sexta-feira, 18 de junho de 2010

A UMBRIDADE DO HUMO BRASILIENSIS

A Hombridade do Homo Brasiliensis 


 Na década de oitenta, o Dr Edwin L. Cole – fundador do ministério Hombridade e aclamado escritor-conferencista sobre o tema – começou a dar mais atenção à crise de valores morais que há alguns anos vinha se aprofundando na sociedade norte-americana. As perguntas começaram a se avolumar em sua mente até que, determinado a auxiliar as famílias de sua comunidade cristã, dedicou-se a estudar as raízes da crise da sociedade. Foi aí que se deu conta de que o aumento da prostituição, da dependência química, da delinqüência juvenil e da sexualidade precoce estava intimamente ligado ao enfraquecimento da instituição da família e essa, por sua vez, desmotivada em sua grande maioria pelo comportamento masculino, cada vez mais longe do que se poderia chamar de responsável ou comprometido.
 O alto grau de volatilidade dos relacionamentos conjugais trouxe consigo outra realidade ainda mais destrutiva: o aumento abusivo do número de divórcios. Esse número vem crescendo como uma avalanche nos últimos trinta anos. Na até então cristianizada cultura americana, acabou por solapar não somente a instituição do casamento, mas também a solidez e a ortodoxia dos relacionamentos entre pais e filhos. Pais divorciados retiram aquilo que de mais consistente eles têm a oferecer a seus filhos, levando-os a uma conclusão quase que inevitável: “Se meus pais não conseguiram superar suas próprias diferenças, chegando até ao divórcio, que nível de compromisso e segurança posso esperar deles para comigo?”
 Homens divorciados de suas esposas normalmente tendem a divorciar-se de seus filhos também. Para filhos com esse histórico, o que se pode esperar, na maioria dos casos, é um distanciamento ainda maior de seus pais que, sem conseguir explicar o comportamento dos filhos, equivocam-se no tipo de tratamento oferecido para corrigi-los, agravando ainda mais a situação.
 Quem é o Homo Brasiliensis?
 Nossa história está cheia de episódios remotos e recentes daquilo que poderíamos chamar, usando um neologismo meu, de comportamento da espécie homo brasiliensis. Ao fazermos as nossas observações livres, sem nenhum parâmetro científico, percebemos que nossas raízes históricas nos apontam um padrão de hombridade na cultura brasileira que nos leva às mesmas conclusões a que chegou o Dr. Cole sobre a sociedade americana. Nosso primeiro imperador, Dom Pedro I, era homem afeito às mulheres e um de seus affairs acabou se tornando também personagem histórica no Brasil, celebrando assim a naturalidade com que relacionamentos extra-conjugais deveriam ser tratados em todo o império. Não era raro ouvir da boca de esposas resignadas com o édito informal de nosso imperador que homem “é assim mesmo”.
 
 O êxodo nordestino consagrou essa prática nacional ao trazer para o sul e sudeste do país os pais de família nordestinos, deixando suas esposas e muitos filhos no agreste. Aqueles homens, em busca de melhoria de vida e sob o juramento de voltar e buscar os que ficaram, encontraram muito mais do que vieram buscar: outra mulher, outros filhos e uma amnésia impenitente.
 Aos que ficaram no aguardo do cumprimento da promessa restou a miséria, o desalento, a mendicância, e o sub-trabalho para os mais fortes e nobres. Aos demais, a delinqüência e a prostituição. Assim foi sendo perpetuado o estado de desgraça dessas famílias enlutadas por um marido e pai vivo, vivendo em outra família.
 Certa vez, ouvi da boca de uma piauiense: “Sem termos onde morar, minha mãe deixava a mim e meus irmãos debaixo de uma cabaninha feita de folhas de bananeira enquanto ela saía para tentar conseguir alguma comida”. Tudo o que essa mãe sabia ensinar às suas duas filhas sobre homens denunciava o que ela acreditava ser o modelo de hombridade do homem brasileiro: “Homem é tudo igual, nenhum deles presta”.
 A Revista Época de 30 de Janeiro de 2006 (edição 402) trouxe como matéria de capa a mais nova autora best-seller no Brasil, a garota de programa Bruna Surfistinha. Ao final da matéria, a antropóloga Mirian Goldenberg faz uma afirmação no mínimo curiosa. Ela diz que garotas como Raquel (verdadeiro nome da garota de programa) são resultado de uma família cujo pai é um homem fraco e sem autoridade, e a mãe é uma mulher ciumenta. A conclusão da pesquisadora confirma a conclusão a que o Dr. Cole chegou há vinte anos. A diferença é que, de lá para cá, o fenômeno só se intensificou.
 Apesar das Falhas, Amigos de Deus
 Diagnosticarmos o declínio da hombridade e suas conseqüências sociais é algo relativamente fácil, porém a questão que talvez mais nos incomode hoje é a seguinte: como será a próxima geração de homens? Reformulando a pergunta: que tipo de caráter masculino está sendo forjado nos rapazes de hoje, pelo exemplo e pelo ensino, a fim de que este padrão de iniqüidade e destruição seja amenizado, pelo menos dentro da Igreja do Senhor?
 Muito se fala de que esta é a geração que está sendo preparada para o encontro com o Noivo. As notícias não são muito alvissareiras, pelo menos no que diz respeito à questão masculina. Há ainda muita ruga, mácula e defeito nessa parcela do corpo de Cristo que compõe a Noiva. Hoje, o voluntariado da igreja, tanto para o trabalho como, principalmente, para a oração, está concentrado no sexo feminino. O advento da universalização do ministério pastoral feminino acabou por consagrar esse fato. Se quisermos reverter esse quadro ou, como disse anteriormente, pelo menos amenizá-lo, temos que investir nos homens jovens de hoje. Afinal de contas, eles é que serão os esposos das filhas dos líderes e dos homens da igreja de hoje e os pais dos netos desses mesmos líderes e homens. Como estamos trabalhando nessa direção? Qual o esforço e qual é o programa da igreja para a formação e edificação de uma nova geração de homens?
 Ao auxiliar na tradução e revisão da versão portuguesa do livro Coragem – segundo módulo do curso Hombridade da Universidade da Família, voltado para jovens solteiros –, minha filha Damaris vinha, em lágrimas, mostrar e chamar a minha atenção para valores e princípios relacionados ao caráter masculino que sensibilizavam seu coração feminino e que poderão proporcionar descanso a ela se forem plantados no coração daquele que um dia vier a ser seu marido. As jovens, assim como os jovens, ambos precisam entender a essência da masculinidade e feminilidade para que vivam todo seu potencial.
 Alguns exemplos na Palavra de Deus são extremamente reveladores ao registrarem alguns comportamentos que também nos servem de referenciais, tanto nos acertos quanto nos erros cometidos. Quando encaramos o comportamento de Abraão ao se aproximar do Egito com sua mulher Sara, verificamos que o patriarca propõe a ela que minta com o propósito de se livrar de um suposto perigo acerca do qual não havia nenhum indício. Não obstante, mesmo com uma falha no seu comportamento, Abraão era o amigo de Deus. Creio que assim também acontece hoje em dia conosco. Apesar de nossos erros, o Senhor tem amigos, alguns bem chegados e íntimos, nos quais ele deseja investir para levá-los a um nível mais alto em seu caráter e em sua hombridade. Como disse o Dr. Cole, “Hombridade e semelhança a Cristo são sinônimos”. Se quisermos desenvolver a verdadeira hombridade em nossas vidas e nos homens das próximas gerações, precisamos conhecer o caráter de Cristo e tornarmo-nos cada dia mais semelhantes a ele. Em Cristo, não há falhas de caráter ou comportamento.
 Dinart Barradas, casado há 25 anos, foi pastor no Espírito Santo durante muitos anos, desde 1999 auxilia na implantação dos cursos da Universidade da Família; atualmente é Diretor de Relacionamentos Institucionais, e reside em Pompéia, SP.
 Sobre o Ministério Hombridade (Chistian Men's Network)
 O novo ministério Hombridade (CMN), fundado por Edwin Louis Cole, tem como objetivo a restauração do homem, a espinha-dorsal do lar. Os cursos Homem ao Máximo e Coragem enfatizam os princípios da verdadeira masculinidade, ministrando e restaurando o homem em seus princípios e relacionamentos. Mulher Única é o curso para mulheres que buscam semelhante revolução de vida.
 Sobre a Universidade da Família (UDF)
 Organização cristã fundada em 1992, a Universidade da Família tem como objetivo promover o fortalecimento familiar através do estudo da Palavra de Deus.
 A UDF produz cursos e seminários nas áreas de educação de filhos, finanças, cura de traumas emocionais e relacionamentos, ministério para homens e para mulheres, casados ou solteiros. Além dos cursos, a UDF dispõe de livros, DVDs e outros materiais de apoio ministerial, e também organiza eventos focados na edificação familiar, em todo o Brasil.
 Todos os cursos e seminários da UDF são baseados em grupos pequenos de estudo, sempre sob a autoridade da igreja e da liderança local. Para se envolver com estes cursos, basta contatar a UDF para agendar um treinamento de liderança para preparar sua equipe a abrir grupos de estudo.
 Para conhecer mais sobre esses cursos, materiais e eventos, acesse o site www.udf.org.br 
 

por Dinart Barradas
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço

segunda-feira, 14 de junho de 2010

CONSELHO PRÁTICO PARA ESPOSAS DE CRISTÃOS

CONSELHO PRÁTICO PARA ESPOSAS DE CRISTÃOS BONZINHO
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 Cristãos Bonzinhos são, na verdade, homens temerosos e passivos disfarçados. A despeito de tudo que ouviram dos outros e de como se sentem interiormente, não nasceram passivos. Algo lhes aconteceu, geralmente quando eram meninos, que os obrigou a abdicarem de sua espada, de sua própria volição. Alguns homens são voluntariosos demais. Os Sujeitos Bonzinhos não têm volição suficiente. Precisam de ajuda para a recuperarem.

 A melhor maneira de ajudá-lo a completar este trabalho de restauração interior é provavelmente parar com tudo que você está fazendo agora: implorando, suplicando, pegando no pé, pressionando-o a mudar. Pare de usar Deus em seus argumentos também.
Recuse-se a ser, por um lado, um tapete para os seus pés e, por outro, um cabo de vassoura em cima de sua cabeça.

 Usar palavras ou expressões para envergonhá-lo por seu comportamento passivo só servirá para afundá-lo ainda mais em sua caverna de Sujeito Bonzinho.

 É bem provável que ele era um Sujeito Bonzinho, cheio de temor e passividade, muito antes de conhecer você. Isso deve lhe trazer alívio de qualquer falso sentimento de vergonha ou culpa e permitirá que você tenha a força necessária para auxiliá-lo neste trabalho de restauração.

 Sujeitos Bonzinhos precisam de liberdade para poderem confrontar as questões mais profundas que geraram tanto temor do mundo em geral e de intimidade emocional em particular. É importante que você lhe dê essa liberdade, mesmo quando isso lhe causa certo desconforto. Ele também precisa sentir que você está do lado dele, oferecendo-lhe apoio e não oposição. Ele precisa sentir segurança ao seu lado.    

 Extraído de um livro a ser publicado por Paul Coughlin e sua esposa Sandy Coughlin

 

por Paul Coughlin e Sandy Coughlin
Postado por Roberto
Fonte: Revista Impacto
Abraço


CRISE NA VIDA DE ORAÇÃO NA IGREJA

Vigie contra tentações e resista-lhes prontamente – com toda firmeza na fé. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).
CRISE NA VIDA DE ORAÇÃO NA IGREJA
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Jamais esquecerei uma das minhas primeiras reuniões de oração na América. Eu estava nos Estados Unidos somente por algumas semanas e estava ansioso por encontrar alguns dos líderes e gigantes espirituais. Um pouco antes de deixar a Índia, eu havia ouvido a respeito de um homem em particular, alguém que se destacara por sua defesa intransigente das Escrituras e da sã doutrina.

Foi assim que, naquele primeiro domingo, apressei-me para chegar à igreja dele – uma das mais famosas na cidade. Mais de 3 mil pessoas estavam presentes no culto matutino para ouvir os belos corais e a excelente pregação da Palavra.

Fiquei especialmente antenado quando o pastor da igreja anunciou que haveria uma ênfase especial na reunião de oração do meio da semana. Algumas coisas lhe pesavam muito no coração, disse ele. Peguei o nome do local e decidi-me a estar lá.

Em outras partes do mundo, em lugares onde os cristãos são frequentemente perseguidos e atacados por causa de sua fé, as reuniões de oração são a peça central das atividades da igreja. Todos participam. A oração e o louvor muitas vezes prolongam-se até tarde da noite. É a casa de força da sua fé, e muitos crentes levantam-se antes do nascer do sol para estar diariamente em reuniões de oração.

A oração é, provavelmente, o melhor termômetro que existe para medir o nosso crescimento em Cristo. Está por trás de tudo o que é realmente espiritual, tanto na vida da igreja quanto na vida pessoal.

Na noite da reunião, cheguei cedo, com receio de não conseguir um bom lugar – ou até de ficar sem lugar! Imediatamente percebi que havia espaço para somente uns 500 adoradores, mas que não havia nem cânticos nem palmas. O salão estava completamente vazio. Caminhei até a frente e escolhi um lugar para me sentar e esperar.

Lá pelas 7h15, comecei a ficar realmente preocupado. “Acho que vim para o local errado”, imaginei. Até fui para o lado de fora para checar o nome acima da porta de entrada – para ter certeza de que estava no lugar certo.

Finalmente, às 7h30, chegaram algumas pessoas naquele enorme salão vazio. Não havia líder, cânticos ou louvor. As pessoas se sentaram e começaram a conversar sobre tempo e esportes.

Depois de cerca de quarenta e cinco minutos, um homem de mais idade chegou para dirigir a reunião de oração. O pastor nem veio. Contei sete pessoas. O homem idoso leu um trecho das Escrituras, fez alguns comentários devocionais e dirigiu uma breve oração.

Quando os outros se levantaram para ir embora, fiquei sentado, totalmente atônito. Então era só isto?

Eles não iam permanecer mais tempo e esperar em Deus? Onde estava a adoração? As lágrimas? As súplicas por orientação e direção? Onde estava a lista dos doentes, dos pobres, dos necessitados? E aquele fardo que o pastor disse que pesava no coração? Não íamos interceder por um milagre?

E quanto às missões? Essa igreja sustentava missões em todos os continentes. Eles não iam passar de mão em mão as cartas dos missionários com pedidos de oração e orar juntos por aqueles que estavam no campo enfrentando os ataques de Satanás na linha de frente?

Muitas pessoas organizam a igreja e a própria vida como se fossem sua carreira ou seus negócios seculares. Com ou sem a bênção e a presença de Deus, a religião segue em frente como uma máquina bem lubrificada.

Essas igrejas, às dezenas de milhares, têm o que chamam de “reuniões de oração do meio da semana”. Mas até mesmo chamá-las de reuniões de oração é uma vergonha. O que acontece, na verdade, não tem nada a ver com oração! As pessoas se reúnem. Alguém se levanta para dirigir um cântico. Então uma pessoa faz uma oração – uma oração curta! Outra pessoa lê uma lista de avisos. É claro que o pregador ministra uma breve homilia. Em certos casos, pode até haver duas ou três orações, mas a maioria sai da reunião sem ter-se envolvido em verdadeira oração. Como é que podemos chamar isso de reunião de oração?

Nada revela mais clara e rapidamente a bancarrota da Cristandade moderna do que a atual crise de oração. Já atingiu proporções de emergência.

Obrigado, eu mesmo posso cuidar disso!

Muitas vezes tenho me perguntado: “Por que é que nós, os crentes ocidentais, não oramos mais?” e: “Por que as igrejas não dão mais atenção à oração?”.

Afinal de contas, já que a oração é o ato supremo de intimidade com Deus, não deveria ser a atividade central de toda a nossa vida? Não é por falta de ensino sobre a oração. Nunca tivemos tantos livros e seminários sobre oração como hoje.

A triste verdade, quer a admitamos quer não, é que não oramos porque, lá no fundo, não achamos que realmente precisamos de Deus. Não sabemos como orar porque a verdadeira oração só pode originar-se de uma vida totalmente esvaziada de autossuficiência.

A igreja que vemos hoje é, de fato, a igreja de Laodiceia descrita em Apocalipse 3.14-22. Não há descrição mais exata da nossa condição espiritual em qualquer outra parte da Bíblia. Jesus falou dessa igreja: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (vv.15-17).

A falta de oração põe em evidência a nossa autossuficiência. Esta mentalidade do “eu-posso-cuidar-disto-sozinho” é o câncer espiritual do nosso tempo. É a raiz da nossa incapacidade, tanto na vida pessoal quanto na igreja. Por ainda não termos compreendido a essência da oração, somos incapazes de perceber a arrogância e a terrível rebelião da nossa situação atual.

Dependemos de tantas outras coisas hoje em dia – edifícios, máquinas, dinheiro, programas e tecnologia. Gastamos milhares de horas com consultores em estudos e planejamentos. Entretanto, parece não haver tempo para orar.

Claramente, perdemos contato com o Deus vivo e eterno. Em vez disso, servimos às máquinas e aos programas e sistemas que nós mesmos levantamos. Contudo, essas coisas são ídolos, deuses que nós criamos e agora controlamos com nossa própria ingenuidade. A mensagem da Bíblia sobre idolatria é bem clara. Ou abandonamos esses ídolos e voltamos a confiar em Deus, ou o próprio Senhor intervirá para destruir as obras da nossa carne. É muito perigoso andar por esta senda de orgulho – tanto na vida pessoal quanto na igreja.

Esperando Poder do Alto

Como nosso estilo de vida hoje é diferente das instruções que Cristo deu para seus primeiros discípulos! Depois de três anos e meio de constante exemplo e ensinamento, qual foi a única lição que ele queria que guardassem? “Sem mim nada podeis fazer!” Por isso ele lhes disse que ficassem em Jerusalém e esperassem até que fossem revestidos com o poder do alto, antes que saíssem para cumprir a Grande Comissão. Ele queria que reconhecessem que, se dependessem de si mesmos, estariam fadados ao desastre (veja João 15.5; Atos 1.4-8.)

A menos que cheguemos a essa posição de total incapacidade, jamais compreenderemos a oração. É por isso que Paulo diz: “Pois quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Co 12.10). A oração nada mais é do que a declaração da nossa dependência de Deus. E a resposta a cada oração nada mais é do que isto: Deus conosco, com todo seu poder e autoridade, compensando nossas limitações humanas.

Cada um de nós, na própria jornada diária, é conduzido por provações e tribulações. Estas servem para testar nossa fé e estimular-nos para uma vida de mais oração e maior dependência de Deus.

Na esfera da obra missionária, temos inúmeras oportunidades para confiar em Deus. Mas até nesse campo, onde se imaginaria que todos procurassem depender em tudo de Deus, é raro encontrar líderes que dirijam suas atividades e decisões por verdadeira confiança no Senhor.

Separamos tempo para estudar antropologia, sociologia, teologia, marketing e mídia, mas não temos tempo para orar. É comum os lideres gastarem dois ou três dias inteiros fazendo planejamento e traçando estratégias. Contudo, você raramente encontra esses mesmos homens e mulheres de joelhos para passar uma noite sequer de oração. Por que não buscamos uma revelação do plano de Deus? Por que não clamamos para que o Deus invisível siga adiante de nós na batalha?

Não é essa uma clara indicação de que os líderes e as organizações estão tentando alcançar o mundo perdido sem encarar, de fato, a realidade espiritual? Como podemos vencer forças espirituais invisíveis, derrubar fortalezas do mal e abrir portas fechadas se não formos um povo de oração? O exército de Deus sempre avança de joelhos.

         Extraído de The Road to Reality (O Caminho para a Realidade) por K. P. Yohannan © 2004. Usado com permissão de Gospel For Ásia (Evangelho para a Ásia).

Vigilância

É preciso viver em espírito de constante vigilância. Vigie o seu coração. Vigie-o com toda diligência (Pv 4.23). Vigie seus lábios, tome cuidado com sua língua e previna-se contra um espírito leviano e frívolo, que já levou multidões à derrota e ruína espiritual.

Seja diligente para separar períodos de oração e comunhão mais intensa com Deus. Esteja atento para identificar oportunidades de fazer e receber o bem. Vigie para não ser enredado pelas fascinações do mundo, por tudo que é sensual e que tende a embotar os sentidos do coração e adormecer o espírito.

Vigie contra tentações e resista-lhes prontamente – com toda firmeza na fé. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).

 
por K. P. Yohannan
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto da Sua Vinda
Abraço


quinta-feira, 10 de junho de 2010

A PERDA DO PODER ESPIRITUAL PODE SER RECUPERADA

 
Quando o Espírito Santo nos enche, ele transmite pureza e poder. A pessoa que dedica tudo o que tem como sacrifício vivo em entrega absoluta (o termo que Andrew Murray gostava de usar) e que busca o enchimento do Espírito recebe uma nova dimensão de vida espiritual. O Espírito Santo limpa e purifica o interior da pessoa num grau nunca antes conhecido e, ao mesmo tempo, enche-a com um poder divinamente superior.

Depois de ser cheio do Espírito, à medida que a pessoa anda na luz da Palavra e da direção do Espírito, ela procurará constantemente agradar o Senhor. Momento por momento, aprende a depender do Espírito que habita nela e é capacitada a vencer sobre a tentação. Com a ajuda do Espírito, a pureza pode ser preservada. Num certo sentido, podemos nos manter em pureza (1 Tm 5.22) por meio de obediência meticulosa ao Espírito (1 Jo 3.3) e por julgar todas as coisas, retendo o que é bom e evitando o mal (1 Ts 5.21-22). Dessa forma, podemos proteger-nos das máculas e manchas do pecado (2 Pe 3.14).

Entretanto, o poder espiritual tem características diferentes. Ele não pode ser preservado indefinidamente. O poder do Espírito é a energia dele que flui dentro do nosso espírito e através dele. Mas a energia pode esgotar-se. O poder precisa ser renovado. Há uma bela ilustração desse segredo espiritual em Zacarias 4.

Deus deu uma visão significativa para Zacarias para fortalecer e encorajar os dois líderes ungidos que estavam reconstruindo o templo depois do cativeiro: Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o governador. Grande oposição havia atrasado a obra durante 20 anos.   

Deus usou simbolismo para ilustrar e confirmar sua poderosa afirmação: “Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). Deus mostrou a Zacarias em visão um candelabro de ouro que fornecia luz por meio de um vaso que canalizava azeite a sete lâmpadas (simbolizando a plenitude de luz). O azeite no vaso provinha de dois tubos de ouro que saíam de duas oliveiras vivas. As lâmpadas queimavam e produziam luz enquanto o azeite fluía.

O poder do Espírito é o elemento essencial para fazer a obra de Deus, porém, se não for renovado continuamente, pode esgotar-se. Não podemos ministrar hoje no poder de ontem. Não podemos cumprir todo o propósito de Deus com base nas memórias de bênçãos e capacitações passadas. Deus não quer que vivamos no passado e, sim, na apropriação atual, momento por momento, do seu poder.

Pode haver ocasiões raras em que Deus nos usa apesar de nós mesmos. Provavelmente, foi assim que usou Sansão, Balaão e o rei Saul, em alguns momentos. Entretanto, a norma de Deus é que só podemos dar o que já recebemos. Deus quer que sejamos diariamente capacitados para sermos diariamente usados para sua glória. Que Deus nos perdoe se as únicas vezes em que pode nos usar com poder são as ocasiões em que é compelido a agir, a despeito de nossa condição espiritual.

Como se Perde o Poder Espiritual

Jesus Cristo não iniciou seu ministério enquanto não recebeu uma concessão especial do poder do Espírito Santo. Ouça suas palavras: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres...” (Lc 4.18). Pedro resumiu o ministério de Cristo dizendo: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder” (At 10.38). Jesus usou no seu ministério terrestre o mesmo poder que nós devemos usar hoje – o poder do Espírito. Ele optou por ministrar não por meio de sua divindade inerente, mas pela unção do Espírito.

Lucas 6.19 explica: “E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder, e curava a todos”. Este era o poder do Espírito. Quando a mulher que sofrera por doze anos tocou a orla do manto de Jesus, ele disse: “Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder” (Lc 8.46).

O que era válido para Jesus é válido para você. Quando ministra para as pessoas, você usa poder espiritual. Se quiser ser usado por Deus, se quiser curar as feridas da humanidade, o poder de Deus precisa estar sobre você e fluir continuamente através de você.

1. Poder espiritual vai se esgotando naturalmente pelo ministério. Quanto mais você ministra, mais você precisa da renovação de poder. Quanto mais ocupado você se torna, mais você precisa ter seu poder renovado, mais você precisa de refrigério e reabastecimento espiritual. Não é apenas uma questão de cansaço mental ou exaustão física. Sem renovação espiritual, logo você passará a viver apenas de memórias.

Certa vez, quando alguém perguntou para Lutero sobre seus planos para o dia seguinte, ele respondeu: “Trabalhar, trabalhar, desde cedo até tarde. Na verdade, tenho tanta coisa para fazer que vou passar as três primeiras horas em oração”. Muito ministério sem oração adequada e renovação espiritual leva ao esgotamento de poder espiritual. A entrada não acompanha a saída. Você está dando tão constantemente aos outros que sua própria vida está exaurida espiritualmente? Você já conheceu, no passado, mais poder de Deus em sua vida e mais da unção dele do que está experimentando atualmente?

2. Poder espiritual é esgotado por envolvimento em assuntos não espirituais. Vivemos num mundo que é essencialmente secular. Não estamos numa ilha; convivemos com toda espécie de sociedade humana. Deus não deseja que sejamos reclusos, isolados das influências contaminadoras da vida. Devemos ser luz e sal no nosso mundo. Contudo, a fonte de luz é consumida pela combustão, e o suprimento de sal é esgotado pela utilização dele.

Não precisa haver conflito entre trabalho e espiritualidade. Pessoas que trabalham muito são os melhores obreiros cristãos e os melhores guerreiros na oração. Muita gente é preguiçosa demais para ser abençoada por Deus. Não querem pagar o preço da autodisciplina para poder achar tempo para a Palavra de Deus e oração. Permitem que quase qualquer coisa tenha prioridade sobre reabastecimento espiritual. Não aprenderam a lição de Zacarias 4. Tentam vencer pelo próprio poder em vez de buscá-lo no Espírito de Deus.

Em muitos tipos de trabalho, há oportunidades maravilhosas para momentos breves de oração, louvor, comunhão espiritual e expressões de amor pelo Senhor. Mas, na maioria das vezes, vivemos como se o Senhor não estivesse ao nosso lado. Nós o ignoramos. Enchemos nossas mentes com fantasias, autopiedade e planos fabricados por nós mesmos. Podemos investir momentos com Deus enquanto estamos nos lavando, nos vestindo, andando a pé ou de carro e fazendo mil e uma outras atividades, se realmente quisermos.

Porém, há atividades ou ambientes em que isso é mais difícil. O ambiente em alguns lugares não é favorável a atividade espiritual e pode até ser hostil. Não dá para respirar a atmosfera de barulho, leviandade, sugestionabilidade, piadas imorais, materialismo ou blasfêmia do nome de Deus sem sentir seus efeitos – a não ser que recorra constantemente ao Senhor. Você começará a sentir uma perda cada vez maior de poder espiritual. Como Ló (2 Pe 2.7), você se sentirá constantemente angustiado e quase atormentado.

É necessário achar tranquilidade de alma para experimentar comunhão espiritual e renovação. Algumas pessoas estão tão acostumadas ao entretenimento do rádio e da televisão que quase nem sabem como usar um tempo em silêncio para buscar refrigério espiritual e renovação interior. Nos tempos bíblicos, o sacerdote se lavava antes de ministrar no tabernáculo ou no templo. Nós também precisamos tomar banhos espirituais ou, pelo menos, refrescar o rosto, simbolicamente, com momentos frequentes de comunhão com o Senhor.

3. Falta de unidade com outros cristãos causa vazamento de poder espiritual. Davi disse que unidade, como o orvalho do céu, traz refrigério e bênção espirituais (Sl 133.3). Desunião faz o contrário. Seca a alma, faz definhar a vida espiritual e anula refrigério e discernimento espiritual. O poder é dissipado por atitudes críticas, pensamentos de ressentimento, falta de perdão e amargura de coração.

Nada causará vazamento mais rápido da bênção, do poder e da unção de Deus em sua vida do que pensamentos indelicados sobre outras pessoas. Palavras maldosas, fofoca, rir à custa dos outros e conversas negativas cortam a fonte do poder e a doçura da presença de Deus. Qualquer coisa contrária ao carinhoso amor do Espírito Santo será devastador para o suprimento de poder espiritual.
Você é suficientemente sensível para reconhecer logo aquilo que entristece o Espírito Santo? Tudo o que atingir o povo de Deus toca na menina dos olhos de Deus (Zc 2.8). Com apenas um comentário crítico, você consegue anular a bênção que recebeu depois de horas de oração. O Espírito Santo é o meigo Espírito de perfeito amor. Um dos papéis dele é derramar em abundância o amor de Deus no nosso coração e, através de nós, para os outros (Rm 5.5). Não podemos correr o risco de magoar sua natureza amorosa.

Paulo trata esse assunto de forma direta e abrupta: “Tu, porém, por que julgas a teu irmão? E tu, por que desprezas o teu?” (Rm 14.10). “Quem és tu que julgas o servo alheio?” (Rm 14.4). Pensamentos críticos sempre entristecem o Espírito.

“E não entristeçais o Espírito de Deus... Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias... Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou” (Ef 4.30 - 5.2).

4. Falta de obediência esvazia o poder espiritual. Deixar de andar continuamente na luz de Deus ou de aceitar e usar oportunidades dadas por ele pode causar perda de poder do Espírito. Deus constantemente nos concede oportunidades de realizar pequenas obras por Jesus. São coisas voluntárias, não obrigatórias; dependem da intensidade do nosso amor por Jesus e da nossa disposição de agradá-lo com pequenos gestos de amor.

Assim como uma expressão ativa de amor por Jesus aumenta a presença e bênção dele em sua vida, da mesma forma a negligência de tais gestos de amor pode resultar em perda da doce consciência da presença dele.

Deixar de estar atento para expressar o amor de Deus em pensamento, palavra ou ação pode resultar em desleixo espiritual e perda gradativa da presença e poder do Espírito em sua vida. Você tem a mesma sensibilidade para descobrir o que agrada a Jesus que tem quando se trata de um companheiro ou amigo mais íntimo?

Adiar a obediência, ignorar os toques sutis do Espírito, permitir que seu coração entre em controvérsia com o Senhor, resistir à perfeita vontade de Deus para você – essas coisas podem interromper o fluir do poder de Deus para sua vida. O poder espiritual é governado pelas leis espirituais de Deus tão infalivelmente quanto a energia elétrica e nuclear são governadas pelas leis naturais.

5. Autogratificação, um estilo de vida luxuoso, voltado para si mesmo, pode enfraquecer seu poder espiritual. O Dr. R. A. Torrey, professor da Bíblia e companheiro de obra de D. L. Moody, era profundamente convicto dessa verdade. Ele escreveu:

A autogratificação causa vazamento de poder. Quem quiser o poder de Deus precisa levar uma vida de abnegação... Eu não acredito que pessoa alguma consiga levar uma vida de luxo, gratificando todos seus apetites naturais, buscando prazer em iguarias e gulodices – e, ao mesmo tempo, desfrutar da plenitude do poder de Deus. A satisfação da carne e a plenitude do Espírito não andam de mãos dadas...

Se quisermos conhecer a constância do poder do Espírito, precisamos ser vigilantes e levar uma vida de simplicidade, livre de autogratificação e excessos, dispostos a sofrer aflições “como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Tm 2.3). Confesso francamente que tenho medo de luxo, não na mesma proporção que teria do pecado, mas numa escala bem próxima. O luxo é muito sutil; porém, ao mesmo tempo, é um forte inimigo do poder. Há demônios hoje que não saem “senão por meio de oração e jejum”.

O Espírito Santo sempre quer alcançar os outros, sempre é sensível ao bem-estar de toda a igreja e do mundo. Egocentrismo é o contrário de ser centrado em Cristo e no Reino. Os cristãos podem gastar seu tempo de diversas maneiras, satisfazendo a si mesmos, vivendo de modo oposto ao espírito de renúncia e santidade, sem reconhecer as necessidades de um mundo em sofrimento e os desafios da extensão do Reino de Cristo. As palavras de Jesus (“sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos...”) serão aplicadas aos cristãos da nossa geração tanto quanto o foram às pessoas da época dele. Como o Espírito pode abençoar-nos com derramamentos de poder quando estamos tão pouco preocupados com aquilo que comove o seu coração?  

6. Autossuficiência e orgulho enfraquecem o poder espiritual. Pode-se perder poder quase instantaneamente por causa do orgulho. Deus não divide sua glória com mais ninguém. Ele condescende em fazer sua obra por meio de pessoas cheias do Espírito, mas retira seu poder, muitas vezes de forma abrupta, quando alguém estende a mão de orgulho para tomar para si mesmo a glória que pertence somente a Deus. Eis um dos motivos por que Satanás trabalha tão frequentemente com a tentação do orgulho.

Billy Graham afirma constantemente que se “Deus tirasse sua mão da minha vida, meus lábios se tornariam lábios de barro”. Somos tão-somente vasos “de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).

Deus pôde revelar-se a Moisés de maneira tão plena, num relacionamento mais íntimo, mais face a face do que com qualquer outro ser humano (Dt 34.10), e operou milagres mais poderosos por meio de Moisés do que por qualquer outra pessoa (Dt 34.12) porque Moisés era a pessoa mais humilde na face de toda a Terra (Nm 12.3).  

Uzias foi grandemente amparado por Deus até que se tornou forte e deixou seu coração se exaltar (2 Cr 26.15,16). A história de muitos líderes cristãos poderia ser relatada com as mesmas palavras. Deus operou poderosamente em favor de Ezequias até que seu coração ficou inacreditavelmente vaidoso por causa da resposta à sua oração (2 Cr 32.25). Nabucodonosor foi honrado e usado por Deus até que se exaltou (Dn 5. 20).

A própria queda de Satanás foi por causa de orgulho (Ez 28.2,5,17; 1 Tm 3.6). O orgulho torna-nos mais semelhantes a Satanás do que a Cristo. O orgulho faz com que Deus afaste seu rosto de nós. Deus se opõe aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6; 1 Pe 5.5).

Qualquer passo de autossuficiência é o primeiro passo para o orgulho. Qualquer aceitação de louvor a si mesmo provavelmente está negando a Deus o louvor que lhe é devido. Autoconfiança pode até ser um sinal de humildade se estiver baseada no auxílio que sempre vem de Deus e se permanecermos em total dependência dele. Contudo, autoconfiança pode ser carnal, pode ser uma forma carnal de depender de nós mesmos, roubando-nos da doce presença do Senhor e do seu grande poder.

Qualquer poder manifestado no ministério de alguém que não foi marcado por profunda humildade é poder falsificado. Não é o poder de Deus. Pode ser poder psicológico. Pode até ser o poder de Satanás que se deleita em fazer pose como anjo de luz (2 Co 11.14).

7. Leviandade excessiva pode causar enfraquecimento de poder espiritual. O humor é um dom de Deus para nós, mas deve ser usado somente de maneira apropriada e em grau moderado. O próprio Deus obviamente aprecia humor saudável. Foi por isso que nos criou com capacidade de apreciar humor e de dar risadas. Contudo, existe um tempo, um lugar e um limite para o humor que Deus abençoa. Mesmo humor saudável, se for excessivo, pode dissipar o poder de Deus. Tenho notado que logo antes de uma responsabilidade espiritual especial, mesmo quando nem sei o que me espera, Satanás tenta envolver a mim e a outros com brincadeiras para fazer-nos perder o discernimento e a sensibilidade espiritual.

Satanás tem prazer em roubar-nos da unção e do poder de Deus logo antes de uma crise espiritual ou de um momento em que teremos grande necessidade de força sobrenatural. A presença e o poder do Espírito que vêm por meio de várias horas de oração podem ser perdidos em cinco minutos de humor impróprio ou de humor num momento impróprio.

8. O pecado sempre mina e destrói o poder do Espírito. Desobediência consciente, pecado contra a luz, pecado contra outra pessoa e deixar de andar, de algum modo, na luz de Deus impedirão a consciência da presença de Deus e o sorriso do favor dele. O pecado impede o poder do Espírito de encher sua vida para que seja usada por Deus. O pecado rouba a oração de sua eficácia. “Se eu tivesse guardado o pecado no coração, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18). Isso se refere, é claro, à definição bíblica de 1 Jo 3.4, que é quebrar intencionalmente a lei de Deus a despeito de ter luz clara a respeito.

Quando Israel desobedeceu a Deus e quebrou a aliança com ele, Deus não deu atenção às suas lágrimas e orações (Dt 1.45). Assim como Sansão perdeu tanto o cabelo quanto o poder de Deus porque brincou com desobediência e pecado, obreiros cristãos igualmente têm perdido completamente o poder de Deus em sua vida.

Às vezes, não percebemos que desobedecemos ao Senhor; só sentimos no coração que entristecemos, de algum modo, o Espírito. Por um lado, isso pode ser uma mera acusação de Satanás na sua estratégia de desanimar e derrotar-nos. Por outro lado, pode ser um toque do Espírito. Ele é tão amoroso e fiel que falará conosco ou tocará nosso coração se chegarmos a entristecê-lo sem ter plena consciência do que fizemos. Se desenvolvermos um ouvido atento, buscando a direção de Deus, ele não terá dificuldade em conseguir nossa atenção e nos alertar.

Graças a Deus, há perdão e purificação à nossa disposição. Sempre há um caminho aberto para voltar ao favor, à presença e ao poder de Deus (1 Jo 2.1,2). Se tivermos contrição, se nos humilharmos diante do Senhor, se nos arrependermos naquilo que é necessário, o perdão pode abrir as portas para o pleno favor de Deus, e a fonte inesgotável do seu poder será disponível outra vez.

Extraído de Ablaze For God (Incendiado Para Deus), de Wesley L. Duewel.

 

por Wesley Duewel
 
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto de Sua Vinda
Abraço

O PODER DO ALTO

Para honra exclusiva de Deus, quero relatar um pouco da minha experiência com o poder que vem do alto.


Fui poderosamente convertido na manhã do dia 10 de outubro de 1821. Na noite do mesmo dia, e na manhã do dia seguinte, recebi poderosas inundações no Espírito Santo que me traspassaram, ao que me parecia, corpo e alma.
Descobri, logo em seguida, que estava revestido de tal poder do alto que umas poucas palavras aqui e ali às pessoas ao meu redor provocavam sua conversão imediata.
Parecia que minhas palavras se fixavam como flechas farpadas na alma delas. Cortavam como espada; partiam como martelo os corações. Multidões podem confirmar isso. Muitas vezes, uma palavra proferida, sem que disso eu me lembrasse, trazia convicção, resultando na conversão quase imediata.
Auto avaliação
Algumas vezes, me achava vazio desse poder: saía a fazer visitas e verificava que não causava nenhum impacto que conduzisse as pessoas à salvação. Exortava e orava, também sem resultados. Separava, então, um dia para ficar sozinho em jejum e oração, temendo que o poder me houvesse deixado e indagando ansiosamente pela razão dessa aparente destituição.
Após ter-me humilhado e clamado por auxílio, o poder voltava sobre mim em todo o seu vigor. Tem sido essa a experiência da minha vida.
A Espada do Espírito 
Poderia encher um volume com minhas histórias e observações sobre esse poder do alto. É um fato que se pode perceber e observar, embora seja, ao mesmo tempo, um grande mistério. Tenho dito que, às vezes, um olhar consegue comunicar o poder de Deus. Muitas vezes o tenho presenciado. O fato que relato a seguir serve de ilustração.
Certa vez, fui pregar pela primeira vez em uma vila industrial. No primeiro dia, depois que cheguei, logo de manhã entrei em uma das fábricas para vê-la em funcionamento. Ao entrar no departamento de tecelagem, vi um grande número de moças e observei que algumas olhavam para mim, depois umas às outras, de um modo que indicava espírito frívolo, como se já me conhecessem. Eu, porém, não conhecia nenhuma delas.
Ao aproximar-me mais das que demonstravam me terem reconhecido, parecia que aumentavam suas manifestações de leviandade. A atitude delas causou uma impressão peculiar sobre mim; cheguei a sentir isso de modo bem profundo, no próprio coração. Parei no lugar em que estava e olhei-as; não posso descrever o olhar que lhes dirigi, pois toda minha mente estava tomada com o senso de culpa e perigo que pairava sobre elas.
Ao firmar o olhar nas jovens, observei que uma delas ficou muita agitada. Um fio partiu-se; ela tentou emendá-lo, porém suas mãos tremiam de tal forma que não pôde fazê-lo. Vi imediatamente que aquela sensação se espalhava, tomando conta de todo aquele grupo de moças levianas. Olhei-as firmemente, até que uma após outra desistia de trabalhar e não dava mais atenção aos teares.
Caíram de joelhos, e a influência espalhou-se por todo o departamento. Eu não tinha proferido uma palavra sequer e, mesmo que o tivesse, o ruído dos teares não teria deixado que me ouvissem. Dentro de poucos minutos, ninguém mais estava trabalhando. Lágrimas e lamentações se faziam ouvir por todos os lados.
Nesse instante, entrou o dono da fábrica, um homem não convertido, acompanhado, creio, pelo superintendente, que professava a fé. Quando o dono viu o que estava acontecendo, ele disse ao superintendente: “Mande parar as máquinas”.
“É mais importante”, acrescentou rapidamente, “a salvação dessas pessoas do que o funcionamento da fábrica.”
Assim que cessou o troar das máquinas, o dono perguntou: “Como faremos? Precisamos de um lugar de reunião, onde possamos receber instrução”.
O superintendente respondeu: “O salão de fiação serve”. Os fusos foram levantados para desocupar o lugar, e toda a fábrica avisada para se reunir naquele salão.
Tivemos uma reunião maravilhosa. Orei com eles e dei as instruções que na ocasião tinham capacidade de compreender. A Palavra foi dada com poder. Muitos manifestaram esperança ali mesmo e, dentro de poucos dias, segundo fui informado, quase todos os funcionários daquele grande estabelecimento, inclusive o dono, já tinham esperança em Jesus.
A Convicção do Espírito
Esse poder é uma grande maravilha! Muitas vezes, vi pessoas incapazes de suportar a Palavra de Deus. As declarações mais simples e comuns cortavam os homens como espada, no lugar em que se achavam sentados, tirando-lhes a força física e tornando-os quase tão incapacitados como se estivessem mortos.
Várias vezes, na minha experiência, o poder de Deus estava presente de tal forma que eu não podia levantar minha voz, na oração ou na exortação, acima de um tom de suave mansidão, sem que as pessoas presentes fossem totalmente conquistadas pelo Espírito Santo. E não era porque eu estivesse pregando uma mensagem de temor ou da ira de Deus; mesmo anunciando as mais doces palavras do Evangelho, acontecia a mesma coisa.
Parece que às vezes esse poder permeia o ambiente das pessoas que o possuem. Muitas vezes, uma multidão de pessoas em uma comunidade é revestida desse poder de tal forma que toda a atmosfera do lugar parece ficar impregnada com a vida de Deus. Um estranho, vindo de fora, ao passar pelo lugar, é tomado, de repente, por convicção de pecado e, em muitos casos, se converte ali mesmo a Cristo.
Quando os cristãos se humilham e consagram novamente a Cristo tudo o que possuem, e, depois, buscam esse poder, eles recebem muitas vezes um batismo tal que se transformam em instrumentos para converter mais pessoas em um dia do que em toda a sua vida até então.
Enquanto permanecerem suficientemente humildes para continuar com esse poder, a obra sobrenatural de conversões prosseguirá até que comunidades e até regiões inteiras se convertam a Cristo. 


Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto da Sua Vidnda
Abraço







CONHECENDO DEUS POR MEIO DA ORAÇÃO

Conhecendo Deus por meio da Oração
      
Conhecendo Cristo por meio da oração
 
Oração é muito mais do que meramente pedir alguma coisa a Deus, embora este seja um aspecto muito valioso dela, principalmente porque serve para nos lembrar da nossa absoluta dependência do Senhor. Porém, a oração também é comunhão com Deus – é conversar com ele, não somente para ele. Passamos a conhecer as pessoas quando falamos com elas. 

Conhecemos Deus da mesma maneira. A consequência mais importante da oração não é a libertação do mal ou a obtenção de algo desejado, e sim o conhecimento de Deus.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro” (Jo 17.3). Sim, a oração nos faz descobrir mais de Deus, e esta é a maior descoberta da alma. Os homens ainda clamam: “Ah! se eu soubesse onde o poderia achar! então me chegaria ao seu tribunal” (Jó 23.3).

O cristão ajoelhado sempre o “acha” e é achado por ele. A visão celestial do Senhor Jesus cegou os olhos de Saulo de Tarso na sua queda, mas ele nos conta que, mais tarde, quando estava orando no templo em Jerusalém, caiu em êxtase e viu Jesus: “... vi o Senhor” (Atos 22.18, NVI). Foi então que Cristo lhe deu a grande comissão de ir para os gentios. 

A visão é sempre uma precursora de chamado e decisões ousadas. Foi assim com Isaías. “Eu vi o Senhor...alto e sublime, e o seu séqüito enchia o templo” (Is 6.1). O profeta, aparentemente, estava no templo orando quando isso aconteceu. Sua visão também foi um prelúdio para uma chamada para o serviço: “Vai...” (v.9). Observe que não se pode ter uma visão de Deus sem orar. E onde não há visão, o espírito perece. 

Sede Somente Por Deus

Certa vez, um amigo de Horace Bushnell esteve presente enquanto aquele homem de Deus orava. Veio sobre ele uma maravilhosa sensação da proximidade de Deus. Ele testemunhou: “Quando Horace Bushnell escondeu o rosto em suas mãos e orou, tive receio de estender minha mão no escuro porque poderia tocar em Deus”. 

Será que era a mesma sensação do salmista de antigamente quando clamou: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa” (Sl 62.5)? Creio que grande parte do nosso fracasso na oração se deve ao fato de não termos investigado “o que é a oração”. É bom estar consciente de que sempre estamos na presença de Deus. É melhor ainda contemplá-lo em adoração. Mas o melhor de tudo é ser íntimo com ele como um amigo – e a oração é exatamente isso! 

Verdadeira oração no nível mais alto e apurado procede de um espírito sedento por Deus – somente por Deus. Oração autêntica vem dos lábios de quem fixou o coração nas coisas lá do alto. Que homem de oração era Zinzendorf! Por quê? Porque buscava mais o Doador do que os dons. Ele dizia: “Tenho apenas uma paixão: é ele, somente ele”.

É claro que sabemos que Deus nos convida a levar nossos pedidos a ele. Ninguém tem dificuldade em obedecer-lhe nesse aspecto, e podemos ficar em paz na certeza de que a oração tanto agrada a Deus quanto supre todas as nossas necessidades. Mas só uma criança muito estranha buscaria a presença do pai apenas quando desejasse algum presente da parte dele! E não ansiamos, todos nós, por um nível de oração mais elevado do que este da simples petição? O que é necessário para alcançá-lo?

Parece-me que somente dois passos são necessários – ou seria melhor dizer dois pensamentos? Em primeiro lugar, precisa haver uma percepção da glória de Deus e, depois, da sua graça.

Reconhecimento da Glória de Deus

Você acha que existe alguém, entre nós, que se dedica suficientemente a meditar sobre a extraordinária grandeza da glória de Deus – e mais do que isso, a maravilhar-se dela? E você supõe que qualquer um de nós tenha apreendido o profundo significado da palavra “graça”? 

E não seria justamente por isso que nossas orações geralmente são ineficazes e impotentes 
(e às vezes nem podem ser chamadas de oração) – porque vamos entrando na presença de Deus sem pensar e sem nos preparar, sem reconhecer a majestade e a glória do Deus de quem estamos nos aproximando, e sem refletir sobre as infinitas e excelsas riquezas de sua glória em Cristo Jesus? De onde esperamos obter nossa bênção? De fato, precisamos aprender a “pensar de maneira grandiosa nas coisas de Deus”.

Não seria melhor, então, que antes de depositar nossas petições diante de Deus, nos voltássemos primeiro a meditar sobre sua glória e, depois, sobre sua graça – pois ele nos oferece tanto uma quanto a outra. Precisamos elevar nosso espírito a Deus. 

Coloquemo-nos, por assim dizer, na presença de Deus e dirijamos nossa oração ao Rei dos reis e Senhor dos senhores, ao único que tem imortalidade e que habita na luz inacessível; ao qual seja honra e poder sempiterno (1 Tm 6.16). Rendamos a ele adoração e louvor por causa de sua grandiosa e extraordinária glória. Consagração não é suficiente. Precisa haver adoração.


“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos”, exclamam os serafins; “toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). “Glória a Deus nas maiores alturas”, proclama uma “multidão da milícia celestial” (Lc 2.13,14). Entretanto alguns de nós tentam ter intimidade com Deus sem parar para “tirar as [nossas] sandálias dos [nossos] pés” (Ex 3.5).

De fato, recebemos o direito de nos aproximar da sua glória com ousadia. Nosso Senhor não pediu em oração que seus discípulos pudessem ver sua glória? (João 17.24). Por quê? E por que “toda a terra está cheia da sua glória”? O telescópio revela a glória infinita. O microscópio revela a glória minuciosa, perfeita nos mais minúsculos detalhes. Até o olho nu consegue ver suprema glória na paisagem, no brilho do sol, no mar e no céu.

O que significa tudo isso? Essas coisas são apenas uma revelação parcial da glória de Deus. Não foi um desejo de autopromoção que levou nosso Senhor a orar: “Pai... glorifica a teu Filho” e ”agora, glorifica-me, ó Pai” (João 17.1,5). O nosso amado Senhor queria que compreendêssemos sua infinita confiabilidade e seu poder ilimitado de tal modo que pudéssemos chegar a ele em simples fé e confiança. 

Prenunciando a vinda de Cristo, o profeta declarou que “a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá” (Is 40.5). Precisamos agora obter um vislumbre daquela glória antes de podermos orar de maneira correta. Por isso, nosso Senhor disse: “Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome” (Lc 11.2). Não há nada como um vislumbre de glória para afastar o medo e a dúvida. 

Expressando a Glória de Deus

A maioria de nós precisa de ajuda para enxergar a glória do Deus invisível a fim de podermos louvá-lo e adorá-lo adequadamente. William Law disse: “Quando você começa a orar, use expressões dos atributos de Deus que o tornem consciente de sua grandeza e poder”.

Esse ponto é de uma importância tão tremenda que nos aventuraremos a deixar aqui algumas sugestões para ajudar nesse sentido. Algumas pessoas começam o dia olhando para o céu e dizendo: “Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. A oração: “Ó Senhor Deus santíssimo, ó Senhor Todo-poderoso, ó Salvador santo e misericordioso!” geralmente é suficiente para trazer sobre a alma uma solene reverência e um espírito de santa adoração. Uma estrofe de um hino pode servir ao mesmo propósito:

Meu Deus como és maravilhoso!
Como brilha a tua majestade.
Como é belo o teu santo assento
Nas profundezas da brilhante luz!
Quão maravilhoso, quão belo
Deve ser ver-te como tu és; 
Teu saber infinito, teu poder ilimitado
Tua pureza sem par.
Senhor meu Deus, quando eu maravilhado,
Fico a pensar nas obras de tuas mãos
O céu azul de estrelas pontilhado
O teu poder mostrando a criação
Então minh´alma canta a ti Senhor
Grandioso és tu! Grandioso és tu!
Grandioso és tu! Grandioso és tu!
Isto nos leva às alturas celestiais, como também as palavras seguintes:
Santo, Santo, Santo, Deus Onipotente,
Tuas obras louvam teu nome com fervor
Santo, Santo, Santo, justo e compassivo,
És Deus triuno, excelso criador! (H.Ev.104)

É preciso gritar, e gritar com freqüência: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). Podemos captar o espírito do salmista e cantar: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor Deus meu... estás vestido de glória e de majestade” (Sl 104.1). Quando é que aprenderemos que “no seu templo todos clamam Glória!” (Sl 29.9). Clamemos nós também: Glória!

Tudo o que ele é, e tudo o que ele faz é glória. A sua santidade é “gloriosa” (Êx 15.11). O seu nome é “glorioso” (Dt 28.58). A sua obra é “gloriosa” (Sl 111.3). O seu poder é “glorioso” (Cl 1.11). A sua voz é “gloriosa” (Is 30.30).
  
Tudo o que é brilhante e belo,
Todas as criaturas, grandes e pequenas,
Todas as coisas sábias e maravilhosas,
Todas elas foram criadas pelo Senhor Deus para a sua glória.


Refletindo a Sua Glória

“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente” (Rm 11.36). Este é o Deus que nos convida a irmos até ele em oração. Este Deus é o nosso Deus, e ele tem “dons para os homens” (Sl 68.18). Deus diz que todos os que são chamados pelo seu nome foram criados para a sua glória (Is 43.7). A sua igreja será uma igreja “gloriosa” – santa e sem mácula (Ef 5.27). Você já conseguiu entender plenamente que o Senhor Jesus deseja dividir conosco a glória que vemos nele? Este é o maior presente dele para mim e para você, os seus redimidos. 

Acredite, quanto mais tivermos da glória de Deus, menos iremos atrás de seus dons. Não haverá glória para nós somente naquele dia “quando vier para ser glorificado nos seus santos” (2 Ts 1.10), mas também aqui e agora – hoje. Ele quer que sejamos participantes de sua glória. Não foram estas as palavras do próprio Senhor? “Dei-lhes a glória que a mim me deste”, diz ele (Jo 17.22). E qual foi a ordem de Deus? “Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti.” Não, é ainda mais do que isso: “a sua glória [do Senhor] se verá sobre ti”, diz o inspirado profeta (Is 60.1,2).

Deus deseja que as pessoas digam sobre nós o que Pedro disse a respeito dos discípulos da igreja primitiva: “sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pe 4.14). Não seria isto uma resposta à maioria das nossas orações? Poderíamos pedir algo melhor? Como podemos obter essa glória? Como é que vamos refleti-la? Somente como resultado de oração. É quando nós oramos que o Espírito Santo recebe as coisas de Cristo e as revela a nós (Jo 16.15).

Foi quando Moisés orou: “Rogo-te que me mostres a tua glória”, que ele não somente viu, mas também participou de uma parcela daquela glória, pois seu rosto brilhou com a luz que emanava dele (Ex 33.18; 34.29). E quando nós também contemplarmos a “glória de Deus na face de Cristo” (2 Co 4.6), não só veremos um vislumbre daquela glória, mas um pouco dela passará a brilhar através de nós.


Essa é a verdadeira oração e o mais sublime resultado dela. Não existe qualquer outra maneira de obter essa glória para que Deus seja glorificado em nós (Is 60.21). Quando pudermos declarar com João: “Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1.3), as pessoas também dirão de nós: “Eles estiveram com Jesus!”.

À medida que elevamos nosso coração em oração ao Deus vivo, recebemos a beleza da santidade, assim como uma flor fica linda por estar sob os raios do sol. O próprio Senhor não foi transfigurado enquanto orava? E a “aparência” (Lc 9.29) do nosso rosto também será transfigurada, e teremos nosso Monte de Transfiguração quando a oração ocupar seu devido lugar na nossa vida. As pessoas verão no nosso rosto “o sinal externo e visível de uma graça interior e espiritual”. Nosso valor diante de Deus e dos homens está na proporção exata em que revelamos a glória de Deus aos outros. 

Uma Nova Visão da Glória de Deus

O que é oração? É um sinal de vida espiritual. Esperar vida espiritual de um coração que não ora é o mesmo que esperar vida de um homem morto! Nossa espiritualidade e capacidade de dar fruto são sempre proporcionais à realidade das nossas orações. Portanto, se tivermos nos afastado do lar, nessa questão da oração, tomemos uma decisão hoje: “Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai e lhe direi: Pai...”.

“O segredo do fracasso é olhar para os homens em vez de olhar para Deus. O sistema eclesiástico tremeu quando Martinho Lutero viu Deus. O ‘grande despertamento’ irrompeu poderosamente quando Jonathan Edwards viu Deus. A Escócia caiu prostrada quando John Knox viu Deus. O mundo se tornou a paróquia de um homem quando John Wesley viu Deus.

Multidões foram salvas quando George Whitefield viu Deus. Milhares de órfãos foram alimentados quando George Müller viu Deus. E ele é ‘o mesmo ontem, hoje, e para sempre’.”
Já não é tempo de buscarmos uma nova visão de Deus – de Deus em toda a sua glória? Quem pode dizer o que acontecerá quando a igreja vir Deus? Mas não esperemos pelos outros. Procuremos essa visão da glória de Deus, cada um de nós por si mesmo, com o rosto desvendado e o coração puro. 

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8).
O Dr.Wilbur Chapman escreveu para um amigo: “Aprendi algumas lições importantes sobre a oração. Em uma de nossas missões na Inglaterra a frequência era muito pequena. Mas recebi um recado dizendo que um missionário americano...vinha trazer a bênção de Deus sobre o nosso trabalho por meio da oração. Ele era conhecido como ‘o homem que orava’ (John Hyde). Quase instantaneamente a maré mudou. O salão ficou lotado e, no meu primeiro apelo, cinquenta homens aceitaram Cristo como Salvador. Quando estávamos saindo, eu disse: ‘Sr. Hyde, peço-lhe que ore por mim’. Ele veio até o meu quarto, passou a chave na porta e ajoelhou-se; cinco minutos se passaram sem que uma sílaba saísse dos seus lábios. 

Eu podia ouvir meu coração latejando e as batidas do coração dele. Senti lágrimas quentes correndo pelo meu rosto. Eu sabia que estava com Deus. Então, com o rosto para cima, com as lágrimas escorrendo, ele disse ‘Ó Deus!’. Depois, por mais cinco minutos pelo menos, ele continuou em silêncio. Finalmente, quando sentiu que estava falando com Deus, jorrou da profundeza do seu coração petições pelos homens tais como nunca antes ouvira. Quando levantei-me dos meus joelhos, eu já sabia o que é a verdadeira oração. Acreditamos que a oração é poderosa e cremos nela agora como nunca antes.”

O Dr.Chapman costumava dizer: “Foi uma temporada de oração com John Hyde que me fez reconhecer o que é verdadeira oração... e gerou um anseio que dura até hoje de ser um verdadeiro homem de oração”. E Deus, o Espírito Santo, pode, de fato, nos ensinar. 

Extraído de The Kneeling Christian (O Cristão de Joelhos).
Postado por Roberto
Fonte: Jornal Arauto da Sua Vinda
Abraço