terça-feira, 10 de agosto de 2010

A ORIGEM E QUEDA DE SATANÁS

A Origem e Queda de Satanás

Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnificente obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer – e, em última análise, no recém-criado universo moral – o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição angélica que foi a mais terrível sedição na história em todos os tempos.

Uma questão preliminar

Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião angélica, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.

Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.

Entretanto, aqui temos algumas dificuldades exegéticas. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.

Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei...”; “exaltarei o meu trono...”; “me assentarei...”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura... Perfeito... nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado...” (Ez 28.12,15)?

Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).
Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus” (Gn 11.4).


É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco, governante selêucida no período intertestamentário, precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.

Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que freqüentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.

É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.

Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.

A linhagem de Satanás

De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.
Lúcifer: essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol.

Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.

Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14). Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.

Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A queda de Satanás

Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:

Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.
Lúcifer andava “no brilho das pedras” (Ez 28.14). Essa descrição refere-se à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.

Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.

No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.

Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41). (Douglas Bookman - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2002.

AS RAIZES DO CONFLITO EM GAZA


As raízes do conflito em Gaza

Diante dos recentes e explosivos acontecimentos em Gaza, o mundo precisa entender as raízes desse eterno conflito, do contrário, estaremos todos nos enganando com falsas esperanças de paz.
Durante décadas, os árabes têm exigido que Israel acabe com a “ocupação” e, em 2005, Israel fez isso, retirando-se de Gaza unilateralmente. Uma vez atendidas todas as exigências, não havia mais nenhum “ciclo de violência” ao qual revidar, nenhuma justificativa para qualquer coisa que não fosse paz e prosperidade. Com sua excelente localização e belas praias no Mediterrâneo oriental, uma Gaza pacífica e próspera poderia ter-se tornado outra Hong Kong – um brilhante centro comercial. Mas, em vez de escolherem a paz, os palestinos escolherem a jihad islâmica. Eles levaram seus lança-foguetes para a fronteira e começaram a bombardear civis israelenses.
Os livros oficiais sobre a sharia definem jihad como: “fazer guerra contra os não- muçulmanos para estabelecer a religião”.

Para entender as razões que levam os palestinos a escolherem a violência em lugar da paz é preciso fazer a ligação entre o comportamento das nações muçulmanas e o conjunto de leis do Islã: a sharia. Os livros oficiais sobre a sharia definem jihad como: “fazer guerra contra os não-muçulmanos para estabelecer a religião”. (Sharia Shafi’i o9.0). Fazer a jihad não é apenas o dever de todo muçulmano como indivíduo; é também o principal dever do chefe de Estado muçulmano (o califa).
Um califa muçulmano tem a incumbência de levar seu povo à guerra e comandar a jihad ofensiva e agressiva. Ele deve organizar a jihad contra qualquer governo não-muçulmano que impeça a da’wah (pregação e disseminação do Islamismo) muçulmana em seu país. (Lei Shafi’i 25.0 a 25.9).
O artigo 25.9 da sharia estabelece:
(Quando o califa nomeia um governante para uma região), se a área faz fronteira com terras inimigas, (ele deve) empreender a jihad contra os inimigos, dividindo os despojos da batalha entre os combatentes e separando um quinto para pessoas que mereçam.
E também:
O califa deve fazer guerra contra judeus, cristãos e zoroastristas até que estes se tornem muçulmanos ou então paguem o imposto individual de não-muçulmanos, desde que, primeiramente, lhes tenha dado a opção de abraçar o Islamismo ou pagar o jizya, o imposto individual para não-muçulmanos (em concordância com a palavra de Alá, o Altíssimo, capítulo 9, verso 29).
Zia-Ul-Haq, ex-presidente do Paquistão, afirmou que “a jihad, em seu aspecto de guerra, é uma responsabilidade coletiva da Ummah (comunidade) muçulmana.
O xeque Maolana Maududi, um dos mais eminentes eruditos islâmicos do século XX, declarou:
O Islã deseja destruir todos os Estados e governos que se oponham à ideologia e ao programa do Islã em toda a face da terra, independentemente do país ou nação onde isso aconteça. O propósito do Islã é implantar um Estado com base em sua própria ideologia e programa... o objetivo da jihad islâmica é eliminar o controle de qualquer sistema não-islâmico e estabelecer em seu lugar um governo islâmico. O Islã não tem intenção de restringir sua revolução a um único Estado ou a alguns poucos países; o objetivo do Islã é realizar uma revolução mundial.
Algumas pessoas parecem pensar que essas leis são apenas relíquias históricas que só existem nos livros, mas não na prática ou na mente dos muçulmanos. Entretanto, esse é o tipo de negação da realidade a que não podemos nos permitir; essas leis controlam o coração, a mente e as ações da maioria dos indivíduos e Estados muçulmanos existentes no mundo de hoje. Essas passagens escriturísticas são ensinadas, pregadas e promovidas como a inquestionável e eterna palavra de Deus, e sua divulgação é financiada pelos petrodólares sauditas em todo o mundo, inclusive em nações ocidentais como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.
Como um líder ou indivíduo muçulmano pode desprezar as centenas de ordens para que os muçulmanos matem judeus e cristãos contidas na Hadith e no Corão?

Nenhum líder muçulmano sobrevive numa nação muçulmana se anunciar o fim da jihad contra os países não-muçulmanos e disser que todas as referências à jihad na lei islâmica não se aplicam mais nos dias de hoje. Tratar países e indivíduos não-muçulmanos como iguais, respeitando-os e mantendo a paz, sem tentar convertê-los ao Islamismo, é uma atitude que contraria a lei islâmica.
Os líderes muçulmanos que se atrevem a ir contra essa ideologia são chamados de traidores e fantoches do “Grande Satanás” ocidental. Nenhum líder muçulmano quer esse tipo de rótulo. Ao assinar o tratado de paz com Israel, em 1979, o então presidente do Egito, Anwar Sadat, confidenciou a pessoas próximas que sabia estar assinando sua própria sentença de morte. Ele compreendia muito bem que, de acordo com a sharia, deveria estar em guerra permanente contra a não-muçulmana nação de Israel.
Como um líder ou indivíduo muçulmano pode desprezar as centenas de ordens para que os muçulmanos matem judeus e cristãos contidas na Hadith e no Corão?
Q 9.29: Combatei aqueles que não crêem em Alá e no Dia do Juízo Final e que não se abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.
Q 9.5: Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai os incrédulos onde quer que os acheis.
Q 47.4: E quando vos enfrentardes com os incrédulos (em batalha), golpeai-lhes os pescoços.
Um líder muçulmano não tem como enfrentar seus devotos súditos muçulmanos se tomar a decisão de estabelecer relações de amizade e paz com os judeus. Afinal, as mesquitas de todo o Oriente Médio recitam as ordens dadas por Maomé a todos os muçulmanos:
A Hora (Ressurreição) não chegará até que os muçulmanos lutem contra os judeus e os matem. E os judeus se esconderão atrás de rochas e árvores, e a rocha e a árvore dirão: Ó muçulmano, ó servo de Alá, há um judeu atrás de mim; vem e mata-o! (Sahih Muçulmano 41:6985; também Sahih Bukhari 4:52:177)
Essa Hadith emitida por Maomé torna ilegal a existência de todo um grupo de pessoas. Ela foi promulgada no século VII, e não depois de 1948, quando o Estado de Israel foi criado. Ela não é uma reação provocada por desgraças recentes; é um mandamento permanente.
Muitos muçulmanos afirmam que árabes e judeus conviveram bem durante muitos anos, antes de 1948. Mas essa afirmação ignora o fato de que os judeus tinham que viver como “dhimmis” debaixo da lei islâmica (sharia) e nunca lhes foi permitido governarem a si mesmos fora da sharia. Quando os muçulmanos estavam fracos, normalmente tratavam bem seus dhimmis e ignoravam as ordens para matá-los, subjugá-los e humilhá-los. Mas o ódio aos judeus é inerente às escrituras islâmicas – que não admitem reforma, sob pena de morte.
Essa é a verdadeira base do conflito árabe/israelense: não é um conflito por causa de terra ou de ocupação, mas uma obrigação divina de destruir a vizinha nação (não-muçulmana) de Israel, onde os judeus não são mais dhimmis, mas têm a liberdade de governarem a si mesmos. Não podemos ignorar o fato de que a raiz do problema está nas escrituras muçulmanas. Essa é a verdadeira força motriz por trás da máquina de ódio e propaganda jihadista contra os judeus no mundo muçulmano.
Alguns muçulmanos já me disseram que não acreditam na sharia e me perguntam por que faço tanto estardalhaço em torno disso. Minha resposta é que a sharia é a lei nacional em 54 países muçulmanos, e muitos grupos muçulmanos estão exigindo sua implantação no Ocidente. Em 1990, 45 países muçulmanos assinaram a Declaração do Cairo sobre os Direitos Humanos no Islã, que estabelece a primazia da sharia em relação à Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.
O mundo muçulmano precisa examinar detidamente suas leis e escrituras sagradas, seus sermões, ensinos e pregações, e remover os obstáculos para a paz que o tem condenado a um permanente estado de jihad. E o mundo não-muçulmano não deve alimentar ilusões. (Nonie Darwish, extraído de www.FrontPageMagazine.com - http://www.beth-shalom.com.br)
Nonie Darwish é americana de origem árabe/muçulmana. Escritora independente e palestrante, administra o site www.arabsforisrael.com.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, Fevereiro de 2009

PARA QUE SUA VIDA NÃO DESMORONE

Para que Sua Vida Não Desmorone

Referindo-se ao Seu Sermão do Monte, o Senhor Jesus disse: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína" (Mt 7.24-27).

Para que tudo não desabe (como no relato acima) é importante construir a própria vida sobre o fundamento certo, sobre a rocha, que é Cristo.

Naturalmente existem muitos argumentos em favor da areia. A praia é bonita, a paisagem é maravilhosa, dali vê-se o pôr-do-sol. 

Construindo na areia, é possível poupar muitos esforços e sacrifícios, tempo e dinheiro, pois não se precisa tanto material para construir na praia como se precisaria para construir sobre a rocha, talvez em terreno acidentado. É mais difícil construir uma casa sobre a rocha. Todo o material de construção precisa ser levado até o alto, e é fato conhecido que lançar um fundamento em uma rocha dura é bem mais complicado que na areia.

Muitos constroem a casa de suas vidas sobre a "areia" deste mundo. 

Tudo parece maravilhoso, as mais radiantes perspectivas delineiam-se diante dos olhos e segue-se "pelo caminho do menor esforço". Almeja-se uma vida agradável com alegrias e prazeres. 

 Missões e organizações fundamentadas na Bíblias só atrapalham e estorvam, por isso são evitadas. Parece muito mais fácil construir uma casa conforme as próprias convicções e anseios, agradando a si mesmo e tentando alcançar o que se espera da vida. Difícil é, ao menos assim parece, construir sobre Jesus Cristo, sobre a Palavra de Deus. O caminho do arrependimento é penoso, a luta contra as tentações parece insuportável, e seguir a Jesus carregando a própria cruz parece quase impossível. Mas, para quem escolhe a areia, a queda já está programada e será infinitamente profunda. 

Quando vêm as tempestades da vida, a velhice, o sofrimento, o medo e a morte, chega também o desespero e toda a aparente segurança desmorona.

A Bíblia nos ensina que todas as coisas deste mundo passarão, que tudo o que é ímpio se assemelha à palha que o vento espalha. 

Mesmo países e impérios poderosos não perdurarão. Nada, absolutamente nada do que for construído sem Jesus terá valor permanente, tudo é efêmero e passageiro. Mas quem constrói sua vida sobre Jesus de uma maneira consciente, estará construindo sobre fundamento sólido, com seus pilares alicerçados na eternidade, fundamentados em Deus. Na vida da pessoa que constrói sobre a rocha, as alegrias não estão baseadas na aprovação dos homens, que já levou muitos à ruína. Verdadeira alegria e esperança real fundamentam-se no Senhor, em Sua obra consumada na cruz do Calvário, no perdão recebido ali e no dom da vida eterna. 

E então, quando o sofrimento e a dor baterem à porta, podemos ficar firmes e inabaláveis, pois o Senhor nos segura. Ele nos protege e jamais nos abandona. A Bíblia diz que nada pode nos separar de Seu amor e de Seu cuidado, que o Senhor nos guarda e no final nos receberá em Seu reino inabalável e eterno. Quem constrói sobre Jesus permanece por toda a eternidade! (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NO SOPRO DO VENTO: A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA EM CRISTO

No Sopro do Vento: a Imprevisibilidade da Vida em Cristo

Ele era um líder religioso e, com receio de ser visto por alguém, foi conversar com Jesus na escuridão da noite. Sabia que os milagres de Jesus eram prova de que Deus estava com ele e, por isso, queria fazer parte de seu reino. Não imaginava, porém, o que isso exigiria dele.

Talvez, Nicodemos quisesse instruções para seguir, novas regras que lhe dessem acesso a essa vida sobrenatural. Mas Jesus não lhe ofereceu regra alguma. Simplesmente disse que precisava recomeçar do zero, nascer de novo.

A ideia deixou Nicodemos com a cabeça baratinada, tentando compreender como ele, um homem velho, poderia nascer outra vez. Jesus deve ter se divertido ao ver sua perplexidade. Não era de um nascimento físico que Nicodemos precisava; era de um nascimento espiritual. Ele já sabia muito bem viver como homem neste mundo. Porém, para poder enxergar a realidade do reino vindouro, precisaria de um renascimento pelo Espírito. Por quê? Porque nada desse reino pode ser visto, perseguido ou abraçado pela carne, por mais bem-intencionada que ela seja. O reino funciona de maneira totalmente contrária a tudo o que a carne enxerga e reconhece.

O mais surpreendente nesse caso é que não havia conflito algum entre a carne de Nicodemos e o fato de ele ser um líder religioso. Ao mesmo tempo em que a religião, em um nível, procurava restringir seus apetites carnais, ela também satisfazia outros, como a cobiça por poder ou status religioso. Já o reino que Jesus trazia era diferente. Oferecia a Nicodemos não um novo padrão de desempenho e realização, mas uma forma completamente nova de viver. Para abraçar isso, seria necessário um novo nascimento do Espírito que abrisse seus olhos espirituais.

Foi neste ponto que Jesus deixou cair a bomba: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8).

Eu podia compreender como o Espírito se assemelha ao vento que não pode ser definido ou controlado, mas imaginar que quem nasce dele também se torna assim cativou meu coração ao ouvir essas palavras pela primeira vez quando ainda era jovem. Não me recordo de quem as leu ou de onde eu estava, mas me lembro muito bem de como encheram meu coração com um chamado irresistível de mistério e aventura. Todas as vezes que li o evangelho de João, desde então, essas palavras reacenderam a mesma paixão por viver algo que o melhor da religião jamais poderia produzir.

Nascido de novo

Sem dúvida alguma, temos banalizado essa passagem nos últimos 50 anos ao aplicar o termo nascido de novo a todo aquele que meramente profere a oração do pecador, é batizado e passa a frequentar uma comunidade menos liberal e mais “bíblica”. O termo nascido de novo é usado hoje como sinônimo de evangélico para definir um tipo mais conservador de cristianismo e questionar a fé daqueles que não usam o mesmo rótulo. Transformamos um termo que Jesus usou para convidar as pessoas ao seu reino num dos termos mais sectários do cristianismo, provando que perdemos completamente o ponto principal.

Se Jesus tivesse intenção de definir seu reino por meio de um credo, este teria sido o momento ideal para fazê-lo. Se Nicodemos pudesse ter visto o reino por meio de determinados rituais ou sacramentos, ou por endossar a ética de uma vida moral e limpa, Jesus lhe teria explicado exatamente nesse ponto. Mas Jesus não estava redefinindo a religião da Velha Aliança; estava oferecendo uma nova maneira de viver que era impossível de ser definida ou compreendida pela mente natural.

Nicodemos não precisava de novos princípios; precisava recomeçar sua jornada espiritual desde o princípio. A religião que conhecia tão bem nunca evoluiria para uma fé capaz de transformar a vida. Nascer de novo significava que teria de deixar de lado tudo o que achava que conhecia sobre coisas espirituais e aprender uma vida baseada no Espírito. Jesus sabia que isso seria difícil para alguém tão imerso na religião, e a dificuldade de Nicodemos para compreender suas palavras provou o quanto ele tinha razão.

O mesmo ocorre com todos nós. Quanto maior nossa formação e prática em atividade religiosa, mais difícil é enxergar o reino como realmente é. Há milhões de pessoas no planeta hoje que afirmam ter nascido de novo – e que não têm a mais vaga ideia de quem é Jesus ou de como viver sua realidade. Podem concordar com premissas cristãs, seguir uma ética cristã e praticar rituais cristãos, mas não sabem como andar no vento do seu Espírito e ser transformado por ele.

Nascer de novo é um processo real que abre os olhos e o coração para poder participar num reino que suplanta totalmente este mundo material em que todos nós fomos ensinados a viver.

Andando no vento

Para ilustrar o novo nascimento, Jesus busca no vento uma metáfora para descrever três aspectos da nova vida:

Ele sopra onde quer. Ninguém consegue controlar o vento. Mesmo com nossa imensa tecnologia, as forças que controlam o vento são muito maiores do que aquelas que podem ser influenciadas pela humanidade. Ainda que quiséssemos, em determinados momentos, impedi-lo ou mudar sua direção, não há absolutamente nada que possamos fazer.

Você ouve a sua voz. Embora o vento seja invisível, podemos ouvi-lo, senti-lo na pele e ver seus efeitos no mundo à nossa volta. Em minha cidade (na Califórnia, EUA), recentemente tivemos ventos constantes de quase 50 km/h durante uma semana e que atingiram, às vezes, 80 km/h. Deixaram nossa rua cheia de lixo quando derrubaram as latas de coleta.

Você não sabe de onde vem nem para onde vai. Você nunca quis saber de onde vem todo esse vento e para onde acaba indo? Eu sei que forma turbilhões em volta de áreas de alta e baixa pressão, mas não sei de onde vem o vento que faz redemoinhos à minha volta de manhã nem para onde desaparece mais tarde.

Que metáfora excelente para descrever as ações do Espírito! Ele é como o vento, soprando onde quer, invisível e indecifrável; não temos como saber o que ele está para fazer hoje nem amanhã. Entretanto, embora tudo isso seja verdadeiro, não era o que Jesus estava dizendo. Ele estava comparando o vento a todo aquele que é nascido do Espírito.

Em outras palavras, ele estava falando de mim e de você. Aqueles que nasceram do Espírito movem-se neste mundo exatamente como Jesus descreveu o vento. Vivem a partir de motivações diferentes. Você consegue ver o impacto que causam, mas não consegue entender por que agem assim.

Houve um tempo em que pessoas que agiam assim me deixavam pirado! Quando era pastor, eu ficava perturbado quando alguns dos homens e mulheres mais espirituais que conhecia não se encaixavam em meus programas da forma que eu queria. Não tinham interesse nos cargos importantes que usava para atraí-los e recusavam convites para fazer parte do conselho da igreja. Talvez, não fossem tão espirituais quanto eu imaginava.

Com o tempo, porém, descobri que estavam sintonizados a uma frequência superior. Quando expressei minha frustração a um deles, ele respondeu: “Acho que não posso explicar, mas um dia você entenderá”.

Não gostei nada de sua resposta; cinco anos depois, porém, vi-me dando a mesma resposta a um grupo de oficiais que tentou convencer-me a assumir o pastorado de sua igreja.

O sopro de um vento diferente

Infelizmente, a maioria dos cristãos nunca foi exposta à vida em Cristo dessa forma. Viram o cristianismo apenas como uma religião com verdades para serem aprendidas, regras para seguir e rituais para observar; perderam a beleza que a vida em Jesus pode ter.

Eu amo a forma como Paulo o expressou a Timóteo quando o advertiu a manter a questão principal em primeiro lugar: “Ora, o intuito da presente admoestação visa o amor que procede de coração puro e de consciência boa e de fé sem hipocrisia” (1 Tm 1.5). Veja como esse versículo fica na tradução de Eugene Peterson, The Message: “A questão toda que estamos insistindo é simplesmente amor – amor sem contaminação de interesses pessoais ou fé falsificada, uma vida aberta a Deus”.

Esta é uma vida de amor, não de obrigação – não é tanto o que sabemos sobre Deus, mas o quanto conhecemos do afeto dele por nós e o quanto amamos os outros da mesma forma. Timóteo precisava ficar bem focado nisso, especialmente nas situações em que os cristãos estavam mais encantados com controvérsias doutrinárias do que com o viver em amor.

Observe que esse amor não é contaminado por interesses próprios. Todos sabem o que é viver por interesse próprio, procurando maximizar benefícios pessoais ou minimizar a dor nas circunstâncias que enfrentam. Aprendemos a sobreviver dessa forma no mundo. Mas o vento que Jesus revelou a Nicodemos não funciona a partir de interesse próprio; funciona com base no amor de Deus, o amor de doação. É isso que vai marcar o povo dele neste mundo.

Não é difícil compreender gente que é controlada por interesses próprios, mesmo quando utilizam a religião para alcançar seus alvos pessoais e ainda dizem que estão agindo por amor. O que não dá para entender é gente que vive pelo tipo de amor que oferece a própria vida, amor este que só Jesus consegue formar em nós. Aqueles que sabem que são bem-amados amam os outros de forma semelhante.

Antigamente, eu pensava que crescimento cristão era resultado de aprender novas verdades e colocá-las em prática. Embora tenha seu valor, na maioria das vezes não funciona. Quantas vezes você já ouviu uma pregação poderosa ou leu um livro inspirado, sentiu disposição de abraçar a mensagem e comprometeu-se a colocá-la em prática – para depois, então, falhar na hora de executar a intenção? No fim, culpamos a nós mesmos por não termos nos esforçado suficientemente e ficamos com um histórico ainda maior de fracassos.

Foi por isso que Jesus disse que o Espírito guiaria os discípulos a toda verdade (Jo 16.13). Não é algo que podemos fazer por conta própria, como se estivéssemos estudando álgebra ou latim. Jesus desafiou Nicodemos a não pensar na vida no reino como a aprendizagem de um novo catálogo de informações, mas em como viver em amor. Isso mudaria de tal forma a sua vida que as outras pessoas não mais o reconheceriam nem seriam capazes de explicar suas ações.

Confiança genuína

Todas as vezes que penso ter decifrado os caminhos de Deus, ele me surpreende de novo – ziguezagueando onde eu teria andado em linha reta, dando força para suportar circunstâncias que eu teria mudado ou fazendo-se repentina e notavelmente ausente de planos e rotinas nos quais eu pensava contê-lo.

Houve uma época em que isso me frustrava. Agora, não. Estou finalmente confortável na realidade de que ele não faz nada do jeito que eu faria. Estou convencido de que ele faz bem todas as coisas, mesmo que não as faça para o meu conforto ou conveniência. E estou convencido de que segui-lo é a única maneira certa de se viver, circunstância por circunstância, tarefa por tarefa, obediência por obediência. E estou aprendendo a amar essa maneira de viver.

A busca de uma fórmula para produzir a justiça de Deus, gerar a vida de uma igreja do Novo Testamento ou aumentar minha confiança é futilidade total. Falhará vez após vez até que, um dia, eu reconheça que tais realidades só vêm por meio de cultivar uma amizade progressiva com o Senhor. Quanto mais o conheço e quanto mais vejo a mão dele em ação, mais livre me tornarei para confiar nele e viver em seu reino.

Estou convencido de que aquele vento é o Espírito dele, e que minha necessidade de nascer de novo não é uma experiência única, mas uma escolha diária de abandonar minhas expectativas de como as coisas devem ser, desconfiar de meus próprios desejos e agenda e sintonizar minha mente ao sopro do seu Espírito e às verdades de sua Palavra. À medida que eu viver o nascimento do Espírito hoje, serei carregado por esse vento com alegria e liberdade cada vez maiores. Verei as marcas de seus dedos nos lugares escabrosos da vida e serei capaz de cooperar com o propósito dele para mim.

Por outro lado, enquanto viver com base na minha própria ambição egoísta, meu desempenho religioso ou minha sabedoria natural, terei dificuldade com perguntas que não têm resposta, e meu comportamento ferirá os outros. Como estou cansado disso! E, embora ainda esteja bem distante de viver perfeitamente no vento do Espírito, não tenho desejo de viver de outra forma – vivendo um pouco mais hoje do que ontem e um pouco mais amanhã do que hoje. A única maneira de fazer isso é continuar vivendo profundamente nele, observando quando o vento do Espírito está soprando e deixando-me ser levado por ele, mesmo que algumas das pessoas mais significativas em minha vida não consigam compreender o que estou fazendo ou por quê. Jesus nos preveniu de que seria assim.

Seguindo a ele, não a uma coisa

Sempre que escolhermos seguir um modelo de espiritualidade, a fórmula de alguém para alcançar o sucesso ou uma agenda, por mais que sejamos bem-intencionados, acabaremos andando por nossa própria sabedoria limitada. O convite a esse reino é um convite para seguir uma pessoa. Jesus não nos oferece um caminho; ele é o Caminho. Ele não tem vida; ele é a Vida. Ele não apenas fala a verdade; ele é a Verdade em pessoa. Tudo o que faz parte de seu reino começa e termina nele, e só conseguimos experimentá-lo quando cultivamos uma amizade progressiva com ele.

Essa é geralmente a parte mais difícil para as pessoas enxergarem quando ficam desiludidas com vida na igreja da forma que muitos a conhecem hoje. Imediatamente começam a procurar outro jeito de vivenciar a igreja e caem de volta numa nova forma de desempenho religioso ao invés de aprenderem a simplesmente seguir Jesus.

Uma parte do que Jesus queria transmitir para Nicodemos era que ele parasse de tentar encaixotar a vida do Espírito, pois ela nunca poderá ser contida em coisa alguma. Você já tentou enfiar o vento numa caixa? Já tentou impedi-lo ou mudar sua direção? Totalmente inútil! Assim é tentar controlar a ação de Deus, encaixotando-a nas nossas formas preferidas ou tentando controlar os resultados que desejamos obter dele.

Ele é o vento. Ele sopra onde quer, e podemos segui-lo se quisermos. A pessoa que é nascida do Espírito perde seus esteios no mundo temporal onde os anseios por segurança, proteção e estabilidade exigem satisfação. Ao desligar-nos desse ancoradouro natural, tornamo-nos como o vento também, disponíveis a ele a cada momento para fazer o que ele quer de nós.

Obedecendo aos impulsos

A fé não flui de teologia, flui de relacionamento. Desde o princípio, ele quis mostrar-nos como abraçar sua revelação progressiva em nossa vida e ensinar-nos a segui-lo. Não conheço outra forma de descrevê-lo a não ser que devemos simplesmente atender àqueles impulsos que ele coloca em nossa mente. Pode ser que queira revelar algo sobre a pessoa dele, convidar-nos a passar tempo com ele, atrair-nos à Palavra ou nos guiar a servir ou encorajar outra pessoa. Aprender a reconhecer esses impulsos e a obedecê-los é o que nos fará distinguir entre nossos desejos e os desejos dele. Esses impulsos quase nunca começam com um chamado para ministérios espetaculares, mas com a instrução sobre como sair do interesse próprio por meio das muitas formas corriqueiras em que podemos servir a outros à nossa volta.

Para muita gente, isso pode soar como espiritualidade emotiva, baseada em sentimentos e sensações. Ouço tais objeções frequentemente de pessoas que se sentem ameaçadas por uma vida em Deus que não conseguirão controlar por disciplinas e doutrinas. No entanto, não poderiam ser mais equivocadas. Essa é uma dança em que cabeça e coração andam juntos e que nos leva para conhecer Deus e seus caminhos. O coração sem a cabeça pode conduzir-nos de forma bem-intencionada ao desastre, enquanto a cabeça sem o coração exalta a doutrina acima do amor e destrói muitos com sua arrogância.

Para crescer nessa vida, cultivo continuamente meu relacionamento com ele. Separo intencionalmente tempo para estar com ele ao mesmo tempo em que desenvolvo minha percepção de sua atuação durante todo o dia. Mantenho um diálogo constante com ele sobre tudo em minha vida e expresso meu desejo de seguir sua vontade em cada encruzilhada. Procuro imergir na narrativa das Escrituras para aprender como ele pensa e age. Procuro alimentar-me sempre com aquilo que Deus está mostrando a outras pessoas por meio de leitura, ouvindo palestras e pregações e dialogando com outros que estão na mesma jornada.

E como fazer para separar os impulsos de Deus dos meus próprios pensamentos? A maioria dos impulsos que recebo do Espírito são direções simples para amar e servir às pessoas à minha volta. Com esse tipo de impulso, não estou muito preocupado sobre a possibilidade de errar. Não há muitos resultados negativos quando se serve a outros. Porém, quando preciso de maior confiança para seguir uma direção de Deus e tomar um passo importante, procuro alinhar estes quatro elementos:

1. convicção intuitiva da direção de Deus que cresce com o passar do tempo;
2. confirmação na verdade e no exemplo das Escrituras que é assim que Deus age;
3. confirmação de outros irmãos quando converso sobre o assunto com eles;
4. a realidade das circunstâncias à medida que vão acontecendo.

Quando esses elementos estão em harmonia, tenho mais confiança de que estou realmente seguindo à voz de Deus. No entanto, você sabe o que pode acontecer? Às vezes, mesmo quando tudo está alinhado, posso ainda confundir a direção dele. É por isso que pessoas que nasceram do Espírito raramente usam expressões como: “Deus falou comigo para...”; geralmente preferem dizer que entenderam ou tiveram a impressão de que Deus as estava dirigindo dessa ou daquela forma. Já erraram suficientemente para não serem tão presunçosas, mesmo quando estão bem convictas de que ouviram corretamente sua voz.

Já falsifiquei várias vezes a assinatura de Deus, colocando-a na minha agenda, só para descobrir depois que era tudo minha própria autoria. Mesmo assim, ainda estou pronto para levantar-me no dia seguinte e continuar empenhando-me para segui-lo. E, embora esteja disposto a sofrer as consequências dos meus erros, também tenho aprendido que ele é capaz de arquitetar as coisas de tal forma que até meus erros contribuam para seus propósitos.

Alçando voo

Isso é o que significa ser nascido do Espírito. Não tem nada a ver com a oração de arrependimento do pecador ou com falar em línguas. Significa que alçamos voo num sopro de vento que vem do próprio Pai e procuramos aprender a confiar mais em suas palavras do que nas racionalizações e justificações humanas.

Significa que deixamos de lado as mentiras da vergonha e as exigências por desempenho que nos afastam de Deus e encontramos nossa segurança em seu afeto por nós, permitindo que isso nos transforme. Significa que finalmente reconhecemos como as ambições egoístas impedem seu propósito em nós e em outros à nossa volta e que estamos abandonando-as à medida que aumenta nossa confiança de que ele sabe melhor do que nós como agir e que ele faz bem todas as coisas.

Significa que não precisamos ter tudo sob controle para podermos dar o próximo passo que ele colocou em nosso coração e que não precisamos mais agir em função dos aplausos da multidão. Significa que finalmente estamos livres para abandonar nossa necessidade de achar que estamos no controle e que sabemos que seus planos são muito superiores.

Que tremenda liberdade poder reconhecer que nunca tive a capacidade ou a sabedoria para cumprir os propósitos de Deus na minha vida e que perder confiança na carne só me libera para viver em maior dependência dele e maior gratidão por suas ações! Que alegria poder acordar de manhã e enfrentar a aventura incerta da vida e não ficar angustiado sobre o que pode acontecer hoje porque ele está comigo!

Como o esforço humano poderia produzir isso? É somente a ação do seu Espírito respondendo ao nosso desejo de conhecê-lo. Minha oração por você é a mesma de Paulo em favor dos tessalonicenses:

“Ora, o Senhor conduza os vossos corações ao amor de Deus e à constância de Cristo” (2 Ts 3.5). Ou, na versão de The Message: “Que o Mestre tome-o pela mão e conduza-o pelo caminho do amor de Deus e da perseverança de Cristo”.  


Sobre o autor:

Wayne Jacobsen é escritor e palestrante. Seu tema preferido é a jornada para viveer de modo profundo e diário na presença e no amor de Deus. Dos livros dele, já foram publicados em português Por que você não quer mais ir à Igreja? e Deus me ama. Wayne vive em Newbury Park, na Califórnia, EUA, com sua esposa Sara. Eles têm dois filhos e duas netas.

por Wayne Jacobsen
Postado por Roberto 
Fonte: Revista Impacto
Abraço

COMO ACHAR O MAPA DA VONTADE DE DEUS

Como Achar o Mapa da Vontade de Deus

Somos pessoas que "fazem". Sempre queremos estar fazendo alguma coisa. Por isso, a ideia de fazer a vontade de Deus empolga muita gente. De vez em quando, ouvimos alguém dizer: "Não fique aí parado; faça alguma coisa". O problema é que a maioria das pessoas e das igrejas está tão ocupada tentando ajudar Deus a executar seus propósitos, que ele não consegue manter a atenção delas por tempo suficiente para mostrar-lhes o que ele realmente quer que façam. Geralmente nos desgastamos realizando coisas que, no fim, têm muito pouco valor para o Reino.

Creio que Deus está clamando e gritando para nós: "Não encham o tempo de vocês fazendo ‘alguma coisa’ só para não ficarem parados. Parem um pouco! Estabeleçam um relacionamento de amor comigo. Procurem conhecer-me. Ajustem sua vida a mim. Deixem-me amá-los e revelar-me à medida que faço minha obra por seu intermédio". Chegará um tempo em que ele nos chamará a “fazer”, mas não podemos pular o relacionamento. O relacionamento com Deus precisa vir primeiro.

Jesus disse: "Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5). Você crê nele? Sem ele, você nada pode fazer. Isso é sério. Se você está num período infrutífero hoje, pode ser que esteja tentando fazer sozinho coisas que Deus não iniciou.

Observe o que Jesus disse a respeito daqueles que ficaram exaustos tentando fazer as coisas com o próprio esforço: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30).

Um jugo é um instrumento feito para que dois bois trabalhem juntos. O convite de Jesus é para que você entre com ele no jugo em que ele já está – ou seja, que se envolva na obra dele (obra de Deus). Quando você atua onde ele já está atuando, ele realiza sua obra com você e por seu intermédio de tal forma que o jugo se torne suave, e o fardo, leve.

Deus está interessado em um relacionamento de amor 

O plano de Deus é ter um relacionamento de amor com você. Temos problemas quando pedimos que ele nos diga se devemos ser um empresário cristão, um diretor de música, um diretor de escola, um pastor ou um missionário. Ou quando queremos saber se ele nos quer em nosso próprio país, no Japão ou no Canadá. Normalmente, Deus não dá uma tarefa permanente e deixa você lá para sempre. Sim, você pode ser colocado em um trabalho no mesmo lugar por um longo período; mesmo assim, porém, receberá tarefas específicas de Deus todos os dias.

Ele chama você para um relacionamento em que ele é o Senhor – em que você deve se dispor a fazer e ser qualquer coisa que ele escolher. Se fizer isso, Deus poderá levá-lo a fazer e ser coisas que você jamais imaginou. Porém, se não segui-lo como Senhor, você poderá ficar preso a um trabalho ou a uma tarefa e perder aquilo que Deus queria fazer por seu intermédio. Já ouvi pessoas dizendo coisas do tipo: "Deus me chamou para ser... Por isso, essa outra coisa não pode ser da vontade dele". Ou: "Meu dom espiritual é... Por isso, esse ministério não pode ser a vontade de Deus para mim".

Deus nunca lhe dará uma tarefa sem, ao mesmo tempo, capacitá-lo para concluí-la. É exatamente isso que constitui um dom espiritual: a capacitação espiritual para executar uma tarefa dada por Deus.

Entretanto, você não deve concentrar a atenção em seus talentos, habilidades e interesses para descobrir a vontade de Deus. Já ouvi muitas pessoas dizerem: "Eu realmente gostaria de fazer tal coisa; portanto, essa deve ser a vontade de Deus para mim". Esse tipo de resposta procede de um coração centrado em si mesmo. Ao invés disso, devemos centralizar-nos em Deus.

Um coração centrado no Senhor tem uma resposta mais ou menos assim: "Senhor, farei qualquer coisa que teu reino exigir de mim. Aonde quer que o Senhor deseje que eu vá, eu irei. Sejam quais forem as circunstâncias, estou disposto a seguir-te. Se o Senhor quiser suprir uma necessidade por meu intermédio, sou teu servo; farei qualquer coisa que for necessária".

O fazendeiro era meu mapa 

Durante 12 anos, fui pastor em Saskatoon, no Canadá. Certo dia, um fazendeiro me disse: “Henry, venha visitar-me na minha fazenda”.

Ele explicou o caminho mais ou menos assim: "Ande meio quilômetro depois que sair da cidade e verá um grande celeiro vermelho à esquerda. Entre na outra estrada e vire à esquerda. Siga nessa estrada por um quilômetro e verá uma árvore. Entre à direita e ande uns seis quilômetros e então verá uma rocha grande..." Anotei todas as instruções e um dia fui lá!

Na outra vez em que fui à casa do fazendeiro, ele estava comigo no carro. Uma vez que havia mais de um caminho para se chegar à sua casa, ele poderia ter-me levado pelo caminho que quisesse. Dessa vez, não precisei das explicações que havia anotado. Veja, ele era o meu "mapa". O que eu tinha de fazer? Tinha apenas de prestar atenção ao que ele falava. Toda vez que ele dizia: "Vire", eu fazia exatamente conforme o que dissera. Ele me levou por um caminho pelo qual eu nunca havia passado antes. Provavelmente, eu não conseguiria refazer o caminho sozinho. O fazendeiro era o meu "mapa"; ele conhecia o caminho.

Jesus é o seu caminho 

Geralmente, as pessoas fazem as seguintes perguntas quando querem conhecer e fazer a vontade de Deus: "Senhor, o que queres que eu faça? Quando o Senhor quer que eu faça? Como devo fazer? Onde devo fazer? Qual será o resultado?"

Não é assim que quase sempre fazemos? Queremos que Deus nos dê um "mapa" detalhado. Dizemos: "Senhor, se me disseres para onde estás me dirigindo, eu poderei preparar meu rumo e caminhar para lá".

Mas ele diz: "Você não precisa definir seu destino final agora. O que você deve fazer é seguir-me, um dia de cada vez". Precisamos chegar ao ponto de respondermos a Deus assim: "Senhor, dize-me apenas o que devo fazer, um passo por vez, e eu te seguirei".

Quem é que realmente sabe o caminho para você realizar o propósito de Deus para sua vida? Deus! Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida" (Jo 14.6).

•  Ele não disse: "Vou mostrar-lhe o caminho".
•  Ele não disse: "Vou dar-lhe um mapa".
•  Ele não disse: "Vou dizer-lhe a direção a seguir".
•  Ele disse: "Eu sou O caminho". Jesus conhece o caminho; ele é o seu caminho.

Se você fizer tudo o que Jesus lhe fala, um dia de cada vez, sempre estará bem no centro de onde Deus quer que você esteja. Você consegue confiar em Deus para guiá-lo dessa forma? Talvez, você ache que devemos esperar até que ele nos dê todos os detalhes antes de começar a dar passos práticos para segui-lo. Mas esse não é o padrão que vemos na vida de Jesus ou nas Escrituras.

Deus gostaria muito mais que sua resposta fosse esta: "Sim, estou pronto a seguir Jesus, um dia de cada vez, pois assim estarei bem no centro de sua vontade para minha vida". Quando você chega ao ponto de confiar em Jesus para guiá-lo passo a passo, você começa a experimentar uma nova liberdade. Se não confiar que Jesus o guiará dessa forma, o que acontecerá quando não souber o caminho a seguir? Ficará preocupado cada vez que tiver de enfrentar uma encruzilhada. Pode ficar paralisado, não conseguindo tomar uma decisão. Deus não planejou esse tipo de vida para você.

Descobri, por experiência própria, que posso entregar o controle e a direção da minha vida para Deus. Depois, só preciso prestar atenção e cuidar de cada instrução que ele me dá, um dia de cada vez. Ele me dá mais do que o suficiente para preencher cada dia com sentido e propósito. Se eu fizer tudo o que ele diz, estarei no centro de sua vontade quando ele quiser usar-me para uma tarefa especial.

Abrão seguiu um dia de cada vez 

Abraão é um bom exemplo desse princípio. Quando Deus o chamou, apenas disse: "Sai da tua terra" (Gn 12.1). Quantos detalhes Deus lhe deu? Somente isto: "Vai para a terra que te mostrarei". Foi tudo o que ele pediu que Abraão fizesse. Deus prometeu fazer o resto. Você teria coragem de seguir a direção de Deus para sua vida com tão poucos detalhes?
Deus também chamou muitas outras pessoas, assim como fez com Abraão, apenas para o seguirem. Dificilmente, ele lhe dará muitos detalhes de seu plano antes de você começar a caminhar em obediência; é mais provável que o chame para segui-lo, um dia de cada vez.
Em alguns casos, Deus dava mais detalhes do que em outros. Moisés, por exemplo, recebeu uma descrição maior de tarefa do que a maioria dos outros. Porém, em todos os casos, os indivíduos tiveram de permanecer próximos a Deus para receber direção diária. Para Moisés e os filhos de Israel, Deus dava direção diária por meio da nuvem durante o dia e do fogo durante a noite.
Para Pedro, André, Tiago, João (Mt 4.18-20,21-22), Mateus (Mt 9.9) e Paulo (At 9.1-20), Deus deu pouquíssimos detalhes sobre a tarefa que receberiam. Basicamente, ele disse: "Apenas me siga e eu lhe mostrarei". O que ele quer de você é isto: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal" (Mt 6.33,34).

Texto extraído do capítulo 3 do livro Experiências com Deus, por Henry T. Blackaby e Claude V. King, publicado no Brasil pela Bompastor Editora, Rua Pedro Vicente, 90, São Paulo, SP, 01109010. Contato com a Bompastor Editora pelo telefone (11) 3346 2000 ou pelo site www.bompastor.com.br. Usado com permissão.
Nota: Em breve, a Bompastor Editora lançará uma nova edição, revisada, deste livro. Aguarde!
por Henry Blackaby e Claude V. King
Postado por Roberto
Fonte: Revista impacto
Abraço


INSATISFAÇÃO "UMA ENFERMIDADE DOS NOSSOS DIAS"

Insatisfação - Uma Enfermidade dos Nossos Dias

Grande parte das pessoas no Ocidente teria motivos mais que suficientes para estar satisfeita. Mas, muitos não estão. Eles vivem descontentes e por isso muitas vezes estão mal-humorados, carrancudos ou sofrem do estômago. Eles vivem em paz, em liberdade e gozam do bem-estar, mas acham que tudo poderia ser ainda melhor. (P.D. 25/98)

Foi a insatisfação que sempre fez com que os israelitas se revoltassem contra Moisés, Arão e contra o próprio Deus. Foi a insatisfação que lhes impediu a entrada na Terra Prometida e os fez andar errantes durante 40 anos pelo deserto, longe de uma terra que manava leite e mel. É a insatisfação que destrói casamentos e famílias, são cônjuges resmungões que dificultam a vida do companheiro. A insatisfação não só deforma o rosto, mas também estraga o ambiente no trabalho, na vizinhança ou na comunidade. A insatisfação faz uma sociedade ficar exaurida e um povo tornar-se corrompido. A insatisfação leva às manifestações violentas e produz greves, e tudo isso custa milhões. O fruto da insatisfação é a discórdia, e a insatisfação surge quando o homem não tem paz. 

Assim ele se encontra constantemente no círculo vicioso dos seus sentimentos negativos. A Bíblia fala disso em Lamentações 3.39: "Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." Em Judas 16 está escrito acerca dos insatisfeitos: "Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões." A Bíblia Viva diz: "Esses homens são exploradores constantes, eternos insatisfeitos, fazendo todo o mal que lhes dá vontade..."

A insatisfação tem sua raiz no fato de não se ter paz com Deus, e quanto mais um povo se afasta de Deus, mais insatisfeito fica. Paulo, que havia entregue sua vida de modo incondicional ao Senhor Jesus, podia dizer: "entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Co 6.10). Portanto, aquele que entregou sua vida ao Senhor Jesus e se arrependeu da sua insatisfação experimentará a verdade de Filipenses 4.7: "E a paz de Deus, que excede a todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

sábado, 7 de agosto de 2010

CMO ACONTECEU A ALIMENTAÇÃO DOS CINCO MIL?

Pão



Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?

Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano "muito bom": 

"Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer" (Mt 14.15). 

O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.

E de fato estava presente "um rapaz" que, como está escrito em João 6.9, tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos", e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? "Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam" (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? 

Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes "montes". Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades "foram lançados no mar".

Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de "lançar no mar" as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus! (Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br)