sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A FÉ PODE REMOVER MONTANHAS

Monte

A fé pode remover montanhas

"Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte:

Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.22-24).

Os membros de uma pequena igreja nas montanhas de Great Smoky (EUA) construíram um novo prédio em um terreno que haviam recebido por doação. Dez dias antes da inauguração, o inspetor de obras da localidade informou ao pastor que o estacionamento era insuficiente para o tamanho do prédio. Se a igreja não dobrasse o tamanho do estacionamento, não poderia usar o salão. Infelizmente, a igreja já havia ocupado cada polegada do escasso terreno, com exceção da colina que ficava atrás do prédio. Para criar mais vagas no estacionamento, seria necessário remover a colina. Na manhã do domingo seguinte o pastor anunciou corajosamente que à noite queria reunir-se com todos os membros da igreja que tivessem "fé para remover montanhas". Eles teriam uma noite de oração para pedir a Deus que removesse a colina e providenciasse o dinheiro suficiente para asfaltar o estacionamento antes da inauguração no domingo seguinte. No horário combinado reuniram-se para orar 24 dos 300 membros da igreja. Eles oraram durante cerca de três horas. Às 22 horas o pastor disse o último "Amém". "Conforme está planejado, inauguraremos o salão no próximo domingo", garantiu ele.

"Deus nunca nos abandonou, e creio que também desta vez Ele será fiel".

Na manhã seguinte, quando estava trabalhando em seu gabinete, alguém bateu com força na porta. Ao responder "entre!", apareceu um empreiteiro de aspecto rude, que tirou seu capacete. "Desculpe, pastor, sou da empreiteira de obras da localidade vizinha. Estamos construindo um enorme centro de compras e precisamos de terra. O senhor estaria disposto a nos vender uma parte da colina que fica atrás da igreja? Nós pagaremos a terra que tirarmos e asfaltaremos gratuitamente o espaço vazio, desde que possamos dispor da terra imediatamente. Não podemos continuar com a construção do shopping antes que a terra esteja depositada no local e suficientemente compactada".

O novo salão foi inaugurado no domingo seguinte como tinha sido planejado, e no evento de abertura estavam presentes muito mais membros "com fé para remover montanhas" do que na semana anterior.
Seja sincero: você teria participado daquela reunião de oração? Algumas pessoas dizem que a fé é produzida pelos milagres. Mas outras sabem: milagres resultam da fé! (Die Wegweisung 5/99)
Publicamos estes dois exemplos para animar nossos leitores a uma vida de fé e oração! (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

Postado por Roberto
Abraço 

NÃO É O QUE OS OUTROS FAZEM QUE NOS PREJUDICA É A NOSSA PRÓPRIA RAÇÃO

Amantes de si mesmos
Os tesouros que nos custam mais caros são os que mais nos enriquecem. As maiores bênçãos do mundo foram geradas através dos maiores sofrimentos. Conta-se que o poeta Goethe afirmou: “Nunca tive uma aflição que não se tenha transformado em poema”.

 Os melhores traços do caráter cristão, em geral, são frutos do sofrimento. Quando estão no início de uma provação, a maioria dos cristãos se encontram num estado de frieza, com uma mente mundana e carnal; no final dela, porém, seu espírito já está abrandado, amadurecido e edificado.

 As aflições santificadas abrandam a aspereza e aplainam as quinas pontiagudas da nossa vida. Consomem as impurezas do egoísmo e do materialismo. Abatem o orgulho, moderam as ambições humanas e sufocam o fogo das paixões. Expõem o mal que existe em nosso coração, revelando fraquezas, falhas e defeitos e tornando-nos conscientes do perigo espiritual. Disciplinam o espírito obstinado. Para alguns de nós, somente a escola do sofrimento será capaz de transmitir as lições sobre paciência, tolerância e domínio próprio que precisamos aprender.

 Um dos métodos usados por Deus para aperfeiçoar o caráter cristão consiste em permitir que soframos injustamente. A maioria pensa que sofrer já é difícil, quem diria sofrer injustamente! Contudo, ao falar sobre sofrer injustamente, Pedro declara: “Pois, que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados...” (1 Pe 2.20,21).

 Chamados para Sofrer Injustamente

 Sem dúvida, estamos falando de uma ferramenta muito afiada e dolorosa para nossa alma. Você sabe, no entanto, que quando um torneiro mecânico tem um trabalho muito fino e detalhado para executar, ele escolhe a ferramenta mais afiada que possui. De modo semelhante, Deus emprega o afiado recurso do sofrimento injusto quando deseja esculpir um lindo desenho na vida do cristão. É difícil receber injúria dos outros e sempre retribuir com o bem, mas enquanto o molde divino não for profundamente gravado na estrutura de nossa alma, Deus não terá completado a sua obra em nós.

 Não podemos evitar sofrer nas mãos dos outros. É certo que isso acontecerá. No entanto, em última análise, ninguém consegue ferir-nos a não ser nós mesmos. Nenhuma injustiça que os homens cometam contra nós poderá machucar-nos a menos que permitamos que ela nos torne ressentidos e rancorosos. Um ato ou atitude só pode nos causar mal de verdade se dermos lugar à amargura e à ira.

 Entregue a Deus a sua “Mágoa”

 Porém, você pode perguntar: “Como posso evitar a amargura? Como posso deixar de me sentir magoado?” Existe a história de uma criança indígena que se aproximou de um velho líder da tribo, levando um pássaro ferido nas mãos. O velho olhou para o pássaro e disse: “Leve-o de volta e deixe-o onde você o encontrou. Se você o segurar, ele morrerá. Se devolvê-lo para as mãos de Deus, ele curará sua ferida, e o pássaro viverá”.

 Eis uma lição sobre o que devemos fazer quando somos atingidos pela dor. Nenhuma mão humana é capaz de curar um coração ferido; é preciso entregá-lo a Deus (Lc 4.18; Mt 11.28-30).

 É possível que você tenha tentado renunciar à dor e que não tenha conseguido. Você procura resistir à tentação da amargura, mas se encontra dominado por uma força maior. Deseja amar, mas seu coração está paralisado pela tristeza, e você se sente derrotado.

 O Amor É Um Princípio
 O Amor Pode Ser Severo

 É neste ponto que devemos assumir a posição da fé. Muitas pessoas confundem amor com sentimento ou emoção. Amor é mais do que emoção. O amor é um princípio de vida. Se você realmente deseja o melhor para quem o ofendeu – mesmo quando toda emoção parece estar morta – então você o está amando. O amor é mais do que um sentimento frágil; de fato, pode até ser severo. O amor não pensa em si próprio, mas sempre no bem da pessoa amada.

 O amor não age com base na emoção, mas por princípio. Emoções são instáveis. A questão não é o tipo de sentimentos que se tem, mas o que se faz com eles. Este é o indicador do verdadeiro homem interior: a vontade, e não a emoção. Muitas vezes, meu coração anseia expressar afeto por um dos meus filhos, ao mesmo tempo que reconheço que é preciso discipliná-lo para o próprio bem dele. Nesse caso, ajo por princípio e não por emoção.

 “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 6.11).

 Você Tem Sentido Amargura?

 A amargura não lhe pertence contanto que você se recuse a aceitá-la e aja em benefício de quem o ofendeu. Se você está em Cristo, e Cristo está em você, o amor dele por quem não é amável é um dom que lhe pertence – mesmo que não sinta qualquer afeto consciente. É aqui que entra a prática do texto acima, de considerar. Paulo afirma que, depois de ter morrido com Cristo, essa morte se torna real na nossa vida através do ato de considerar, isto é, de assumir a posição da fé, dando como consumado e concretizado aquilo que ainda não sentimos nem vemos como realidade (Rm 6.1-14). “Tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus” (1 Co 3.22,23).

 Se você sente o coração amargurado, recuse-se a confessar que a amargura lhe pertence e considere que o amor de Cristo é seu. É seu se ele é seu. Aceite a ofensa como se tivesse vindo de Deus e planejada para tornar-se uma bênção para você. Enxergue Deus por detrás da pessoa que o prejudicou. Considere e reivindique que o amor de Cristo lhe pertence e, ao assumir essa posição de fé, ele de fato se tornará real em sua vida. Abra mão da mágoa e coloque o coração ferido nas mãos de Deus.

 Despindo-se de Si Mesmo e Revestindo-se de Cristo

 Se você não consegue perdoar de coração, assuma uma posição de fé e diga a Deus: “Como tenho o teu amor que perdoa, eu perdôo todos de todas as coisas”. À medida que você se firmar nessa posição, recusando-se a ceder à amargura ou ao ressentimento, Deus trabalhará o espírito de perdão em sua vida, e você será liberto até mesmo da tentação da amargura.

 Em última análise, ninguém é capaz de realmente prejudicar-nos a não ser nós mesmos. Os outros podem tratar-nos de maneira injusta, acusar-nos falsamente e, assim, manchar o nosso nome. Podem até ferir o corpo, mas nada disso pode realmente ferir-nos a menos que nós mesmos permitamos que essas coisas nos levem à amargura e ao ressentimento, à tentativa de nos vingarmos ou à desforra.

 Não é o que as pessoas nos fazem que nos prejudica de fato, mas a forma como reagimos. Não se trata sequer do que sentimos por elas, mas do que fazemos com tais sentimentos. Se esses sentimentos cristalizam-se em ressentimento ou resultam na tentativa de vingança, então fomos realmente atingidos e feridos.

 Se entregarmos toda mágoa a Deus e nos recusarmos a cultivar más intenções, se tomarmos a atitude positiva de desejar o melhor de Deus para aquele que nos ofendeu e de orarmos nesse sentido, mantendo essa posição até que toda amargura e ressentimento sejam consumidos e transformados em espírito de perdão, então teremos, até mesmo, lucrado com a injustiça.

 “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Leia também Mateus 5.43-48.

 Fé no Governo Moral de Deus

 Uma das raízes de ressentimento e falta de perdão é a nossa falta de confiança na justiça e no governo moral de Deus. Deus diz: “A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19).
 Se realmente acreditássemos nisso, não tentaríamos fazer justiça por conta própria. Foi em virtude da total confiança que Jesus tinha no amor e na justiça absoluta do Pai, que ele agiu conforme está registrado nas Escrituras: “Quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente (1 Pe 2.23).

 Quando Deus afirma que não devemos nos vingar por conta própria, isso quer dizer que ele mesmo executará a vingança. E a própria pedra angular do governo moral de Deus é sua justiça absoluta. A lei moral é muito mais imutável ainda que uma lei física qualquer. “Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) é uma lei mais impossível de infringir do que a lei da gravidade. O homem que fizer algo maldoso ou injusto é o que sofrerá prejuízo, não a pessoa injuriada – contanto que esta permaneça amável, sem qualquer espírito de antagonismo ou vingança no seu coração.

 Se confiarmos, de verdade, na justiça divina, não seremos tentados a tomar as coisas em nossas próprias mãos. Preferiremos orar pela pessoa infeliz que nos ofendeu. E, se nos mantivermos amáveis e abertos ao perdão, descobriremos que ficaremos mais fortes em virtude da vitória sobre o ressentimento. No fim, quando os nossos dias de treinamento forem completados, conseguiremos ver, com os próprios olhos, o quanto essas batalhas significaram para o nosso crescimento e transformação.

 Louvado seja Deus! “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5.18).

 
por Paul E. Billheimer
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço

QUEM CRÊ EM DEUS VIVE MAIS TEMPO

Muito além de apenas viver um pouco mais!

Quem crê em Deus vive mais tempo

Cientistas da renomada Duke University em Raleigh (Carolina do Norte/EUA) descobriram: "Quem crê em Deus vive mais tempo." 

Durante oito anos eles mediram regularmente a pressão arterial de 4.000 moradores do Estado. O resultado surpreendente foi: as pessoas que iam aos cultos no domingo ou liam a Bíblia e oravam regularmente tinham pressão arterial 40% mais baixa do que os não-crentes.

Harold Koenig, um dos autores do estudo, diz: "Principalmente pessoas mais idosas se sentem seguras devido aos cultos e às orações, o que reduz o stress, baixa a pressão arterial e protege o coração." (BZ)
 
A genuína fé em Deus tem efeitos sensíveis, inclusive sobre a vida física. O Senhor Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Mas a fé em Jesus Cristo produz mais do que apenas redução do stress ou sensação de segurança. Pois não devemos apenas nos sentir bem, tudo em nossa vida deve estar bem. A fé é uma fonte que jorra para a vida eterna. Aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados. Quem nEle crê é liberto do pecado original de Adão. Quem recebe a Jesus em sua vida pela fé é liberto legalmente de toda culpa e se torna um filho de Deus legítimo (Jo 1.12). A fé em Cristo nos transporta para o reino de Deus e nos dá uma esperança viva que nos sustém também em dias difíceis. A fé em Jesus tira o poder da morte (embora o temor dela ainda possa persistir), nos abre as perspectivas para o reino de Deus e permite a nossa entrada nele. 

Por meio da fé o homem obtém razão para viver e sua alma inquieta encontra descanso. 

Foi o que já disse Agostinho: "Fomos criados para ti, ó Deus, e nosso coração não tem paz até que a encontre em ti" (Norbert Lieth
Postado por Roberto
Fonte: www.apaz.com.br
Abraço 

PARA ONDE DEVEMOS OLHAR

 Se você olhar para si mesmo, só verá fracasso; quanto mais olhar para si mesmo, mais verá fracasso. Portanto, por que você se dá ao trabalho de olhar para dentro de si mesmo?

Com muita propriedade, Paulo disse: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18).

Quando olhamos para nós mesmos, contemplamos algo totalmente sem valor. Por que não olhar para Jesus? Quanto mais você olhar para ele, mais se parecerá com ele.

Recentemente, cometi um pequeno erro. Imediatamente, reconheci-o e, em seguida, falei: 
  
“Senhor, não vou continuar olhando nessa direção. Peço apenas que me enchas mais de ti, para que eu não repita o erro”. 
  
Na mesma hora, comecei a louvar a Deus. O inimigo sempre se empenha para fazer-nos olhar para dentro de nós mesmos – para aquilo que fizemos ou não fizemos. Já é tempo de renunciarmos a toda a sua obra maligna. Viremos o nosso olhar para longe de nós, para contemplar Jesus como nunca antes. Comece a louvar e a adorá-lo por tudo que ele é – por seu amor, sua mansidão.

Permita que ele encha o seu horizonte, e tudo o mais será ofuscado. Louvado seja o seu nome!

Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço 

PERGUNTA PARA SONDAR CORÇÕES DESPERTADOS

Você tem ansiado por um despertamento espiritual em sua vida? Se sua resposta for afirmativa, as perguntas abaixo devem provocar em seu coração um novo senso de fervor para que o grande poder de Deus acenda uma chama em sua vida.

1.             Você tem se enxergado, em suas ações e na sua inclinação natural, como um miserável pecador? Tem percebido que seu próprio coração e sua própria vontade são a fonte de seus pecados e que não há em você mesmo nada de bom? Esse quadro já o levou a compreender que é absolutamente impotente para livrar-se, sozinho, de qualquer falha ou fraqueza e que é, portanto, inteiramente dependente de Cristo para sua salvação e do Espírito Santo para ter força e motivação para viver em retidão e graça como cristão?

2.             Em que você baseia sua aceitação pelo Senhor? Ao seu novo estilo de vida, ao seu arrependimento pelos pecados, às suas orações, às suas lágrimas, à sua obediência e observância aos mandamentos? Ou tão somente a Cristo, por ser seu tudo em todas as coisas?
3.             Até onde consegue discernir, você odeia seus pecados e deseja livrar-se totalmente deles, sem exceção de uma cobiça ou luxúria secreta sequer? Tem orado continuamente para se ver livre de todos os pecados? Mantém-se em alerta contra sua fraqueza específica e contra todas as tentações? Tem recebido vitória sobre elas? Está verdadeiramente arrependido dos seus tropeços, de forma a manter sua alma, de fato, em posição resoluta e contrária a eles?
4.             Já avaliou o preço de seguir a Cristo e de ser verdadeiramente um dos seus discípulos? Já compreendeu bem que seguir a Cristo significa renunciar aos vãos prazeres, à satisfação dos seus desejos carnais e à conformidade com este mundo tenebroso? Sabe que seguir a Cristo pode expô-lo ao ridículo, ao desprezo e talvez até a perseguições mais sérias? Em vista de tudo isso, você está disposto a tomar sua cruz e seguir a Cristo para onde quer que ele o leve? A viver separado para Cristo, confiando em sua graça, e dando, a ele e ao seu povo, o primeiro lugar em sua vida?
5.             Você ama estar completamente rendido a Cristo? Ama a retidão? Ama ao Deus Santo e, por causa da sua santidade, deseja ardentemente viver cada vez mais em conformidade com a sua Lei de liberdade e amor? Tem procurado – e encontrado – aqueles momentos de comunhão a sós com seu Senhor e Salvador? 
6.             Está decidido, pela graça e força de Deus, a cumprir com rigor todas as suas obrigações para com ele, para com seu próximo e para com você mesmo? Você realiza suas tarefas do dia-a-dia como parte de sua devoção para com Deus?
7.             Você reserva conscientemente uma parte do seu dia para oração a sós com Deus? Sente-se, às vezes, sem motivação e frio em sua vida de oração? Em outras ocasiões, sente grande prazer nela? Você tem um tempo certo, um lugar e um objetivo claro para isso em sua vida? Sente um fervente espírito de oração por todas as grandes necessidades que o cercam? 
8.             Você tem lido diariamente a Palavra de Deus de forma atenta e concentrada? Gosta de ler a Bíblia? Percebe a doçura de suas promessas e as advertências de suas repreensões? Considera que as Escrituras são importantes para as suas necessidades, desafios e fraquezas? Faz com que a Palavra de Deus seja a fonte de sua orientação e esforça-se para manter seu coração e sua vida em conformidade com suas doutrinas e preceitos?
9.             Você vê a glória de Deus como o primeiro, o mais importante e o mais elevado objetivo de sua vida? Deseja promover a glória de Deus em sua família e em sua comunidade?
10.          Sente a importância de fazer brilhar o amor de Deus em seu mundo através de um comportamento santo, exemplar e amoroso?
11.         Receia trazer desonra ou vergonha à causa de Cristo? Considera essa possibilidade algo extremamente horrendo? Está vigilante para não se desviar nem se tornar frio ou insensível?
12.          Deseja crescer na graça e no conhecimento de Cristo, cada vez mais? Tem desejo de sentar-se aos seus pés, como uma criancinha, e submeter suas idéias e sua compreensão ao ensinamento dele, convidando o Espírito a guiar você em toda a verdade e a livrá-lo de erros fatais? Além disso, está disposto a conhecer a verdade e a ser transformado mais e mais na semelhança dele?

 Observações


Lembre-se de que essas perguntas têm o objetivo de chamar sua atenção para assuntos da maior importância. Não se limite a uma rápida olhada. Leia e medite atentamente em sua condição como cristão. Examine-se cuidadosamente à luz de cada uma das perguntas e deixe que seu coração suba até Deus. Provavelmente, não conseguirá sondar sua vida através de todas as questões de uma vez. Você pode dividi-las em grupos e estudar um grupo de cada vez. Tente examinar todas as questões dentro do prazo de uma semana e, depois, repita o processo periodicamente.

Se estiver em dúvida sobre algum ponto, ou achar-se deficiente em relação a qualquer das perguntas, não desanime. Tome nota da pergunta por escrito e pense sobre ela na próxima vez que estiver orando ou louvando. Empenhe-se e ore sobre esse assunto até ver claramente a resposta. Se seguir essa orientação, terá condições de lidar com as muitas armadilhas e tentações que surgirão em seu caminho. 
 
 Lembre-se: a oração a Deus no lugar secreto, a leitura da Palavra, a meditação e o auto-exame são os grandes passos para manter seu coração despertado em meio a esta geração perversa. A fidelidade nessas expressões de devoção ao Senhor estará em proporção direta com a sua paz interior e com a solidez de sua estrutura espiritual. Pense no caráter de Enoque e ande com Deus, como ele andou. 
 
 Não vá pensar que a grande vitória e alegria que sente agora o liberam de manter-se em constante vigilância no futuro. Nem que não precisa mais examinar e auscultar seu coração, até o fim de sua vida.
 
 Muitos autores cristãos nos deram vislumbres do coração vitorioso e obediente a Cristo. Mas tudo que escreveram e pregaram pode ser resumido no seguinte: é preciso discernir qual a característica dominante do seu coração e se está, em todo o seu ser, crescendo em graça e em submissão. Se a resposta for positiva, alegre-se no Senhor; mas se for negativa, é motivo de ficar alarmado!
 
 É de suma importância alertá-lo para o fato de que os frutos do Cristianismo não devem ficar restritos ao seu quarto de oração ou à sua igreja, embora sejam os locais em que sinta o maior conforto e liberdade.
 
 O verdadeiro Cristianismo atinge todas as áreas da nossa vida. Ele transforma e purifica nossa personalidade. Melhora nossos modos. Perscruta cada dúvida, cada relacionamento, cada situação de sua vida. Se você entregou sua vida ao senhorio de Cristo, seu espírito será aperfeiçoado; você será um servidor melhor, um melhor estudante, amigo e cidadão. E, no cumprimento de qualquer tarefa, sempre servirá de exemplo.
 
 Mas se sua fé em Cristo não permitiu que a graça de Deus produzisse esses resultados – embora você possa falar de paz interior e de profundas experiências espirituais – terá muita razão para temer que tudo que pensa sobre a sua salvação é ilusório e que não está seguindo de fato as pegadas de Jesus. Eis o que ele disse: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos” (Jo 15.8). 
 
 Tenha todo cuidado para não dar lugar à depressão. Seja bem-humorado e cultive a alegria do Senhor. Crie o hábito de estar alegre, mas evite a frivolidade. Seja muito humilde, mas não tímido. Não fale a esmo, nem com qualquer um. Prefira ouvir, especialmente quando há cristãos mais experimentados por perto. Esforce-se por todos os meios para divulgar a mensagem de Jesus entre seus amigos e parentes. Ganhe essas pessoas para o senhorio de Cristo por meio de sua personalidade amável e seu exemplo impecável. Fuja dos desejos e paixões da juventude. Resista aos rebuliços e estímulos sensuais do mundo. Evite a auto-satisfação, pois ela pode extinguir a sede espiritual. 
 
 Não se deixe desanimar se o mundo e o diabo o acharem ridículo e o reprovarem. Seu Salvador sofreu muito mais do que isso por você. Pense no seu sacrifício por você e não sinta vergonha de nada, a não ser que tenha vergonha dele. Confie na sua proteção. Viva para louvá-lo e repousará sempre na sua gloriosa presença.  

 Este artigo foi retirado do livro Accounts of Religious Revivals from 1815 to 1818 (Considerações sobre os avivamentos religiosos de 1815 a 1818), publicado em 1819 e reeditado em 1980 por Richard Owen Roberts.



por Joshua Bradley
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço

PROCURA-SE UMA CORAÇÃO EM CHAMA

Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.

 “A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”

 Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.
  
Samuel Chadwick, o falecido presidente do Cliff College, da Inglaterra, era uma “sarça ardente”. A partir do momento em que ficou cheio do Espírito, “milagres da graça divina eram realizados através da influência de uma vida que passou a ser incendiada pelo fogo de Deus”. Francis W. Dixon conta como “o poder de sua pregação e a influência moral dos membros de sua igreja foram tão poderosos, que o próprio Chefe de Polícia reconheceu publicamente como a cidade inteira ficara livre de crimes pela influência de homens e mulheres que haviam sido incendiados pelo amor de Deus”.

 Dizem que uma vez um colega pastor perguntou a John Wesley, mensageiro do coração ardente, o que devia fazer para aumentar sua igreja. Ele respondeu: “Se o pregador estiver em chamas, todo o mundo virá para vê-lo queimar”.

Um dos biógrafos de Wesley o descreveu como um homem “sempre ofegante, correndo sem parar atrás das almas perdidas”. No túmulo de Adam Clarke, um dos primeiros estudiosos metodistas e um discípulo de Wesley, estão inscritas estas palavras: “Vivendo para os outros, fui totalmente consumido”.

Há um século, T. DeWitt Talmage escrevia: “Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus”. Essa descrição continua tão válida hoje quanto naquela época.

Alguns anos atrás, quando a Polônia vivia sob o regime comunista, um soldado polonês comentou com o Dr. Harold John Okenga: “Existe na Polônia uma corrida entre o comunismo e o cristianismo. Aquele que conseguir transformar sua mensagem em uma chama de fogo ganhará”.

Um cristianismo sem paixão não conseguirá apagar as chamas do inferno. Para combater o fogo de uma floresta é necessário iniciar um outro incêndio para ir ao seu encontro. Um líder apático nunca conseguirá inflamar os outros. E um líder jovem sem ardor, como poderá acender a chama no coração dos outros jovens? Enquanto não formos inflamados, não conseguiremos alcançar o coração das pessoas. O bispo Ralph Spaulding Cushman orava:

Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
 Enquanto o mundo perece, nós, indiferentes,
 Seguimos o nosso caminho
 Sem rumo, sem paixão, dia após dia
 Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!

Não há uma necessidade maior que essa em nossas igrejas e escolas hoje. Não basta ter uma fé cristã e bíblica; temos de ser possuídos por Cristo, totalmente tomados por seu amor e sua graça, inteiramente inflamados por seu poder e glória. Cada pequenina parte do nosso ser, como diz certo hino do passado, precisa estar incandescente com o fogo divino. Não é suficiente ter a lenha, não é suficiente ter o altar, não basta ter o sacrifício – precisamos do fogo! Oh, fogo de Deus, desce novamente sobre nós! Faz-nos arder, Senhor, inflama-nos totalmente!

Se quisermos ser uma força irresistível para Deus, no lugar onde ele nos colocou, precisaremos do batismo de fogo do Espírito Santo. Se quisermos despertar nossas igrejas sonolentas, precisaremos que aquele fogo, que veio sobre cada um que esperava no cenáculo no dia de Pentecostes, desça agora sobre nós. Você precisa disso, e eu preciso disso.

Num comovente artigo, intitulado “Queima Incessantemente, Fogo de Deus”, T. A. Hegre escreveu: “É de fogo que precisamos, fogo para derreter nossas emoções geladas e passivas, fogo para nos impelir a fazer algo em favor daqueles que descem diariamente à sepultura sem Cristo. Incontáveis milhões estão morrendo sem que ninguém lhes tenha falado do Evangelho, porque nós cristãos estamos apagados. Precisamos de fogo, do fogo do Espírito!”

Não precisamos de fogo fanático ou humano, que não glorifica o nome santo do Senhor. Precisamos é do fogo sagrado, daquele fogo que o Espírito traz e que usa para nos batizar. Precisamos do fogo e do zelo da igreja primitiva, quando praticamente todos os cristãos estavam prontos, se necessário fosse, a se tornarem mártires por Cristo.

Num sermão contundente, John R. Rice censurou nossa falta de fogo. “Ouçam, não são os pecadores que são duros. O problema de dureza está no coração dos pregadores. Os professores das escolas bíblicas, os diáconos, os obreiros e os superintendentes é que são duros. É mais fácil salvar uma alma e converter um bêbado ou uma prostituta do que inflamar um pregador para ganhar almas.”

George Whitefield foi grandemente usado por Deus, junto com John Wesley, quando viraram a Inglaterra de ponta-cabeça e, pela graça de Deus, evitaram que as Ilhas Britânicas passassem por uma réplica da Revolução Francesa. Diziam a respeito de Whitefield: “Desde o tempo em que começou a pregar, ainda garoto, até à hora de sua morte, nunca deixou que sua paixão se abatesse. Até o final de sua notável carreira, sua alma foi como uma fornalha ardente de dedicação em favor da salvação dos homens”.

Sua alma como uma fornalha ardente! Ah, aqui está o segredo! O problema trágico é que estamos tentando conduzir o povo de Deus com corações que nunca foram inflamados ou que perderam o ardor. Elias orou até o fogo descer sobre o monte Carmelo. E, então, os apóstatas caíram de joelhos e clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).

Pode o fogo da Shekiná, que fez chamejar a sarça no deserto, atear fogo em nossos corações, até que sejamos sarças ardentes por Deus? (Êx 3.1-3). O fogo da Shekiná no monte Sinai difundiu-se pelo corpo de Moisés até que sua face refletisse a glória de Deus (Êx 34.29,30). 

Podemos nós nos aproximarmos de Deus até que o fogo da Shekiná comece a transfigurar nossos vasos de barro e as pessoas possam ver o reflexo da glória de Deus sobre nós e em nós?

Pode o fogo da Shekiná, que Ezequiel viu afastar-se passo a passo de Israel, voltar para nós hoje? (Ezequiel, capítulos 10,11). Ele voltou sobre os 120 que se encontravam no mesmo lugar, no cenáculo (At 2.1-21). Se precisássemos passar dez dias para buscar a face de Deus, seríamos mais do que recompensados se no final fôssemos inflamados por ele.

 Mas esse batismo não vem por meio de esforços, méritos ou simulações. Só Deus pode batizar com fogo. Só Deus pode enviar a Shekiná. Só Deus pode satisfazer suas necessidades e as minhas. Já labutamos muito tempo sem esse fogo. Temos ficado muito aquém da glória de Deus, por causa da falta dele. Temos deixado nossas igrejas praticamente impassíveis, inalteradas, por falta da chama.  

 Nós não podemos acender esse fogo. Não podemos criá-lo por nós mesmos. Mas podemos humilhar-nos diante de Deus, com toda a honestidade e lisura, e confessar nossas carências. 

Podemos buscar a face de Deus, até que sua poderosa lanterna alumie nossos corações e nossas vidas e mostre o que neles nos impede de sermos capacitados e cheios de sua vida.
  
O fogo santo de Deus desce somente sobre os corações preparados, obedientes e famintos. 

Talvez a necessidade que está por baixo de todas as necessidades é que não estamos suficientemente famintos ou sedentos, nem somos intensos em nosso desejo.

 “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).

 Extraído de “Ablaze for God” (“Inflamados Para Deus”), de Wesley L. Duewel.


por Wesley L. Duewel
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço

VER DEUS - "O PROPÓSITO DA VIA"

“Qual o propósito da vida? Como posso encontrá-lo? Como posso ter certeza de que é o propósito certo?” Sabemos que o homem que não tem conhecimento de Deus não tem resposta para essas perguntas; hoje, no entanto, há muitos que se chamam de cristãos que também não têm. 

 Porém, se procurarmos na Bíblia, encontraremos uma resposta clara e simples para essa questão fundamental. Ela afirma pura e simplesmente que só existe um propósito para a humanidade, e este propósito é o mesmo, independente de sexo, idade, nacionalidade ou classe social.

“Que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, andes em todos os seus caminhos, e o ames?” (Dt 10.12)

 
 “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que [...] andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8).

 
 “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30).

 
 A Bíblia responde, portanto, à pergunta “Qual o propósito da vida?” com esta resposta: conhecer, amar e andar com Deus; numa palavra, ver Deus. De fato, nos tempos antigos, dizia-se que “a finalidade da vida” era “a visão de Deus”. Os teólogos que, no século XVII, elaboraram a Confissão de Westminster, responderam à pergunta “Qual o fim principal do homem?” com esta resposta: “O principal fim do homem é glorificar a Deus e encontrar prazer nele para sempre” (ou “gozá-lo para sempre”, como rezam as traduções oficiais dessa Confissão).

 
 Atualmente, porém, quase não se ouve falar da necessidade de ver Deus. Somente quando nos voltamos para os tempos antigos é que nos damos conta da falta dessa ênfase, tanto na pregação como na vivência do Evangelho. No passado, mesmo nos tempos de trevas espirituais, sempre havia alguns que se consumiam por uma paixão avassaladora – o anseio de ver Deus. Para essas pessoas, só havia um objetivo: conhecer o seu Deus. Elas tinham uma sede de coração e sabiam que só Deus podia satisfazê-la.

 
 Quando lemos sobre sua busca apaixonada por Deus, descobrimos que algumas dessas pessoas enveredaram por caminhos estranhos. Havia gente que ia viver nos desertos, em cavernas ou que se retirava para um mosteiro. No desejo de alcançar a santidade “sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb 12.14), eles se desfaziam de todo e qualquer bem material ou mortificavam sua carne com suplícios. Às vezes, eram fanáticos; outras vezes, viviam em uma introspecção mórbida. Hoje, nós os vemos como pobres almas desorientadas, escravizadas pelo legalismo e pelo ascetismo. Mas não devemos esquecer que tudo isso era feito no veemente desejo de buscar a Deus e de alcançar a santidade pessoal, a fim de que pudessem ver Deus. 

Atualmente, a situação é bem diferente. Temos muito mais luz em relação aos textos bíblicos e à mensagem do Evangelho, e olhamos para esses antigos irmãos com um certo desprezo. Infelizmente, porém, essa maior clareza que hoje temos sobre a Bíblia não veio acompanhada de uma crescente paixão para ver Deus. De fato, parece que teve o efeito contrário. Aquela fome e sede de Deus estão claramente faltando, e, aparentemente, temos abaixado nosso alvo na vida cristã para algo bem inferior ao próprio Deus.

Hoje, temos duas ênfases que sobressaem. Primeiro, em vez de buscar santificação para ver Deus, o alvo tem sido simplesmente servir a Deus. Passamos a pensar que a vida cristã consiste em servir a Deus da forma mais competente e eficiente possível. As técnicas e os métodos que queremos usar para transmitir a mensagem de Deus é que se tornaram o mais importante. Para realizarmos esse trabalho, precisamos de poder e, assim, em vez de alimentar um anseio por Deus, buscamos poder para servi-lo de forma mais eficaz. De tal forma o serviço passou a ocupar o centro de nosso pensamento que, para avaliarmos a retidão de uma pessoa diante de Deus, olhamos para o sucesso do seu trabalho na obra cristã.

Em segundo lugar, existe hoje uma tendência em buscar experiências espirituais interiores. Enquanto muitos cristãos se contentam em viver num nível muito baixo, é animador ver que há gente preocupada com isso. Muitas vezes, porém, essa preocupação não vem tanto da fome de Deus, mas de um anseio por encontrar felicidade, alegria e poder no seu íntimo. Neste caso, acabamos buscando uma experiência no lugar de buscar o próprio Senhor.

Tanto um objetivo quanto o outro estão muito aquém da grande e suprema finalidade para a qual Deus nos criou, que é glorificar seu nome e sentir prazer em sua companhia. Jamais conseguirão satisfazer nem o coração de Deus, nem o nosso. 

Extraído de “We Would See Jesus” (“Queremos Ver Jesus”), de Roy Hession.



por Roy e Revel Hession
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto Da Sua Vinda
Abraço