quarta-feira, 24 de março de 2010

CORAÇÃO DESVIADO

 Cuidado Com um Coração Desviado


"O infiel de coração dos seus próprios caminhos se farta..." (Pv 14.14).
Ao considerar esse assunto, queremos examinar três marcas de um coração desviado: 1) Cessação de crescimento, 2) Desconsideração de alertas do Espírito e 3) Atitude de criticar e julgar os outros.
Cessação de Crescimento
Quando plantas param de crescer, o próximo estágio é definhamento. Quando a água deixa de fluir, logo vem a estagnação. Quando desistimos de subir o rio, começamos a ser carregados rio abaixo. O afastamento de Deus começa no coração. Muito antes de a pessoa reconhecer que abandonou os caminhos de Deus, ela já deixou de andar com ele no seu interior. Pode ser algo imperceptível até para os amigos mais íntimos, mas Deus sabe que ela parou de avançar e acomodou-se com o que já alcançou.
Uma pessoa que cresce espiritualmente é como um garoto em crescimento – está sempre ficando maior que as roupas antigas. A cada dia, recebe novo entendimento da Palavra, nova visão de Cristo e expressa-se na oração de forma diferente. É lamentável quando crianças ou mesmo adultos aprendem as orações e testemunhos das pessoas com quem convivem. Tais orações logo se tornam palavras vazias, de validade vencida, sintomas claros de uma condição estagnada.
Um pregador pode usar várias vezes o mesmo texto, mas, se estiver em contato com a vida sobrenatural, sempre encontrará coisas novas e dirá coisas que nunca antes falou, leu ou ouviu. A partir do momento em que ele – ou qualquer outra pessoa – cair numa rotina e sempre disser as mesmas coisas, é sinal de que parou de crescer. Muitas pessoas estão nessa condição de estagnação no seu desenvolvimento espiritual, e anos podem passar antes que fiquem conscientes disso. Que lamentável!
Há uma passagem triste registrada em Mateus 5.13. Jesus terminara uma sequência dizendo “bem-aventurados”, “bem-aventurados”, “bem-aventurados”. Quando chegou ao versículo 13, ele afirmou que seus ouvintes eram “sal”: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta...” Veja bem: ele não disse se o sal deixar de ser sal, se ficar verde ou se virar um forte veneno! Ele não mencionou nada disso. O sal continua com a mesma aparência e o mesmo peso; continua sendo usado para temperar como antes, só que perdeu suas propriedades de preservação, purificação e sabor.
Semelhantemente, há muitas pessoas que são, exteriormente, religiosas e zelosas, que não têm comportamento prejudicial ou influência perniciosa e que parecem ter caráter exemplar. Contudo, o fato é que perderam aquela vida singular que tinha uma agressividade interior, um elemento eterno que trazia forte convicção de Deus sobre as pessoas em volta e gerava fome por algo que ainda não possuíam. Pode ser que nem consigam identificar o momento exato em que começaram a perder tudo isso – o que seria uma grande bênção, porque então saberiam por onde começar a se arrepender. Porém, geralmente ocorre um esfriamento de coração de forma tão gradual e imperceptível que, assim como Sansão, nem percebem.
“Tendo ele despertado do seu sono, disse consigo mesmo: Sairei ainda esta vez como dantes, e me livrarei; porque ele não sabia ainda que já o Senhor se tinha retirado dele” (Jz 16.20).
Que tragédia é quando a pessoa vai se afastando de pouco em pouco e não se apercebe claramente disso até enfrentar uma prova decisiva e ser derrotado!
A pessoa que está com coração afastado de Deus pode declarar que está tudo bem, pode gritar mais alto, orar por mais tempo e pregar com mais energia do que antes. Ela faz isso para aquietar os próprios temores, para impedir que outros comecem a suspeitar dela ou para afugentar a convicção do Espírito Santo. Em certas ocasiões, pode até combater com vigor o próprio elemento que está sugando e destruindo sua vida espiritual. Pode ser que o faça com esperança de se recuperar. O problema é que ela está tão envolvida em outras coisas que não consegue parar para investigar ou avaliar seu estado espiritual.
Quando sente temores de que algo não vai muito bem, acaba descartando-os, dizendo que está apenas passando por tentações ou influências de fora. Assim continua tocando a vida, sem identificar as áreas ou atividades questionáveis em sua vida e sem tomar medida alguma. Sempre espera que as coisas passem a ficar boas tão logo as circunstâncias mudem para o melhor. Tem receio de ouvir os alertas interiores ou os questionamentos do coração, com medo de que seja obrigada a enfrentar a verdade. Quem dera que ela parasse por tempo suficiente para envergonhar todas as vozes enganosas e traiçoeiras e insistir que todas se calassem para deixar somente a voz do Espírito conduzi-la de volta à presença de Deus.
go, não passe tão rapidamente por cima de coisas “insignificantes” achando que não têm qualquer consequência mais profunda; podem ser coisas que ninguém nota, nem toma conhecimento, no entanto são suficientemente grandes para causar sua queda no fim. Com certeza, o diabo toma o mesmo prazer em ver uma pessoa convertida, dedicada a Deus, tomar o primeiro passo, ainda que seja minúsculo, para afastar-se de Deus, quanto o sente anos depois ao ver a mesma pessoa cair em desgraça.
Lembro-me de um caso, alguns anos atrás, que serve como ilustração desse princípio. Um homem desviado, anteriormente um líder de grupo, havia chegado ao altar numa reunião de acampamento. Depois de várias ocasiões em que esse homem buscou uma renovação com Deus sem sucesso algum, resolvi perguntar-lhe em particular como se afastara do Senhor. “Fiquei embriagado”, ele respondeu.
ei que ele estava enganado, que a embriaguez é apenas uma evidência exterior do que já ocorrera no coração, talvez alguns meses antes disso. “Conte-me”, insisti, “qual foi a primeira coisinha que você fez que entristeceu a Deus, a partir da qual você não conseguiu se recuperar?”
Respondendo em tom de cochicho, ele disse: “Aluguei um cavalo e uma charrete...” Constrangido, ele hesitou um pouco.
 Havia toda uma história em torno daquele “cavalo e charrete”. Tudo começou um ano ou mais antes do passeio de charrete. O homem era líder de um grupo de discipulado e, no seu trajeto para a reunião, sempre passava por uma casa onde morava uma boa irmã que fazia parte do grupo. Às vezes, havia um bom número de pessoas no grupo, em outras, quando o tempo não era bom, apenas as duas mais fiéis. A esposa dele era uma mulher boa e genuína, mas não muito espiritual, e não tinha muito dom para cantar. Com isso, o homem dizia consigo mesmo: “Quem dera minha esposa pudesse cantar e orar como esta boa irmã que nunca perde uma reunião! Ela tem tanto discernimento, sempre escolhe o cântico certo...”
Muito raramente, a “irmã fiel” faltava à reunião; mas, quando acontecia, nosso irmão ficava perdido e dizia: “Acho que a reunião hoje não será muito boa; será que ela está doente?”
Depois de um bom tempo assim, os dois estavam em tal sintonia que conseguiam discernir o pensamento e o sentimento um do outro, o que “ajudava” muito na condução das reuniões e no aconselhamento de novos irmãos. Eles também tinham muita liberdade para falar um com o outro dos defeitos de companheiros ausentes. Por uma feliz coincidência, frequentemente tomavam o mesmo ônibus ou trem para os acampamentos e reuniões maiores.
Finalmente o caminho estava suficientemente preparado para que a astuta Serpente lhes sugerisse uma viagem de charrete para uma gruta famosa nas montanhas. O homem ficava acordado de noite pensando se deveria ou não fazer isso. Ao olhar para a esposa fiel e trabalhadora ao seu lado, o Espírito insistia: “Não faça isso, não faça isso!”.
Depois de passar por muitas noites de peleja interior, com o coração batendo tão forte que parecia balançar a cama, o homem conseguiu o consentimento da mente, e o diabo agora tinha livre acesso. Ao mesmo tempo, ele continuava a liderar o grupo de discipulado e exortava os irmãos a serem fiéis e a cumprirem suas obrigações. No entanto, seu coração já estava afastado de Deus.
Agora, ele estava pronto, assim como Davi, a traçar os passos para realizar seu plano maligno. “Como vou esconder isso da minha esposa e de todos os outros? Vou fazer de conta que fui intimado como testemunha num julgamento na cidade vizinha. E onde vou me encontrar com a ‘irmã’? Lá naquele moinho abandonado.” Assim, ele tomou a decisão interior e traçou os planos que levaram, no fim, à queda e desgraça de duas pessoas muito valiosas no reino de Deus.
É ali que começa o processo de afastamento, na mente, nas imaginações secretas do coração. Ó meu irmão, minha irmã, esmague, assim como faria a uma víbora venenosa, o primeiro pensamento sugestivo, a primeira tendência de olhar ou pender-se na direção errada. É só assim que poderá ter esperança de vencer. Outros já caíram de alturas que você nem alcançou ainda, só porque começaram a brincar com pequenos desvios.
Tome como exemplo de desvio de coração a igreja de Éfeso. Onde encontraríamos uma igreja exteriormente mais exemplar? Não se pode encontrá-la. Leia o que está escrito em Apocalipse 2.1-5: “Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus...”. Não havia ninguém culpado de conduta imoral; não só se refreavam de qualquer espécie de desvio exterior, mas também não “suportavam” os que assim faziam.
Continue lendo: “... e que puseste à prova os que a si mesmos se declararam apóstolos e não são, e os achaste mentirosos”. Eles tinham tal discernimento e percepção afiada que conseguiam descobrir e expor um falso profeta, ainda que para a maioria das igrejas não houvesse nada errado em seu ensinamento ou conduta. Era alguém que aparentemente se posicionava corretamente em todos os assuntos, chorava e pregava com o que parecia ser unção e intensidade; no entanto, não se sentiam bem com ele. Consequentemente, resolveram investigá-lo melhor e descobriram que era mentiroso.
Oh, que as igrejas hoje tivessem tal discernimento e empenho para identificar e colocar à prova os falsários modernos antes que pudessem enganar as ovelhas!
Continuemos a ler o que a Escritura diz a respeito da igreja em Éfeso: “... e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome [não por causa de alguma organização humana e sectária], e não te deixaste esmorecer”. Aqui estava uma igreja ativa, bem organizada, disposta a fazer sacrifícios; no que diz respeito a zelo e discernimento, dificilmente encontraríamos uma à sua altura hoje.
Mas ouça: “Tenho, porém, contra ti...”
Contra nós em Éfeso, não é possível!”
“Sim, contra vocês, não por causa de sua conduta exterior, mas porque têm se afastado de mim no coração, deixando seu primeiro amor.”
Amigo, tem alguma possibilidade, por menor que seja, que você esteja nessa mesma condição?
Desconsideração de Alertas do Espírito
Outra marca de um coração desviado é quando se desconsidera os alertas do Espírito. O Espírito Santo é fiel e autêntico a cada coração. Ele nos inspira a ser ousados na hora de arriscar. Ele dá sinais de alerta quando é hora de ser cauteloso. É fácil perceber quando está contente ou entristecido. Não demora muito para um namorado (ou namorada) descobrir o que agrada e o que entristece a pessoa amada. De maneira semelhante, quando alguém se apaixona pelo Senhor, logo saberá o que lhe agrada e procurará fazer tudo para alegrar o seu coração (1 Jo 3.22). Fará tudo para evitar aquilo que o entristece. É difícil dizer quantas vezes alguém pode entristecer Deus no mesmo ponto e não incorrer em culpa e condenação, mas o coração que ama não vai querer fazer esse teste!
Como é que o coração desconsidera os alertas do Espírito? De várias formas:
1. Nas conversas, em falar demais. Lemos em Provérbios 10.19: “No muito falar não falta transgressão”. E, em Mateus 5.37: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno”. E, ainda: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo” (Mt 12.37).
Eu arriscaria afirmar que cada vez que você me mostrar uma pessoa que fala muito, invariavelmente lhe mostrarei alguém que cai em uma de três práticas prejudicais ou, melhor, pecaminosas: a) falar mal dos outros (maledicência), o que, segundo John Wesley, é o pecado universal; b) conversa fútil, tola ou imoral que não deveria “sequer se nomear entre vós, como convém a santos” (Ef 5.3); c) chamar atenção para si mesmo, com palavras inchadas de vaidade.
Enquanto alguém está em público, ele se enche de tanta conversa e ocupação que Deus não consegue chamar sua atenção; se, porém, os suspiros e dores íntimas pudessem falar, diriam: “Tenho entristecido o Espírito Santo hoje e ignorei o toque suave de suas advertências”.
2. O coração desviado ignora os alertas do Espírito na questão de “remir o tempo” (Ef 5.16). Ele consegue desperdiçar preciosos momentos no centro da cidade, em leituras e conversas sem proveito ou em ociosidade, satisfazendo os desejos da carne. Jeremy Taylor disse: “Nunca houve uma pessoa ociosa, desde que saudável, que fosse em todos os aspectos uma pessoa virtuosa”. É por isso que Davi e muitos outros depois dele caíram em pecado e desgraça – ficaram ociosos e tornaram-se amigos dos prazeres. Oh, tome cuidado!
Atitude Crítica
Outra marca de um coração desviado é uma atitude crítica. De acordo com o dicionário Webster, crítica é uma “disposição de culpar e condenar; fazer comentários severos sobre outros, sobre sua maneira de escrever ou seus modos, geralmente implicando que são pessoas de natureza má, mesquinha e descaridosa”.
Finney disse: “Um espírito crítico é evidência conclusiva de um coração desviado. É uma atitude de achar defeito, de questionar a motivação dos outros, mesmo quando sua conduta admite uma interpretação caridosa. É uma disposição de colocar culpa em outrem e de julgá-los severamente. É um espírito de desconfiar do caráter e do testemunho de outros cristãos. É um estado de mente que se manifesta em julgamentos severos, palavras ásperas e sentimentos intolerantes para determinados indivíduos. Esse estado de mente é totalmente incompatível com um coração de amor, e sempre que um espírito crítico é manifestado por alguém que se diz cristão, pode ter certeza que existe ali um coração desviado.”
É a mesma coisa que leva algumas pessoas a comportar-se muito bem quando Fora de casa ou na presença de visitas, e com irritação e contrariedade em outros momentos, sendo quase impossível agradá-las.
Observe que o texto citado no início, de Provérbios 14.14, diz que o infiel de coração “dos seus próprios caminhos se farta”. Isso é verdade. Um dos maiores obstáculos ao avivamento é o querido membro antigo da igreja, “membro fundador”. Ele já possuiu a chama de Deus em seu interior, mas há muito ela se apagou. Ele agora está cheio de seus próprios planos, estratégias, imaginações. Como resultado, fica irritado e amargurado quando não é reconhecido ou valorizado.
Ele gosta de fazer orações longas e cansativas, mas não consegue perceber que isso prejudica a reunião. Tem, há muito tempo, seu próprio modo de testificar e geralmente repete a mesma coisa. Está cheio de preconceitos e demonstra resistência a leituras ou pregações que poderiam mudar seu modo de pensar e causar convicção do Espírito em seu interior.
Está cheio de inimizades e amarguras, provavelmente provocadas por alguém que o tratou mal. Ele consegue trazer à mente fatos desagradáveis que ocorreram anos atrás, mas que para ele ainda estão frescos, nutridos com sentimentos de amargura.
 Sua mente pode estar cheia de enganos e ideias estranhas, abraçando doutrinas que antes denunciava. A luz que tinha no início transformou-se em trevas. É por isso que pessoas desviadas muitas vezes entram em seitas e doutrinas de demônios.
A pessoa com coração desviado se endurece em sua própria maneira de pensar e fazer as coisas, e ninguém consegue mudá-la ou tirá-la do buraco que criou.
Estas são algumas evidências de um coração destituído de graça. Poderíamos citar muitas outras, mas não adiantaria nada para quem está fixo em seus próprios caminhos. Que tragédia! Tenho tentado vez após vez restaurar pessoas assim à simplicidade do primeiro amor, mas com muito pouco sucesso. Tenho sentido dor no espírito ao ver pessoas assim dar golpes no ar, dar murros na cadeira e berrar no altar. O som oco da voz e o olhar vazio tendiam mais a afastar as pessoas do que a trazer convicção e inspiração para a reunião. Mas nada se podia fazer, porque o coração pobre e enganado estava se enchendo dos próprios caminhos e precisava seguir o seu curso. Às vezes, tais pessoas precisam cair em pecado e desgraça para poderem enxergar sua verdadeira condição.
Certa vez, um homem olhava da frente de sua casa enquanto uma tempestade passava pelo belíssimo jardim. Embora não houvesse ventos fortes, sua árvore predileta caiu com um estrondo inesperado. Depois da chuva, ele foi até o local para ver por que havia caído. Para sua surpresa, o tronco estava corrompido no centro. Então, lembrou-se de como, quando garoto, havia irresponsavelmente desferido um golpe na árvore com um machado. O tronco depois se recuperou, mas não antes da infiltração de uma pequena quantidade de água que desencadeou um processo de deterioração que chegou ao centro da árvore e causou sua queda.
Da mesma forma, querido amigo, você pode ter resistido a muitas tempestades e estar com aparência de quem está forte e saudável; se, porém, no passado, você feriu à consciência e cometeu algo que nunca foi devidamente confessado e curado, pode estar chegando um tempo de perigo em que o processo de decadência chegue ao ponto de trazer queda e vergonha à própria vida e à obra de Deus. Apresse-se, portanto, para buscar cura na raiz!
“Não vos enganeis!” “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te...” (Ap 2.5). Lembre! Pare e pense! É de máxima importância que você encare de frente aquilo que está errado, até que deixe de existir. Não adianta colocar uma fachada de ousadia e fazer de conta que está tudo bem. Isso só vai abrir o caminho para enganos e ilusões maiores. Volte em espírito para o lugar em que primeiro se afastou de Deus e recomece ali onde parou. Pegue sua cruz no lugar onde a abandonou. Renove sua aliança e dedicação a Deus.
Volta, ó Pomba Celestial, volta,
Doce mensageiro de descanso,
Abomino os pecados que te causam dor,
E te afastaram do meu peito.
O ídolo a que mais me apeguei,
 Seja qual for,
Ajuda-me a arrancá-lo do teu trono
Para que eu adore somente a ti.
Traduzido de uma poesia escrita por William Cowper
Taken from Heart Searching Sermons And Sayings.
Fonte: Jornal Arauto da Sua Vinda

Braço:
Roberto: Tudo Deus
Sondando o Coração

O Espírito Santo é o autor de avivamento, tanto no sentido individual quanto no coletivo. É o ministério dele que produz no cristão a sensação de necessidade, que leva uma congregação ao arrependimento, que conduz uma comunidade inteira à transformação. Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, porém muitos cristãos dependem somente de sua consciência ao invés de buscar uma consciência iluminada pela Palavra de Deus e vivificada pelo Espírito do Senhor.

A obra do Espírito, portanto, é mostrar ao pecador a extensão de suas falhas, apontar o padrão perfeito da justiça em Cristo e adverti-lo do inevitável juízo divino. Ele executa um trabalho semelhante no coração do cristão, convencendo-o de carnalidades e falhas, estimulando-o à entrega completa, à apropriação da justiça de Cristo para sua vida diária e advertindo-o do tribunal de Cristo, onde poderá receber um galardão ou sofrer perda.
É ao Espírito Santo que o cristão precisa recorrer se quiser que seu coração sedento encontre avivamento. Tal bênção depende de purificação, que depende, por sua vez, de confissão; a confissão só é possível quando há convicção e esta, por fim, só vem quando o próprio Espírito de Deus sonda e vasculha o coração.
A oração mais eficaz para o cristão que tem fome espiritual é uma petição eloquente encontrada nos Salmos de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24).
Nunca compreendi plenamente a profundidade dessa petição até que a vi na tradução de um idioma escandinavo. Ali a palavra “sonda” é traduzida por uma palavra que significa esquadrinhar ou vasculhar. Não precisamos de muita imaginação para fazer um quadro mental comparando o serviço meticuloso de vasculhar com uma sondagem superficial. Quem vasculha vira tudo de pernas para o ar e traz à luz coisas que estavam escondidas ou esquecidas.
Nos tempos de afastamento ou frieza espiritual, o Espírito de Deus é apagado (1 Ts 5.19), e a consciência é abafada. À medida que a vida continua, a tendência natural de uma pessoa que teve a consciência despertada pelo Espírito é esquecer os acontecimentos desagradáveis. Mas, quando há uma renovação da convicção, o entulho da vida rotineira é afastado, e o elemento ofensivo é trazido novamente à atenção. Para que não haja superficialidade na confissão, Deus precisa vasculhar o coração por completo.
A petição é totalmente pessoal por natureza. “Sonda-me!” É muito comum as pessoas mais espirituais terem mais consciência das falhas berrantes dos companheiros menos espirituais do que de suas próprias.
Na última páscoa, os discípulos não disseram: “Será que é Pedro? Seria Tiago... ou talvez Judas?” Cada um perguntou: “Porventura sou eu, Senhor?”. Há um tempo para todo propósito debaixo do céu, e isso inclui introspecção saudável. Nossas orações não serão ouvidas até que deixemos de “guardar o pecado no coração” (Sl 66.18). Somente quando o coração é sondado e vasculhado é que o pecado pode ser arrastado para fora e exterminado pela luz.
É significativo que a petição é dirigida a Deus. Nem pastor nem psiquiatra, médico ou psicólogo, amigo ou inimigo, pessoa estranha ou a própria mente poderá adequadamente esquadrinhar o coração em busca do pecado. O pecado ofende o Deus Todo-poderoso, e somente Deus pode trazer à luz toda sua verdadeira ofensividade.
Quando abre sua vida com um conselheiro, a maioria das pessoas só revela aquilo que lhes interessa, pensando na preservação dos sentimentos. Por mais perceptivo e sagaz que seja, um pastor ou psiquiatra bem treinado é limitado por seus preconceitos, circunstâncias ou formação. Toda informação oferecida para análise é limitada pelos sentimentos da pessoa que está buscando conselho, e a avaliação humana aplicada à situação é limitada pelas ideias do conselheiro. O homem consegue fazer uma análise inadequada e um diagnóstico arriscado. Deus, por outro lado, não comete erros.
Quantas vezes tenho notado, ao aconselhar ex-combatentes, a tendência de contar só o suficiente para induzir-me a concordar com eles, desculpar seu erro e apaziguar a consciência. Nunca ouvi um soldado dizer: “Foi bem pior do que isso que estou lhe falando”, embora esse geralmente seja o caso.
Para identificar o pecado, a autoavaliação é ainda pior do que o conselheiro. O homem é totalmente incapaz de vasculhar o próprio coração. Ele sempre conseguirá racionalizar seu pecado. Lembro-me de um velho conhecido que parecia ser um mentiroso patológico. Mentia tão frequentemente e repetia tanto cada uma das mentiras que até ele acreditava nelas. Não se pode confiar em ninguém para examinar o próprio coração. O coração é enganoso.
Não só o coração precisa ser examinado, mas os pensamentos também. Deus vasculha tanto o coração quanto a mente. Ele prova os pensamentos, porque assim como o homem pensa no coração, assim ele é. O homicídio começa com ódio, o roubo com cobiça e o adultério com pensamentos impuros. A imaginação, muitas vezes, é mais forte do que a vontade, e, quando se dá corda para ela na mente, inevitavelmente o pensamento gera ação.
Quando o Espírito esquadrinha o coração e a mente, ele mostra ao cristão quanto se afastou do caminho. Confissão do pecado o conduzirá de volta para o caminho da comunhão. Isso em si já é um início de avivamento espiritual para o indivíduo.
Mas será que o Espírito esquadrinha o coração e a mente sem precisar de íntima cooperação com a vontade do homem? De forma alguma. O cristão precisa cooperar plenamente com o Espírito Santo nesse processo.
Primeiro, ele precisa reconhecer sua necessidade e admitir com humildade que a condição do seu coração não está de acordo com a vontade de Deus.
Depois, ele deve orar e pedir especificamente que o Espírito esquadrinhe seu coração. Não só é necessário que continue em oração, durante a qual o Espírito pode agir, trazendo-lhe convicção, mas ele deve também dar diligente atenção à leitura da Palavra, especialmente nas passagens que têm relação com sua necessidade ou falha, porque o Espírito também poderá usar esse meio para trazer convicção.
E, finalmente, ele precisa usar a chave para abrir os arquivos da memória e tentar recordar os atos ou tendências que descarrilharam sua vida espiritual. Ele pode procurar também o conselho de um amigo, porque às vezes o Espírito Santo coloca sua repreensão na boca de um amigo fiel. Ele pode até reexaminar as coisas indelicadas e desagradáveis que seus inimigos e críticos disseram a seu respeito, porque pode haver verdade nelas, ainda que tenham sido ditas sem amor.
Para que ninguém se desculpe apenas por não ter consciência de pecados mais grosseiros, observe no final da oração uma outra petição: “Vê se há em mim algum caminho mau”. Na versão NVI, está assim: “Vê se em minha conduta algo te ofende”. Qualquer coisa que ofende ou entristece o Espírito Santo de Deus é um obstáculo à sua bênção e impede o avivamento.
“E guia-me pelo caminho eterno.” Qual é o caminho eterno? Essencialmente é o Caminho – o próprio Cristo. “Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade” (1 Jo 1.6). Andar no caminho eterno significa andar na luz. Significa andar na verdade. Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Andar no Caminho e obedecer toda a Verdade é o segredo da vida abundante.
De uma coisa o cristão pode estar certo: o Espírito Santo nunca deixa um coração sedento sem resposta. A cirurgia dele é feita com toda perícia, a cura e restauração com toda ternura. As disciplinas de Deus são manifestação do seu amor.
From My All, His All by J. Edwin Orr. Edited by Richard Owen Roberts. Copyright 1989. Used by permission

Fonte: Jornal Arauto da Sua Vinda

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ACONCHEGANDO-SE NA MÃO DE DEUS

                   G. W. WATSON                                                           
          Na mão de Deus


                    A fé em Deus é, ao mesmo tempo, a mais doce necessidade, o mais sublime dever, e o maior privilégio de uma criatura para com seu Criador. 
A fé possui dois componebtes: primeiro, acreditar e aceitar uma promessa ou pessoa, e segundo, uma confiança ou dependência daquela promessa ou pessoa. 
Ao acordamos, dando conta de que estamos aqui neste mundo, sabemos intuitivamente que algum poder  eterno deve ter sido a causa da nossa existência. Vemos-nos constantemente caminhando em dioreção a algum futuro sem fim, e sabemos instintivamente que deve haver algum poder nos aguardando lá. Confiar neste poder ou ser superior é uma das condições essenciais para que obtenhamos qualquer espécie de paz. 
Confiar na origem da nossa existência é a graça fundamentasl da vida, e toda virtude provém dessa confiança fundamental! Uma das provas infalíveis de que as Escrituras são a Palavra de Deus é que sua descrição da vida de fé confere exatamente com a constituição do nosso ser e do meio físico onde habitamos.
Os próprios homens que negam o sobrenatural na região e na vida de fé, vivem eles próprios, uma vida de fé em questões materiais, sociais e financeiras. Todo animal, peixe, pássaro e ser humano neste mundo vivem constantemente por fé, pois em cada passo que dão, precisam acreditar ou racionalmente em algo que está além dos cinco sentidos, firmando-se numa ampla base de providência ilimitada, da qual não conhecem o princípiuo, nem o fim, nem a sua infinita complexidade.
A Fifelidade de Deus
A fidelidade de Deus é aquela adorável perfeição da sua natureza, em que tudo que existe no universo se reclina para apoiar-se. Nosso Bendito Criador refere-se, em sua Presença, á fidelidade com mais frequência do que a qualquer outro de seus atributos, porque é com ela que sua criatura lidam mais constante e universalmente do que com qualquer outro atributo de sua natureza.
Olhe para os homens no mundo dos negocios, e veja se há alguma virtude que é mais constante e universalmente requerida do que a fidelidade, de alguém ser fiel à sua palavra, aos seus compromissos, às suas promessas, à sua correspondência, aos seus pagamentos. Esta é a virtude individual que sempre há de sobressair com mais destaque do que a amizade, o amor, o conhecimento, a sabedoria ou qualquer outra virtude humana.
A salvação é o casamento da confiança humana coma fidelidade divina. Aplicando todos estes pricipios a uma vida religiosa, descobrimos que confiança ilimitade no Deus que se revelou em Jesus é essencial por causa dos segui8ntes motivos:
1º- Por Causa dos Nossos Pecados
Confiar num Salvador divino é uma necessidade por causa dos nossos pecados. Todo ser humano, civilizado ou selvagem, tem consciência do pecado, quer admita ou não, e todo coração sente intuitivamente medo de alguma terrivel e futura calamidade em consequencia do pecado.
Por milhares de anos, os homens vêm inventando infinitos métodos para lidar com o pecado e para tentar separar o monstro do mal da alma humana. Porém, nenhum artifício jamis abteve a doce segurança de perdão e purificação, exceto aquele que é revelado nas Escrituras, que é confessar os pecados a Deus e deixar que ele torne as medidas necessária.
Milhares e milhares de pessoas já tentam todo artifício imaginável: tortura corporal, recusa dos apetites carnais, cultura, razão, poesia, meditação, boas obras,peregrinações, solidão, heroísmo, dormir em caixãoes, cortar e desfigurar o corpo, choro, lamentação, enfim, tudo o que a mente humana conseguiu inventar. Mas nada em seis mil anos jamais trouxe qualquer solução satisfatória para o pecado, a não ser contemplar, em submissão de criança, o encamado, crucificado e ressurreto Deus, permitindo em silêncio que ele tome conta absoluta de todos os nossos pecados e da nossa natureza interior comprometida, e que os desfaça de acordo com seu próprio plano. Nunca tiraremos mel da rocha enquanto não deixarmos que nossos pecados, de qualquer grau ou espécie, sejam coberto pelo Sangue de Jesus.
Não há saída de vida pecado a não ser tranquilamente nos confiarmos nas mãos de Jesus, da mesma maneira que, ao dormimos, confiamos nossa respiração da noite a sua infinita providência.
A fé realmente salva é aquela que deixa Deus tomar conta dos nossos pecados, da mesma forma que deixamos ao seu controle o brilho da luz solar ou o fluxo do oceanos, repousando nas providências espirituais de Deus com a mesma tranquilidade que nossa vida natural repousa em sua administração das leis naturais.
Eu apóio minha alma no precioso Sangue de Jesus da mesma maneira que fixo meu olhar na luz, ou que meus pulmões dependem do ar, ou que meus pés se afirmam na crosta da terra. No momento em que rompo esta confiança ilimitada, estou num mar de angústia. Portanto, a única coisa sensata que se pode faxer para obter paz de alma é confiar na expiação de Jesus, de forma tão ilimitada quanto confio na água que bebo ou no ar que respiro.
2º- Por Causa da Nossa Ignorância e Debilidade
Confiar em Deus é necessário porCausa da nossa ignorância e debilidade.
Sabemos tão pouco do passa do e do futuro, dos segredos da criação e a respeito de nós mesmo, que temos de nos apoiar numa sabedoria que não vemos, num amor que não podemos dimencionar, num comnhecimento que não compreendemos, num governo sutil, secreto, encessante e que permeia tudo, mas que não pode ser visto, tocado, ouvido ou conhecido por nossos sentidos.
O pouco conhecimento que temos daquilo que está em nós e ao nosso redor serve basicamente para revelar nossas pequenez e debilidade. Vemo-nos em contato com forças gigantes que podem a qualquer momento destruir nossa vida: o vento pode nos derrubar, a água pode nos afogar, o fogo pode nos queimar, o frio nos congela, os gases nos sufocar, a gravidade nos esmagar, a escuridão nos cegar. Não temos mais possibilidade de controlar estes elementos numa escala mundial do que teriamos de criar um novo mundo; no entanto, andamos serengamente no meio desses enormes gigantes, como Daniel descansando na cova de leões famintos, porque instintivamente confiamos num Deus invisível e onipotente para regular os elementos e cuidar de nossa pequenez e ignorância.
As Escrituras revelam um mundo espiritual de anjos poderosos, tanto bons como maus, um monstro terrivel do pecado em Satanás, e incontáveis demônios que planejam e maquinam nossa ruína a cada passo. Se não fosse a proteção de Deus, nossas vidas seriam um tormento da parte desses espíritos impietuosos. COntudo, veja como passamos tranquilamente, dia após dia, sem experimentar milhares de desastres em potencial, por causa de nossa confiança instintiva em algum poder infinito que tantas deixamos de valorizar e de amar.
3º- Por Causa de Nossas Falhas de Toda Espécie
É uma necessidade confiar em Deus para tomar conta e governar sobre todas nossas limitações, falha e defeitos de toda espécie imaginável.
A salvação, por mais completa e perfeita que seja, não remove o senso humilhante de nossa total indignidade. Por outro lado, quanto mais nos aproximamos de Deus, com mais ajuda profundidade sentiremos nosso demérito e indignidade. Deus pode de tal forma purificar e encher a alma humana que a pessoa terá a consciência de estar livre do pecado e possuida com a presença viva e a santidade de Cristo, assim como um pedaço de ferro no fogo é impergnado pelo calor. Porém, até a mais doce conciência da habitação do Espírito Santo não apaga nesta vida aquela triste e patética sensação de demérito, debilidade e contaminação diante do Deus eternamente bendito. 
Agora, o que devemos fazer com estes variedos pensamentos, sentin=mentos, depressões e fraquezas que, em tantas pessoas, se misturam com a vida cotidiana? Algumas são muito desligada e não dão atenção algumas às suas imperfeições diárias, deixando-as passar livremente. Outras dão atenção exagerada, mantendo-se numa febre de autorecriminação, denunciando a si mesmas, atribuindo-se toda espécie de tempo pejorativo, e assumindo expressões de tristeza, como se o autodesprezo fosse o caminho para a mais pura e elevada santidade. Na verdade, é apenas um artifício sofisticado de justiça própria.
O único método verdadeiro é reconhecer em humildade cada defeito, confessá-lo a Jesus em total entrega de si mesmo, e depois com amor, tranquilidade e constância, deixá-lo nas mãos de nosso Deus e Salvador, assim como deixarmos o ar que expiramos no oceano atmosférico que nos envolve. Se você adota qualquer outro método que não seja confiar seus defeitos nas mãos de Jesus, gerará em sua alma irresponssabilidade religiosa ou obras de justiça própria.
Devemos, entretanto, evitar cuidadosamente todo defeito e imperfeição que estiver dentro da juristição do nosso livre arbitrio sem exercitar-nos excessivamente ou submeter-nos à escravidão.
4º- Por Causa de um Futuro Sem Fim
Confiar nossas vidas de forma ilimitada às mãos de Deus é uma necessidade diante da certeza de um futuro sem fim que temos diante de nós.
Não podemos ver uma hora à nossa frente, enfrentando sabemos que continuamos vivendo, ou nesta vida ou em outro estado, por horas e dias e anos mais incontáveis do que as gotas do oceano.
Quando contemplamos em pensamento as eras sem fim que enchem nosso horizonte e pensamento no que será de nós naqueles incontáveis séculos, ficamos estarrecidos com indagaçãoes sobre as possibilidades futuras.
Tudo na criação e na revelação nos ensina a entregar-nos por toda a eternidade futura na mão onipotente em que tranquilamente nos aconchegamos hoje.
Nossa confiança ilimitada em Deus parece satisfazê-lo como nada mais, porque corresponde à sua eterna fidelidade, honra sua veracidade e constituise numa silenciosa adoração de todos seus atributos perfeitos. Deus honra para sempre aqueles que crêem nele. Ele nos classifica de acordo com nosso grau de confiança, e não descansar e apoiar-nos nele é desestruturar o próprio plano de criação. Sim, a fé em Deus é, ao mesmo tempo, e mais doce necessidade, o mais sublime dever, e o amor privilégio de uma criatura para seu Criador. 


Essa mensagem foi estraída do Jornal "Arauto da Sua Vinda"


Seja abençoado em nome de Jesus
ROberto

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

COMO O RICO SE TORNOU POBRE

Brownlow North
"Brownlow North" foi um poderoso evangelista na Escócia durante o despertamento de 1859. O artigo a seguir é um excelente exemplo de autêntica pregação evangélica em tempos de avivamento.

 "Aconteceu morreu o mendigo e ser levados pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormento, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. Então, chamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim... porque estou atormentado nesta chama" (Lc 16. 22-24).
A Escritura dá um breve resumo da vida e da morte de dois homens, um que era rico e o outro que era um pobre menfigo. Não há menção alguma do funeral do mendigo. Ninguém lhe prestou homenagem, entretanto tinha honra que vem somente de Deus: diz aqui que morreu e foi "levado pelos anjos" ao céu. É expressadamente notado, porém, que o rico foi sepultado. Sem dúvida, teve toda a ponta e esplendor que pudesse ter desejado se ainda estivesse na terra. Mas, enquanto os pranteadores oficiais seguiam o caixão ao lugar do sepultamento e se fixava o monumento bajulador no local exato, onde estava o homem rico que homenageavam?
Jesus nos conta que o rico estava confinado aos tormentos do inferno. Tanto o mendigo como o rico faleceram, mas como eram diferrentes os julgamentos um um do outro! O mendigo morreu e, de acordo com o julgamento de Deus, foi emidiatamente para o céu. O rico morreu e, pelo julgamento de Deus, foi imediatamente para o inferno.
Essa passagem das Escrituras contradiz claramente a falta de doutrina de que não existe inferno. Que ninguém o engane. Não há arrependimento na sepultura. Uma vez a pessoa morreu, nunca mais se lhe encontrará um lugar de misericórdia. Como foi com o rico e com o mendigo, assim será com todos nós. Imediatamente após a morte, nossos destinos serão determinados para o céu ou para o inferno, de forma imutável e eterna.

Descrição do Homem Rico
Tendo chegado à conclusão de que o homem rico se perdeu, surge uma pergunta extremamente importante: Qual foi seu pecado? Que foi algo que destruiu sua alma está muito claro, pois o impediu de entrar no céu e o afundou em ruína eterna.
Mas qual foi seu problema? Não eram suas riquezas. Não é pecado ser rico. Abraáo, chamado nas Escrituras de amigo de Deus (2Cr 20. 7), era rica. Também o eram Davi, Salomão, José e muitos outros santos na Bíblia. E todos esses foram salvos quando morreram. Não, não foi sua riqueza que impediu o rico de entrar no céu. Qual então, seu pecado?
A respostaa esta pergunta trará à tona o pecado - a causa fundamental da destruição de todas as pessoas que já se perderam ou que ainda haverão de se perder. A fim de responder esta pergunta importante, devemos primeiro examinar melhor a condição em que o rico realmente se encontrava.
Com relação à sua riqueza, suas circunstâncias não eram semelhantes às da maiorias dos outros. Relativamente poucos estavam em condições de conforto e afluência como ele, a ponto de comandar à vontade todas as boas coisas deste mundo. A despeito da sua posição de privilégio, entretanto, o homem rico tinham uma necessidade em comum com todo restante da humanidade. embora provavelmente não o tenha reconhecido durante toda sua vida na terra, ele havia nascido com o maior de todos as necessidades, uma necessidade compartilhada por todas as pessoas que já nasceram na terra, ricas ou pobres, sem exceção: o homem rico nasceu sem Deus.
A necessidade de Deus é a necessidade universal de todos os seres humanos. Sejam quais foram todas as outras diferenças entre povos e raças, neste aspecto todas as pessoas são iguais. Todos entramos neste mundo sem Deus e, se não nascemos de novo por meio do Espírito de Deus em algum momento entre o nossos nascimento e morte físicos, vivemos e morrremos sem Deus. Neste caso, ainda que ganhássemos o mundo inteiro, seria melhor para nós que nunca tivéssemos nascido. 
Nascer sem Deus - Morrer sem Deus
Paulo, ao escrever aos novos convertidos de Éfeso, descreveu para eles como eram antes da conversão. Sua descrição se aplica em todas as pessoas que já viveram em todos os tempos. "Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separado da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo" (Ef 2. 12). De fato, poderiamos resumir esse versículo inteiro em duas palavras: "sem Deus".
A pessoa sem Cristo é um estranho, isolado de todo verdadeiro bem. Qualquer outra esperança que porventura tiver para o futuro é totalmente infundada e enganosa, pois assim que morrer sem Deus, ele também há de se etermamente como aconteceu com o homem rico. Este tipo de pessoa, indiferente das suas condições de prosperidade material, é muito mais miserável e digna de pena do que aquele mendigo foi em toda sua vida.
Quando Deus colocou Adão no jardim do Éden, deu-lhe uma ordem: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem o do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16-17). Adão comeu o fruto proibido e naquele mesmo dia morrreu. Seu corpo não morreu imediatamente, maas no momento em que quebrou o mandamento de Deus, ele perdeu a vida eterna e passou a ser morto espiritualmente. A partir do instante em que pecou, Adão ficou "sem Deus no mundo".
Esta é a morte que Adão sofreu no jardim do Éden. Esta é a morte que passou a todos os homens, em consequência da sua descendência de Adão: todos nascem no mundo sem Deus. Foi por isso que o Senhor Jesus veio e deu a sua vida, morrrendo para nos redimir da morte.
Estar sem Deus é estar morto. Para aquele que tem Deus, a morte do corpo não é realmente morte - as Escrituras se referem a isso como dormir (ver 1 Ts 4.14). "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que todavia, se mantêm rrebelde contra o Filho não verá a vida" (Jo 3. 36).
O Pecado do Homem Rico 
Quando o mendigo e o rico nasceram, os dois estavam sem Cristo e sem Deus. Quando morreram, o mendigo tinham Deus e o rico não tinha. O mendigo, enquanto na terra, estava descontente sem Deus e fez o que o rico poderia ter feito, caso também estivesse descontente - buscou e achou no Senhor Jesus Cristo. Mas o rico não sentiu necessidade; já tinha o que lhe satisfazia: suas sessões e riquezas. Ele não sentiu desejo pela única coisa que tinha, o próprio Deus. O rico tinha tudo menos Deus, enquanto que o mendigo só tinha Deus. Cada qual estava contente com sua porção.
Será que dá para entender qual era o pecado do homem rico? É o pecado pelo qual nem o castigo eterno jamais poderá trazer explicação ou perdão. O pecado do homem rico era contentamento sem Deus. Nascer sem Deus - esta era sua maldição. Contentamento sem Deus - este era seu pecado.
O pecado do rico pode ser cometido por ricos e pobre igualmente. Deus não faz acepção de pessoas. Piedade com contentamento é grande fonte de lucro, mas contentamento sem Deus é condenação eterna.
Se voce estiver contente sem Deusneste mundo, a maior maldição que Deus tem está sobre você. Se você estiver sem Deus, quem está reinando sobre sua vida? Satanás, "o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência" (Ef 2.2). Realmente, essa afirmação não é exagerada. Se você estiver contente se Deus, nenhum endemoniado jamais esteve mais completamente sob o domínio do diabo do que você.
Podemos ser capazes de fazer qualquer coisa natural pela nossa própria força de vontade -= podemos doar nosso tempo, nosso dinheiro ou nossa energia a qualquer coisa que nos interessar. Mas é impossível dar as costas para o pecado e buscar a Deus a menos que ele tenha misericórdia de nós. Clame a Deus para ajudá-lo. Você não pode ajudar a si mesmo sem intervenção divina.
É só fazer uma experiência para provar a verdade do que estou dizendo. Você pode fazer qualquer outra coisa quiser, porque em outras dificuldades. Satanás é indiferente e não fará qualquer oposição. Mas comece a ficar ansioso sobre sua alma e procure honrar a Deus e guardar seus mandamentos, e logo provará a si mesmo que é totalmente impotente para isso.
Como o Pobre Pode se Tornar Rico
Quero perguntar-lhe com amor: Você realmente acredita que aos olhos de Deusé um cristão e que tem Deus? A pergunta não é se você é moral e respeitável - um pai, uma mãe, um conjuge, um vizinho. Não é se você é honesto e justo em seus negócios ou se cumpre fielmente seus deveres religiosos. Muitos fazem isto e não são nascidos de novo. A grande pergunta é: Você tem Deus?
Você não nasceu com ele. Quem tem Deus é porque teve um segundo nascimento. Nesceram outra vez pelo Espírito. O Espírito Santo veio sobre eles e Cristo começou a ser formado no seu inbterior. Pela habitação do Espírito, tornaram-se santuários de Deus.  O   objetivo da obra de Cristo na terra foi abrir um caminho pelo qual não só o homem pudesse se aproximar de Deus, mas também onde Deus pudesse ter acesso ao homem. Foi o pecado do homem que impôs a barreira entre si e Deus e, para remover essa barreira. Cristo morreu, Jesus derramou seu sangue para satisfazer as exigências da justiça de Deus contra o homem. Pelo sacrifício de si mesmo, Deus abriu um caminho pelo qual pudesse voltar ao homem. Deus deixou Adão por causa do seu pecado e, como estar sem Deus é morrer. Adão morreu. Deus volta ao filho de Adão quando este crê em Jesus e, como ter Deus é viver, ele torna a ter vida.
Estas verdades são absolutamente necessária a salvação. Sem conhecê-las e sem recebê-las, ninguém pode ser salvo. Entretanto, multidões as desconhecem totalmente. Por quê? Porque multidões estão contentes sem Deus. É o papel do Espírito Santo tornar estas verdades e revelálas aos homens.
No final das contas, quem era o homem mais rico: o homem que tinha tudo menos Deus ou o mendigo que só tinha Deus? Durante sua vida na terra, teria parecido tolice apara o rico dizer: "O mendigo com Deus está muito melhor do que eu". Mas agora, se ele pudesse e  voltar e falar conosco, como acha que responderia?
O segnificado das palavras "sem Deus" é muito mais profundo do que o coração humano tem condições de soandar, entretanto é uma lição que todo homem terá de aprender pessoalmente, ou nesta vida ou na próxima. Aqueles que a aprendem aqui serão bem - aventurados. Ninguém precisa ficar um instante sem Deus aqui na terra. Convite vem após convite, promessa após promessa, a todos aqueles que têm fome e sede de Deus. Mas a pessoa que nunca tem sede de Deus aqui terá sede dele imediatamente após sua morte. Certamente sentirá sua necessidade de um Salvador quando estiver no inferno.
O inferno é um lugar aterrador para se aprender pela primeira vez como é a agonia de sede espiritual. O inferno é descrito na Bíblia como a cova em que não há água (Zc 9.11). Cristo veio para a terra numa missão de misericórdia. Por amor a Cristo, Deus dará seu Espírito Santo a todo aquele que o pedir. A pessoa que quiser escapar do destino do homem rico precisa estar consciente do pecado do homem rico; contentamento sem Deus.
 "Pensa Nisto"

Essa mensagem foi extraído do jorna "O Arauto da sua vinda" ano 21 nº 06.

Abraço
Roberto - tudo Deus 



PRISÃO

prisao
A detenção, como castigo, embora primitivamente em uso entre os egípcios (Gn 39.20 - 40.3 - 42.17), não era ordenada pela lei judaica, sendo, contudo, o suposto criminoso guardado até ao seu julgamento (Lv 24.12 - Nm 15.34). Durante o período da conquista, e do juizado, na verdade até ao tempo de Saul, não há indicação alguma de que os hebreus tivessem prisões. Foi depois a prisão uma parte do palácio real (1 Rs 22.27). isto era assim segundo o costume das nações circunvizinhas (2Rs 25.27 - Ne 3.25 - Jr 3L2). Houve outra forma de prisão, na qual uma casa particular servia para ter o acusado em lugar seguro (Jr 37.15). os prisioneiros sustentavam-se à sua própria custa, combinando todos a sua alimentação. No tempo de Cristo, cada palácio, ou fortaleza, tinha a sua prisão, geralmente lugares subterrâneos (Lc 3.20 - At 12.4 a 10). o Sinédrio tinha, também, um lugar para detenção de pessoas acusadas de qualquer delito (At 5.18 a 23 - 8.3). Em todas as prisões eram usadas cadeias e troncos para terem bem seguros os presos, e até, segundo o costume dos romanos, estavam eles ligados aos soldados. Geralmente, como no caso de Paulo, os amigos tinham entrada nos cárceres (Mt 11.2 - 25.36,39 - At 24.23). Além das prisões referidas, qualquer lugar conveniente poderia servir de encarceramento. (Gn 37.24 - Jr 38.6 a 11.) Metaforicamente, chama-se prisão a uma condição baixa (Ec 4.14) - e também o estado em que Deus guarda Satanás (Ap 20.7). E o mesmo nome se dá ao estado de escravidão espiritual em que os pecadores são retidos por Satanás, em razão das suas próprias más ações e desejos (is 42.7 - 53.8). o inferno é semelhante a uma prisão (1 Pe 3.19). os cativos, os escravos, etc., são chamados prisioneiros (Jó 3.18 - Sl 69.33 - is 49.9).

Essa mensagem foi extraída de um estudo on-line-infor

Seja abençoado em nome de Jesus
Abraço
Roberto: Tudo Deus

O LIVRO DA REVELAÇÃO

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 O livro da Revelação. Chama-se assim o último livro da Bíblia pelo fato de conter as proféticas doutrinas reveladas ao autor por Jesus Cristo. A sua autoria é, pelo próprio livro, atribuída a João (1.1,4,9 - 22.8). Foi o servo de Jesus Cristo (1.1), ‘o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo’ (1.2). A igreja Primitiva, num testemunho quase universal, diz que o autor do Apocalipse é o Apóstolo João, filho de Zebedeu, o mesmo que escreveu o quarto Evangelho. Com respeito à DATA do livro, é muito discutido. A questão principal é saber se o desterro de João para Patmos, pequena ilha do mar Egeu, aconteceu quando Nero era imperador de Roma (64 a 68 A.D.), ou no tempo do imperador Domiciano (81 a 96). Este livro é do mesmo caráter profético, que distingue os livros de Daniel e Ezequiel. Esta literatura apocalíptica teve sempre por fim animar e estimular o povo judeu, em tempos de desgraça nacional, com a certeza de um futuro glorioso pela vitória do Libertador de israel que havia tanto tempo se esperava. o conteúdo pode ser dividido da maneira seguinte: A primeira parte (1 a 3) refere-se ‘às coisas que são’, e compreende uma visão preparatória das perfeições divinas, a simpatia do Redentor para com os homens, e também as epístolas aos ‘anjos’, que são personificações do espírito de cada uma das sete igrejas. Cada uma destas cartas ou epístolas consta de três partes: (1) a introdução, que se refere sempre a alguns dos atributos Daquele que fala à igreja, tomados da visão precedente, e nos quais se observa uma ordem progressiva e uma adaptação ao sentido geral da epístola que segue - (2) uma descrição das características da igreja com a conveniente animação, admoestação e censura - (3) e as promessas de uma recompensa aos que vencerem, promessas que são feitas a todas as igrejas. A parte restante do livro (4 a 22) compreende a profecia do ‘que deve acontecer depois destas coisas’. Há uma série de visões que mostram, por meio de imagens simbólicas e linguagem figurada, os conflitos e sofrimentos do povo de Deus, e a ação da Providência sobre os perseguidores dos fiéis. E conclui, apresentando a queda da mística Babilônia, que é a figura do erro, e mostrando a triunfante Nova Jerusalém, a igreja aperfeiçoada. Toda a matéria do livro pode, também, dividir-se em sete partes, não contando com o prólogo, que compreende os oito primeiros versículos do cap. 1º: l. As sete epístolas às sete igrejas (1 a 3) - 2. os sete selos (4.1 a 8.1) - 3. As sete trombetas ressonantes (8.2 a 11) - 4. As sete figuras místicas: a mulher vestida do sol, o dragão vermelho, o varão criança, a primeira besta que saiu do mar, a segunda besta que se levantou da terra, o Cordeiro no monte Sião, o Filho do Homem sobre a nuvem - 5. o derramamento das sete taças (15,16) - 6. A aniquilação dos inimigos da igreja (17-20) - 7. As glórias da Cidade Santa, a Nova Jerusalém (21 a 22.5) - 7. Epilogo (22.6 a 21). A interpretação das profecias tem sido assunto para grandes discussões. As diferentes teorias podem ser dispostas em quatro parágrafos: (1) A interpretação preterista, que diz terem tido as profecias do Apocalipse o seu cumprimento na primeira idade da igreja. os críticos do sistema preterista afirmam que uma grande parte do livro refere-se ao tempo da perseguição de Nero e da rebelião judaica. os sete reis de que fala o v. 10 do cap. 17 significam os imperadores Augusto, Tibério, Gaio Calígula, Cláudio, Nero, Galba e oto. o que se diz em 13.18 com respeito ao número da besta, 666, corresponde, segundo este sistema de interpretação, ao valor numérico das letras hebraicas nas palavras Nero César. g) A escola histórica de expositores considera estas profecias como um delineamento dos grandes acontecimentos da história do mundo, ou da igreja, desde os tempos apostólicos até ao fim do mundo. (3) A escola futurista sustenta que a maior parte desta série de profecias, ou todas elas, dizem respeito a acontecimentos, que se realizarão um pouco antes da segunda vinda de Cristo. o anticristo, ou a besta apocalíptica é, segundo esta teoria, um infiel em pessoa, que reinará sobre toda a extensão do velho império Romano, e perseguirá triunfantemente os santos pelo espaço somente de três anos e meio, vindo depois Cristo destruir aquele ímpio poderoso. (4) o quarto sistema de interpretação, com o nome de espiritual ou ideal, considera o Apocalipse uma manifestação pitoresca de grandiosos princípios em constante conflito, embora sob várias formas, e de caráter eclético. É importante observar a correspondência de linguagem, em certas expressões, entre o Evangelho de João e o Apocalipse: i. A aplicação do título ‘Verbo de Deus’ a Jesus (19.13). Este nome ‘o verbo’ aparece somente no Novo Testamento, nos escritos de João: *veja Jo 1.1 e 1 Jo 1.1. ii. A idéia de designar pelo nome de Cordeiro o Redentor da Humanidade ocorre vinte e cinco vezes no livro do Apocalipse, e também em Jo 1.29, 36. iii. o uso do termo vencer, no sentido de destruir o mal do mundo, repetidas vezes se nota nas cartas às sete igrejas (2,3, e também em 12.11 e 15.2, e 17.14 e 21.7 - *veja 1 Jo 2.13, 14 e 4.4 e 5.4,5). iV. o termo ‘verdadeiro’ no sentido de real, genuíno, em oposição a fictício acha-se treze vezes no Evangelho e Epístolas, e dez vezes no Apocalipse (*veja 3.7 e 19.11 - Jo 1.14 e 15.1 - e 1 Jo 5.20). *veja A expressão ‘quantos o traspassaram’ (1.7) acha-se somente em Jo 19.37, e está em relação com a passagem de Zacarias, 12.10, cuja tradução difere da dos Setenta. Vi. A excelente idéia de João no Evangelho, expressa pelo nome e correspondente verbo grego, que se acham traduzidos pelas palavras ‘testemunho’, ‘testificar’, no sentido de declaração respeitante a Jesus Cristo, e de uma profissão pública de crença, encontra-se também de modo proeminente no Apocalipse (*veja 1.2,9 e 6.9, e 12.11, 17, e 19.10, e 20.4 e 22.18, 20).

Essa mensagem foi extraída do estudo on-line infor (muito interessante)

Seja abençoado em nome de Jesus

Abraço:


 Roberto: Tudo Deus



RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Foto Bíblico


 A ressurreição dos mortos, como é compreendida nas Sagradas Escrituras, deve-se distinguir da ressuscitação, ou restabelecimento da ordinária vida humana. A ressuscitação é a restauração da vida que se deixou. Ressurreição é a entrada num novo estado de existência. Há três narrativas de ressuscitação no A.T., e cinco no N.T.: a restauração do filho da viúva de Sarepta por meio de Elias (1 Rs 17.17 a 23) - a restauração do filho da Sunamita pela obra de Eliseu (2 Rs 4.18 a 36) - o recobramento da vida, que teve o homem lançado no sepulcro de Eliseu (2 Rs 13.20,21) - Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Mc 5.35 a 42 - Lc 8.49 a 56) - e o filho da viúva de Naim (Lc 7.11 a 15) - e a Lázaro (Jo 11.1 a 44) - e narram-se dois casos nos Atos - o de Tabita (9.36,42) - e o de Êutico (20.9 a 12). São poucos, no A.T., os indícios de uma crença na ressurreição (Jó 14.13 a 15 - Sl 49.15 - 73.24 - is 26.14,19 - Dn 12.2) - diz-se que não era para os inimigos de Deus (Sl 49.14 - cp. com is 26.14) - mas essa esperança era aplicada simbolicamente à nação (Ez 37.1 a 14 - os 6.2). A crença foi aumentando na igreja Judaica, e cada vez se torna mais distinta à medida que nos aproximamos do tempo de Jesus Cristo. No tempo do nosso Salvador era uma doutrina consideravelmente admitida a ressurreição geral, embora os saduceus, aceitando o ponto de vista do Eclesiástico, a negassem. Deste modo Marta, quando Jesus lhe assegurou que seu irmão havia de ressurgir, respondeu: ‘Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia’ (Jo 11.23,24 - cp. com At 24.15). Quando Jesus tratou da ressurreição dos mortos, Ele não declarou na verdade que essa doutrina estava reconhecida pela Lei, ou pelos profetas, mas fez ver que se subentendia nas palavras que Deus dirigiu a Moisés na sarça ardente, acrescentando: ‘ora, ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos’ (Mc 12.27). Em verdade, Jesus claramente ensinou uma ressurreição geral dos justos e dos injustos (Mt 22.23 a33 - Mc12.18 a 27 -Lc20.27 a38 - Jo 5.28). Jesus Cristo associou de um modo definitivo a volta à vida com a Sua própria obra de expiação pelo Seu povo (Jo 6.39,44,54 - 11.25,26 - 14.19). Era esta, também, a doutrina apostólica (At 4.2 - Rm 6.5,8 - 1 Co 15.20 a 22 - 1 Pe 1.3,4). Mas em Rm 8.11 achamos:’ [Deus }... vivificará os vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito que em vós habita.’ A ressurreição é, de um modo geral, no N.T. atribuída a Deus, ao Pai, ou ao Filho (Jo 5.21 - 6.39 - 11.25 - 2 Co 4.14), mas não ao Espirito Santo somente. (Em 1 Pe 3.18 deve entender-se que Cristo morreu no corpo, mas foi trazido a uma nova vida pelo Seu espírito.) Com respeito à ressurreição do corpo, o argumento de S. Paulo em 1 Co 15.35 a 53 mostra (a) que é real - (b) que esse corpo é, em qualidade e poder, muito mais sublimado do que o terrestre - (c) e que de algum modo é o resultado deste. (*veja Ressurreição de Jesus Cristo, imortalidade da alma.)

Essa mensagem foi extraída de Estudo Bíblico On-line info.

Seja abençoado em nome de Jesus
Abraço - Roberto