sábado, 3 de julho de 2010

INTERESSE CIENTÍFICO, "AINDA QUE TARDIO"

Interesse Científico, Ainda que Tardio - Ciência e Fé

Um dos acontecimentos que mais confirmam a autoria divina das Escrituras é a “descoberta”, por parte de cientistas ou pesquisadores, da validade de princípios que estavam registrados na Bíblia muitos séculos antes. Isso tem acontecido, recentemente, com relação aos benefícios que o perdão traz, não só à nossa saúde mental e espiritual, mas também ao nosso físico. Aliás, os efeitos positivos da saúde do “homem interior” sobre o “homem exterior” (e vice-versa), que a medicina tem estudado muito mais nas últimas décadas, também confirmam o que Deus já revelara sobre a estrutura do ser humano (espírito, alma e corpo). 

De acordo com uma matéria extensa publicada na revista Christianity Today (em janeiro de 2000), a partir dos anos 80 do século passado, começou a haver um crescente interesse no meio da comunidade acadêmica em pesquisar e avaliar os efeitos do perdão sobre a saúde e até sobre o comportamento. “Ele não somente eleva o potencial para a reconciliação”, diz o Dr. Mack Harnden, “mas também libera o ofensor de raiva, ódio e stress prolongados que já têm sido associados a problemas fisiológicos tais como doenças cardiovasculares, pressão alta, câncer e outras doenças psicossomáticas.” 

Os primeiros pesquisadores encontraram enormes dificuldades. A primeira foi a quase total ausência de trabalhos científicos ou acadêmicos sobre o assunto. Uma pesquisa em uma biblioteca na Universidade de Kansas, EUA, por exemplo, não encontrou sequer uma referência a perdão nos sumários de pesquisas apresentadas no campo da Psicologia. 

A outra dificuldade foi o desprezo e resistência do mundo acadêmico às primeiras iniciativas para pesquisar o assunto. Robert Enright, professor de psicologia educacional na Universidade de Wisconsin-Madison (UWM), EUA, hoje é presidente do International Forgiveness Institute (Instituto Internacional do Perdão) e considerado pai das pesquisas modernas sobre o assunto. Entretanto, foi preciso perseverar durante mais ou menos uma década, sem receber uma aprovação de fundos para financiar a pesquisa, antes de conseguir a atenção dos colegas. Nem as publicações científicas aceitaram divulgar o seu trabalho até que um jornal secular de Chicago fez uma matéria e ganhou a atenção do público. 

Enright, que depois de um período de afastamento da fé voltou às suas raízes cristãs, foi muito influenciado pelos livros de Lewis Smedes, um professor de seminário teológico que também descobriu que havia muito pouco sobre perdão interpessoal, de pessoa para pessoa, na literatura teológica. Os cristãos sempre falaram sobre o perdão que Deus concede ao pecador, mas muito pouco sobre o perdão que devemos praticar uns com os outros. Smedes mostrou em seus escritos e palestras que o perdão não deve ser visto como uma obrigação moral apenas, mas como uma chave que traz benefícios enormes ao próprio perdoador. 

É isso que tem, finalmente, despertado grande interesse nos campos da psicologia e das ciências sociais. Algumas pesquisas já em andamento estão vendo no perdão potencial para solucionar graves problemas sociais como alcoolismo e outros vícios, violência contra as mulheres, relacionamento familiar, e muitos outros. O renomado Centro de Saúde Mental Mendota está patrocinando um estudo sobre o efeito do perdão sobre comportamento criminoso. Se alguém procurasse ensinar a presidiários como perdoar àqueles que os prejudicaram, quem sabe isso abriria o caminho para sentirem empatia por suas próprias vítimas e a necessidade de serem perdoados por elas. 

Para os céticos que duvidam que pesquisadores acadêmicos possam chegar a conclusões válidas sobre princípios divinos, veja a definição que três pesquisadores incluíram num trabalho publicado em 1995 no periódico Journal of Moral Education (Revista de Educação Moral): “Perdão é a resposta misericordiosa de alguém àquele que o feriu injustamente. Em perdoar, a pessoa livra-se de atitudes negativas (como ressentimento), percepção negativa (como críticas injustas) e comportamento negativo (como atos vingativos) em relação ao ofensor, e os substitui por atitudes, percepções e comportamentos mais positivos”. Fizeram uma distinção entre perdão e justiça, dizendo que “enquanto justiça envolve algum tipo de reciprocidade, perdão é um dom incondicional concedido a alguém que não o merece”. 

Um dos resultados mais espetaculares dessas pesquisas veio em abril de 1999, quando uma delegação dos Estados Unidos viajou para a Iugoslávia de Slobodan Milosevic para negociar a libertação de três prisioneiros norte-americanos durante o conflito do Kosovo. Alguns membros da delegação eram cristãos, e um fazia parte do Instituto Internacional do Perdão. 

Sem outros argumentos para apresentar na negociação, a delegação usou uma abordagem mais espiritual, falando com os sérvios a respeito da necessidade de quebrar o ciclo de violência e não manter conceitos negativos a respeito dos adversários. Aplicaram os princípios descobertos no instituto a respeito do perdão como fator de mudança nos relacionamentos na sociedade e entre os povos. A estratégia funcionou, e todos os assessores de Milosevic concordaram em libertar os prisioneiros. 

Tais evidências só vêm confirmar o que os sinceros leitores das Escrituras sabem há muito tempo. Direito humano, a tentativa de acertar contas passadas, o esforço para criar uma sociedade justa e pacífica sempre falharam e sempre falharão. Perdão, mesmo como princípio aplicado numa base puramente horizontal e racional, traz muito mais progresso nessa direção do que o uso da justiça humana, por ser tão contaminada com os elementos venenosos de amargura, ressentimento e vingança. 

Por outro lado, o verdadeiro perdão só funciona plenamente dentro do contexto do perdão divino. Dissecado e analisado pela mente humana dos pesquisadores, o perdão como princípio antinatural, superior aos nossos instintos humanos e além do seu alcance, jamais poderá ser realmente experimentado dentro dos laboratórios ou pesquisas acadêmicas. 

Mesmo assim, só o fato de a sombra limitada e imperfeita produzir tantos resultados atesta ainda mais a imensa potencialidade que existe no princípio dinâmico e verdadeiro.

Compilado a partir do artigo “The Forgiveness Factor” (O Fator do Perdão), de Gary Thomas, publicado na revista “Christianity Today”, de 10 de janeiro de 2000.

por Gary Thomas
Postado por Roberto
fonte: Revista Impacto
Abraço

APRENDENDO A PERDOAR

PERDÃO

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 Aprendendo a Perdoar 

Foi numa igreja em Munique, onde eu estava pregando em 1947, que, de repente, o vislumbrei: um homem calvo, troncudo vestindo um sobretudo cinza, com um chapéu de feltro marrom amassado entre as duas mãos. Num instante, estava enxergando o sobretudo e o chapéu marrom; no instante seguinte, o uniforme azul, o quepe estampado com a caveira e as duas tíbias cruzadas, o rosto malicioso, lascivo, debochado. 

Minhas lembranças do campo de concentração voltaram com rapidez e impacto: a sala enorme com as severas luminárias no teto, a pilha patética de vestidos e sapatos no centro, a vergonha de ter de passar nua diante desse homem. Pude ver o vulto frágil da minha irmã à minha frente, costelas quase furando o fino pergaminho da sua pele. 

Betsie e eu havíamos sido presas por termos escondido judeus na nossa casa por ocasião da ocupação nazista da Holanda, durante a Segunda Guerra. Esse homem fora um dos guardas no campo de concentração em Ravensbruck, para onde fomos enviadas. 

Agora, ele estava diante de mim, mão estendida: “Que bela mensagem, fräulein! Que bom saber, como disse, que nossos pecados estão todos no fundo do mar!” 

Pela primeira vez, desde minha soltura, eu estava frente a frente com um dos meus algozes, e meu sangue parecia ter congelado. 

“Você mencionou Ravensbruck na sua palestra”, ele dizia. “Fui guarda lá. Mas depois disso”, continuou, “tornei-me cristão. Eu sei que Deus me perdoou pelas coisas cruéis que cometi lá, mas eu gostaria de ouvi-lo da sua boca também. Fräulein”, com a mão estendida outra vez, “você me perdoa?” 

Fiquei ali paralisada. Eu não podia fazer isso. Minha irmã Betsie morrera naquele lugar; será que ele podia apagar sua morte terrível e prolongada, simplesmente porque pedia perdão? 

Eu achava que já perdoara a todos; pregava sobre isso por toda parte. Eu, o exemplo de perdão, não conseguia perdoar quando encarava meu ofensor em carne e osso. 

Não podem ter passado mais do que alguns segundos, ele em pé com a mão estendida – mas para mim parecia uma batalha de horas, enquanto eu enfrentava a coisa mais difícil que tive de fazer em toda minha vida. 

Eu não tinha opção – eu sabia disso. A mensagem do perdão de Deus possui um pré-requisito: que perdoemos a todos que nos feriram. “Se não perdoardes aos homens”, afirmou Jesus, “tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.15). 

Ainda assim, lá estava eu com o coração dominado por frieza. Entretanto, perdoar é um ato da vontade, e a vontade pode funcionar indiferentemente da temperatura do coração. “Jesus, ajuda-me”, supliquei silenciosamente. “Eu posso levantar minha mão. Pelo menos isso, posso fazer. Dá-me o sentimento depois.” 

Então, sentindo-me um robô, coloquei minha mão mecanicamente na mão que me estava estendida. E, enquanto o fiz, algo incrível aconteceu. Uma corrente começou no meu ombro, correu pelo meu braço e saltou para nossas mãos unidas. Em seguida, esse calor restaurador parecia inundar todo o meu ser, trazendo lágrimas aos meus olhos. 

“Eu te perdôo, irmão”, exclamei, “com todo o meu coração!” 

Por um longo instante, seguramos a mão um do outro, o ex-guarda e a ex-prisioneira. Posso dizer que nunca experimentei o amor de Deus de forma tão intensa como naquele momento. 

Testemunho publicado originalmente na revista “Guideposts”, 1972. A história de Corrie ten Boom foi relatada no famoso livro (e filme) “Refúgio Secreto”, de John e Elizabeth Sherrill, Editora Betânia.

por Corrie ten Boom
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

ADMITINDO A DIFICULDADE - CIÊNCIA E FÉ

Admitindo a Dificuldade - Ciência e Fé
Nada como uma admissão dos próprios evolucionistas das dificuldades e incoerências dentro da sua teoria sobre a origem da vida. Em uma reportagem de capa da revista Veja, de 2 de maio de 2007, sobre a existência de outros planetas e de vida nesses planetas foi citado um dos maiores otimistas e incentivadores da busca por ETs, Carl Sagan (1934-1996): “A química que criou a vida na Terra é reproduzida facilmente por todo o cosmo. Parece improvável que sejamos os únicos seres inteligentes. É possível, mas improvável”. 

“Eis uma questão desafiadora”, diz a reportagem. “Embora se aceite que a vida na Terra tenha surgido espontaneamente da interação durante bilhões de anos de moléculas cada vez mais complexas, nenhum laboratório do mundo conseguiu até hoje criar vida reproduzindo as condições dessa ‘sopa primordial’.” 

“Infelizmente”, a reportagem continua, “para a aventura intelectual humana e para a frustração do desejo inato de encontrar seres inteligentes em outros planetas, essa busca ainda não saiu do ponto zero. A complexidade de produzir vida inteligente é incomensuravelmente maior do que a de gerar bactérias e outras formas primitivas de vida.

Quem melhor descreveu essa complexidade foi um dos maiores neodarwinistas de todos os tempos, o americano nascido na Alemanha Ernst Mayr, morto aos 100 anos, em 2005. 

Mayr mostrou que o crescimento em tamanho e complexidade do cérebro humano é um evento tão insólito – e misterioso – que dificilmente pode ser explicado pela evolução apenas. 

‘O desenvolvimento do cérebro humano é uma mutação que não necessariamente trouxe vantagens evolutivas à espécie. Foi uma aposta que deu certo até agora, mas nada indica que continuará dando’, dizia Mayr. O célebre cientista gostava de lembrar que o cérebro humano é muito frágil, protegido por um crânio não muito espesso, além de consumir um quinto de toda a energia disponível no organismo, proporção que nenhum outro ser vivo se deu ao luxo de gastar com apenas um órgão. Para enfatizar ainda mais a complexidade da trajetória evolutiva rumo à civilização, Mayr lembrava que de todos os 50 bilhões de espécies que existem ou já existiram no planeta apenas uma, a humana, desenvolveu um cérebro capaz de aprender. Conclui Ernst Mayr: ‘Quando se coloca na equação a variável de que os homens só desenvolvem cultura quando vivem em sociedades humanas e, antes, são cuidados por mães e pais até o fim da puberdade, a complexidade dos processos de produção de uma civilização tecnológica atinge um grau tal que talvez não possa ser repetido em nenhum outro lugar’. Mais uma razão para olharmos para o cosmo com espanto e para a nossa única Terra com mais humildade e carinho.” 

Incrível como os cientistas podem constatar a singularidade do ser humano, a complexidade do cérebro, a falta de uma explicação ou justificativa dentro da teoria da evolução para a existência de um órgão de inteligência tão superior aos dos demais seres vivos, a dificuldade de se imaginar que algum processo de evolução pudesse ter existido em outros mundos – e continuar negando a única explicação razoável e completa para tudo que existe. Tamanha cegueira e incoerência também têm uma única explicação – que se encontra em Romanos 1.21: “... tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus ... obscurecendo-se-lhes o coração insensato”. 

Texto extraído da Revista Veja, edição 2006, ano 40, nº 17 de 2 de maio de 2007. Matéria “Uma Nova Terra”, com reportagem de Rosana Zakabi, Leoleli Camargo e Daniel Salles.


por Revista Veja
 
Postado por Roberto
Abraço

 

 

 

 

 

 

 


quinta-feira, 1 de julho de 2010

DEUS NÃO FALA NOS EXTREMOS

Deus Não Fala nos Extremos
Deus não fala nos extremos. Precisamente nos extremos do propiciatório, Deus colocou querubins guardiões. Deus fala debaixo e no meio das asas dos querubins, sobre o propiciatório (Êx 25.22). 

Nem o rigorismo nem a lassidão são soluções. Necessitamos do equilíbrio. Por um lado, devemos apreciar todos os tesouros em todos os membros do Corpo de Cristo; ao mesmo tempo, devemos lembrar que esses tesouros estão em vasos de barro e, por trás de quase imperceptíveis imperfeições em líderes notáveis, podem-se esconder grandes e sutis príncipes malignos que tentam anular o trabalho da Igreja. 

Necessitamos da nobre amplitude para valorizar, apreciar, reconhecer e ter longanimidade. Ao mesmo tempo, necessitamos do rigor fulminante da cruz que se encarrega de todos os elementos estranhos. Por isso, Deus combina ministérios distintos e complementares: Pedro e João, Paulo e Barnabé... 

A Igreja está grávida para dar à luz o Varão Perfeito, para conformar-se à plenitude de Cristo. E as dores da gravidez são inevitáveis e necessárias. O importante é entender os caminhos de Deus e avançar em sua luz. 

Não permitamos que Satanás distorça o que é apenas complementar para apresentá-lo à Igreja como se fosse algo oposto ou contrário e assim provocar a divisão. Satanás quer aproveitar-se das diferenças entre nós que deveriam ser usadas como complemento um do outro e convertê-las em foco de oposição, ao mesmo tempo em que, sutilmente, disfarça-se em anjo de luz, e seus ministros, em ministros de justiça. Mas Cristo mesmo é a luz que discerne e a síntese que coordena a todos os membros de seu Corpo, por mais distintos que sejam. 

[Portanto, não nos contentemos com verdades parciais ou extremas, nem com comunhão parcial com grupos uniformes, porém incompletos. Busquemos a revelação do amor de Cristo “com todos os santos” para podermos compreender toda a largura, o comprimento, a altura e a profundidade da plenitude de Deus (Ef 3.17-19).] 

É o próprio governo de Deus que, por sua soberana vontade e a partir do Cristo glorificado à sua destra, pelo Espírito de Jesus, dispôs, dispõe e disporá as circunstâncias pelas quais há de encaminhar sua Igreja peregrina. O caminho é Jesus Cristo e cada passo é o próprio Jesus Cristo. 

Gino Iafrancesco V., vive em Teusaquillo, Bogotá, com sua esposa Mirian; tem sete filhos e uma neta. Ministra a Palavra na Colômbia e também em igrejas e conferências em outros países, inclusive no Brasil, desde 1978. É autor de vários livros e algumas de suas obras podem ser encontradas em seus blogs: http://es.netlog.com/giv1, em português, e http://exegiv.zoomblog.com/, em espanhol.
por Gino Iafrancesco
Postado por Roberto 
Fonte: Revista Impacto
Abraço

A PARÁBULA DA MENTE ESTREITA


A Parábola da Mente Estreita 
Certo dia, ao atravessar uma ponte, vi um homem em pé na beirada a ponto de pular. Corri, então, em sua direção, e disse-lhe: “Pare! Não faça isso!”
“E por que eu não deveria?”, perguntou ele.
Eu disse: “Bem, há tanto pelo que se viver!”.
Ele disse: “Como o quê?”
Eu disse: “Bem, você é religioso ou ateu?”
Ele disse: “Religioso”.
Eu disse: “Eu também. Você é católico ou protestante?”
Ele disse: “Protestante”.
Eu disse: “Eu também! Você é episcopal ou batista?”
Ele disse: “Batista”.
Eu disse: “Puxa! Eu também! Você é da Igreja Batista de Deus ou da Igreja Batista do Senhor?”
Ele disse: “Igreja Batista de Deus”.
Eu disse: “Eu também! Você é da Igreja Batista de Deus Original ou da Igreja Batista de Deus Reformada?”
Ele disse: “Igreja Batista de Deus Reformada”.
Eu disse: “Eu também! Você é da Igreja Batista de Deus Reformada em 1879 ou da Igreja Batista de Deus Reformada em 1915?”
Ele disse: “Igreja Batista de Deus Reformada em 1915!”
Eu disse: “Então morra, seu herege!”, e, com imenso desgosto, o empurrei. 

Texto extraído de “Histórias que Abrem a Janela Mais Ampla de Deus”, DeVern Fromke, Edições Tesouro Aberto.
por Autor Desconhecido
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço

A DIVISÃO QUE CAUSOU TODAS AS DIVISÕES


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A Divisão Que Causou Todas as Divisões 

Se você já passou por divisão na igreja, está bastante familiarizado com o terrível turbilhão de emoções e o inconsolável sofrimento que acompanham essa descida ao inferno. Se você não tem familiaridade com a experiência, um grande choque o aguarda: grupos de cristãos outrora bondosos e unidos se separarão em facções para se oporem uns aos outros. De repente manifestarão calúnia, ira, engano, medo, amargura, ódio, maledicência, falta de perdão, contenda, rebelião e orgulho. 

Qualquer uma dessas atitudes, isolada em um único indivíduo, seria reconhecida e exposta como pecado. No entanto, quando ocorrem em massa em uma divisão na igreja, são consideradas de certa forma justas. A ira é redefinida como “lutar por um princípio”. A calúnia e a maledicência agora se alistam como aliadas “na busca da verdade”. 

O epicentro da divisão pode ser localizado em uma única igreja, mas as ondas de choque são sentidas ao longo de uma grande área do Corpo de Cristo e em toda a comunidade. As notícias do conflito são comunicadas em sussurros como quando ouvimos falar que um membro da família tem câncer. E se trata mesmo de um câncer – pois divisão é um sistema de vida maligno, um falso crescimento autorizado pela ira, pelo orgulho e pela ambição, em vez da mansidão e paciência de Cristo. É uma guerra na qual o diabo é o único que realmente vence. 

São muitos os motivos para separações na igreja. As divisões podem originar-se de confusões relacionadas aos líderes da igreja. A quem Deus realmente concedeu autoridade final em qualquer congregação? Às vezes, a raiz do conflito é simplesmente a ambição mal direcionada de um ou mais líderes associados. É claro que sempre existe a questão da batalha espiritual. Com freqüência, assim que a igreja começa a crescer em números de membros ou a desenvolver-se espiritualmente, surgem conflitos manipulados por demônios.

Talvez as separações envolvam alguma combinação de todos os citados. Entretanto, independente da fonte de cada divisão, Jesus avisou que enquanto nossa casa estiver dividida, ela “não subsistirá” (Mt 12.25). 

A Primeira Divisão 

Podemos achar que o Senhor não está familiarizado com a dor de uma divisão na igreja. Ele está. É provável que você se lembre de que, antes da criação do homem, o céu passou por um momento de grande rebelião, uma “divisão” se preferir. 

Naquele tempo, Satanás era conhecido como Lúcifer ou Hillel Ben Shahar em hebraico. Hillel vem de Hallel, que significa louvar, adorar, servir. Ben Shahar significava filho do amanhecer. A implicação é que Lúcifer era o líder do louvor no amanhecer da criação. Dotado dos dons de liderança e criatividade musical, sua posição não lhe era suficiente. Motivado pela inveja e ambição, Lúcifer fez com que um terço dos anjos se rebelasse contra a autoridade de Deus. 

O terrível crime de Lúcifer não foi apenas ter-se rebelado contra Deus – por mais que tenha sido maligno. O pior foi ter roubado um terço dos anjos por meio da calúnia contra Deus e do engano. Considere o poder de sedução e engano deste mestre da divisão: ele conseguiu convencer um grupo de anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.

Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória. Sim, veja o poder de engano usado por nosso antigo inimigo e imagine se ele não conseguiria separar bons amigos em uma divisão na igreja aqui na Terra.

Não sabemos quanto tempo durou a rebelião no céu, e também não está escrito qual foi o engano que Lúcifer propagou. A Bíblia apenas concede fugazes reflexões sobre aquela horrível e cataclísmica divisão. Será que Deus não foi afetado pelo conflito? Será que o Pai Celestial estava perfeitamente distante da dor da separação ou sofreu algum desgosto quando os anjos a quem havia concedido o dom da vida se rebelaram contra ele? Lembre-se de que Deus viu a grande mentira espalhar-se, infectar cada anjo até que um terço uniu-se à insurreição. Será que a divisão foi a primeira grande dor no coração de Deus? 

Amado, pense com temor e tremor: antes dessa antiga separação, o inferno ainda não existia pelo que sabemos. O inferno tornou-se realidade como conseqüência da divisão, criado para aqueles que acreditaram na mentira do diabo (Mt 25.41). 

A Guerra Contra o Céu Continua – Dentro da Igreja 

Contudo, embora Lúcifer e suas hostes tenham sido banidos para os “abismos de trevas” (2 Pe 2.4), a guerra com o céu não terminou. Começando com Adão e Eva, o diabo continuou sua guerra contra Deus. Na verdade, o conflito que os cristãos experimentam hoje, de uma forma real, é a continuação desse grande e primordial conflito. Cada vez que ele divide mais uma igreja, parte de seu objetivo é atingir novamente o coração de Deus. 

Uma verdade que nos ajudará a derrotar o inimigo é saber que, quando a igreja está sofrendo a dor da divisão, o que parecem ser as questões principais geralmente nem vêm ao caso. De fato, quando Lúcifer caiu, do ponto de vista celestial, ele não manteve mais o nome Lúcifer, mas passou a chamar-se “Satanás” ou “diabo”. O significado destes dois nomes nos dá uma idéia da natureza daquilo contra o que lutamos durante uma separação. 

Satanás significa aquele que se opõe ou adversário. Que poder fortalece a atitude de confronto daqueles que se opõem à autoridade estabelecida na igreja? O poder que reforça a incapacidade de reconciliar-se é satânico e pode enfiar-se entre aqueles que discordam e os que estão na liderança. Satanás ferozmente se oporá à idéia de cura e reconciliação. 

O nome diabo significa caluniador. Caluniar significa mais do que “falar mal de outra pessoa”. Literalmente falando, significa aquele que coloca alguma coisa ou a si mesmo entre dois a fim de dividi-los. 

O objetivo de Satanás não é apenas falar mal, mas colocar algo entre as pessoas a fim de dividi-las. A obra de dividir destrói amizades, casamentos e igrejas. Ele aumentará o que parece errado em alguém e distorcerá as reações da outra pessoa. Ele frustrará nossas tentativas de entrar em acordo e dividirá repetidamente os cristãos com novos assuntos. 

Uma das marcas de uma igreja sob ataques demoníacos é que as críticas do grupo dividido nunca se esgotam: ameniza-se uma questão, e surgem mais três. Quando Satanás manipula o grupo dissidente dentro da igreja, as questões que o inflamam são apenas uma cortina de fumaça para dividir e ganhar a igreja. Parecem bastante verdadeiras, mas, quando uma questão se torna mais central para nosso relacionamento do que a humildade, o amor e a fé, esta questão é de fato uma cunha enviada para dividir. 

A Causa Mais Sutil das Divisões 

Existem, talvez, muitas fontes de conflitos que levam a divisões e separações, mas nenhuma delas é mais sutil ou poderosa do que a ambição religiosa – sobretudo, quando um líder subordinado começa a imaginar que Deus o chamou para ocupar o lugar do pastor principal ou do líder do departamento. 

Por meio do profeta Isaías, o Espírito Santo nos mostra o motivo da rebelião de Lúcifer contra a autoridade divina: a ambição egoísta. Manifestando-se sucintamente pela voz e ambição do rei da Babilônia (Is 14.12-14), cinco vezes o foco do orgulho de Lúcifer expressa a cobiça irrestrita pela preeminência e posição até afirmar claramente sua busca de suplantar Deus como ser supremo adorado no planeta Terra. 

Lúcifer não apenas deseja ser semelhante a Deus, mas também procura “subir ao céu” e estabelecer seu trono acima das estrelas de Deus, que é o local onde o Altíssimo se assenta! O Apocalipse de João confirma este objetivo várias vezes ao longo do livro: Satanás busca ser adorado. Ele busca o lugar de Deus no céu e o lugar de Deus em nós. 

Isso é vital para o seguinte discernimento: Satanás é basicamente um espírito religioso. Ele não quer destruir o mundo, mas dominá-lo. Ele colocou um terço dos anjos contra a autoridade de Deus no céu e manipula a ambição religiosa dos líderes subordinados a fim de usurpar a autoridade delegada por Deus à sua Igreja na Terra. 

É claro que o envolvimento de Lúcifer na religião humana é comum e multifacetado, mas nada que ele faz é mais sutil ou diabólico do que enganar os bons cristãos a se voltarem contra os líderes de sua própria igreja. Sempre que procuramos ocupar o lugar de alguém que Deus colocou na posição de autoridade, estamos assumindo a imagem de Lúcifer e não a de Cristo. 

Oração 

Senhor, perdoa-nos por permitirmos que as divisões e separações se tornem tradições profundamente arraigadas no cristianismo. Confessamos que somos facilmente manipulados pelas falsas questões. Senhor, faze-nos instrumentos de cura. Ajuda-nos a trabalharmos contigo para unir a Igreja e preparar tua Noiva. Ajuda-nos a enxergar a verdadeira questão: em toda diversidade, permaneceremos unidos? Em nome de Jesus. Amém.
Extraído e adaptado de “Divisão, a Igreja a Caminho da Destruição”, Francis Frangipane, Editora Naós, São Paulo, 2003. 

Francis Frangipane é pastor titular da “River of Life Ministries” em Cedar Rapids, Iowa, EUA, e presidente do “Advanced Church Ministries”. É também autor de vários livros. Para mais informações, acesse www.frangipane.org.
por Francis Frangipane
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço

A DIVISÃO DOS NÃO-SECTÁRIOS

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A Divisão dos Não-Sectários 

Alguns cristãos julgam que são superiores aos que dizem: “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Dizem “eu sou de Cristo”. Tais cristãos desprezam os outros como sectários e, por esse motivo, começam outra comunidade. Sua atitude é: “Vocês são sectários, eu não. Vocês são cultuadores de heróis, nós adoramos somente ao Senhor”. 

Mas a Palavra de Deus não apenas condena os que dizem “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Ela denuncia de maneira muito definida e clara aqueles que dizem “eu sou de Cristo”. Não é errado considerar-se como pertencendo só a Cristo. É certo e essencial mesmo. Nem é errado repudiar todo cisma entre os filhos de Deus; é altamente recomendável. Deus não condena essa classe de cristãos por qualquer dessas duas coisas; ele os condena pelo próprio pecado que eles condenam nos demais – seu sectarismo. 

Como protesto contra a divisão entre os filhos de Deus, muitos crentes procuram separar-se daqueles que estão divididos em organizações humanas, sem jamais imaginarem que eles mesmos são divisores! 

A base que eles tomam para divisão pode ser mais plausível do que a de outros que dividem por causa de diferenças doutrinárias ou preferências pessoais por certos líderes, mas permanece o fato de que eles estão dividindo os filhos de Deus. Mesmo quando repudiam o cisma onde ele ocorra, eles são cismáticos. 

Dizem: “eu sou de Cristo”. Querem dizer que os outros não são? É perfeitamente legítimo que diga “eu sou de Cristo”, se sua observação significa simplesmente a quem pertence; contudo, se significa “eu não sou sectário, estou numa posição muito diferente de vocês, sectários”, então ela está estabelecendo diferença entre você e os demais cristãos. A própria idéia de distinguir entre os filhos de Deus tem suas origens na natureza carnal do homem e é sectária. 

Se considerarmos os outros cristãos como sectários, enquanto considerarmos a nós mesmos como não-sectários, estamos com isso fazendo distinção no meio do povo de Deus e, dessa forma, manifestando um espírito de divisão até no próprio ato de condenar divisão. Não importa que meio usamos para fazer distinção entre os membros da família de Deus – mesmo que seja com base no próprio Cristo, estamo-nos tornando culpados de cisma no Corpo. 

Qual é, pois, a atitude certa? Toda exclusividade está errada. Toda inclusividade (dos verdadeiros filhos de Deus) está certa. As divisões denominacionais não são bíblicas e não devemos ser partidários delas; porém, se adotamos uma atitude de crítica e pensamos: “eles são denominacionais, eu sou indenominacional; eles pertencem a seitas, eu pertenço só a Cristo” – tal diferenciação é, definitivamente, sectária. 

Sim, graças a Deus, eu sou de Cristo, mas a minha comunhão não é simplesmente com os que dizem “eu sou de Cristo”, porém com todos os que são de Cristo. Não devo me importar tanto com o que eles dizem, mas com o que são. Não indago se eles são denominacionais, sectários ou não-sectários. Só indago: São de Cristo? Sendo de Cristo, então são meus irmãos. 

Nossa posição pessoal deve ser indenominacional, mas a base de nossa comunhão não é indenominacionalismo. Nós mesmos devemos ser não-sectários, mas não ousamos insistir no não-sectarismo como condição de comunhão. Nossa única base de comunhão é Cristo. Nossa comunhão deve ser com todos os crentes numa localidade, não meramente com todos os crentes não-sectários nessa localidade. 

Eles podem estabelecer diferenças denominacionais, mas nós não devemos fazer exigências indenominacionais. Jamais devemos fazer diferença entre nós e eles, só porque eles fazem distinção entre si mesmos e os outros. Eles são filhos de Deus, e o fato de fazerem distinção entre si mesmos e outros filhos de Deus não os impede de ser filhos de Deus. O denominacionalismo ou sectarismo deles significa que são impostas severas limitações ao Senhor no que tange a seu propósito e mente em relação a eles, e isso significará que nunca irão além de certa medida de crescimento e plenitude espirituais. Bênçãos pode haver, mas plenitude do propósito divino, nunca. 

Em todo o tempo, devemos manter uma atitude de inclusividade, não de exclusividade, para com os crentes que se encontram em diferentes igrejas denominacionais, pois eles, assim como nós, são filhos de Deus e vivem na mesma localidade; portanto, pertencem à mesma igreja que nós. Quando usamos o termo “nós” em relação aos filhos de Deus, precisamos incluir todos os filhos de Deus, não somente aqueles que congregam conosco. Se, quando nos referimos aos “nossos irmãos”, não incluirmos todos os filhos de Deus, mas somente aqueles que se reúnem regularmente conosco, então somos cismáticos. 

Não desculpo o sectarismo e não creio que devamos defender diferenças sectárias entre uma igreja e outra, porém não nos compete induzir as pessoas a deixar sua congregação, ainda que seja sectária. Se nosso principal interesse é levar as pessoas a um real conhecimento do Senhor e ao poder de sua cruz, então elas se entregarão alegremente a ele e aprenderão a andar no Espírito, rejeitando as coisas da carne. Verificaremos não haver necessidade de acentuar a questão das denominações, porquanto o próprio Espírito as esclarecerá. Se um crente não aprendeu o caminho da cruz e a andar no Espírito, que adianta ele sair de uma determinada igreja? Levará consigo o sectarismo, que é inerente à carne, para onde for. 

(Texto extraído do livro “A Vida Normal da Igreja Cristã”, Watchman Nee, Editora Cristã Unida, edição atualmente esgotada)
por Watchman Nee
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço