quarta-feira, 28 de julho de 2010

ABRAÃO


ABRAÃO
Heb. 'Abraham (possivelmente "o pai de uma multidão") e 'Abram ("o pai é exaltado").
Abraão nasceu perto ou mesmo na cidade de Ur no sul da Mesopotâmea. O pai de Abraão, Tera tinha 2 outros filhos, Nacor e Haran o pai de Ló (Gn 11:27). O relato de Génesis não menciona Deus aparecer a Abraão antes da partida de Ur, mas At 7:2-4>> claramente aplica a ordem de Gn 12:1-3 à altura em que a família ainda vivia em Ur. A vida de Abraão pode ser subdividida em quatro períodos principais: 

(1) Sua vida antes da sua jornada até Canaã, à idade de 75 anos. 

(2) Desde o inicio da sua residência em Canaã até o nascimento do seu filho Isaque, um período de 25 anos. 

(3) A sua vida desde o nascimento de Isaque até a morte de Sara e o casamento de Isaque com Rebeca, cerca de 40 anos. (

4) Os seus últimos dias, velhice e morte, cerca de 35 anos. Apesar das fragilidades que são comuns aos homens, Abraão perseverou no seu propósito de uma vida de seguir onde quer que Deus o guiasse, quer fosse no longo caminho de Ur para Canaã ou para o Monte Moriá para oferecer o seu único filho, o filho da promessa, em sacrifício. 

Através das provas da sua vida, a sua fé foi aperfeiçoada, tanto assim que ele se tornou "o amigo de Deus" (Tg 2:23). 

A alta estima que os seus descendentes lhe tinham eventualmente degenerou quase ao ponto em que eles o adoravam acima de Deus. 

Mas o brilho da sua fé e longa vida de devoção à vontade de Deus perdura através das gerações.
Postado por Roberto
Fonte: Dicionário Bíblico
Abraço 

AARÃO

 
AARÃO
Heb. 'Aharôn, muito provavelmente uma trasliteração Hebraica do Egípcio 'rn, "grande é o nome", ou "grande no nome"; Gr. Aaron.
Filho de Amram e Jocabed (Ex 6:20), e descendente de Levi (1Cr 6:1-3). Tinha uma irmã mais velha, Miriam (Ex 7:7; cf. Ex 2:4), e um irmão mais novo, Moisés (Ex 7:7). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar (Ex 6:23).

Aarão aparece na narrativa bíblica quando o Senhor o envia desde o Egipto para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb (Ex 4:27). Aí os dois conferenciaram sobre a volta ao Egipto a fim de efectuar a libertação do seu povo do cativeiro (Ex 4:28). O Senhor tinha já aparecido a Moisés, indicando-lhe que Aarão seria o seu porta-voz na nova missão (Ex 4:14-16). A partir dessa altura os dois irmão trabalharam lado a lado para garantir a liberdade para o seu povo oprimido (Ex 4:29, 30; etc.). Mesmo depois da saída do Egipto Aarão continuou, pelo menos algumas vezes, como porta-voz de Moisés para os filhos de Israel (Ex 16:9,10). Em Refidim, a pouca distância do deserto de Sin, Aarão e Hur sustentaram os braços levantados de Moisés na batalha vitoriosa com um grupo de Amalequitas (Ex 17:12).

Durante a estadia junto ao Monte Sinai, a Aarão e aos seus filhos Nadab e Abiú, juntamente com 70 dos anciãos de Israel, foi dado o privilégio especial de acompanharem Moisés para além do limite na base da montanha do qual o povo normalmente não deveria transpor (Ex 24:1-11). Durante a ausência prolongada de Moisés do acampamento, Aarão condescendeu com a exigência do povo de terem "deuses" visíveis ao fazer um bezerro de ouro e liderando a sua adoração (Ex 32:1-35).Enquanto os Israelitas estavam ainda acampados no Sinai, Aarão e os seus filhos foram nomeados e consagrados para servir como sacerdotes no santuário (Ex 28:40-Ex 29:37; Ex 40:13-16; Lv 8:1-36). Aarão serviu como sumo-sacerdote durante 38 anos, até alguns meses antes da entrada em Canaan (Nm 20:22-29). 
 
Logo após a partida do Sinai, Aarão e Miriam juntaram-se na oposição a Moisés como comandante supremo de Israel, sob a orientação de Deus, e reclamaram para eles uma voz na administração da nação. Deus activamente repreendeu os dois que tinham tido a audácia de desafiar aquele que Ele tinha nomeado líder (Nm 12:1-15). Algum tempo depois um grupo de Levitas descontentes uniram forças com certos homens da tribo de Rúben, e outros, numa revolta contra a liderança de Moisés e Aarão, e mais uma vez Deus demonstrou quem eram os Seus líderes escolhidos (Nm 16:1-50). Para que não houvesse nenhuma sombra de dúvida em relação ao facto que tinha sido Deus a nomear Aarão para tomar conta da vida religiosa da nação, Deus o demonstrou ao fazer com que a vara de Aarão florescesse, e gerasse amêndoas de um dia para o outro (Nm 17:1-13). 
 
Perto do fim dos 40 anos no deserto, quase na fronteira com Canaan, Aarão juntou-se a Moisés numa demonstração de impaciência em Cades, onde Moisés impetuosamente feriu a rocha de onde água iria fluir para o povo. Como resultado desta atitude, aos dois irmãos foi barrada a entrada na Terra da Promessa (Nm 20-7-13). Pouco tempo depois da experiência em Cades o povo de Israel levantou acampamento e viajou em redor da fronteira de Edom, tendo-lhes sido recusada permissão para usar uma rota mais directa através do território daquele país. Durante essa viagem o Senhor fez saber a Moisés e Aarão que este se devia preparar para cessar as suas funções e morrer (Nm 20:22-24; cf. Dt 10:6). Por ordem divina as vestes do sumo-sacerdote foram tiradas de Aarão e colocadas no seu filho Eleazar, simbolizando a sua sucessão ao seu pai como sumo-sacerdote (Nm 20:25-28). Aarão morreu com a idade de 123 anos (cf. Ex 7:7; Dt 34:7), e foi sepultado no Monte Hor na fronteira de Edom (Nm 20:27, 28; Nm 33:37-39; Dt 32:50), o qual ainda não foi identificado. Israel chorou a sua morte por um período de 30 dias (Nm 20:29). 
 
Postado por Roberto
Abrço 

PRECISA-SE DE VINHO NOVO


Tenho uma sede quase insaciável pelas histórias das ações de Deus que normalmente chamamos de “avivamento”. Estou sempre garimpando por relatos originais de pessoas que estiveram presentes quando Deus “fendeu os céus e desceu”.
 Numa dessas pesquisas, encontrei o livro de um missionário presbiteriano chamado William Newton Blair, que chegou à Coréia com sua esposa em 1901. Permaneceram trabalhando naquele país por 45 anos. No livro, Blair conta como, no inverno de 1907, reuniram-se, na Igreja Presbiteriana Central de Pyongyang, aproximadamente 1500 homens coreanos de várias partes do país para o estudo bíblico anual. Poucos meses antes, um pregador havia visitado a igreja, contando como o mover de Deus que começara no País de Gales (1904) e em Azusa, EUA (1906), estava se espalhando pelo mundo e acabara de chegar à Índia.
 Reuniões diárias de oração foram iniciadas entre os cristãos coreanos durante o período do Natal e do fim do ano. A semana de estudos bíblicos começou no dia 2 de janeiro de 1907 e continuou sem qualquer acontecimento fora do normal, mas com um crescente senso de expectativa e a convicção de que Deus já estava agindo.
 No sábado à noite, no final da primeira semana, começaram, conforme haviam planejado, uma série de reuniões noturnas como parte da Conferência Bíblica. A primeira reunião também transcorreu sem nada de especial.
 “Nada de incomum aconteceu”, Blair escreveu. “Não estávamos procurando por algo incomum. Somente um silencioso mar de faces esperançosas e sérias e uma disposição generalizada de levantar a voz em oração evidenciavam a operação do Espírito em nosso meio. [...] Fomos para casa naquela noite confiantes de que nossas orações estavam sendo ouvidas. Na noite do domingo seguinte, tivemos uma estranha experiência. Não havia vida na reunião. A igreja estava cheia, mas algo parecia bloquear tudo. Depois do sermão, algumas poucas orações formais foram feitas, e voltamos para casa cansados como se tivéssemos saído de uma competição física, conscientes de que o adversário estivera presente, aparentemente vitorioso.”
 Mal podiam imaginar o que estava prestes a acontecer. A seguir, William Blair continua seu relato do Pentecostes Coreano:
 Na segunda-feira, ao meio-dia, nós, missionários, nos reunimos e clamamos a Deus fervorosamente. Estávamos com forte encargo no nosso espírito e nos recusávamos a deixar Deus ir enquanto não nos abençoasse. Aquela noite foi muito diferente. Cada um sentiu, ao entrar na igreja, que o lugar estava cheio da presença de Deus. 
Não somente os missionários, mas os coreanos testificaram a mesma coisa. Eu estava presente uma vez em Wisconsin quando o Espírito de Deus caiu sobre um grupo de lenhadores e cada descrente na sala se levantou e pediu oração. Naquela noite em Pyongyang, o mesmo sentimento me sobreveio quando entrei na sala, um senso da proximidade de Deus, impossível de se descrever.
 Depois de um breve sermão, o sr. Lee assumiu a reunião e abriu para orações. Tantos começaram a orar ao mesmo tempo que o sr. 
Lee disse: "Se quiserem orar assim, então que todos orem". De fato, foi isso que aconteceu: todo o auditório começou a orar em voz alta, todos juntos. O efeito foi indescritível – não houve confusão, mas uma vasta harmonia de som e espírito, uma fusão de almas movidas por um irresistível impulso para orar. O som para mim era como a queda de muitas águas, um oceano de oração bombardeando o trono de Deus. Não eram muitas orações, mas apenas uma, nascida de um Espírito, que subia ao único Pai nos céus. Assim como, no dia de Pentecostes, eles estavam todos juntos em um lugar, orando unânimes, quando "de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam assentados".
 Deus nem sempre está no redemoinho, nem fala todas as vezes por meio de um sussurro. Ele veio a nós, em Pyongyang, naquela noite, com o som de choro. Enquanto a oração prosseguia, um espírito de pesar e tristeza pelo pecado desceu sobre o auditório. Num canto, alguém começou a chorar, e, no mesmo instante, o auditório inteiro estava chorando.
 O relato do sr. Lee, escrito na época do avivamento, descreve a história daquela noite melhor do que quaisquer outras palavras escritas posteriormente, por mais cuidadosas que fossem. "Um homem após o outro se erguia, confessava os seus pecados, desatava em choro e então se lançava ao chão e batia nele com seus punhos em grande agonia de convicção. Meu próprio cozinheiro tentou fazer uma confissão, desesperou-se no meio dela e gritou para mim do outro lado do salão: ‘Pastor, há alguma esperança para mim, posso eu ser perdoado?’. Depois, lançou-se ao chão, e chorou e chorou, e quase gritou em agonia. Às vezes, depois de uma confissão, todo o auditório desatava em oração audível e o efeito de ouvir centenas de homens orando juntos em voz alta era algo indescritível. Novamente, depois de outra confissão, desatavam em choro incontrolável – todos chorávamos juntos, pois era impossível deixar de fazê-lo. Assim a reunião prosseguiu até às duas da manhã, com confissão, e choro, e oração.”
 Somente uns poucos missionários estavam presentes naquela noite de segunda-feira. Na terça pela manhã, o sr. Lee e eu fomos de casa em casa contando as boas notícias para todos os que estiveram ausentes (e para os nossos amigos metodistas da cidade). Ao meio-dia, toda a comunidade estrangeira se reuniu para render graças a Deus.
 Eu gostaria de descrever a reunião de terça à noite em minhas próprias palavras porque uma parte do que aconteceu teve a ver comigo pessoalmente. Estávamos conscientes de que existia rancor entre vários dos nossos oficiais da igreja, especialmente entre o sr. Kang e o sr. Kim. O sr. Kang confessou o seu ódio pelo sr. Kim na segunda à noite, mas o sr. Kim ficou em silencio. Em nossa reunião de oração ao meio-dia, na terça, vários de nós concordamos em orar pelo sr. Kim. Eu estava especialmente interessado porque o sr. Kang era meu assistente na igreja de Pyongyang do Norte e o sr. Kim era um presbítero na igreja central e um dos oficiais na Associação de Homens de Pyongyang, da qual eu era presidente. Na medida em que a reunião avançava, eu podia ver o sr. Kim sentado com os presbíteros atrás do púlpito, com a sua cabeça abaixada. Curvando-me onde eu estava sentado, pedi a Deus para ajudá-lo e logo, erguendo os olhos, vi que estava vindo à frente.
 Segurando o púlpito, ele fez sua confissão. "Tenho sido culpado de lutar contra Deus. Como presbítero na igreja, tenho sido culpado de odiar não somente a Kang You-moon, mas a Pang Mok-sa." Pang Mok-sa era meu nome coreano.
 Nunca tive uma surpresa maior em minha vida. Pensar que este homem, meu colega na Associação de Homens, estava me odiando sem que eu soubesse! Parece que eu havia dito algo a ele um dia, na correria de administrar uma excursão escolar no campo, que o tinha ofendido, e pelo qual não conseguia me perdoar.
 Virando-se para mim, ele disse: "Você pode me perdoar? Você pode orar por mim?" Eu fiquei em pé e comecei a orar: "Aba-ge, Aba-ge" ("Pai, Pai"), e não conseguia passar desse ponto. Foi como se o telhado tivesse sido retirado do prédio e o Espírito de Deus descesse do céu numa poderosa avalanche de poder sobre nós. Eu caí ao lado de Kim e chorei e orei como nunca havia orado antes. 
Meu último vislumbre da audiência ficou indelevelmente gravado na minha mente. Alguns se lançavam estendidos sobre o chão, centenas estavam em pé com os braços estendidos ao céu. Ninguém se lembrava de quem estava ao seu lado. Cada um estava face a face com Deus. Eu ainda posso ouvir aquele terrível som de centenas de homens suplicando a Deus por vida, por misericórdia. O clamor subiu de tal maneira que o povo da cidade ficou consternado.
 Assim que recuperamos nosso autocontrole, nós, missionários, nos reunimos na plataforma e consultamos: O que faremos? Se os deixarmos prosseguir assim, alguns se enlouquecerão. Contudo não ousamos interferir. Nós havíamos orado a Deus, pedindo um derramamento do seu Espírito sobre o povo, e realmente viera. 
Descendo, espalhamo-nos entre o povo, tentando confortar os mais abatidos, puxando os homens do chão e dizendo: "Não se preocupe, irmão, se você pecou, Deus vai perdoá-lo. Espere e lhe será dada uma oportunidade para falar”.
 Finalmente, o sr. Lee puxou um hino e o silêncio foi restaurado durante o cântico. Foi então que teve início uma reunião tal qual nunca vi nada semelhante, nem gostaria de ver novamente a não ser que aos olhos de Deus fosse absolutamente necessário. Cada pecado que um ser humano é capaz de cometer foi publicamente confessado naquela noite. Pálidos e tremendo de emoção, em agonia de mente e corpo, indivíduos sob convicção foram sucessivamente ficando de pé como se estivessem no forte brilho do juízo final, vendo a si mesmos como Deus os via. Seus pecados se lhes revelavam em toda sua vileza até que a vergonha, a dor e o autodesprezo tomavam conta por completo; o orgulho era expulso, a opinião de homens esquecida.
 Olhando para o céu, para Jesus a quem haviam traído, batiam em seus peitos e clamavam com amargo lamento: "Senhor, Senhor, não nos lances fora para sempre!" Todo o resto era esquecido, nada mais importava. O escárnio dos homens, a penalidade da lei, até a própria morte parecia de pouca importância se tão-somente Deus lhes perdoasse.
 Cada um pode ter suas teorias a respeito da propriedade ou não da confissão pública de pecado. Eu já tive as minhas; agora, contudo, sei que quando o Espírito de Deus cai sobre corações culpados, haverá confissão, e nenhum poder na terra pode impedi-la.
 A classe de Pyongyang terminou com a reunião de terça à noite. Os cristãos voltaram para seus lares no interior levando o fogo pentecostal com eles. Por todo lugar em que a história foi contada, o mesmo Espírito inflamou e espalhou as chamas até que praticamente cada igreja, não somente na Coréia do Norte, mas por toda a extensão da península, tivesse recebido sua parte da bênção. 
Em Pyongyang, reuniões especiais foram realizadas nas várias igrejas por mais de um mês. Mesmo as escolas tiveram de deixar de lado as lições por alguns dias enquanto as crianças choravam seus erros juntas.
 O arrependimento de maneira alguma ficou restrito à confissão e às lágrimas. A paz era resultado da reparação, onde quer que a reparação fosse possível. Nós tivemos nossos corações rasgados vez após vez durante aqueles dias pela devolução de pequenos artigos e dinheiro que haviam sido roubados de nós através dos anos. Doía tanto vê-los sofrer! Por toda a cidade os homens iam de casa em casa, confessando a indivíduos que eles tinham prejudicado, devolvendo propriedades e dinheiro roubados, não somente aos cristãos, mas também aos de fora, até que toda a cidade ficou impressionada. Um comerciante chinês ficou atônito ao ver um cristão entrar e lhe pagar uma grande soma de dinheiro que havia obtido injustamente anos atrás.
 Enquanto estava sentado à minha mesa, lendo esse relato das ações de Deus com pessoas exatamente iguais a mim e a você, tive uma profunda sensação de que o Espírito Santo estava falando. De repente, tempo e distância desapareceram, e ouvi o Espírito me perguntar: “É isso que você busca? É esse derramamento que deseja? Você está preparado para me receber nas minhas condições?” Sentado ali, chorei as lágrimas de alguém que encara a própria morte e que estranhamente a deseja, mais do que se ansiaria pela vida.
 Hoje, fala-se muito sobre avivamento e, também, sobre igreja nos lares (células, grupos nas casas etc.). Grande parte do que falamos e fazemos nessas áreas assemelha-se mais a tentativas humanas de organizar um desfile completo com alimentação, música e entretenimento, na esperança de que Deus concorde em aparecer e liderar nosso espetáculo. Mas será que é esse realmente o coração de Deus? É isso que queremos que Deus faça? É isso que estamos esperando e aguardando ansiosamente, quando falamos de avivamento? Ou estamos dispostos a convidar Deus para “fender os céus e descer” e enviar o Espírito Santo nas condições dele, mesmo que o preço de tal visitação seja uma profunda e radical “morte para nós mesmos”? Desfiles são divertidos – a morte do eu não é.
 E o que tudo isso tem a ver com a ênfase atual em igreja nos lares? Bill Beckham, um conhecido líder mundial do movimento de igrejas em células, fez uma observação muito profunda: “Você nunca muda uma estrutura enquanto não mudar os valores. Não podemos transplantar sistemas e estruturas. Só podemos transplantar valores e vida”. Amém!
 Grande parte do que tenho visto e experimentado nesses movimentos até agora tem tocado apenas nas estruturas; temos experimentado metodologia ao invés de verdadeiramente nos imbuirmos de novos valores – ou seja, estamos repetindo a velha história de procurar novos odres sem possuir o requisito essencial do vinho novo. Conseqüentemente, os novos modelos não conseguirão durar muito tempo. Obsessão com “novidades” nunca sobrevive por muito tempo. 
 Quando olho para a “igreja nas casas” que surgiu em Atos 2.41-47, percebo que foi resultado do derramamento pentecostal do Espírito Santo no início do capítulo, que levou milhares de pessoas à nova fé em Cristo (assim como a explosão da igreja na Coréia foi simplesmente o produto do derramamento do Espírito Santo lá em 1907). O vinho novo de Atos 2.1-40 produziu os novos odres de Atos 2.41-47. É assim que funciona. Não no sentido inverso. Se não tomarmos cuidado, a ênfase de “igreja nos lares” ou “igreja em células” não passará de uma nova estrutura em busca de um valor, um odre procurando vinho. E isso seria desastroso.
 Entretanto, creio que Deus tem outros planos. Como aqueles missionários presbiterianos e os cristãos coreanos em 1907, creio que estamos na véspera de um derramamento do Rio de Ezequiel 47 tal qual não se vê nem se experimenta há bem mais de 100 anos. E, como aconteceu com aqueles crentes primitivos em Atos 2, este é o valor que haverá de criar, preencher e guiar a estrutura da igreja por toda nossa geração e, provavelmente, uma parte da próxima.
 Creio que o Espírito de Deus faz a mesma pergunta a você que fez a mim depois de ler o relato do Pentecostes Coreano: “É isso que você está buscando? É este o derramamento que deseja? Você está preparado para me receber nas minhas próprias condições?” Você está? Está preparado para abraçar a profunda e radical morte para si mesmo que essa visitação pode (e certamente vai) requerer? Está preparado para ver a igreja de que participa tornar-se um novo canal para que o Rio do Espírito de Deus possa fluir? Que as futuras gerações possam testemunhar de nós: “Eles dispuseram seus corações para se tornarem um canal para o Rio de Deus fluir... e como fluiu!”.
 Maurice Smith é autor e implantador de igrejas nas casas nos Estados Unidos, onde dirige a Rede Parousia de Igrejas nas Casas (Parousia Network of House Churches). Outros artigos de sua autoria podem ser encontrados (em inglês) no seu site www.parousianetwork.org. Contatos: msmith@parousianetwork.org. Trecho do artigo extraído do livro “O Pentecoste Coreano”, William Blair e Bruce Hunt, Editora Cultura Cristã, 1998.
Postado Por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço 

COMO AMAR A DEUS

Como se pode demonstrar que se ama alguém? Porventura é somente uma questão de falar-lhe? É melhor enviar um cartão? É demonstrado pelos seus atos? Muitas pessoas sentem dificuldade em comunicar amor. Essa dificuldade não se apresenta só entre um ser humano e outro, mas até entre nós e o próprio Deus. 

Chuck Colson conta, com muita clareza, como ele descobriu essa dificuldade em saber como devemos amar a Deus:

Um aspecto que se vê em todos os livros, é claro, é o amor de Deus pela humanidade e como ele demonstrou esse amor através do sacrifício do seu Filho na cruz. Quanto mais eu lia sobre isso, mais eu queria saber sobre o outro lado – ou seja, como fazer para demonstrar o meu amor por ele. De algum modo, parecia ser essa a chave para o que estava faltando na vida cristã.

O maior de todos os mandamentos, de acordo com Jesus, é “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37). Eu tinha decorado essas palavras, contudo, na verdade, nunca havia pensado realmente sobre o que significavam em termos práticos; ou seja, sobre como eu podia cumprir esse mandamento. Ponderei se outras pessoas não sentiam a mesma coisa. Então perguntei a uma porção de cristãos mais experientes de que forma eles amavam a Deus.

“Bem… amando-o”, gaguejou um. Logo em seguida, completou, a título de explicação: “com todo o meu coração, alma e mente”.

“Mantendo um coração adorador, oferecendo a mim mesmo como um sacrifício aceitável”, explicou um outro rapidamente. Quando insisti por detalhes mais específicos, ele começou a explicar seu esquema de leitura devocional e vida de oração. Na metade da sua fala, ele parou e deu de ombros: “Preciso de mais tempo para pensar a respeito”.

Respostas freqüentes eram a fidelidade na assistência aos cultos e o dízimo. Vários mencionaram pecados favoritos que haviam abandonado, enquanto outros tentavam explicar o amor a Deus como um sentimento nos seus corações, como se fosse algo semelhante a um encontro romântico. Outros me olhavam com desconfiança, talvez pensando que a pergunta tivesse uma espécie de pegadinha.

Foi o suficiente. O efeito cumulativo da minha pesquisa me convenceu de que a maioria de nós, cristãos professos, não sabemos, de fato, como amar a Deus. Além de não termos dedicado tempo para pensar no significado do maior de todos os mandamentos no nosso dia-a-dia, também não o temos obedecido (extraído de Loving God – “Amando a Deus” –, de Chuck Colson, pp.15-16).

Como se faz para demonstrar seu amor por Deus? É um sentimento ou um andar-pela-fé? Uma atitude ou uma ação? Ou um pouco de tudo? Chuck Colson escreveu um livro inteiro acerca do significado de amar a Deus. O seu estudo o levou a incluir aspectos da vida cristã tais como obediência, santidade, arrependimento e sofrimento.

Jesus falou muito claramente: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo 14.15). Sem dúvida alguma, a obediência ao Senhor é uma parte importante da implicação prática de amá-lo. Santidade também é essencial. Arrependimento é o meio que Deus nos dá para dar as costas ao pecado e caminhar em direção a ele. 

Viver uma vida de obediência à Palavra, confissão e arrependimento do pecado, e andar em santidade, tudo isso são demonstrações do nosso amor para com Deus.

Sem depreciar de modo algum esses aspectos da nossa vida cristã, eu gostaria de sugerir uma outra parte muito crítica do significado prático de amar a Deus. É muito simples e, ao mesmo tempo, é tão humana. Amar a Deus significa querer estar com ele.

Não é essa a nossa tendência humana? Quando amamos alguém, nós nos sentimos atraídos para essa pessoa. Queremos passar tempo com ela. Poemas e canções são compostos para expressar os nossos sentimentos de tristeza quando estamos separados daqueles que amamos.

No Velho Testamento, Davi expressou esse mesmo tipo de desejo, o anseio de estar com Deus:

“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo”
 (Sl 27.4).

Este é o clamor de um coração cego de amor. “Deus, eu quero estar contigo. Onde quer que tu estiveres, é lá que eu quero estar."

Esse desejo de estar com Deus é encontrado muitas e muitas vezes nos Salmos. O Salmo 84 é uma súplica para viver na presença de Deus:

“Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo"
(Sl 84.1-2).

A boa-nova para nós, os cristãos, é que não precisamos viajar até Jerusalém, ou para qualquer outro lugar, para estar com o Senhor. 

Ele veio para habitar conosco. Jesus disse, falando de si mesmo e do seu Pai: “Viremos para ele [aquele que o ama], e faremos nele morada" (Jo 14.23). O problema para a maioria de nós é ter consciência diária da presença do Senhor habitando conosco.

Essa falta de percepção é tipicamente uma falta de amor. Pelo fato de não sermos apaixonados no nosso relacionamento com Deus, por permitirmos que outros interesses ou pessoas ocupem a nossa agenda – nós negligenciamos o fato mais maravilhoso do universo: o próprio Senhor Deus veio residir no nosso interior.

Cultivar um relacionamento de amor com Deus é, em muitos aspectos, semelhante a qualquer outro tipo de relacionamento – leva tempo. Tempo para passar com ele – ouvindo, amando, desfrutando da sua presença. Isso envolve alterações no nosso modo de ver a oração e a leitura da Palavra. Ao invés de ver na oração um meio de conseguir coisas de Deus, começamos a enxergá-la como tempo que podemos passar na sua presença. Em vez de ler a Bíblia para buscar discernimento para as nossas vidas (por mais valioso que seja), começamos a ver na nossa Bíblia um lugar de encontro com Deus.

Deus nos ama tanto que suportou a cruz para que pudéssemos passar a eternidade com ele. Ele nos quer AO LADO dele. Nossa resposta de amor para ele significa cultivar um desejo permanente, apaixonado de estar com ele – não somente algum dia no céu, mas cada dia que ele nos dá aqui na terra.

Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço

A VIDA TROCADA

J. Hudson Taylor (1832-1905) foi o fundador da Missão do Interior da China (The China Inland Mission – atualmente chamado Overseas Missionary Fellowship). Este artigo foi extraído de uma carta escrita para a sua irmã na Inglaterra em 1869.

O mês passado, ou um pouco mais, tem sido o período mais feliz da minha vida. Talvez fique mais claro se eu voltar um pouco antes. 

Minha mente tem sido grandemente exercitada nos últimos seis a oito meses, sentindo a necessidade tanto pessoalmente, quanto para a nossa missão, de mais santidade, vida, poder nas nossas almas. 

Contudo, a necessidade pessoal ficou em primeiro lugar e era a mais forte. Eu senti a ingratidão, o perigo, o pecado de não viver mais perto de Deus. Orei, agonizei, jejuei, lutei, tomei resoluções, li a Palavra mais diligentemente, busquei mais tempo para retiro e meditação – tudo, porém, sem resultado.
 
A cada dia, quase a cada hora, a consciência do pecado me oprimia. Eu sabia que se tão-somente conseguisse permanecer em Cristo, tudo estaria bem, mas não conseguia. Eu começava o dia com oração, determinado a não tirar os meus olhos dele por um momento sequer; entretanto, a pressão dos deveres, algumas interrupções muito fortes e contínuas que me desgastavam, geralmente me faziam esquecê-lo. Depois os nossos nervos tendem a ficar tão inquietos neste clima (na China) que a tentação de irritar-se, alimentar pensamentos duros e usar palavras indelicadas são ainda mais difíceis de controlar. Cada dia trazia seu registro de pecado e fracasso, de falta de poder. O querer estava presente dentro de mim, mas como fazer eu não descobria.

Aí veio a pergunta: “Não há nenhum socorro? Terá de ser assim até o fim – conflito constante e, em vez de vitória, derrotas e mais derrotas?” Além disso, como poderia eu pregar com sinceridade que para aqueles que recebem Jesus é dado “o poder de se tornarem filhos de Deus" (quer dizer, serem semelhantes a Deus), quando essa não era a minha própria experiência? (Jo 1.12).

Em vez de me fortalecer mais e mais, parecia que eu estava ficando cada vez mais fraco, com menos poder contra o pecado, o que não era de se estranhar, pois a fé e até mesmo a esperança estavam cada vez mais baixas. Eu odiava a mim mesmo; odiava o meu pecado; no entanto, não encontrava força alguma contra ele. Eu me sentia um filho de Deus, e, a despeito de tudo, o seu Espírito gritava dentro do meu coração "Aba, Pai" (Rm 8.15,16): porém, para tomar posse dos meus privilégios de filho, eu estava completamente impotente.

Eu pensava que santidade, vitória prática poderia ser alcançada gradualmente pela aplicação diligente dos meios de graça. Sentia que não havia nada que eu mais desejasse neste mundo, nada de que eu mais necessitasse. Mas longe de conseguir alcançá-la, nem ao menos uma pequena medida sequer, quanto mais eu perseguia e lutava por isso, mais ela fugia do meu alcance; até que a própria esperança quase morreu, e comecei a pensar que, talvez para tornar o céu ainda mais doce, Deus não no-la daria aqui.

Não acho que estava me esforçando para consegui-lo na minha própria força. Eu tinha consciência da minha impotência. Eu até disse isso ao Senhor, e pedi-lhe que me ajudasse e me desse forças; e em algumas ocasiões, cheguei a acreditar que ele me guardaria e me sustentaria. Mas, ao final do dia, quando olhava para trás, que lástima! Só havia pecado e fracasso para confessar e lamentar diante de Deus.

Uma Lamentável Falta de Poder

Não quero lhe dar a impressão de que essa era a experiência diária de todos aqueles longos e tristes meses. Era um estado de alma muito freqüente; era a tendência geral e, por pouco, teria acabado em desespero total. Ao mesmo tempo, nunca Cristo me pareceu mais precioso – um Salvador que podia e queria salvar um pecador como eu! E houve alguns períodos não somente de paz, mas até de alegria no Senhor. Entretanto, eram passageiros, e mesmo no melhor deles, havia uma lamentável falta de poder. Oh, como o Senhor foi bom em levar a um término todo esse conflito!

Durante todo esse tempo, eu me sentia seguro de que em Cristo havia tudo o que eu precisava, mas a questão prática era como obtê-lo. Ele era rico, de verdade, mas eu era pobre; ele forte, mas eu fraco. Eu sabia muito bem que na raiz, no caule, havia nutrientes em abundância; mas como trazê-los para o meu raminho raquítico é que era a questão. À medida que a luz ia raiando no meu interior, pude perceber que a fé era o único pré-requisito, era a mão que eu precisava estender e usar para pegar da sua plenitude e dela me apropriar. Contudo, eu não tinha essa fé. Estava me esforçando para consegui-la, porém ela não vinha; tentei exercitá-la, mas nada acontecia.

Vendo cada vez mais o maravilhoso suprimento de graça provisionado em Jesus, a plenitude do nosso precioso Salvador – minha impotência e culpa pareciam aumentar. Os pecados cometidos pareciam migalhas insignificantes quando comparados com o pecado da incredulidade que estava por trás deles. A incredulidade é que não consegue ou não quer aceitar a palavra de Deus, sem questionamento, fazendo dele um mentiroso! Esse era, para mim, o pecado mais amaldiçoador do mundo, contudo eu estava me entregando a ele. Orei pedindo fé, mas não a recebi. O que eu devia fazer?

Nossa Unidade com Cristo

 Quando a minha agonia estava no auge, uma frase numa carta do meu querido amigo McCarthy foi usada para remover as escamas dos meus olhos, e o Espírito de Deus me revelou a verdade da nossa união com Jesus como eu nunca havia visto antes. McCarthy, que fora muito provado pelo mesmo sentimento de fracasso, mas que vira a luz antes de mim, escreveu:

“Mas como fortalecer a fé? Não por se esforçar para obtê-la, mas por repousar naquele que é fiel.”

À medida que eu lia, pude ver claramente! “Se somos infiéis, ele permanece fiel” (2 Tm 2.13). Olhei para Jesus e vi (e quando vi, oh, como jorrou a alegria!) que ele tinha dito: “Nunca, jamais te abandonarei” (Hb 13.5). “Ah, então há descanso!”, pensei. “Tenho me esforçado em vão para descansar nele. Não me esforçarei mais. Pois ele não prometeu permanecer comigo, nunca me deixar, nunca me abandonar?” E, de fato, ele nunca me abandonará!

Mas não foi só isso que ele me mostrou, nem a metade. Enquanto meditava sobre a Videira e os ramos, quanta luz o bendito Espírito derramou diretamente na minha alma! Como pareceu enorme o meu engano em ter desejado obter a seiva, tentando tirar a plenitude dele para mim. Percebi que não somente Jesus nunca me deixaria, mas que eu era um membro "do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos" (Ef 5.30).

A videira que vejo agora não é só raiz, mas é tudo – raiz, caule, ramos, brotos, folhas, flores, fruto; e Jesus não é somente isso: ele é solo e luz do sol, ar e chuva, e dez mil vezes mais do que qualquer coisa que jamais tenhamos sonhado, desejado ou necessitado. (Leia João 15.1). Oh, que alegria eu tive ao ver toda essa verdade! Oro de verdade para que os olhos do seu entendimento possam ser iluminados; que você possa conhecer e desfrutar as riquezas que nos são dadas livremente em Cristo (Ef 1.18).

Que coisa maravilhosa é ser realmente unido com um Salvador ressurreto e exaltado; ser um membro de Cristo! Pense no que isso significa. Pode Cristo ser rico e eu pobre? Pode a sua mão direita ser rica, e a esquerda pobre? Ou a sua cabeça ser bem alimentada enquanto o seu corpo passa fome?

Pense no significado disso na oração. Pode um funcionário de banco dizer a um cliente: “Foi só a sua mão que escreveu este cheque, não você”; ou: “Eu não posso pagar este dinheiro para a sua mão, mas só para você mesmo”?

Assim não podem mais as suas orações, ou as minhas, ser desacreditadas se oferecidas no nome de Jesus (isto é, não no nosso próprio nome, ou simplesmente pelo amor de Jesus, mas baseadas no fato de que fazemos parte dele, somos seus membros), conquanto que nos mantenhamos dentro dos limites do crédito de Cristo – um limite toleravelmente amplo!

Se nós pedimos alguma coisa que não condiz com as Escrituras ou não está de acordo com a vontade de Deus, Cristo mesmo não poderia fazer isso; mas “Se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve; e... estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1 Jo 5.14-15).

Completa Identificação com Cristo

parte mais doce, se é que se pode falar de uma parte sendo mais doce do que outra, é o descanso que a completa identificação com Cristo nos traz. Não estou mais ansioso por coisa alguma, quando compreendo isso; porque ele, eu sei, é capaz de realizar a sua vontade, e a vontade dele é a minha.

Não importa onde ele me coloca, ou como. Isso é muito mais assunto dele do que meu; porque, nas posições mais fáceis, ele precisa me dar a sua graça, e nas mais difíceis, a sua graça é suficiente. Pouco importa ao meu servo se eu o mando comprar alguns itens baratinhos, ou a mercadoria mais cara da loja. Em qualquer um dos casos, ele espera de mim o dinheiro necessário e me traz as compras. Assim, se Deus me coloca numa grande perplexidade, não deve ele me dar muita orientação? Em posições de grande dificuldade, muita graça; em circunstâncias de grande pressão e provação, muita força. Nunca os seus recursos serão desproporcionais à emergência!

E os seus recursos são meus, porque ele é meu, e está comigo, e habita em mim. Tudo isso flui da unidade do crente com Cristo, e já que Cristo está agora habitando em meu coração pela fé, como eu tenho sido feliz!

Postado por Roberto
Fonte: Jornal Aralto Da Sua Vinda
Abraço

terça-feira, 27 de julho de 2010

O SENTIDO DA VIDA



O Sentido da Vida...

...sempre preocupou a humanidade. "Por que vivo?", "Qual a razão da vida?", "Qual o objetivo de viver?"

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida:  

"Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou." • Edmund Cooke afirmou:  

"Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida." • Colton: "A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte." • Shakespeare: "Viver é uma sombra ambulante." • R. Campbell: "Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados." • 

Rivarol: "Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro."
Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

Jesus tocou no âmago da questão ao dizer: "Eu sou... a vida" (João 14.6). Por isso o apóstolo Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: "Porquanto, para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1.21). Por isso, também o apóstolo João começou sua primeira epístola com as palavras: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)" (1 João 1.1-2).

Uma revista esportiva resumiu da seguinte forma a vida de um famoso ex-treinador e comentarista esportivo:

Eu acreditava que 20 anos de fama bastariam... talvez ganhar três campeonatos e então, no auge, com 53/54 anos, parar... Depois eu pretendia recuperar tudo o que tinha perdido, por causa do muito tempo que estive viajando... Agora tudo parece tão sem sentido... Mas aquela ânsia incontrolável de conquistar o mundo não podia ser freada... Ao se ficar doente, chega-se à conclusão: "o esporte não significa mais nada" – esse pensamento é simplesmente terrível.

Alguém disse certa vez: "Qual o significado da vida, quando ela se torna ‘antigamente’?" Sem Jesus, que é a vida em todo o seu significado presente e eterno, a vida na terra oferece no máximo "sucesso vazio", e mesmo esse se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz de Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17.3).

(Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)
Postado por Roberto
Abraço