito à plenitude de bênção. Por que a Igreja ainda não aprendeu com a própria história? Por que essas divisões sem fim na casa do Senhor? Creio que a razão esteja na cisão mais profunda e antiga de todas, e que ainda não foi curada: a divisão entre gentios e judeus.

 Paulo, já prevendo a futura desintegração do Corpo de Cristo em fragmentos separados e desconjuntados (que começaram a aparecer já no primeiro século de sua história), tratou do âmago da questão em sua carta aos efésios. Exortando a igreja a reconhecer que os povos pagãos já tinham acesso, pelo evangelho, à comunidade de Israel, ele afirmou que, diante disso, não deveria haver mais qualquer divisão entre judeus e gentios. Lembrando os crentes gentios de sua linhagem carnal e idólatra, ele declarou enfaticamente que Jesus “é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede de separação que estava no meio” (Ef 2.14), tirou a inimizade e trouxe reconciliação. Por revelação, o apóstolo viu e declarou a realidade e a necessidade de um povo unido e coeso para quem o novo nascimento teria preferência sobre lealdades nacionais e identidades étnicas.

Continuando a desvendar o mistério, Paulo falou de “um novo homem” (Ef 2.15). Essa nova raça, escreveu ele, fora destinada a levar a presença do Cristo ressuscitado por todo este mundo de doença e morte. Seria uma grande companhia de redimidos, formada tanto de judeus quanto de gentios, mas que não teria características nem de um nem do outro.

 Quando Paulo escreveu sobre derrubar “a parede de separação”, estava colocando a espada da Palavra com autoridade apostólica na raiz de todas as divisões no Corpo do Senhor. Como o Novo Homem coletivo está no centro do propósito de Deus de restaurar a humanidade a si mesmo, e como judeus e gentios formam juntos essa companhia por meio de humildade e amor fraternal, é evidente que se tornou um dos principais alvos de ataques demoníacos através dos séculos. 

 A batalha que precisamos ganhar

 Enquanto judeus e gentios permanecerem sem reconciliação, no sentido mais profundo e verdadeiro de amor cristão e unidade de espírito, sempre haverá divisões em todo o Corpo de Cristo! Enquanto nos recusarmos a negar a nós mesmos, promovendo autopreservação no lugar da unidade, sempre haverá base legal para a atuação de espíritos sectários na Igreja.

 Assim como ocorre com todos os problemas, as soluções verdadeiras e duradouras só aparecem quando tratamos a raiz da questão. Uma boa ilustração disso pode ser encontrada no caso do machado que caiu no Rio Jordão no tempo do profeta Eliseu. Ao pedirem socorro ao profeta, este respondeu: “Onde caiu?” (2 Rs 6.6). Identificado o lugar, Eliseu cortou um pau, lançou-o na água, e o machado flutuou. O que foi perdido foi restaurado no local exato onde desaparecera! O mesmo é válido para nós hoje. Faríamos bem se procurássemos a causa de todas as divisões e fortalezas sectárias no ponto exato onde as raízes primeiro apareceram, entre judeus e gentios, entre Israel e as nações.

 Onde nosso machado caiu? Onde o perdemos? Exatamente quando e por que a Igreja começou a dividir-se? Não foi sobre as contendas arrogantes a respeito de quem é primeiro no Corpo, quem tem mais preeminência ou posição mais alta diante de Deus?
O orgulho e a autopreservação dos judeus, por um lado, e as inseguranças e arrogância dos gentios, por outro, deram origem à mentalidade de exclusividade dos judeus e à teologia da substituição dos gentios.

 Aqueles que receberam a natureza redentora de Jesus precisam aplicar fé e dedicação para curar essa ferida antiga se quiserem ver a plena restauração do povo de Deus. Podemos continuar nossos esforços, lutando contra as múltiplas manifestações de nossa condição desconjuntada; ou podemos ir direto ao âmago da questão e desarmar o espírito do sectarismo no local exato onde foi originalmente plantado: entre judeus e gentios!

 Reuven Doron é um judeu messiânico (veja história de sua conversão na edição nº 5 da revista Impacto), que reside atualmente em Minnesota, nos EUA. Juntamente com sua esposa, Mary Lou, dirige o ministério “One New Man Call” ( OneNewMan.injesus.com) que visa promover e encorajar o relacionamento e entrosamento entre a Igreja e Israel nestes tempos do fim

 E-mail: OneNewManMail@aol.com;
One New Man Call P O Box 164 Hayfield, MN 55940 EUA.
 

por Reuven Doron
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CRIADO PARA SER CONECTADO

Criado para Ser Conectado

 Você não foi criado para seguir pela vida desconectado de Deus. Sejamos realistas: os dias em que vivemos são dias muito difíceis. A palavra que melhor descreve os homens atualmente é estresse. Temos perdido margens preciosas, espaços significativos em nossa vida. Os homens, com certa frequência, compartilham comigo que estão financeiramente à beira de um colapso, emocionalmente estraçalhados, fisicamente exaustos e espiritualmente desconectados.
 Há duas semanas, um homem me disse: “Sei que não posso continuar nessa trajetória por muito tempo, mas não tenho a mínima ideia de como vou sair dessa”. Sua declaração retrata uma realidade inquestionável: desconexão! Por esse motivo, eu gostaria de compartilhar com você alguns princípios sobre conexões.
1. Conexões são elementos essenciais para a vida.
 Os órgãos, músculos e ossos que funcionam em seu corpo só estão funcionando porque estão conectados. Se ficarem desconectados, enfraquecem e morrem. Nenhum deles pode viver de forma independente. Sem os tecidos que fazem a interligação, você está morto! O que se aplica ao seu corpo também se aplica a todas as outras áreas da sua existência. A vida se resume a conexões. Uma vida desconectada é uma existência vazia.
2. Fomos criados para ser conectados.
 A angustiante dor da solidão é a maior prova de que Deus nos criou para relacionamentos. Sentimos necessidade de ser necessários. Carregamos, dentro de nós, um anseio de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Quando as pessoas usam roupas de grife com orgulho, vibram num estádio de futebol ou acendem as luzes do celular em meio a um concerto, estão buscando um senso de conectividade. Sem conexões, a vida é vazia.
3. Conexões ajudam-nos a compreender a vida.
 Conexões alargam fronteiras. A vida, sob muitos aspectos, é um grande mistério, apenas uma série de eventos casuais – até que você passa a ver as conexões. Como um grande quebra-cabeça desordenadamente espalhado sobre uma mesa, as peças devem ser conectadas para que você consiga ver um panorama muito maior. Informação é algo inútil até que você reconheça como ela se relaciona com alguma parte de sua vida.
4. Conexões capacitam-nos.
 Brota poder das conexões. Um forno desconectado da fonte geradora de energia não produz calor. Um belo estéreo desconectado da tomada elétrica não produz nenhuma bela música. Da mesma forma, se você está espiritualmente desconectado de Deus, você perde o calor, a beleza, o poder e a direção que Deus planejou para sua vida.
5.Conexões nos mantêm em constante crescimento.
 Ter conhecimento, saber fazer o que é certo raramente o capacita a agir acertada e continuamente a longo prazo. Você precisa de parceiros bem próximos que o encorajem quando sente que está prestes a desistir. Você precisa de diferentes tipos de conexões.
6. Conexões ajudam-nos a trazer equilíbrio à nossa vida.
 A memória é nossa conexão com o passado. A visão é nossa conexão com o futuro. A consciência é nossa conexão com o presente. Sem conexão com o passado, perdemos as raízes. Sem conexão com o futuro, perdemos a esperança. Sem conexão com o presente, perdemos a paixão e o propósito. Sem conexão com Deus, perdemos o poder e tornamo-nos nulos.
7. Conexões aumentam nossa confiança.
 Somos melhores quando estamos juntos. Quanto mais espiritualmente conectado você estiver, menos angústia terá em relação à insegurança. Passamos a ganhar confiança ao conhecer outros que já sentiram o que estamos sentindo e sobreviveram ao que estamos enfrentando.
8. Conexões nos fazem muito mais produtivos.
 O impacto de sua vida será determinado, em grande medida, pelas qualidades de suas conexões pessoais. Quanto melhor for sua conexão com Deus e com outras pessoas, maior será o impacto que causará.
9.Temos de aprender a conectar-nos.
 Fazer a conexão correta com Deus e com outras pessoas não é algo natural nem automático. Foi por isso que Deus enviou Jesus ao mundo. Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos e, agora, oferece-nos o padrão e o poder para vivermos como sempre desejou que vivêssemos: conectados!
10. Amar é a forma mais sublime de conexão.
 A Bíblia afirma que o mais importante, nesta vida, é amar os outros (Cl 3.14). Quando Jesus foi indagado sobre a coisa mais importante na vida, ele respondeu: “Ame a Deus com todo o coração”.
 Concluindo: não basta que os homens se conectem uns com os outros; eles precisam conectar-se com Deus. Nossas igrejas estão cheias de homens que sabem muito a respeito de Deus, mas que não o conhecem pessoalmente. Para os homens, a questão não é: “Estou salvo, confirmado, sou batizado, membro de uma igreja, cheio do Espírito?” A questão não tem a ver com o status, mas com a prática de sua vida: “Estou andando com Deus? Sou um seguidor de Jesus Cristo?”
 Uma vez que o homem é salvo/batizado/membro de uma igreja, temos a tendência a esquecê-lo. Ensinamos os princípios, damos boas diretrizes morais, mas não mostramos como andar com Deus. O homem típico que frequenta nossas igrejas não tem absolutamente a mínima ideia do que significa seguir Jesus por três razões fundamentais: ninguém lhe ensinou como seguir a Jesus, ele nunca viu alguém fazendo isso na prática e ele acha que seguir Deus é ser religioso e ter uma boa ética moral. Como resultado, os homens continuam desconectados e, pior, deixam um pobre exemplo para seus filhos; um exemplo de profunda desconexão.
 Os homens precisam seguir Jesus Cristo, mas não podemos esperar que eles façam isso por conta própria. É necessário que haja pais espirituais e uma turma de irmãos. É necessária uma equipe!
 Nélio DaSilva foi missionário da Youth For Christ (Mocidade para Cristo) e serviu, durante 25 anos, nos Estados Unidos estabelecendo igrejas e desenvolvendo liderança junto à Presbyterian Church in America (PCA). É fundador do ministério Homens de Valor/Pais de Oração. Faz parte da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana em Alphaville, São Paulo. Escritor, já publicou oito livros.


por Rick Warren – Adaptação de Nélio Da Silva
Postado po Roberto
Fonte: evista Impacto
Abraço

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ISRAEL TENTA DIVIDIR A TERRA SANTA DE DEUS

Israel tenta dividir a Terra Prometida de Deus

Joseph Farah

Ehud Olmert, Primeiro Ministro de Israel.
Talvez você já tenha visto a notícia.
Sob a liderança corrupta e mal-orientada de Ehud Olmert [que, agora, renunciou. Entretanto, se Tzipi Livni for sua sucessora, deve seguir no mesmo rumo – N. R.], Israel está se preparando para dividir o país pela metade – dando a quase totalidade da Judéia e da Samaria para a Autoridade Palestina (AP), os inimigos jurados de tudo o que é bom e decente no mundo.

Esse mais recente “acordo de terra em troca de paz” formará a base de um novo Estado palestino.

E o mundo viverá em paz e harmonia para sempre.
Bem, não exatamente.

Aí está o problema fundamental conforme eu, um jornalista cristão árabe-americano e ex-correspondente no Oriente Médio, o vejo: Israel não tem o direito de dar a Terra Prometida de presente, pois aquela terra é a Terra Santa de Deus – terra que Ele entregou aos cuidados do Seu povo.

Sei que Olmert não acredita nisso [nem Tzipi Livni – N.R.]. Sei que bem poucos políticos em Israel acreditam nisso. Sei que a maior parte dos israelenses não acredita nisso. Mas a incredulidade deles não muda a realidade.

Só porque a maioria dos israelenses, e talvez até mesmo a maioria dos judeus no mundo inteiro, tem mentalidade secular e tem consciência de que são o “povo escolhido de Deus”, isso não significa que eles podem pegar a terra que receberam por milagre e jogá-la fora.

Contudo, é exatamente isso que Israel está para fazer. E haverá conseqüências.
Deus ordena que Israel não faça o que está para fazer.

A Terra Prometida não pode ser dividida. Não pode ser vendida ou trocada, de acordo com Ezequiel 48.14. Mas pior, os israelenses estão dando-a de presente para seus inimigos – e, bem francamente, os inimigos de Deus.
Não foi para isso que Deus usou Moisés para abrir o mar Vermelho.
Não foi para isso que ele tirou o povo dele do Egito.
Não foi para isso que ele os tirou do cativeiro várias vezes.

E com certeza Ele não realizou Seu maior milagre de todos – ajuntando novamente os judeus 2000 anos depois de sua dispersão e recriando a terra esquecida de Israel – para vê-la desperdiçada desse jeito.
Quem diz que o renascimento de Israel é um milagre maior do que o Êxodo?
Deus diz.

Em muitas partes da Bíblia, Deus se revela como Aquele que tirou os filhos de Israel da terra do Egito. É um dos nomes de Deus. É o modo como Ele era conhecido pelo Seu povo – por meio de Suas obras miraculosas.

Entretanto, Deus diz em Jeremias 23.7-8 que nos últimos dias Ele será conhecido pelo milagre de ajuntar de novo os filhos de Israel – um milagre maior do que o Êxodo: “Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais dirão: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito; Mas: Vive o Senhor, que fez subir, e que trouxe a geração da casa de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e habitarão na sua terra”.

Esse milagre ocorreu há 60 anos – e foi maior, aos olhos de Deus, do que a abertura do mar Vermelho, do que o maná do céu, do que a entrega da lei no monte Sinai, do que as muralhas de Jericó desmoronando.

Isaías profetizou também que Israel renasceria. Ele até predisse que isso aconteceria num único dia (Isaías 66.7-8). Você conhece alguma outra nação na história do mundo que literalmente nasceu num dia?

Mas era ainda a terra de Deus, diz Jeremias 3.18: “Naqueles dias, andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão, juntas, da terra do Norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.”
Não foi a ONU que deu a Terra Prometida para Israel.

Não foi a astúcia militar de Israel que libertou a Terra Prometida.
Não foi o trabalho duro dos sionistas que fez renascer o Estado de Israel.
Já estava tudo pré-determinado. Foi tudo obra de Deus. E Ele não entregou a terra dEle porque queria dá-la de presente aos descrentes.
Eu discordo do que Israel está fazendo?
Sim.
Eu acredito que Israel está cometendo um grande mal?
Sim.
Eu acredito que Israel enfrentará horrendas conseqüências como resultado?
Sim.
Mas não importa no que eu creio.

O que importa é o que Deus diz. (Joseph Farah, www.WorldNetDaily.com – extraído de www.juliosevero.com)

O CASTIGO


O Castigo

 Deus tem um método infalível de quebrar nosso egoísmo. Toni aprendeu essa lição por meio de uma experiência dolorosa. Às vezes, Deus não encontra outro meio para nos ensinar.

 Leitura Bíblica: 1 Timóteo 6.6-12

 O CASTIGO

 No tempo em que nossos bisavós eram jovens, um fazendeiro, filho de imigrante europeu, tocava suas terras com a ajuda de dois filhos: Zé, de 14 anos, e Toni, de 12.

 Todos os dias, uma das tarefas de Toni era abrir a porteira do pasto para deixar as vacas entrarem no curral para serem ordenhadas. Depois da ordenha, ele precisava tocá-las de volta para o pasto e fechar a porteira.
 
 Esse negócio de abrir e fechar porteiras todos os dias, de manhã e à tarde, era um pouco demais para ele, pensava Toni. Como muitos outros garotos, de todas as idades, Toni fazia qualquer coisa para poupar esforços e, com frequência, deixava a porteira aberta quando deveria estar fechada! Como resultado, as vacas escapavam do pasto e faziam grandes estragos perto da casa. E, como não podia ser diferente, virava uma tempestade dentro de casa!

 Depois de diversas reincidências, o pai, por fim, chamou Toni e disse-lhe: “Da próxima vez que você deixar aquela porteira aberta, vou lhe dar uma surra que nunca mais esquecerá!”.

 Por um bom período, Toni foi obediente e fiel à sua tarefa. O passar do tempo, porém, costuma obscurecer a visão, e logo Toni já não conseguia manter na mente uma imagem muito nítida do castigo prometido.

 Certa tarde, ele acabou esquecendo a porteira aberta mais uma vez – e as vacas fizeram uma festa no jardim da casa.

 À noite, o fazendeiro não disse nada, mas uma nuvem sombria cobria-lhe o rosto. No dia seguinte, depois do café da manhã, ele desceu para um dos campos da fazenda para trabalhar. Enquanto revirava o feno para secar-se ao Sol, o filho mais velho desceu para falar com ele.

 Como o pai não o viu quando chegou, Zé ficou ao lado, esperando com paciência. Finalmente, depois de notá-lo, o fazendeiro perguntou: “Bem, Zé, o que foi?”
O garoto respondeu, falando devagar, meio gaguejando. “Pai, eu não queria que o Toni levasse uma surra.”

 “Mas eu preciso castigar o Toni”, o pai respondeu. “Ele foi irresponsável e precisa aprender a obedecer. Não existe força sem obediência.”

 “Bem, pai,” Zé argumentou, colocando seu peso ora num pé ora no outro, embaraçado, “o senhor não leu nas nossas devoções hoje: ‘Ele foi ferido por nossas transgressões’?”

 O pai olhou para ele, surpreso, e disse: “Você tem uma boa memória, Zé. Aonde quer chegar?”

 Constrangido, o filho respondeu: “Bem, é que... Pai, quero tomar metade da surra do Toni”.

 “Não, não posso permitir que você faça isso”, o pai respondeu. “Foi o Toni que errou.”
Depois, fixou um olhar penetrante no Zé, por debaixo de suas espessas sobrancelhas, e perguntou: “Foi o Toni que mandou você para cá com essa ideia?” O pai conhecia bem o filho mais novo.

 Porém, olhando firme para o pai, Zé respondeu: “Não, pai, o Toni não me disse nada. É só que... Bem... Eu só queria tomar uma parte do castigo dele.”

 Depois de uma pausa, o pai disse: “Vá chamar o Toni para mim”.

 Toni estava sentado na varanda, na frente da pequena casa da família, com seu material escolar. Mas não estava estudando. Parecia muito concentrado em algum pensamento.

 “Toni”, disse Zé, “o pai quer conversar com você lá no campo de baixo.”

 Os dois garotos caminharam para lá em silêncio. Quando chegaram ao lugar, encontraram o fazendeiro apoiado no forcado, perdido nos pensamentos.

 “Pai”, disse Zé, “o Toni está aqui.”

 O fazendeiro olhou para Toni e viu que estava muito chateado. Então lhe disse brandamente: “Toni, você se lembra de que, nas devoções de hoje, eu li ‘Ele foi ferido por nossas transgressões’?”

 Dava para ver claramente que Toni fora pego de surpresa. Era uma linha de ataque que não esperava e para a qual não tinha defesa alguma no momento. Um tanto consternado, respondeu: “Sim, senhor, eu me lembro”.

 “Pois bem, Toni, o Zé disse que quer tomar metade da surra que você vai receber”, disse o pai pausadamente.

 O rosto de Toni passou então por uma segunda e mais radical transformação. Depois da mudança de carranca para surpresa, passou a demonstrar brandura, consternação, ternura, arrependimento. Virando-se abruptamente, jogou os braços em volta do irmão mais velho e exclamou: “Não, Zé, você não pode fazer isso!”

 Em seguida, voltou-se novamente para o pai e afirmou: “Sei que errei, pai. Estou pronto agora para receber meu castigo.”

 As vistas do pai estavam enevoadas, e a voz, embargada quando respondeu: “Bem, meus filhos, ninguém será castigado neste momento. Mas, Toni, lembre-se: da próxima vez que a porteira ficar aberta, a oferta do Zé estará valendo. Agora, podem ir”.

 Antes de voltar para a casa, Toni fez algo muito incomum para aquela época e cultura. Olhando para o pai, perguntou: “Posso dar um beijo no senhor?”

 Foi o próprio Toni que me contou essa história quando já era adulto. Ele me disse que nunca mais deixou a porteira aberta. Foi a oferta do Zé – e seu amor – que mudaram a atitude do garoto irresponsável e egoísta.

 Aplicação

 Vimos, nessa história verdadeira, como o amor do irmão mais velho expôs a atitude desligada e centrada em si mesmo de Toni. Da mesma forma, foi preciso que o Senhor Jesus nos amasse a ponto de se doar por nós na cruz, em pagamento por nossos pecados, para que pudéssemos enxergar nosso egoísmo e desinteresse pela missão do Pai. Que grande amor! Só um amor como esse poderia fazer-nos ver nosso egoísmo total com os olhos de Deus.

 Pergunte a si mesmo

 Posso realmente dizer que fui salvo do meu egoísmo incurável se ainda não fui quebrantado pelo amor de Deus a ponto de querer entregar-me a ele para obedecer-lhe e servi-lo?

 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). 

 Extraído do livro Seeing God’s Purpose in Everything (Vendo o Propósito de Deus em Tudo), um livro de histórias selecionadas por DeVern Fromke, Master Press, Knoxville, Tn, EUA.

 
por 
Postado por Roberto
Fonte: Revista impacto
Abraço

ÍMPIOS E JUSTOS

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Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) (Efésios 2:4-5).

Ímpios e justos

Um grupo de turistas que visitava uma galeria de artes parou diante da famosa pintura do Juízo Final. Um dos guias da galeria explicava os detalhes: “Os ímpios do lado esquerdo do quadro são lançados no inferno… enquanto os justos entram no paraíso…”

“Os justos?! Então não existe esperança para mim”, exclamou um dos turistas, perguntando ao que estava ao lado: “E para você?”
“Eu? Não sou um dos ímpios.”

“Então você é justo?”
“Bem, não exatamente. Quem pode dizer que é cem por cento justo?”

“É, você está certo, pois Deus diz na Bíblia que “não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). Existem apenas duas classes de gente, como se pode ver na pintura. Você não pode se beneficiar da obra de Cristo na cruz e se tornar justo diante de Deus a menos que admita que é ímpio. Jesus Cristo morreu pelos ímpios (Romanos 5:6).

A conversa continuou durante todo o passeio na galeria. Depois, os dois turistas trocaram os endereços. Deus usou tal conversa para despertar a consciência do homem que não se considerava um ímpio, o qual, após um tempo, telefonou ansioso para o outro: “O que tenho de fazer para ser salvo?” A resposta foi: “Creia no Filho de Deus, que morreu pelos ímpios, ou seja, por todos nós. Ele tomou sobre Si o castigo que nós merecíamos”. 

Postado por Roberto
Fonte: www.apaz.com.br
Abraço